segunda-feira, 20 de abril de 2026
A AERONAVE HARPIA RECEBE AUTORIZAÇÃO DE PROJETO DA ANAC E SE TORNA O VANT DE MAIOR ALCANCE AUTORIZADO A OPERAR NO PAÍS
Exército Brasileiro aprimora capacidade logística com capacitação em transporte de obuseiros
Entre os dias 13 e 17 de abril de 2026, o Exército Brasileiro deu mais um passo importante no fortalecimento de sua capacidade logística terrestre ao conduzir a Capacitação em Transporte de Obuseiros, realizada pelo Estabelecimento Central de Transportes em coordenação com a Base de Apoio Logístico. A atividade, desenvolvida nas instalações do ECT e em áreas externas de apoio, reuniu militares de diferentes organizações em um ambiente voltado à prática e à padronização de procedimentos essenciais para o emprego de meios de artilharia.
A capacitação contou com a participação de militares oriundos de diversas unidades estratégicas, como o Batalhão de Manutenção e Suprimento de Armamento, o 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista, o 1º Depósito de Suprimento, o Batalhão Central de Manutenção e Suprimento e o Depósito Central de Munição. Essa diversidade evidencia o caráter integrado da atividade, fundamental para garantir eficiência e segurança nas operações logísticas do Exército.
Voltada especialmente para Sargentos e Cabos motoristas habilitados na categoria “E”, a instrução teve como foco o preparo adequado de obuseiros para transporte, abrangendo desde o correto emprego de técnicas de fixação, amarração e proteção até a execução de procedimentos de carregamento, descarregamento e movimentação em diferentes modais. A capacitação também reforçou aspectos críticos relacionados à segurança operacional e à prevenção de acidentes, elementos indispensáveis em operações que envolvem equipamentos de grande porte e elevado valor estratégico.
Ao longo do estágio, os instruendos foram expostos a situações práticas que simulam o ambiente real de emprego, permitindo o desenvolvimento de competências alinhadas às exigências operacionais da Força. Como etapa final, os militares participaram de avaliações teóricas e práticas, além de uma atividade integradora que contemplou o acompanhamento completo dos procedimentos de carregamento, descarregamento, fixação e amarração de obuseiros de 155 mm e 105 mm, recolhidos para manutenção no BMSA.
O encerramento da capacitação foi marcado pela cerimônia de entrega de certificados, consolidando a formação dos militares e reforçando a importância da qualificação contínua no âmbito logístico. Mais do que uma atividade pontual, o estágio evidencia o compromisso do Exército Brasileiro em manter elevados níveis de prontidão, garantindo que seus meios de artilharia possam ser deslocados com segurança, rapidez e eficiência — fatores decisivos em qualquer cenário operacional.
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Terremoto de 7,7 no Japão expõe prontidão imediata e resposta de alto nível das forças de defesa
O terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o norte do Japão nesta segunda-feira (20) não foi apenas mais um evento sísmico em uma região acostumada a conviver com a instabilidade geológica. Foi mais uma vez a demonstração prática de como um país pode transformar vulnerabilidade em prontidão. O abalo sentido até mesmo em Tóquio, levou à ativação imediata de alertas de tsunami, evacuações coordenadas e à mobilização de uma engrenagem estatal que opera com precisão quase automática.
Essa realidade está diretamente ligada à própria posição geográfica do país. O Japão está situado no Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões mais ativas do planeta em termos sísmicos e vulcânicos, onde diversas placas tectônicas se encontram e interagem constantemente. É justamente essa condição que explica a alta frequência de terremotos e tsunamis, transformando o risco em parte do cotidiano, exigindo um nível de preparação igualmente elevado.
No Japão, desastres naturais não são tratados apenas como tragédias, são encarados como questões de segurança nacional. E justamente nesse ponto se destaca o papel das Forças de Autodefesa do Japão (JSDF), cuja atuação vai muito além do campo militar tradicional. Em cenários como esse, sua missão se funde com a proteção da população civil, operando em uma lógica de resposta imediata, integração e eficiência.
Tudo começa antes mesmo da percepção completa do tremor. O sistema de alerta antecipado, conhecido como J-Alert, dispara notificações em questão de segundos por meio de satélites, alcançando celulares, televisores, rádios e sirenes espalhadas pelo país. Com um intervalo extremamente curto, trens são automaticamente paralisados, operações industriais interrompidas e milhões de pessoas recebem instruções claras sobre como agir. Não se trata apenas de tecnologia, mas de um ecossistema onde cada componente sabe exatamente o que fazer.
A partir daí, entra em cena outro elemento essencial: a disciplina coletiva aliada à infraestrutura preparada. A população japonesa já conhece os protocolos. Áreas costeiras são evacuadas, rotas de fuga previamente sinalizadas são utilizadas e estruturas como escolas, ginásios e edifícios públicos se transformam em abrigos emergenciais. É um processo que pode parecer simples à primeira vista, mas que é resultado de décadas de planejamento, treinamento e cultura de prevenção.
Enquanto isso, no plano operacional, o governo central ativa seus centros de gerenciamento de crise, reunindo ministérios, agências e autoridades locais em uma estrutura de comando unificada. Em paralelo, as Forças de Autodefesa iniciam suas operações: helicópteros decolam para reconhecimento e resgate, equipes são deslocadas para áreas afetadas, suprimentos começam a ser distribuídos e a logística entra em funcionamento. A resposta não é improvisada, ela é planejada e executada.
Um dos pontos mais sensíveis em qualquer cenário desse tipo no Japão continua sendo a segurança das usinas nucleares. No episódio mais recente, não foram registradas anomalias, o que reforça o nível de evolução alcançado após o traumático Acidente nuclear de Fukushima Daiichi. Naquele caso, um poderoso terremoto seguido por um tsunami devastador provocou falhas críticas nos sistemas de proteção da usina, resultando em um dos mais graves acidentes nucleares da história recente. Até hoje a área ao redor da usina permanece com restrições e zonas de exclusão, refletindo a magnitude do impacto e as consequências de longo prazo do desastre. A partir desse episódio, o Japão redefiniu completamente seus protocolos de segurança, ampliando sistemas de contenção, barreiras contra tsunamis e mecanismos automáticos de desligamento. Hoje, embora o risco jamais seja inexistente, ele é rigidamente controlado.
Essa capacidade de resposta não surgiu por acaso. Ela foi construída ao longo de anos marcados por tragédias que expuseram vulnerabilidades e exigiram mudanças profundas. O Terremoto e tsunami de Tohoku em 2011 permanece como um divisor de águas, não apenas pelo impacto devastador, mas pelo que ensinou. Desde então, o Japão investiu pesadamente em engenharia antissísmica, sistemas de alerta, treinamento populacional e sobretudo, na integração entre forças civis e militares.
O terremoto desta semana reafirma uma realidade clara: no Japão, a resposta a um desastre não começa após o impacto, ela já está em andamento antes mesmo que o solo pare de tremer. Diante do cenário onde segundos fazem a diferença entre o caos e o controle, o Japão construiu um modelo que combina tecnologia, organização e consciência coletiva em nível raramente visto.
Mais do que reagir, o Japão se antecipa. É justamente essa capacidade que transforma um dos territórios mais vulneráveis do planeta em referência global de prontidão operacional.
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Incorporação da Fragata “Tamandaré” marca inflexão na capacidade naval brasileira no Atlântico Sul
O primeiro navio da nova classe de fragatas brasileiras, a F200 "Tamandaré", representa avanço tecnológico, fortalecimento industrial e reposicionamento estratégico da Marinha do Brasil no cenário regional.
A Marinha do Brasil realizará na próxima sexta-feira, dia 24 de abril, a cerimônia de Mostra de Armamento da Fragata “Tamandaré” (F200), marco que oficializa a incorporação do primeiro navio da Classe Tamandaré ao setor operativo da Força Naval. Mais do que um evento simbólico, a entrada em serviço da F200 representa uma mudança relevante no equilíbrio de capacidades navais no Atlântico Sul.
Construída integralmente no Brasil, com mão de obra nacional e transferência de tecnologia de origem alemã, a Fragata “Tamandaré” consolida um novo patamar para a Base Industrial de Defesa, ao demonstrar a capacidade do país de absorver, adaptar e evoluir tecnologias complexas no domínio naval.
Do ponto de vista técnico, o navio incorpora uma arquitetura moderna, baseada em sensores avançados, sistemas de combate integrados e armamentos de alta precisão, projetados para operar de forma interoperável em ambientes de alta complexidade. A adoção de padrões compatíveis com as exigências da OTAN amplia a capacidade de atuação conjunta com marinhas amigas, ao mesmo tempo em que eleva o nível de prontidão em operações multinacionais.
Outro aspecto relevante é a incorporação de características stealth, que reduzem a assinatura radar e térmica da fragata, aumentando sua sobrevivência em cenários de conflito moderno e reforçando sua capacidade de operar em ambientes contestados.
No plano estratégico, a entrada em operação da F200 ocorre no contexto de crescente atenção ao Atlântico Sul, região que concentra rotas marítimas vitais, reservas energéticas offshore e infraestruturas críticas. Nesse cenário, a proteção da “Amazônia Azul” torna-se um vetor central da política de defesa brasileira.
A Fragata “Tamandaré” surge, assim, como um instrumento fundamental para o monitoramento e controle do espaço marítimo, defesa de ilhas oceânicas e garantia da liberdade de navegação em áreas de interesse nacional. Sua presença contribui diretamente para a capacidade de dissuasão do Brasil, face ao ambiente geopolítico onde atores estatais e não estatais ampliam sua atuação.
Além disso, o programa da Classe Tamandaré sinaliza uma retomada da capacidade de renovação dos meios de superfície da Marinha, após anos de restrições orçamentárias e envelhecimento da esquadra. A incorporação da F200 indica não apenas a substituição de meios, mas uma mudança qualitativa na forma como a Força Naval se prepara para os desafios do século XXI.
No contexto regional, a introdução de um navio com esse nível de tecnologia posiciona o Brasil em um patamar diferenciado na América do Sul, reforçando seu papel como principal potência naval do Atlântico Sul e ampliando sua capacidade de projeção e presença.
Mais do que a entrega de um meio naval de superfície, a cerimônia de incorporação da Fragata “Tamandaré” representa um marco na convergência entre estratégia, indústria e poder naval, um movimento que tende a influenciar nos próximos anos a dinâmica de segurança marítima na região.
O editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, estará presente na Base Naval do Rio de Janeiro acompanhando a cerimônia e realizando a cobertura completa deste momento que marca uma nova fase para a Marinha do Brasil.
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Marco histórico: Fuzileiro Naval assume pela primeira vez o Comando da Força Aeronaval
A Marinha do Brasil escreve um novo e significativo capítulo em sua história com a assunção do Contra-Almirante (FN) Alexandre Vasconcelos Tonini ao Comando da Força Aeronaval. Pela primeira vez, um oficial oriundo do Corpo de Fuzileiros Navais assume a liderança da Aviação Naval, uma função tradicionalmente ocupada por oficiais do Corpo da Armada.
O momento vai além de uma simples mudança de comando. Trata-se de um marco institucional que reflete a evolução da própria Marinha, cada vez mais orientada pela integração entre seus diferentes componentes e pela valorização de trajetórias baseadas em mérito, capacidade e visão estratégica.
A Força Aeronaval (ComForAerNav) desempenha um papel central dentro da estrutura naval brasileira, sendo responsável pelo suporte aéreo às operações no mar, ampliando a capacidade de vigilância, mobilidade e projeção de poder da Força. Nesse contexto, a escolha do Almirante Tonini reforça a busca por maior sinergia entre os meios navais, aéreos e anfíbios — um requisito cada vez mais essencial no ambiente operacional contemporâneo.
Com uma carreira marcada por elevado profissionalismo e eficiência, o Contra-Almirante Tonini construiu uma trajetória sólida no Corpo de Fuzileiros Navais e também com forte ligação à Aviação Naval. Antes de assumir o atual comando, exercia o cargo de Subchefe de Organização do Estado-Maior da Armada (EMA), função para a qual foi nomeado em março de 2024, ocasião em que também foi promovido ao posto de oficial-general.
Ao longo de sua carreira, acumulou experiências relevantes em posições estratégicas e operacionais. Foi Imediato do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, posição de grande relevância dentro da estrutura da Força, além de ter comandado o Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA), responsável pela formação inicial dos Fuzileiros Navais.
Sua trajetória também inclui uma forte conexão com a Aviação Naval. O Almirante Tonini comandou o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1), operando os jatos AF-1 Skyhawk em São Pedro da Aldeia, e foi Imediato do Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), reforçando sua experiência técnica no ambiente aéreo naval.
Essa formação diversificada, combinando a doutrina anfíbia com a vivência na Aviação Naval, agrega ao comando uma perspectiva diferenciada, especialmente no que diz respeito à integração de operações conjuntas. Em um cenário onde a interoperabilidade deixou de ser diferencial para se tornar necessidade, esse tipo de visão ampla se torna um ativo estratégico.
O Contra-Almirante Tonini assume o cargo em substituição ao Contra-Almirante Alexandre Veras Vasconcelos, dando continuidade a um processo de fortalecimento e modernização da Força Aeronaval, que segue sendo um dos pilares da capacidade operacional da Marinha do Brasil.
Mais do que um feito individual, sua nomeação simboliza a maturidade institucional da Marinha, ao reconhecer e valorizar competências que transcendem caminhos tradicionais de carreira. É também um indicativo claro de que a Força segue se adaptando às demandas de um ambiente estratégico cada vez mais complexo e dinâmico.
O GBN Defense parabeniza o Contra-Almirante (FN) Alexandre Vasconcelos Tonini pela assunção ao comando da Força Aeronaval, destacando seu elevado nível de profissionalismo, liderança e capacidade ao longo de sua trajetória, e deseja pleno êxito nessa nova missão à frente de um dos mais importantes vetores da Marinha do Brasil.
No ar, os homens do mar!!!
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sábado, 18 de abril de 2026
Atech e Marinha do Brasil ampliam parceria estratégica para evolução dos sistemas de combate das Fragatas Tamandaré
A Atech e a Diretoria de Sistemas de Armas (DSAM) da Marinha do Brasil deram mais um passo importante no fortalecimento da Base Industrial de Defesa nacional ao assinarem um novo Protocolo de Intenções voltado à evolução tecnológica dos sistemas de combate naval.
O acordo tem como foco principal o desenvolvimento contínuo e o aprimoramento do Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS), elemento central para a operação das Fragatas Classe Tamandaré. Essas embarcações representam um dos mais relevantes projetos estratégicos da Marinha, sendo fundamentais para a modernização da esquadra brasileira.
Como “Casa de Sistemas” do grupo Embraer voltado à área de defesa, a Atech já desempenha papel essencial no programa, sendo responsável pelo desenvolvimento do CMS e do Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS) das fragatas. Esses sistemas são responsáveis por integrar sensores, armamentos e demais subsistemas da embarcação, garantindo elevada consciência situacional e apoio à tomada de decisão em cenários operacionais complexos.
O novo protocolo reforça esse papel estratégico, ampliando a cooperação entre a indústria nacional e a Marinha, com foco na evolução tecnológica contínua ao longo de todo o ciclo de vida das embarcações. Na prática, isso significa maior autonomia para o Brasil no domínio de tecnologias críticas, além de maior capacidade de adaptação dos sistemas frente a novas ameaças.
Segundo a empresa, o acordo representa um compromisso de longo prazo com a soberania tecnológica do país. A expectativa é que as Fragatas Classe Tamandaré mantenham elevado nível de prontidão e superioridade operacional, alinhadas às demandas contemporâneas da guerra naval.
A iniciativa também reforça a importância da integração entre Forças Armadas e indústria de defesa, consolidando um modelo que privilegia o desenvolvimento interno de soluções estratégicas e reduz a dependência externa em áreas sensíveis.
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Deputado Marcos Soares visita Batalhão Naval e acompanha ações do PROFESP
No dia 17 de abril de 2026, o Batalhão Naval recebeu, na Fortaleza de São José, a visita do Deputado Federal Marcos Soares, em agenda voltada ao acompanhamento de iniciativas sociais apoiadas por recursos destinados à Marinha do Brasil.
Durante a visita, o parlamentar conheceu os meios adquiridos por emenda parlamentar para apoio ao Programa Forças no Esporte (PROFESP), Música e Cidadania, incluindo micro-ônibus e veículos utilizados no transporte dos participantes. Os recursos contribuem diretamente para a ampliação das atividades e o alcance do programa.
A programação contou ainda com apresentações das Bandas Marcial e Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, que evidenciaram o elevado nível técnico das formações e o impacto do PROFESP na formação de jovens. As crianças atendidas pelo programa participaram das apresentações, demonstrando na prática os resultados da iniciativa.
Um dos momentos centrais foi a interação direta entre o deputado e os participantes do projeto. Em uma conversa aberta, Marcos Soares respondeu perguntas e compartilhou experiências, reforçando a importância do diálogo e do incentivo aos jovens.
A visita também reuniu familiares dos alunos, estudantes da rede pública e participantes de programas sociais do município do Rio de Janeiro, ampliando o alcance da ação.
A agenda reforça a relevância do PROFESP como ferramenta de inclusão social, educação e cidadania, além de destacar a importância da parceria entre o Poder Legislativo e a Marinha do Brasil no fortalecimento de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.
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Artigo: Vetores leves e guerra moderna: uma oportunidade na evolução da capacidade expedicionária dos Fuzileiros Navais
A forma de fazer guerra mudou e continua mudando em ritmo acelerado. Hoje, mais do que volume de meios, o que define a superioridade no campo de batalha é a capacidade de empregar força com precisão, rapidez e flexibilidade, especialmente em ambientes complexos, fragmentados e altamente dinâmicos. Para uma força com vocação expedicionária como o Corpo de Fuzileiros Navais, essa realidade não é apenas um desafio, mas uma oportunidade clara de evolução.
Nos últimos anos, a consolidação do conceito de Base Aérea Expedicionária, já exercitado em exercícios realizados pela Marinha do Brasil na região de Furnas (MG), sinaliza um movimento importante nesse sentido. A lógica é simples e ao mesmo tempo poderosa: dispersar, sustentar e empregar meios a partir de estruturas leves, móveis e resilientes, reduzindo vulnerabilidades e ampliando a capacidade de resposta em qualquer ponto do teatro de operações. Trata-se de um conceito alinhado com as mais modernas doutrinas internacionais, onde mobilidade e adaptabilidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos.
À medida que esse conceito amadurece, surge uma reflexão inevitável sobre quais vetores são mais adequados para potencializar essa estrutura. É nesse ponto que a experiência internacional oferece respostas bastante claras. Ao longo das últimas décadas, forças de operações especiais dos Estados Unidos consolidaram o emprego de plataformas leves de asas rotativas como elemento central em missões de alta complexidade, onde precisão, surpresa e tempo de resposta são determinantes.
Entre essas plataformas, o MH-6 Little Bird se destaca como um dos exemplos mais emblemáticos de eficiência operacional. Desenvolvido e refinado dentro da doutrina do 160th Special Operations Aviation Regiment, o Little Bird foi concebido para atuar exatamente onde outros meios encontram limitações: em áreas confinadas, ambientes urbanos densos, zonas de difícil acesso e cenários onde cada segundo faz diferença.
Ao contrário do que seu porte compacto pode sugerir, trata-se de uma plataforma com notável capacidade de combate. Em sua configuração armada, pode empregar metralhadoras M134 Minigun, metralhadoras .50, foguetes de 70 mm e até mísseis guiados, atuando como um vetor de apoio de fogo aproximado leve, capaz de acompanhar tropas no terreno com precisão cirúrgica. Na prática, isso significa prover cobertura direta em operações anfíbias, apoiar a consolidação de cabeça de praia e realizar escolta armada em fases críticas da missão.
Essa capacidade é complementada por sua vocação para operações especiais. O Little Bird é amplamente empregado na inserção e extração de operadores em pontos extremamente restritos, utilizando técnicas como fast rope ou pousos em áreas onde aeronaves maiores não conseguem operar. Em cenários como Somália, Iraque e Afeganistão, e mais recentemente em missões de resgate em ambiente hostil, esse perfil de emprego se mostrou decisivo.
Mas talvez o maior diferencial esteja na sua capacidade de integrar funções. Além do transporte leve e do apoio de fogo, o Little Bird atua como plataforma de reconhecimento armado, contribuindo diretamente para a consciência situacional e para a coordenação de ações no terreno.
Do ponto de vista técnico, suas características reforçam essa versatilidade: alta manobrabilidade, operação em áreas restritas, baixa assinatura, simplicidade logística e rápida reconfiguração entre perfis de missão, atributos que dialogam diretamente com o conceito da Base Aérea Expedicionária.
Quando esse conjunto é analisado sob a ótica do Corpo de Fuzileiros Navais, a convergência é evidente. Trata-se de uma força que já atua em projeção anfíbia, operações especiais e resposta a crises, onde precisão, mobilidade e apoio de fogo imediato fazem diferença.
Nesse contexto, a evolução mais natural não está na criação de estruturas paralelas, mas na incorporação desse tipo de capacidade no âmbito da Aviação Naval da Marinha do Brasil, que já detém a expertise, a logística e a doutrina necessárias para operar e sustentar aeronaves com segurança e eficiência.
A partir dessa base, o diferencial estaria no emprego. Um esquadrão de vetores leves com vocação para operações especiais poderia ser estruturado dentro da Aviação Naval, mas com atuação diretamente integrada ao Corpo de Fuzileiros Navais, operando de forma coordenada com o Batalhão de Combate Aéreo e com o Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais Tonelero, garantindo proximidade com a tropa, rapidez na resposta e aderência total à doutrina expedicionária.
Na prática, isso representaria uma capacidade dedicada de apoio direto, seja na inserção de comandos anfíbios, no apoio de fogo aproximado, em missões de reconhecimento ou em operações de resgate, atuando como elo entre a Aviação Naval e a manobra no terreno.
Mais do que uma nova estrutura, trata-se de alinhar meios e emprego a uma necessidade já existente. A experiência internacional mostra que, quando bem integrados, vetores leves não apenas ampliam capacidades, eles elevam o nível de precisão, flexibilidade e eficiência da força como um todo.
Em um cenário onde mobilidade, rapidez e ação cirúrgica são decisivas, desenvolver esse tipo de capacidade dentro da estrutura existente pode representar um salto qualitativo na forma como os Fuzileiros Navais operam em ambiente expedicionário.
Por Angelo Nicolaci
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Editor do GBN Defense é agraciado com a Medalha Exército Brasileiro durante as comemorações do Dia do Exército
As celebrações do Dia do Exército, realizadas em 2026 no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, marcaram não apenas a trajetória histórica da Força, mas também evidenciaram a importância de iniciativas que contribuem para aproximar a sociedade dos temas de defesa nacional.
Entre os agraciados com a Medalha Exército Brasileiro esteve o editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, reconhecido por sua atuação na divulgação de conteúdos ligados à defesa, geopolítica e à Base Industrial de Defesa, além do trabalho contínuo de valorização da imagem institucional das Forças Armadas.
A honraria representa, para o jornalista, mais do que um reconhecimento individual. Trata-se da validação de uma trajetória construída com foco na informação qualificada, na responsabilidade editorial e no compromisso de ampliar o entendimento público sobre a importância estratégica da defesa nacional.
Ao mesmo tempo, o reconhecimento fortalece o posicionamento do GBN Defense como um veículo relevante dentro do ecossistema de mídia especializada. Em um ambiente onde a credibilidade é um ativo essencial, a distinção concedida pelo Exército Brasileiro contribui para consolidar a confiança no trabalho desenvolvido e ampliar sua projeção junto a leitores, instituições e ao próprio setor de defesa.
Esse reconhecimento institucional também reforça a importância de iniciativas independentes e especializadas, que atuam com consistência na cobertura de temas estratégicos, ampliando o diálogo entre sociedade, Forças Armadas e indústria.
Mais do que uma distinção simbólica, a Medalha Exército Brasileiro evidencia o papel da comunicação de defesa como um elo fundamental entre as instituições militares e a sociedade. Em um cenário cada vez mais marcado por desafios informacionais, a presença de veículos comprometidos com a qualidade e a precisão das informações se torna indispensável.
A cerimônia no Palácio Duque de Caxias reuniu autoridades civis e militares, além de outros homenageados que, em diferentes áreas, contribuem para o fortalecimento da defesa nacional, reafirmando o compromisso do Exército Brasileiro com a valorização de iniciativas que extrapolam o ambiente estritamente militar.
O GBN Defense segue, assim, alinhado a esse propósito, consolidando sua atuação na difusão de conteúdos estratégicos e no fortalecimento da cultura de defesa no Brasil.
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sexta-feira, 17 de abril de 2026
Entrevista com um dos fundadores da Mectron e da SIATT
Recentemente, um dos fundadores da Mectron e da SIATT, Carlos Alberto de Paiva Carvalho, deu uma entrevista no X (antigo Twitter) para o milblogger 2S7 Pion.
Segue abaixo a tradução
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Exército Brasileiro e EDGE fortalecem parceria para avaliação de armamentos de próxima geração durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026
Durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026, realizada em São Paulo, o Exército Brasileiro consolidou mais um passo em sua estratégia de modernização ao firmar uma parceria com o conglomerado global de defesa EDGE Group voltada à avaliação operacional de sistemas de armamentos de nova geração. A assinatura do acordo ocorreu no ambiente da feira, reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria de defesa e segurança na América Latina.
A iniciativa reforça o protagonismo do Exército Brasileiro no processo de experimentação e validação de tecnologias militares, com foco em elevar a prontidão operacional da Força Terrestre. O acordo estabelece a criação de uma estrutura dedicada à avaliação de sistemas em ambientes realistas de emprego militar, permitindo que tropas especializadas testem equipamentos sob condições exigentes e representativas de cenários operacionais contemporâneos.
Entre os sistemas previstos para avaliação estão os fuzis da linha CARACAL, que serão submetidos a testes conduzidos por unidades especializadas do Exército Brasileiro. A proposta é analisar desempenho, confiabilidade e adequação operacional, considerando diferentes perfis de missão e ambientes táticos.
O processo de experimentação vai além do desempenho individual dos equipamentos. Ele também envolve análises doutrinárias, logísticas e de integração com as estruturas existentes da Força Terrestre, ampliando a compreensão sobre como novas tecnologias podem ser incorporadas de forma eficiente ao emprego militar.
Segundo os termos da cooperação, a parceria também busca fortalecer a troca de conhecimento entre equipes técnicas e operacionais, promovendo evolução conjunta em áreas como doutrina, treinamento e desenvolvimento de capacidades. O foco inclui ainda o aprimoramento da formação de militares que atuam com sistemas de armas leves e de precisão.
Ao ser firmado na LAAD Security & Milipol Brazil 2026, o acordo simboliza o ambiente de convergência entre forças armadas, indústria e tecnologia proporcionado pelo evento, que reúne autoridades e empresas do setor de defesa de diversos países. A assinatura reforça o papel da feira como plataforma estratégica para o desenvolvimento de capacidades militares e inovação aplicada.
Com essa iniciativa, o Exército Brasileiro reafirma sua posição de destaque na busca por soluções avançadas e na incorporação criteriosa de tecnologias emergentes, alinhando inovação, doutrina e prontidão operacional em benefício da Força Terrestre.
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SIATT integra acordo para desenvolvimento de radares na LAAD Security 2026
Diante do cenário internacional onde tecnologia sensível se tornou ativo estratégico, cada movimento da indústria de defesa carrega um peso que vai muito além do comercial. Foi exatamente nesse contexto que durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026, ganhou forma um acordo que pode representar um passo concreto rumo à autonomia brasileira em sistemas de radar, uma das áreas mais críticas para qualquer nação que pretenda exercer sua soberania de forma plena.
O Memorando de Entendimento assinado entre a EDGE Group e a Indra, com a participação estratégica da SIATT, não deve ser interpretado como mais uma parceria industrial entre tantas outras. Ele sinaliza na prática, uma mudança de postura: o Brasil deixando de ocupar uma posição periférica para assumir um papel mais ativo dentro de cadeias globais de tecnologia de defesa.
A escolha da SIATT como parte desse arranjo não é trivial. Em um setor onde confiança, domínio tecnológico e capacidade de integração são determinantes, a presença de uma empresa brasileira no centro de um projeto voltado ao desenvolvimento e à produção de radares de nova geração revela um nível de maturidade que a Base Industrial de Defesa nacional vem construindo ao longo dos últimos anos, muitas vezes longe dos holofotes, mas com resultados consistentes.
Ao combinar o know-how da Indra em sistemas de radar com a capacidade industrial e o alcance global do EDGE Group, o acordo encontra na SIATT o elo necessário para internalizar conhecimento e transformar cooperação em capacidade concreta dentro do território nacional. É exatamente esse ponto que diferencia iniciativas estruturantes de simples transferências pontuais: não se trata apenas de produzir no Brasil, mas de desenvolver no Brasil.
Esse tipo de movimento toca diretamente em uma das maiores fragilidades históricas do país na área de defesa: a dependência externa em tecnologias críticas. Sensores, radares e sistemas de vigilância são, hoje, elementos centrais na arquitetura de qualquer força moderna. Sem domínio sobre esses sistemas, não há autonomia real, apenas capacidade limitada condicionada a terceiros.
O entendimento firmado durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026 estabelece as bases para a criação de um ambiente produtivo voltado a esse segmento, com potencial para gerar empregos altamente qualificados, desenvolver engenharia local e fortalecer uma cadeia que ainda busca consolidação no Brasil. Mais do que isso, abre espaço para que o país avance em um campo onde poucos possuem domínio pleno.
Mas como em praticamente todos os programas estratégicos nacionais, o avanço vem acompanhado de um desafio conhecido: a continuidade. Projetos dessa natureza exigem previsibilidade, coordenação e compromisso de longo prazo. Sem esses elementos, mesmo as iniciativas mais promissoras correm o risco de se diluir antes de atingir seu potencial máximo.
Ainda assim, o movimento observado na LAAD Security 2026 deixa uma mensagem clara. Quando a indústria nacional é inserida de forma qualificada em projetos internacionais, com participação real e não apenas simbólica, o resultado vai além de contratos, ele se traduz em capacidade, autonomia e posicionamento estratégico.
É justamente nesse ponto que a SIATT passa a representar algo maior do que ela própria: um exemplo de como o Brasil pode gradualmente deixar de ser apenas um consumidor de tecnologia de defesa, para se consolidar como um ator relevante no desenvolvimento de soluções críticas. Um caminho que não é simples, mas que uma vez trilhado com consistência, redefine o lugar do país no cenário global.
Por Angelo Nicolaci
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DECEA atualiza regras para drones e endurece controle do espaço aéreo no Brasil
Nova ICA 100-40 entra em vigor em 1º de julho de 2026 e amplia exigências para operações com aeronaves não tripuladas no Brasil.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) publicou a nova edição da Instrução do Comando da Aeronáutica ICA 100-40, que passará a regulamentar de forma unificada o acesso de aeronaves não tripuladas ao espaço aéreo brasileiro a partir de 1º de julho de 2026.
A atualização, oficializada pela Portaria nº 2094/DNOR8 e publicada no Boletim do Comando da Aeronáutica no fim de março, consolida em um único documento todas as regras aplicáveis ao uso de drones no país, substituindo normas anteriores e ampliando os requisitos de segurança.
A principal mudança é a obrigatoriedade de autorização prévia para todas as aeronaves não tripuladas, independentemente do peso. Com isso, até mesmo drones com menos de 250 gramas passam a exigir solicitação formal por meio do sistema SARPAS, utilizado pelo DECEA para o gerenciamento do espaço aéreo.
A nova ICA também unifica regulamentos anteriores, incorporando diretrizes que estavam dispersas em outros documentos, incluindo normas voltadas a operações especiais e ao uso recreativo. A medida busca simplificar a compreensão das regras e aumentar a padronização das operações.
Outro ponto relevante é a redução do prazo mínimo para solicitação de operações que demandem espaço aéreo segregado, que passa de 12 para 8 dias corridos, proporcionando maior flexibilidade aos operadores sem comprometer os níveis de segurança.
A regulamentação também estabelece novos parâmetros operacionais. Em zonas UTM, os voos passam a ter duração máxima de uma hora, enquanto as áreas operacionais foram delimitadas em até 15 km² para voos em VLOS e até 30 km² para operações BVLOS.
Além disso, a nova edição introduz o conceito de “Área Adequada”, que define espaços aéreos específicos para operações com drones, cuja criação ficará sob responsabilidade dos órgãos regionais do DECEA, mediante avaliação prévia.
Na prática, a atualização também dialoga diretamente com a evolução recente dos sistemas não tripulados no país. Plataformas mais avançadas, com capacidade de operações BVLOS e emprego em cenários complexos, como o sistema HARPIA, desenvolvido pela brasileira ADTECH, passam a exigir um ambiente regulatório mais estruturado, capaz de garantir tanto a segurança quanto a viabilidade operacional dessas tecnologias.
Esse movimento evidencia uma convergência cada vez maior entre regulação e desenvolvimento tecnológico, na medida em que soluções nacionais mais sofisticadas passam a demandar regras mais claras, previsíveis e compatíveis com operações de maior alcance e complexidade.
Na prática, as mudanças refletem a necessidade de adaptação a um cenário de crescimento acelerado do uso de drones no Brasil, tanto em aplicações civis quanto em atividades estratégicas.
Com a entrada em vigor prevista para julho de 2026, a nova ICA 100-40 marca uma etapa importante no processo de modernização e controle do espaço aéreo brasileiro, reforçando a segurança e a integração das operações em um ambiente cada vez mais complexo.
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IndraMind é apresentada durante a LAAD Security 2026 como plataforma central para integração entre ciberdefesa, operações e inteligência
Durante a LAAD Security 2026, realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo, o Indra Group oficializou o lançamento da IndraMind no Brasil, uma nova unidade que consolida as capacidades de cibersegurança, ciberdefesa e inteligência artificial da companhia em uma única estrutura voltada à segurança integral.
A proposta da IndraMind vai além de uma simples plataforma tecnológica. Concebida como um “cérebro digital”, a solução integra dados, sistemas e operações em um ambiente ciberresiliente, capaz de transformar grandes volumes de informação em vantagem operacional, apoiando decisões mais rápidas e precisas em cenários complexos.
Em um contexto marcado pelo avanço das ameaças híbridas que combinam ataques físicos e digitais, a plataforma busca oferecer superioridade cognitiva e maior autonomia operacional, permitindo a coordenação de ações em múltiplos domínios, tanto no ambiente civil quanto militar.
Segundo Guilherme Solleiro, CEO do Indra Group no Brasil, a IndraMind surge como resposta direta à crescente complexidade dos riscos enfrentados por governos e operadores críticos. A proposta, segundo ele, é integrar inteligência artificial, dados e capacidades de orquestração para antecipar cenários e responder com maior agilidade às ameaças.
Baseada em mais de duas décadas de experiência do grupo em áreas como guerra eletrônica, sistemas de comando e controle, plataformas autônomas e gestão massiva de dados, a nova unidade reúne um conjunto de tecnologias já consolidadas, agora integradas sob uma arquitetura única, aberta e escalável.
Um dos focos centrais da IndraMind é a proteção de infraestruturas críticas, cada vez mais expostas à convergência entre riscos cibernéticos e físicos. No Brasil, esse cenário é particularmente sensível: dados da ABES indicam que o país registrou 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025, concentrando a maior parte das investidas na América Latina.
Nesse ambiente, a plataforma atua como um “sistema nervoso” capaz de conectar operações físicas e digitais, permitindo antecipar incidentes, reduzir impactos e evitar efeitos em cascata que podem comprometer serviços essenciais e cadeias logísticas.
Além disso, a IndraMind foi projetada para atuar em missões críticas que exigem rapidez e coordenação, integrando sistemas autônomos, como drones, e permitindo uma visão operacional comum entre diferentes órgãos, incluindo forças de segurança, defesa e estruturas de proteção civil.
Ao reduzir a fragmentação da informação e acelerar o processo decisório, a solução reforça uma tendência cada vez mais evidente: a centralidade da inteligência artificial como elemento estruturante das operações modernas.
Com o lançamento da IndraMind no Brasil, o Indra Group busca se posicionar no centro dessa transformação, oferecendo uma plataforma capaz de integrar segurança, defesa e gestão de crises em um único ambiente tecnológico, um movimento que reflete a evolução do próprio conceito de segurança no século XXI.
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Indra aposta em inteligência artificial e ciberdefesa para redefinir a segurança pública no Brasil durante a LAAD 2026
A Indra Group escolheu a LAAD Security 2026, realizada entre os dias 14 e 16 de abril em São Paulo, como palco para apresentar uma nova geração de tecnologias voltadas à segurança pública e à proteção de infraestruturas críticas no Brasil.
Em um cenário marcado pela crescente complexidade das ameaças, que vão desde o crime organizado até riscos cibernéticos e híbridos, a empresa aposta na integração entre inteligência artificial, cibersegurança e gestão operacional como eixo central de sua estratégia.
O principal destaque da participação é o lançamento da IndraMind, nova unidade do grupo que reúne suas capacidades de cibersegurança e ciberdefesa, integrando também uma plataforma avançada de inteligência artificial com foco em resiliência e suporte a missões críticas.
Concebida para oferecer superioridade cognitiva e autonomia operacional, a IndraMind propõe uma abordagem integrada capaz de conectar dados, sistemas e plataformas distintas em um ambiente seguro e controlado. Na prática, a solução busca permitir que governos e operadores essenciais antecipem riscos, detectem vulnerabilidades e tomem decisões com maior rapidez e precisão.
Segundo Guilherme Solleiro, CEO da Indra Group no Brasil, o diferencial não está apenas na aplicação da inteligência artificial, mas na forma como ela é utilizada. A proposta, segundo ele, é incorporar a tecnologia de maneira responsável, contribuindo para melhorar a eficiência dos serviços públicos e a capacidade de resposta das instituições.
Além da nova plataforma, o grupo também leva à LAAD o sistema Atalaya, já implementado em Sergipe e considerado um caso de sucesso na modernização da segurança pública. A solução integra, em tempo real, diferentes órgãos de emergência, permitindo maior coordenação entre Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.
O sistema possibilita o monitoramento de viaturas, despacho de ocorrências e acompanhamento das ações em campo por meio de uma plataforma unificada, incluindo versões móveis utilizadas diretamente pelas equipes operacionais. Com base em dados atualizados e análises regionais, o Atalaya também apoia a tomada de decisões estratégicas.
Para a Indra Group, a evolução da segurança pública passa necessariamente pela gestão eficiente de dados e pela garantia de soberania digital. Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a atuar como elemento central na interpretação de cenários complexos, correlação de informações e antecipação de ameaças.
A empresa defende que, mais do que digitalizar processos, é essencial garantir que as administrações públicas operem com dados seguros, auditáveis e sob seu próprio controle, reforçando a transparência e a confiabilidade das decisões.
Com essa abordagem, o grupo busca posicionar suas soluções como instrumentos capazes de reduzir tempos de resposta, aumentar a capacidade de dissuasão e elevar o nível de coordenação entre diferentes órgãos, fatores considerados críticos em um ambiente de segurança cada vez mais dinâmico e desafiador.
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Exército reforça defesa antiaérea com modernização dos radares SABER M60 durante a LAAD 2026
Durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026, realizada em São Paulo, o Exército Brasileiro evidenciou mais um avanço relevante na modernização de suas capacidades de defesa antiaérea, com a atualização de radares SABER M60 para a versão 2.0, conduzida pela Embraer no âmbito do programa de sustentação dos sistemas em operação.
A iniciativa prevê a modernização de oito unidades e já conta com dois radares atualizados e em operação, reforçando a capacidade de vigilância e controle de tiro de baixa altura, um dos pilares da defesa de áreas sensíveis e infraestruturas estratégicas.
Segundo o General de Divisão Tales Eduardo Areco Villela, Diretor de Fabricação do Exército Brasileiro, a atualização representa um ganho concreto em desempenho operacional e confiabilidade, além de destacar a importância da parceria com a indústria nacional para a manutenção e evolução das capacidades da Força Terrestre.
A modernização dos sistemas faz parte de um processo de atualização de ciclo de meia-vida, que eleva os radares SABER M60 ao padrão tecnológico mais recente. Com isso, o Exército assegura maior disponibilidade dos equipamentos e prolonga sua vida útil, mantendo a eficiência operacional ao longo do tempo.
Além das melhorias em hardware, o sistema recebeu atualizações significativas em software, incluindo algoritmos mais avançados de processamento de sinais, maior resistência a interferências e uma interface operacional aprimorada, que facilita o emprego pelas guarnições em ambientes de maior complexidade.
Desenvolvido pela Embraer em parceria com o próprio Exército Brasileiro, o SABER M60 é um radar tridimensional de vigilância e controle de tiro, com alcance de até 60 quilômetros e capacidade de rastrear simultaneamente até 60 alvos. O sistema pode ser integrado a diferentes camadas de defesa antiaérea, incluindo meios baseados em mísseis e artilharia, além de operar de forma conectada ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).
Outro diferencial relevante é a tecnologia LPI (Low Probability of Interception), que reduz a probabilidade de detecção por sistemas adversários, aumentando a sobrevivência do radar em cenários de conflito. Sua mobilidade e rapidez de desdobramento também garantem maior flexibilidade tática às unidades de Artilharia Antiaérea.
A modernização dos radares SABER M60 reflete uma diretriz clara do Exército Brasileiro: preservar e evoluir capacidades críticas por meio da atualização contínua de seus sistemas, garantindo prontidão operacional diante de um ambiente cada vez mais dinâmico e tecnologicamente desafiador.
Mais do que uma atualização técnica, o avanço reforça o papel da Base Industrial de Defesa nacional como elemento essencial para a soberania e para a autonomia estratégica do país, um tema central que permeou as discussões e apresentações durante a LAAD 2026.
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Exército Brasileiro chega aos 378 anos entre tradição, modernização e o desafio da continuidade estratégica
Mais do que uma celebração protocolar, o Dia do Exército, comemorado em 19 de abril, é um lembrete claro de que a soberania não se constrói de forma improvisada, ela é resultado de continuidade, investimento e visão de longo prazo.
Na manhã desta quinta-feira (16), o Exército Brasileiro celebrou seus 378 anos com uma cerimônia militar no Quartel-General em Brasília. A cerimônia reuniu autoridades civis e militares e foi presidida pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, refletindo não apenas a importância da data, mas o papel central da Força Terrestre na estrutura de defesa do país.
Em sua Ordem do Dia, o Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, resgatou a origem histórica da Instituição na Batalha dos Guararapes em 1648, episódio que vai além do simbolismo e representa o nascimento de uma força genuinamente nacional. De lá para cá, o Exército atravessou ciclos históricos distintos, adaptando-se a novos cenários e incorporando capacidades que hoje o posicionam como elemento essencial da dissuasão e defesa brasileira.
É justamente nessa capacidade de adaptação que reside um dos pontos mais sensíveis: manter a continuidade dos programas estratégicos. Diante de um cenário internacional cada vez mais instável, projetos como o blindado Guarani e o sistema de foguetes ASTROS deixam de ser apenas plataformas militares, e passam a ser instrumentos de soberania, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da Base Industrial de Defesa.
A cerimônia também foi marcada pelo reconhecimento a militares, civis e instituições que contribuem diretamente para o fortalecimento da Força. A entrega da Ordem do Mérito Militar e da Medalha Exército Brasileiro evidencia algo que muitas vezes passa despercebido: a defesa nacional é um esforço coletivo, que vai além dos quartéis e envolve diferentes setores do Estado e da sociedade.
Outro momento de forte simbolismo foi o toque de silêncio em homenagem aos heróis da Batalha de Tuiuti, o maior confronto campal da América do Sul, travado em 1866. Mais do que reverenciar o passado, o gesto reforça a construção de uma identidade institucional baseada em valores, memória e compromisso com a missão.
O desfile militar trouxe ao público uma amostra concreta da capacidade operacional do Exército. Blindados, sistemas de artilharia, meios aéreos e tropas em formação evidenciaram não apenas preparo, mas a evolução contínua de uma Força que busca se manter relevante diante dos desafios contemporâneos. A presença do primeiro contingente feminino do Serviço Militar Inicial também sinaliza uma transformação importante, alinhada às demandas de uma sociedade em constante mudança.
Sob o lema “Braço Forte, Mão Amiga”, o Exército Brasileiro segue cumprindo um papel dual: preparado para o combate, mas também presente nas ações de apoio à população, seja em operações humanitárias, seja na resposta a crises e garantia da lei e ordem.
Mas há um ponto que precisa ser dito com clareza: sem previsibilidade orçamentária e compromisso de Estado, qualquer avanço corre o risco de se tornar pontual. A história mostra que a capacidade militar não se sustenta apenas com bons projetos, ela depende de continuidade e investimentos continuados.
Reconhecimento que vai além da honraria
Dentro desse contexto, em que defesa e comunicação caminham cada vez mais próximas, as cerimônias deste ano também carregam um significado especial.
Na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, o editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, será agraciado com a Medalha Exército Brasileiro, em cerimônia no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A condecoração reconhece sua atuação na divulgação de temas de defesa, na valorização da imagem da Força e na construção de uma ponte consistente entre o meio militar e a sociedade.
Mais do que um reconhecimento individual, a homenagem sinaliza algo maior: a consolidação da comunicação de defesa como um vetor estratégico. Frente a um cenário nacional marcado por disputas narrativas, desinformação e baixa compreensão pública sobre temas de defesa, iniciativas independentes e especializadas passam a desempenhar um papel fundamental.
Ao longo de sua trajetória à frente do GBN Defense, Nicolaci tem se posicionado justamente nesse espaço, trazendo informação qualificada, análise crítica e acompanhamento constante dos programas, projetos e desafios que envolvem a defesa nacional.
Esse tipo de atuação não apenas informa, ela contribui diretamente para a formação de uma mentalidade de defesa, algo ainda em construção no Brasil, mas essencial para qualquer país que pretenda exercer sua soberania de forma plena.
A medalha, portanto, não representa apenas um reconhecimento. Ela reforça a importância de manter ativo o diálogo entre Forças Armadas, indústria, governo e sociedade, um ecossistema que quando bem articulado, se transforma em um dos pilares mais sólidos do desenvolvimento nacional.
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