quinta-feira, 29 de setembro de 2022

UH-15 "Super Cougar" N-7201 é entregue pela CIM após inspeção

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No último dia 14 de setembro, a aeronave N-7201, um dos exemplares do Airbus H225M operados pela Marinha do Brasil, onde são denominados UH-15 "Super Cougar", foi entregue em cerimônia pelo Centro Integrado de Manutenção (CIM), que funciona no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMASP), após o término de inspeção programada.

A formatura foi presidida pelo Diretor da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), Major-Brigadeiro do Ar Rodrigo Fernandes Santos, e contou com a presença do Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Augusto José da Silva Fonseca Júnior, além de autoridades civis e militares.

Criado em 2018, o Centro Integrado de Manutenção (CIM) tem como objetivo principal otimizar os recursos financeiros, estruturais, materiais e humanos utilizados na manutenção das aeronaves H225M em operação com as Forças Armadas Brasileiras, fruto de uma aquisição conjunta no âmbito do Programa H-XBR, com isso integrando a manutenção das aeronaves e sendo um polo de interoperabilidade entre as três forças brasileiras,promovendo a troca de experiência, padronização e a integração.

 O "N-7201" foi submetido a inspeção após completar as 1.200 horas de voo prevista para que seja realizada a inspeção, o que também pode ser realizado caso a aeronave complete 36 meses em operação antes das 1.200 horas.  Até o momento já foram finalizadas as inspeções em 2 aeronaves operadas pela Marinha do Brasil, onde voam com 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2 "Pegasus"), 4 do Exército e 2 da Força Aérea.


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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Marinha italiana realiza exercício de busca e salvamento de submarino sinistrado

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Entre os dias 12 e 24 de setembro, a Marina Militar Italiana, realizou nas águas da Marina de Ginosa o Italian Submarine Excape and Rescue Excercise 2022 (Smerex22). O exercício, que contou com a presença do submarino de última geração "Romeo Romei" e do Navio Auxiliar de Resgate "Anteo", e visa verificar os procedimentos de identificação e resgate da tripulação de um submarino avariado no fundo do mar.

O "Anteo" conta com uma equipe de mergulhadores, sendo um navio especializado no apoio a operações submarinas em águas profundas e está equipado com um conjunto completo de sistemas de resgate, incluindo o minissubmarino SRV 300, o Mc-Cann Rescue Bell e os veículos submarinos ROV.


A estes veículos juntou-se o Submarine Parachute Assistant Group (SPAG), uma unidade de emergência lançada por via aérea do Comando Subaquático e Incursores da Marinha, uma equipe capaz de intervir em poucas horas em todo o Mediterrâneo.


O sinal do Submarine Emergency Position Indicating Radio Beacon (SEPIRB), lançado pelo submarino "Romei", permitiu ao Comando Submarino e ao International Submarine Escape and Rescue Liaison Office da OTAN (ISMERLO) identificar e localizar o submarino em perigo e a ativação da Coordenação das Forças de Resgate e a Equipe de Ligação Dissub do Comando Submarino, que assim iniciou as operações de resgate com o "Anteo".




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COMANDO MILITAR DO NORTE FORMA A PRIMEIRA COMPANHIA DE REAÇÃO RÁPIDA DE SELVA DA ONU

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O Comando Militar do Norte oferece à Organização das Nações Unidas a primeira Companhia de Reação Rápida de Selva para atuar em missões de paz. A certificação aconteceu nesta sexta-feira, dia 23 de setembro, no 51º Batalhão de Infantaria de Selva (51º BIS), em Altamira no Pará, onde foi realizado o treinamento.


No total, 180 militares da 23ª Brigada de Infantaria de Selva e suas organizações militares subordinadas participaram das atividades, sendo 9% do efetivo do segmento feminino. A tropa passou pelo Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz das Nações Unidas (UNPCRS, sigla em inglês). Os exercícios simularam situações reais de patrulhamento motorizado e a pé, com embarcações pelo Rio Xingu, infiltrações em área de floresta, resgate de reféns, escoltas e comboio humanitário, além de operação de controle de distúrbios.


Os treinamentos foram realizados entre os dias 19 e 23 de setembro, e empregaram 29 viaturas, 8 embarcações e mais de 200 armamentos de uso exclusivo do Exército Brasileiro.

“Essa é uma capacidade pioneira. O Brasil possui outras tropas que foram incluídas e certificadas pela ONU. Mas agora a nossa intenção é de que o Brasil esteja numa posição diferenciada ao oferecer a capacidade de selva, que ainda não existe”, comentou o Coronel Carlos Alberto Moutinho Vaz, Comandante do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), responsável pela avaliação do Exercício Avançado de Operações de Paz.

Ao término do Exercício, o Major Emerson Guimarães Fontoura, comandante da Companhia de Reação Rápida (QRF, em inglês), recebeu a certificação das mãos do Comandante do CCOPAB. Também estavam presentes na cerimônia o Coronel Vitor Hugo de Bastos Silva, do Comando de Operações Terrestres, e o Tenente-Coronel João Bosco Reis Cestaro, representando o Comando Militar do Norte.



“É um orgulho estar com a tropa preparada para ser empregada em qualquer situação. É uma capacidade nova que o Brasil tem a oportunidade de ofertar para a ONU, conforme as nossas características de selva, prontidão e operacionalidade para emprego em qualquer missão”, concluiu o Tenente-Coronel Luiz Guilherme de Oliveira e Silva, Comandante do 51º Batalhão de Infantaria de Selva.


Fonte Exército Brasileiro 

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domingo, 25 de setembro de 2022

Marinha da Tailândia compra Hermes 900

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A Marinha da Tailândia assinou contrato de aquisição do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado (SARP) Hermes 900, fabricado pela israelense Elbit Systems, fechando um acordo avaliado em 107,6 milhões de dólares, segundo anuncio da Marinha Tailandesa no último dia 21 de setembro.

Apesar do anúncio, os tailandeses não informaram quantas ARPs Hermes 900 compraria, mas disse que o orçamento foi definido para adquirir o sistema ao longo de quatro anos, entre 2022 e 2025.

As novas aquisições serão empregadas ​​no patrulhamento marítimo, garantindo a defesa e a segurança das rotas marítimas e auxiliando também nas operações SAR dentro de suas águas jurisdicionais, sendo um importante implemento a sua capacidade de defesa da Soberania do país asiático.

O Hermes 900 é uma interessante plataforma, inclusive operada no Brasil pela FAB, o qual nós do GBN Defense já tivemos a oportunidade de acompanhar de perto a operação deste durante a Operação Samaúma, ocasião que conferimos a capacidade do mesmo de operar remotamente, sendo controlado há mais de mil quilômetros de distância. Esta Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) tem autonomia para permanecer em voo por mais de 36 horas e com teto operacional de até 30.000 pés (9.144 m) com uma carga útil máxima de 350 kg. A compra tailandesa representa um grande salto tecnológico e de capacidade de monitoramento para sua marinha.

No campo do patrulhamento marítimo, o Hermes 900 é uma interessante opção para monitoramento de nossas águas Jurisdicionais operando a partir de bases em terra, sendo um sistema que já operamos no Brasil, apesar de possuirmos uma única aeronave do tipo, é interessante se estudar o seu emprego em apoio ao controle do tráfego marítimo em nossa Amazônia Azul.


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sábado, 24 de setembro de 2022

RQ-900 Hermes da FAB realiza translado inédito

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A missão inédita foi cumprida pelo Esquadrão Hórus (1°/12° GAV) e representa um avanço na operacionalidade da Força Aérea Brasileira.


A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, nesta sexta-feira (23/09), o primeiro voo de traslado de uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), a RQ-900 Hermes, de Santa Maria (RS) a Campo Grande (MS). A distância entre os aeródromos de decolagem e pouso é de aproximadamente mil quilômetros. Até então, as missões não tripuladas conduzidas pela Força Aérea, ainda que tivessem grande alcance devido ao controle realizado por satélite, restringiam-se a decolagem e pouso sempre no mesmo aeródromo.

A operação, conduzida pelo Primeiro Esquadrão do Décimo Segundo Grupo de Aviação (1°/12° GAV - Esquadrão Hórus) e sob a égide do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), revestiu-se de grande complexidade. Isso em virtude das peculiaridades do sistema não tripulado, da suscetibilidade à meteorologia e da necessidade de múltiplas coordenações entre órgãos de controle do espaço aéreo e tripulantes, que revezaram a missão estando baseados em Santa Maria (RS), Brasília (DF) e Campo Grande (MS).

O voo histórico decolou da Base Aérea de Santa Maria (BASM), no Rio Grande do Sul (RS), às 3h05min da manhã. Uma equipe de mantenedores realizou a preparação da aeronave e os tripulantes realizaram o controle com link em linha de visada, isto é, utilizaram uma antena de solo apontada diretamente para a aeronave o que permitiu o comando remoto durante todas as fases da operação.


Na segunda etapa, uma tripulação assumiu o controle do RQ-900 a partir de Brasília (DF), desta vez por link satelital, executando a pilotagem remota até o aeródromo de Campo Grande (MS), localizado a mais de mil quilômetros de distância de Santa Maria (RS).

Já na última fase da operação, antes do início dos procedimentos de descida para pouso em Campo Grande (MS), uma tripulação local assumiu o comando da aeronave, em linha de visada, realizando um pouso suave e com segurança em Campo Grande, a Cidade Morena.

O Comandante do COMAE, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, destacou que o voo representou a consolidação da operação de Aeronave Remotamente Pilotada militar no Brasil, iniciada há pouco mais de uma década, pelo Esquadrão Hórus. “O traslado permitiu a redução de custos e ampliação da capacidade de pronta resposta do RQ-900 na tarefa de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR)”, acrescentou o Oficial-General

Neste sentido, o Comandante do Esquadrão Hórus, Tenente-Coronel Aviador Ricardo Starling Cardoso, ressaltou, com muito orgulho, o feito inédito realizado. “Esse voo entrou para a história como um avanço na operacionalidade da FAB com relação ao emprego de sistemas não tripulados. Demonstrou a capacidade de mobilizar e reposicionar a aeronave para operar a partir de uma nova base de desdobramento e em um curto espaço de tempo”, concluiu.

Esquadrão Hórus

O Esquadrão foi criado em 2011, na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de operar as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), como também são chamados os Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) na Força Aérea Brasileira, realizando missões de Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicações no Ar, Busca e Salvamento em Combate (C-SAR) e Reconhecimento Aéreo.


A operação de uma ARP necessita de sistemas em solo que permitem o controle, a telemetria e a recepção das imagens por meio de um sistema de enlace de dados, sendo as aeronaves comandadas por aviadores com experiência em aviões e helicópteros de combate, além de conhecimentos em missões militares e regras de controle do espaço aéreo.

Em 2014 o Esquadrão passou a operar as aeronaves RQ-900 Hermes, que possuem capacidade de operação em média altitude e longa duração. Equipada com o sensor eletro-ótico e térmico DCoMPASS, com câmera colorida de alta definição, sensor de visão infravermelha e iluminador e designador de alvos a laser, essa aeronave possui também o sistema eletro-ótico SkEye, um conjunto de 10 câmeras de alta resolução que permite a vigilância de várias áreas simultaneamente, com transmissão de dados em tempo real. O RQ-900 Hermes voa a mais de 9.000 metros de altura e tem autonomia superior a 30 horas.


Fonte: Força Aérea Brasileira 

Fotos: Esquadrão Hórus 

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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Conflitos fronteiriços Quirguistão-Tajiquistão, entenda a geopolítica envolvida

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As disputas fronteiriças herdadas da União Soviética dentro e ao redor do Vale de Fergana, que abrange a região onde as fronteiras do Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão se encontram, são um dos problemas mais graves da região há mais de 30 anos. Dentro do território dos países da região, os vizinhos fronteiriços também possuem terras em forma de ilhas. Desde 1991, tem havido divergências em muitas questões como fronteiras, terras insulares, travessias, relações entre os povos, além de áreas de pastagem, controle de recursos hídricos, áreas de segurança e soberania. Esses conflitos às vezes se transformam em conflitos armados.

A fronteira do Quirguistão com o Tajiquistão é de aproximadamente 970 a 987 quilômetros. As partes não podem chegar a um acordo sobre cerca de 300 quilômetros dessa fronteira. Por esta razão, a fronteira Quirguistão-Tajiquistão ainda não foi totalmente determinada. Mais de 200 tensões e conflitos ocorreram nesta região fronteiriça desde 2010. Este é um indicador importante que aponta que os problemas da região devem ser resolvidos o mais rápido possível.

Causas e desenvolvimento do conflito de setembro

No ano passado, ocorreram confrontos armados entre o Quirguistão e o Tajiquistão entre 28 de abril e 1 de maio. Soldados quirguizes avisaram que soldados tadjiques servindo na fronteira Quirguistão-Tajiquistão entraram na área de fronteira que ainda não foi acordada; Como os soldados tadjiques responderam a esses avisos com disparos, um novo conflito armado começou em 14 de setembro de 2022. Soldados tadjiques entraram na fronteira do Quirguistão após esses confrontos. Embora as tensões continuassem em 15 de setembro, não houve conflito sério. Os confrontos recomeçaram em 16 de setembro e continuaram de forma intermitente. Nesse processo, a cidade de Batken e os assentamentos na região fronteiriça ficaram sob intenso fogo dos soldados tadjiques, e confrontos ocorreram em cerca de dez pontos diferentes da região. O ataque pelo Tajiquistão em 17 de setembro, áreas militares e civis do Quirguistão foram fortemente atingidas com armas pesadas, como foguetes. Após intensos confrontos, um cessar-fogo foi alcançado por volta das 19h00 do mesmo dia.

De acordo com a declaração do Quirguistão, 59 cidadãos quirguizes perderam a vida, 163 pessoas ficaram feridas e 282 casas foram danificadas nos ataques do Tajiquistão. Mais de 130.000 pessoas foram evacuadas da zona de conflito. Nas declarações feitas pelo Tajiquistão, foi relatado que 41 cidadãos tadjiques foram mortos, muitos feridos e 30 mil pessoas foram evacuadas da zona de conflito.


A reação do Ministério das Relações Exteriores do Quirguistão aos eventos

Em uma declaração oficial no dia 19 de setembro, o Ministério das Relações Exteriores do Quirguistão informou que considerava os eventos de 14 e 17 de setembro como um ato pré-planejado de ataque armado ao território soberano do Quirguistão pelo Tajiquistão. O Ministério afirmou que as alegações feitas pelo Tajiquistão de que o Quirguistão iniciou o ataque, atacando a população civil, incendiou as casas de muitos cidadãos tadjiques e violou os acordos; De fato, ele fez declarações de que soldados do Tajiquistão entraram nas terras do Quirguistão e os crimes que cometeram nos assentamentos do Quirguistão foram comprovados com evidências como fotografias e vídeos.

Importância do Vale de Fergana

Estendendo-se por uma área de 170 quilômetros na direção norte-sul e 330 quilômetros na direção leste-oeste, o Vale de Fergana e seus arredores possuem solos muito ricos e férteis em termos de recursos subterrâneos e acima do solo. Existem ricas reservas de gás, petróleo, ouro, ferro, carvão e muitas outras minas dentro e ao redor da região. Este é o armazém de produtos agrícolas da Ásia Central. É uma região com pastagens muito adequadas para a pecuária e abundantes recursos hídricos. Na região onde vivem aproximadamente 10 milhões de pessoas, os recursos superficiais são muito mais importantes do que os recursos subterrâneos para os povos com valores tradicionais.

O Vale de Fergana, que também inclui a região de Batken, é uma das rotas de trânsito mais importantes da histórica "Rota da Seda". É a área de trânsito mais importante da linha leste-oeste, incluindo China, Turcomenistão Oriental, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão. Além disso, estradas que se estendem do oceano ao interior do continente asiático, incluindo Índia, Afeganistão, Tadjiquistão, Quirguistão e Uzbequistão, também passam por essa região. Com essas características, possui uma importante posição geoestratégica. Hoje, a região de Fergana é muito mais importante do que no passado em termos de rotas de transporte no sentido leste-oeste e norte-sul, ou seja, a passagem de rodovias e ferrovias.

Rotas da China

Não atingiu totalmente as metas que esperava do transporte ferroviário existente com China, Rússia e Cazaquistão. De fato, o objetivo de abrir para o oeste a partir dessas rotas no norte não foi realizado e sua realização não parece possível a curto prazo. Como alternativa a essas rotas no norte, a China planejava estabelecer uma rede ferroviária do sul como uma rota mais adequada para chegar ao oeste. Pequim trabalha há mais de 20 anos para estabelecer esta linha ferroviária na histórica Rota da Seda, que se estenderá do Quirguistão ao Uzbequistão e daí ao oeste, como base do projeto "One Belt One Road".

Duas alternativas estavam sendo discutidas para a rota através do Quirguistão. A primeira é uma rota de 280 quilômetros que liga Pequim, Kashgar, Torugart, Arpa, Makmal, Jalalabad, e a segunda é uma segunda linha que passa por Torugart, Arpa e Karasu. No entanto, os países da região, especialmente o Quirguistão, não assinaram este acordo. A Rússia, por outro lado, opôs-se fortemente à assinatura deste acordo ferroviário pelos países da região. Os países da região também estavam levando em conta a abordagem da Rússia neste momento. No entanto, na reunião da Organização de Cooperação de Xangai, Quirguistão, Uzbequistão e China assinaram um acordo sobre a construção desta ferrovia. Isso cria uma nova situação que levará à quebra da influência econômica, política e militar da Rússia na região.


O significado geopolítico do conflito Quirguistão-Tajiquistão e a política interna

Após a retirada dos EUA do Afeganistão, a Rússia se concentrou em restabelecer seu papel na antiga geografia soviética e fortalecer seu domínio sobre a região, fortalecendo sua base militar no Tajiquistão. Nessa direção, começou a dar apoio firme ao Tajiquistão e ao governo. Nesse processo, com o enfraquecimento da influência da Rússia nos países da Ásia Central, verificou-se que a Rússia apoiava ainda mais fortemente o Tajiquistão, concluindo-se que tentava enviar uma mensagem aos países da região através do Tajiquistão. A eclosão da guerra na Ucrânia retardou esse processo. Pode-se dizer que "a China também se beneficiou dessa situação". Outro ator, os EUA, saiu do Afeganistão, mas continua sua influência nos países da Ásia Central, especialmente com institutos e muitos outros instrumentos.

Como resultado da falta de desenvolvimentos sérios na economia, social, direitos e liberdades no Tajiquistão por mais de 30 anos, vozes de oposição ao governo de Imamali Rahman começaram a se erguer no último período. O Tajiquistão ainda é o país mais pobre da região. Dar terras à China também levou ao auge a reação do povo tadjique ao governo. Ele está preparando seu filho para o próprio Rahman. O povo é contra tal mudança de poder. Esses confrontos na fronteira também ajudam a reprimir as manifestações da oposição, as transmissões e a voz da oposição no interior.

 trânsito mais importantes da histórica Rota da Seda. É a área de trânsito mais importante da linha leste-oeste, incluindo China, Turquestão Oriental, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão. Além disso, estradas que se estendem do oceano ao interior do continente asiático, incluindo Índia, Afeganistão, Tadjiquistão, Quirguistão e Uzbequistão, também passam por essa região. Com essas características, possui uma importante posição geoestratégica. Hoje, a região de Fergana é muito mais importante do que no passado em termos de rotas de transporte no sentido leste-oeste e norte-sul, ou seja, a passagem de rodovias e ferrovias.

O Tajiquistão ainda é o país mais pobre da região. Dar terras à China também levou ao auge a reação do povo tadjique ao governo. Ele está preparando seu filho para o próprio Rahman. O povo é contra tal mudança de poder. Esses confrontos na fronteira também ajudam a reprimir as manifestações da oposição, as transmissões e a voz da oposição no interior.

Houve três revoltas populares no Quirguistão. Como resultado dessas revoltas, mudanças de poder ocorreram no país. Nesse processo, o nacionalismo tornou-se um valor em ascensão. Discursos micronacionalistas, políticas reativas e abordagens populistas começaram a ganhar peso na política, dando direção ao poder e às elites. O povo, por outro lado, deseja que a estabilidade, a unidade e a solidariedade sejam asseguradas o mais rapidamente possível e que o país seja fortalecido.



O futuro dos conflitos

Os conflitos na região de Fergana estão prejudicando os países da região em muitas áreas, especialmente na economia, e continuarão a fazê-lo. Esses conflitos podem levar a uma séria instabilidade que irá desencadear um ao outro na Ásia Central. Mais de 300 quilômetros da fronteira Quirguistão-Tajiquistão ainda não foram acordados. Considerando os equilíbrios locais, a geografia e a estrutura social, não parece possível chegar a um acordo sobre a fronteira no curto prazo. Isso significa que novos conflitos podem surgir a qualquer momento.

Atores internacionais, que têm relações com a região e têm planos para o futuro, estarão envolvidos de alguma forma nesses conflitos na região. Os problemas fronteiriços na região devem ser resolvidos o mais rápido possível. O papel do Uzbequistão e do Cazaquistão na resolução de disputas fronteiriças também é importante em termos de eficácia na região no futuro. A partir de agora, vê-se a necessidade de uma instituição forte que atuará como mediadora para a solução dos problemas fronteiriços.


Por Dr. Cengiz Buyar é professor na Quirguistão-Turquia Manas University, Departamento de História.


Fonte Agência Anadolu

Tradução e Adaptação: Angelo NICOLACI

GBN Defense 


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P-8 "Poseidon" para o Brasil?

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Na última quinta-feira (22), o Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro Baptista Junior, recebeu representantes da Boeing e da SAAB para conversas sobre duas aeronaves militares fabricadas nos Estados Unidos, e um dos pontos dessa reunião envolve o interesse da FAB na aeronave de Patrulha Marítima P-8 Poseidon.

Já é de conhecimento que a nossa Aviação de Patrulha Marítima esta enfrentando grandes problemas de disponibilidade com a frota de aeronaves P-3AM, os quais desde sua aquisição apresentaram inúmeros problemas, o maior deles envolvendo a estrutura do conjunto de asas, com isso já se busca no horizonte próximo um sucessor para os vetustos P-3AM, e desde a última edição da Farnborough International Airshow, a FAB já vem demonstrando interesse pelo "Poseidon".

O "Poseidon" é desenvolvido na plataforma da bem sucedida família de aeronaves comerciais Boeing 737NG, e sua variante de patrulha marítima já soma mais de 150 aeronaves em operação com a US Navy e diversas forças ao redor do mundo, se apresentando como uma plataforma consolidada, moderna e versátil.


Segundo o Comandante da FAB, o "Poseidon" tem se mostrado um projeto e um sistema de armas muito importante, principalmente para um país como o Brasil, que possui 8.500 quilômetros de costa, e nos cabe ressaltar que mais de 95% de nosso comércio exterior é feito pelo mar, isso somado as grandes reservas de petróleo brasileiras e as nossas riquezas marinhas, nos dá a dimensão do desafio de patrulhar e defender nossas águas jurisdicionais, missão que é feita em grande parte pela Marinha do Brasil, mas que conta com apoio das aeronaves de patrulha marítima da FAB, as quais possuem um longo raio de ação, complementando o poder naval.

Há pouco tempo se cogitou entregar essa missão a Aviação Naval, porém, existem muitos pontos que precisam ser revistos e outras questões envolvidas para que seja viável e interessante para ambas as Forças essa mudança.

O Comandante da FAB foi convidado pela Boeing para visitar as instalações da empresa nos EUA, onde deverá conhecer outra aeronave que também esta na mira da FAB, as aeronaves de instrução avançada T-7A Red Hawk.


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Durante evento a KAI apresenta o KF-21N

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A sul-coreana Korea Aerospace Industries (KAI)  durante a edição da DX Korea 2022, feira de defesa  que ocorre entre os dias 21 e 25 de setembro, uma proposta de desenvolvimento de uma versão naval de seu caça KF-21, denominado KF-21N.

Segundo publicou o site "Jane's" após conversar com representantes da KAI durante o evento, a proposta para o programa de desenvolvimento do KF-21N irá depender da Marinha sul-coreana e suas pretensões de obter um navio-aerodromo (NAe). Caso avancem os planos no sentido de obter seu NAe, a KAI informou que é capaz de desenvolver e produzir o KF-21N em poucos anos.

Ainda segundo informou um representante da KAI a "Jane's", “O KF-21N exigiria asas 20% maiores que a desenvolvida para o KF-21, para garantir a segurança e a estabilização da aeronave ao decolar e pousar em um Navio Aeródromo. O KF-21N também exigiria o desenvolvimento e integração de um sistema de catapulta e outras mudanças estruturais”.

A Coréia do Sul tem investido significativamente no seu poderio de defesa, esta postura reflete a tensão no seu entorno geopolítico, com o aumento das atividades da China e o crescimento de sua esquadra.


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Com informações da "Jane's"


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Marinha realiza avaliação do SARP V-BAT 128 na BAeNSPA

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Na última quarta-feira (21), a ABRADEF esteve visitando a Base Aerea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), ocasião na qual os editores do GBN Defense e DefesaNews visitaram a base, e coincidentemente, estavam sendo realizadas avaliações do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado (SARP)  V-Bat 128 pela Diretoria de Aeronáutica da Marinha (DAerM).

Este SARP apresenta características muito interessantes, sendo capaz de realizar decolagem e pouso vertical, tanto em plataformas navais, como a partir do solo. O V-Bat 128 é um dos sistemas que a Marinha do Brasil vem estudando no âmbito do seu programa estratégico, o qual prevê a adoção de novos SARP para complementar as capacidades que vem sendo desenvolvidas pelo EsqdQE-1, o qual é responsável pela operação de SARP na Marinha do Brasil, atualmente operando o ScanEagle.

Recentemente, durante as comemorações do aniversário da Aviação Naval Brasileira, apuramos que a Marinha do Brasil vem realizando estudos afim de estabelecer os requisitos para o novo SARP, o qual deverá possuir maior capacidade que os atuais ScanEagle em operação. Neste campo, a Marinha do Brasil vem olhando atentamente para o mercado, e deverá realizar avaliações com diversas opções disponíveis.

O V-Bat 128


O V-BAT 128 é capaz de cumprir uma vasta gama de missões, sejam marítimas ou sobre o solo. Com suas características inovadoras de descolagem e pouso verticais (VTOL) e capaz de manter voos de longa duração, o V-BAT 128 é inovador, e diferente de qualquer SARP hoje no mercado. 

Um dos pontos positivos, esta no seu design, que possibilita o transporte e a rápida colocação do mesmo em operação, sendo necessário para isso apenas dois militares, demandando 30 minutos para ser colocado em voo. O sistema de propulsão do V-Bat 128 também nos chamou atenção, o  qual não apresenta rotores expostos.

O V-BAT 128 foi apresentado ao público pela primeira vez em agosto de 2021 durante a  Sea-Air-Space Expo, desenvolvido pela Shield Al / Martin UAV para atender diversos requisitos da US Navy (Marinha dos Estados Unidos), 

Em 21 de janeiro deste ano (2022), a Shield Al e a brasileira VSK Tactical do Brasil assinaram um acordo envolvendo o V-BAT 128, o qual deverá ser demonstrado ao Exército Brasileiro, assim como tem sido demonstrado a Marinha do Brasil, sendo oferecido a ambas Forças brasileiras.

Apresentando 2,74 m de comprimento e uma envergadura de 2,95 m, o V-BAT 128 é capaz de permanecer em voo por 10 horas,  apresentando peso máximo de decolagem no ordem dos 56 kg. 

O V-BAT 128 apresenta grande versatilidade de emprego, podendo receber variadas configurações, sendo possível equipa-lo com câmeras eletro-óticas (EO) e MWIR (Middle Wavelength Infrared), AIS (Automatic Identification System) e Radar de Abertura Sintética (SAR). Isso aliado a sua logística simplificada, a qual não necessita de equipamentos especiais para lançamento e recolhimento, como é o caso do ScanEagle, oferece grande flexibilidade de emprego, podendo ser facilmente deslocado e operado onde e quando se faça necessário, além de exibir um baixo custo de operação.

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MANSUP - Lançamento de míssil pela Fragata “Constituição” inicia nova fase, vejo o vídeo

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Na última terça-feira (20), o programa de desenvolvimento do Míssil Antinavio de Superfície (MANSUP) brasileiro entrou em uma nova fase, com o quarto disparo bem sucedido do míssil, desta vez no través de Cabo Frio (RJ) a Fragata "Constituição" disparou o MANSUP durante operação que contou também com a participação da Fragata “Liberal”. 

O feito bem sucedido da última terça-feira (20) marcou o início da fase de qualificação do míssil, possibilitando ainda testar alguns subsistemas da versão final de produção. Este foi apenas o primeiro de uma série lançamentos que serão realizados afim de se obter a qualificação do míssil, fase final que antecede o início da produção do MANSUP. 

Segundo citado pelo Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira, a mídia através do comunicado emitido pela Marinha do Brasil, a fase está avançando conforme o planejado. “Na etapa anterior foram testadas, por meio do lançamento de três protótipos, as soluções de engenharia adotadas para que o míssil atendesse aos requisitos estabelecidos. Na etapa atual, estão sendo testados os subsistemas já aperfeiçoados, o que garantirá que o míssil seja fabricado com a melhor tecnologia disponível, adicionando maior robustez e eficiência ao produto, e atendendo a todas as condições impostas inicialmente”.

O Almirante Trovão acrescentou que no primeiro lançamento também foi realizada nova avaliação do desempenho do motor-foguete e do efeito dos ajustes no software de controle do míssil, tendo como base os resultados dos lançamentos anteriores. “Na ocasião, foi testado também o novo sistema de telemetria, agora com maior alcance, ângulo de visada mais amplo e mais resistente às condições meteorológicas”. 

Segundo Robson Duarte, Gerente do Programa do MANSUP da SIATT, outro grande avanço em relação aos lançamentos anteriores foi a utilização do novo Console Lançador de Míssil (CLM). “Quando a Marinha do Brasil decidiu investir no desenvolvimento do MANSUP, foi imposto o requisito que o míssil fosse totalmente compatível com os lançadores e consoles existentes em seu estoque. Hoje, além do míssil, a SIATT está nacionalizando toda a infraestrutura de lançamento. Desta forma, uma nova janela de oportunidades se abre, havendo a possibilidade de revitalizar navios antigos que estejam com seus consoles inoperantes, como também a instalação de todo um sistema de lançamento nacional em novos navios”.


Outro requisito estabelecido pela MB foi a utilização de componentes designados como “ITAR Free”, ou seja, livres de embargos (limitação de compra e venda de determinados componentes críticos para operações de área de defesa e aeroespacial). Segundo Robson isso foi possível “com o uso de tecnologia nacional e componentes ITAR free. Com isso a Marinha e o Brasil alcançaram um grau de autonomia conquistado por pouquíssimos países no mundo”.

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, ressaltou a relevância do desenvolvimento de um projeto como esse, destacando “que todos os engenheiros e técnicos envolvidos no Projeto MANSUP são brasileiros, formados nos diversos centros acadêmicos do Brasil. A tecnologia empregada no projeto é desenvolvida por brasileiros e todos os recursos empregados são investidos dentro do País. O MANSUP permitirá a Marinha contar com um armamento eficaz no prazo e na quantidade que se fizer necessária, contribuindo para a defesa dos interesses nacionais e de nossa soberania na Amazônia Azul”.

Além da Fragata “Constituição”, que foi o navio lançador, participaram da operação: a Fragata “Liberal”, como navio assistente; a aeronave UH-12 “Águia” 87, responsável pela telemetria  (tecnologia que permite a medição remota e em tempo real dos parâmetros necessários para avaliar o funcionamento e o desempenho do míssil); e as aeronaves UH-12 “Águia” 82 e P-3, para limpeza de área.


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com informe da Agência Marinha de Notícias

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Israel aprova a venda de SPYDER para os EAU

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Segundo o site Army Recognition, Israel aprovou a venda de sistemas de defesa antiaérea do tipo SAM (mísseis superfície-ar) do tipo Rafael SPYDER para os EAU (Emirados Árabes Unidos). Por enquanto não há informações sobre valores do negócio.

Este é o primeiro negócio militar entre os dois países desde a assinatura dos Acordos de Abraão em 2020.

O SPYDER é um sistema avançado de defesa antiaérea da Rafael, com diversas opções de sensores e mísseis, capaz de atingir alvos aéreos a até 20 km de altitude e 80 km de alcance.

O Exército Brasileiro, através do Projeto Sistema Artilharia Antiaérea de Média Altura, busca adquirir sistemas capazes de abater alvos aéreos voando a até 15 km de altitude, e o SPYDER é um dos sistemas com capacidade de atender a esta demanda.


*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

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segunda-feira, 19 de setembro de 2022

A Índia se afastará das armas russas e vai "groundear" todos os seus MiG-21 após mais um acidente fatal

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O Times of India relata que a Índia 'groundeou' (suspendeu os voos) sua frota restante de MIG-21 fabricados na Rússia após outro acidente fatal que custou a vida de dois pilotos em uma missão de treinamento.

Na semana passada, no distrito de Barmer, no Rajastão, o Comandante M Rana e o Tenente Advitiya Bal morreram quando o MiG-21 Type 69 caiu durante um voo de treinamento noturno. Este é o sexto acidente do MiG-21 em 18 meses, matando seis pilotos.

A Índia adotou o MiG-21 na década de 1960 da União Soviética e comprou ou fabricou sob licença cerca de 872 caças ao longo dos anos. Mais de 400 foram perdidos em acidentes e nos breves conflitos com o Paquistão. Esses acidentes mataram cerca de 200 pilotos e pelo menos 60 civis. Citando problemas com a aeronave que incluem corrosão, manutenção de má qualidade, treinamento ruim e falta de peças de reposição de qualidade, a Índia eliminará gradualmente seus quatro esquadrões MiG-21 ativos em setembro.

Em 2000, a Índia empreendeu um grande programa de modernização da aeronave para incluir novos sensores e armas, mas essa atualização já tem mais de 20 anos. Embora o MiG-21 seja relativamente barato de produzir e manter em comparação com os caças modernos, eles são relíquias com um design de quase 70 anos. Apesar de seu baixo custo, a Índia não conseguiu equipar mais de 32 esquadrões de aeronaves, bem aquém dos 42 esquadrões que o Ministério da Defesa Indiano acredita serem necessários para defender o país das ameaças representadas pelo Paquistão.

A Índia trabalhou por décadas para desenvolver seu caça a jato conhecido como HAL Tejas, um caça de asa delta de assento único para funções de superioridade aérea e ataque leve. Esta aeronave seria usada tanto pela Força Aérea quanto pela Marinha da Índia.

O HAL Tejas fabricado na Índia Foto: Força Aérea Indiana

Desde que foi aprovado para serviço em 2011, a Índia equipou apenas dois esquadrões com o Tejas, mas planeja comprar até 450 dessas aeronaves nos próximos anos. A espinha dorsal dos caças da linha de frente da força aérea indiana é composta por 272 Sukhoi Su-30. A Força Aérea Indiana opera sete tipos diferentes de caças: os franceses da Dassault Rafale e Mirage 2000, o Sepecat Jaguar binacional, e os russos MiG-29, MiG-21 e o Su-30.

Qualquer força aérea que opere tantos caças diferentes requer diferentes rotinas para treinamento, abastecimento e manutenção de cada aeronave, aumentando muito as despesas de mantê-los no ar. Esta é uma das características mais atraentes do programa F-35 Lightening II para os militares dos EUA. As três variantes do F-35 servirão em todos os ramos das Forças Armadas dos EUA com um sistema simplificado de treinamento, manutenção e fornecimento de pilotos para todos os serviços.

A Índia é o maior comprador mundial de armas da Rússia, importando cerca de US$ 5,5 bilhões em armas de Moscou desde 2018. A guerra na Ucrânia e as sanções contra a Rússia interromperam essa cadeia de suprimentos que a Índia tem para armas russas. Sem dúvida, os contratos abertos para armas russas estão suspensos enquanto Moscou desvia armas pequenas, munições, mísseis ar-ar e outros equipamentos para abastecer suas tropas na Ucrânia. Entre os contratos em espera estão peças finalizadas para 600.000 fuzis de assalto Kalashnikov AK-203 para uma nova fábrica de montagem no norte da Índia e o sistema de mísseis antiaéreos S-400.

Em resposta, a Índia está buscando expandir a produção doméstica de armas para 60% nos próximos três anos. Os EUA, o Reino Unido, Israel, juntamente com outros países do Leste Europeu, todos se ofereceram para entrar no vazio e fornecer à Índia armas e equipamentos que não podem mais obter da Rússia. O pessoal militar na Índia também teve a chance de observar as capacidades de combate do equipamento militar russo em ação e não pode ter ficado muito impressionado com o que viu. Supostamente tanques russos de última geração, veículos de combate, artilharia, helicópteros e aeronaves estão sendo facilmente destruídos por armas dos EUA, como os mísseis Javelin e Stinger, que não são exemplos de ponta de armas antitanque e sistemas de mísseis antiaéreos.

Os fuzileiros navais dos EUA carregam um obus rebocado M777 de 155 mm no compartimento de carga de um avião de transporte C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA, a ser entregue na Europa para as forças ucranianas, na Base Aérea de March, Califórnia, EUA, em 21 de abril de 2022

Há uma oportunidade considerável aqui para os EUA e as nações ocidentais usarem as vendas de armas para criar uma mudança estratégica sobre a Rússia, o segundo maior exportador de armas do mundo. A receita anual de exportação de armas para a Rússia entre 2016 e 2020 foi de aproximadamente US$ 28 bilhões em vendas para 45 países. Cerca de US$ 14 bilhões foram vendas de aeronaves de todos os tipos, US$ 3,7 bilhões em motores, US$ 3,6 bilhões em mísseis, US$ 2,8 bilhões em veículos blindados, US$ 2 bilhões em sistemas de defesa aérea, US$ 1,5 bilhão em navios e cerca de US$ 300 milhões em sensores eletrônicos. Os EUA são o maior exportador de armas do mundo em receita, mas não em volume, devido ao custo (e qualidade) muito mais alto do armamento e dos sistemas fabricados nos EUA. Os EUA relataram US$ 45 bilhões em vendas de armas exportadas em 2021, cerca de metade disso são exportações de aeronaves, peças e motores.

A guerra na Ucrânia mostrou, de forma bastante clara, que até as armas americanas mais antigas são superiores às de última geração russas. Por exemplo, a Rússia vendeu o sistema de defesa aérea S-400 a bordo, alegando que poderia derrubar mísseis como o míssil HIMARS, fabricado nos EUA. A Ucrânia mostrou a capacidade do HIMARS de atingir qualquer alvo dentro de seu alcance sem qualquer interferência aparente do sistema S-400.

Os fabricantes de armas dos EUA poderiam fazer grandes negócios vendendo armas da geração anterior para países amigos que não podem comprar as melhores armas por causa dos controles de exportação e da segurança nacional. O estrangulamento das vendas de armas russas e chinesas afetaria significativamente as economias de ambos os países, ao mesmo tempo em que aumentaria os custos de suas próprias aquisições de armas sem fortes vendas de exportação para compensar os custos de volume.

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"Esquadrão Pégasus" (EsqdHU-2) completa 36 anos de sua criação

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Foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense

Neste domingo (18) um dos mais versáteis e operativos esquadrões da Aviação Naval brasileira completou seu 36º aniversário, com 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2) "Pégasus" operando aeronaves Airbus/Helibras H-225M, denominadas na Marinha do Brasil UH-15 "Super Cougar", uma das mais modernas e capazes aeronaves de asas rotativas do Brasil.

Fotos: Angelo Nicolaci - GBN Defense

O EsqdHU-2 "Pégasus" foi criado em 18 de setembro de 1986, através do Decreto Presidencial nº 93.274, dando início as suas atividades no ano seguinte, para ser mais exato, no dia 25 de março de 1987, porém, nesta fase ainda não havia dado inicio as operações aéreas, sendo neste primeiro momento o período de preparação para ganhar de fato os céus. Foi neste período que foram recebidas as primeiras aeronaves Aerospatiale AS 332F1 "Super Puma", designadas pela Marinha do Brasil como UH-14, com os primeiros exemplares sendo entregues a partir de 15 de abril de 1987 (N-7071), com primeiro exemplar voando no dia 21 de maio de 1987 (N-7070). A ativação como esquadrão, ocorreu em 2 de fevereiro de 1988.

Foto: Angelo Nicolaci - GBN Defense

Atuando como esquadrão de emprego geral, o "Pégasus" se apresenta como uma unidade extremamente versátil e flexível, sendo capaz de cumprir um variado leque de missões, as quais vão desde o transporte de cargas e tropas, operações de resgate, até esclarecimento e ataque de superfície, com a mais recente variante do H225M, designado AH-15B "Super Cougar", este capaz de disparar mísseis ASuW MBDA AM39 B2M2 "Exocet". 

Fotos: Angelo Nicolaci - GBN Defense

O "Pégasus" é uma das unidades mais ativas da Marinha do Brasil, sendo constantemente acionada para responder aos mais variados tipos de missão, tendo atuado em apoio as autoridades civis, seja em apoio as forças de segurança pública, seja em apoio a Defesa Civil, resgatando vítimas de desastres como as chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro, enchentes no Espirito Santo e sul da Bahia, ou realizando evacuações aeromédicas (EVAM) no Atlântico Sul, isso citando apenas algumas das inúmeras missões que o esquadrão desempenha. No emprego do poder naval, o EsqdHU-2 "Pégasus" é o braço aéreo das operações anfíbias, realizando a movimentação aérea de tropas entre os principais meios da Esquadra (NDM Bahia e NAM Atlântico) e a cabeça de praia, ou ponto de desembarque designado, e apoiando as Forças Especiais, função onde é capaz de realizar a infiltração de operadores do ComAnf ou GruMeC, nos mais variados teatros de operações, condições climáticas, dia ou noite, se valendo de diversas técnicas (Fast Rope, Rappel, SLOP, Tethered Duck, etc...).

Fotos: Angelo Nicolaci - GBN Defense




Nós do GBN Defense acompanhamos de perto o trabalho do EsqdHU-2 em várias ocasiões, sendo comum voarmos com o esquadrão quando embarcados no NAM "Atlântico" ou NDM "Bahia", o que nos garante experiência para atestar o alto nível de preparo e capacitação dos profissionais que compõe esta importante Organização Militar (OM) da Marinha do Brasil, um esquadrão formado por militares que conhecemos de perto, pessoas que se empenham no dia a dia para oferecer o melhor a nossa nação, homens que sacrificam suas vidas, muitas vezes ficando longos períodos distantes de suas famílias, sempre prontos para atuar onde e quando sejam necessários, não importa qual missão lhes seja dada, a certeza é que será cumprida com extrema precisão e profissionalismo, sobre o mar ou sobre terra, no ar estarão estes homens do mar, para defender e salvaguardar a grande nação brasileira, um Bravo-Zulu ao CF Rodrigo Fernandes Domingues (Comandante do Esquadrão) e a toda essa verdadeira família que é o EsqdHU-2 "Pégasus", ninho de aviadores navais que podemos classificar como verdadeiros heróis, "Os Cavaleiros do Pégasus"!!!

Parabéns ao Esquadrão "Pégasus" pelo seu 36º aniversário, é uma imensa honra para nossa equipe poder voar com tão competentes e dedicados aviadores navais, um forte e fraterno abraço a toda tripulação desta destacada Organização Militar de nossa briosa Marinha do Brasil.

Nas palavras de seu Imediato: "Ser um Cavaleiro do Pégasus é muito mais do que simplesmente voar uma máquina sem igual. É um ideal de vida, uma motivação insondável e uma alegria inexplicável! "

IN ALIS VIS ET VIRTUS!

"No Ar, Os Homens do Mar!!!"


Por Angelo Nicolaci

Fotos: Angelo Nicolaci - GBN Defense

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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

AT-4: Compacto e Versátil

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O AT-4 é um armamento compacto e versátil, que conta com mais de milhão de exemplares produzidos pela Saab. Está em operação em mais de 15 países, incluindo o Brasil, onde a solução auxilia as missões do Exército.

A arma não oferece recuo no momento do disparo e o seu calibre é de 84mm. Tem cerca de 1m de comprimento e foi projetada para ser descartada após o uso. Seu peso varia de 7kg a 9kg e o alcance de 20m a 1.000m, a depender da versão utilizada – contra veículos convencionais e blindados; abrigos de concreto fortificados; tropas no terreno, entre outras situações.


Os detalhes sobre as funcionalidades e o emprego do armamento em território brasileiro foram contados pelo 2º Tenente Gabriel Henrique de Albuquerque Souza, que comanda o Pelotão de Reconhecimento do 6º Batalhão de Infantaria Leve.

Em quais situações o Exército Brasileiro utiliza o AT-4?

Tenente Gabriel Henrique: O AT-4 é utilizado durante o embarque e até para manutenção após o ataque. É um armamento compacto e versátil, o que facilita seu embarque em nossas aeronaves. Após a conquista da cabeça de ponte, é utilizado para abatermos alvos móveis, blindados e também fortificações.

O armamento pode ser usado em diferentes condições climáticas, dentro ou fora do país. No Brasil, por exemplo, empregamos o AT-4 na região Amazônica, que é muito úmida; na Caatinga, que dispõe de um clima árido; e, inclusive, no Sul, onde a temperatura é mais baixa.

Qual é o principal diferencial do AT-4?

Tenente Gabriel Henrique: É um armamento muito fácil de ser utilizado. São seis militares por pelotão que fazem uso dele. Porém, qualquer militar está apto a praticar o tiro com esse armamento. Conseguimos prepará-lo para uso de seis a sete segundos e abater qualquer alvo que atrapalhe a nossa progressão.

Qual a principal diferença entre a utilização do AT-4 e do Carl-Gustaf?

Tenente Gabriel Henrique: O Carl-Gustaf possui alcance variável por conta do tipo de munição que é utilizado, entre 700 e mil metros, enquanto o AT-4 tem alcance fixo de até 300 metros. Além disso, o Carl-Gustaf pode ser empregado em um, dois ou até numa sequência de disparos e ser reaproveitado. Já o AT-4 é um armamento descartável, ou seja, utiliza-se a munição dele e pode-se descartá-lo no próprio campo de batalha.




AT-4

A família AT4 é uma das armas antiblindagem de grande sucesso.

Em diferentes versões, todas são armas leves, portáteis e descartáveis.

Foram produzidos mais de um milhão de exemplares que estão em uso em mais de 15 países – incluindo o Brasil.

O armamento não oferece recuo no momento do disparo e o seu calibre é de 84mm.

Tem aproximadamente 1m de comprimento.


Fonte SAAB

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