terça-feira, 21 de julho de 2026

Saab e Embraer ampliam parceria estratégica para expandir produção do Gripen no Brasil

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A Saab e a Embraer anunciaram, nesta terça-feira (21), durante o Farnborough International Airshow 2026, a assinatura de um Acordo de Princípios (Heads of Agreement) que estabelece as bases para a produção prevista de 20 aeronaves Gripen adicionais no complexo industrial da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O entendimento representa mais um avanço na parceria construída ao longo da última década e amplia a participação da indústria brasileira na produção do caça sueco.

Pelo acordo, a Embraer será responsável pela montagem das novas aeronaves no Brasil, complementando a linha de montagem final da Saab em Linköping, na Suécia. A iniciativa amplia a capacidade de produção do Gripen em um modelo industrial integrado, permitindo às duas empresas atenderem com maior flexibilidade à demanda do mercado internacional.

O novo entendimento reforça uma cooperação que teve início com o Programa Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) e que, ao longo dos últimos anos, consolidou Gavião Peixoto como um dos principais centros de produção e desenvolvimento do programa fora da Suécia.

Para o presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, a ampliação da parceria demonstra o compromisso de longo prazo da empresa com o Brasil e com a América Latina.

"A parceria entre a Saab e a Embraer reforça nosso compromisso de longo prazo com a América Latina. Juntos, estamos fortalecendo nossas capacidades, garantindo capacidade adicional para futuras oportunidades de negócios e adotando uma abordagem voltada para o futuro para apoiar as necessidades em evolução de nossos clientes em toda a região."

Na mesma linha, o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, destacou que o acordo fortalece o papel estratégico da empresa brasileira dentro do programa Gripen.

"A ampliação desta parceria com a Saab reflete a confiança mútua construída ao longo dos últimos dez anos e reforça o papel estratégico da Embraer no programa Gripen. Estamos muito bem-posicionados para apoiar o aumento da capacidade de produção e buscar futuras oportunidades de negócios em mercados ao redor do mundo."

Gavião Peixoto amplia sua importância no programa Gripen

O complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto tornou-se um dos pilares da cooperação entre Brasil e Suécia. Reconhecida por sua infraestrutura industrial, mão de obra altamente qualificada e capacidade produtiva, a unidade passou a integrar o modelo global de fabricação do Gripen, reunindo fornecedores brasileiros e internacionais em uma cadeia de produção compartilhada.

Além de ampliar a capacidade de entrega das aeronaves, a expansão da produção fortalece a participação da indústria brasileira em um programa de alta complexidade tecnológica e cria novas oportunidades para o desenvolvimento de competências industriais e aeroespaciais no país.

O Acordo de Princípios estabelece as bases para que as duas empresas concluam o acordo definitivo ainda em 2026, consolidando Gavião Peixoto como um importante centro de produção do Gripen para atender futuras demandas do mercado internacional.

Uma década de cooperação e transferência de tecnologia

A parceria entre Saab e Embraer vai muito além da produção das aeronaves. Desde o início do Programa Gripen para a Força Aérea Brasileira, engenheiros, pilotos de testes, técnicos, operadores de montagem e especialistas em manutenção participaram de um amplo programa de transferência de tecnologia conduzido na Suécia.

Esse processo permitiu que profissionais brasileiros adquirissem conhecimentos em desenvolvimento, fabricação, integração e suporte de aeronaves de combate, fortalecendo as capacidades industriais nacionais e promovendo o intercâmbio de conhecimento entre as duas empresas.

Ao longo desses mais de dez anos de cooperação, a parceria consolidou-se como um dos principais exemplos de colaboração internacional na indústria de defesa, combinando desenvolvimento tecnológico, formação de recursos humanos especializados e integração industrial.

Agora, com a perspectiva de produção de 20 aeronaves Gripen adicionais em território brasileiro, Saab e Embraer dão mais um passo na consolidação dessa parceria estratégica, ampliando a capacidade de produção do programa e reforçando a posição do Brasil como um dos principais polos industriais do Gripen no mundo.


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Portugal investe € 3,9 bilhões na aquisição de três fragatas FREMM EVO

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Portugal oficializou um dos mais importantes investimentos de sua história recente na área de defesa ao anunciar a aquisição de três fragatas FREMM EVO, construídas pela italiana Fincantieri, em um contrato avaliado em aproximadamente 3,9 bilhões de euros. O acordo foi formalizado durante a visita oficial do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, à Itália, e integra o programa europeu SAFE (Security Action for Europe), mecanismo criado pela União Europeia para fortalecer as capacidades de defesa dos Estados-membros por meio de investimentos conjuntos.

O anúncio foi feito pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que destacou o significado da decisão portuguesa para a indústria de defesa europeia.

"Um dos setores no qual podemos dar um salto de qualidade é o da indústria da defesa e estou muito, muito feliz da decisão da autoridade portuguesa de comprar três fragatas FREMM EVO da Fincantieri. É um reconhecimento da excelência da indústria italiana e a demonstração que a Europa pode reforçar a sua autonomia investindo na capacidade industrial e tecnológica", afirmou Meloni.

Ao comentar o acordo, o primeiro-ministro Luís Montenegro ressaltou o caráter estratégico do investimento para Portugal e para a Europa.

"Este acordo que hoje celebramos na área da Defesa para a aquisição de três fragatas, estamos a falar de um investimento de três mil e 900 milhões de euros, aproximadamente. Estamos a falar de capacidade, que é a capacidade portuguesa e a capacidade europeia, de vigilância dos nossos recursos marítimos e de salvaguarda dos nossos interesses estratégicos. De salvaguarda também da navegabilidade internacional e das condições de comércio livre e justo a nível global."

Modernização da Marinha Portuguesa

Assinado em 20 de julho, o acordo bilateral entre Portugal e Itália prevê a aquisição de três fragatas de última geração, incluindo o pacote de sustentação logística, transferência de tecnologia e todas as condições necessárias para a exploração operacional dos navios durante um ciclo de vida estimado em, pelo menos, 30 anos.

As embarcações serão entregues entre 2029 e 2030 e fazem parte do processo de modernização da Marinha Portuguesa, buscando adequar seus meios à nova realidade geopolítica e às ameaças emergentes.

Segundo o Ministério da Defesa português, o programa também contempla a cooperação com a indústria nacional, a participação de empresas portuguesas, a transferência de tecnologia, a revitalização do Arsenal do Alfeite e um significativo retorno para a economia do país.

O investimento representa uma parcela expressiva dos 5,8 bilhões de euros garantidos por Portugal no âmbito do SAFE, considerado o maior programa de reequipamento das Forças Armadas Portuguesas desde a redemocratização. Além do domínio naval, os recursos serão destinados ao fortalecimento das capacidades terrestre, aérea, espacial e de sistemas não tripulados.

A escolha da Fincantieri encerrou uma disputa com o estaleiro francês Naval Group e marca um dos primeiros contratos celebrados entre Estados utilizando os mecanismos financeiros do programa europeu SAFE.

FREMM EVO amplia as capacidades da esquadra portuguesa

As embarcações adquiridas pertencem à variante FREMM EVO (Frégate Européenne Multi-Mission Evolution), evolução da consagrada classe FREMM desenvolvida pela italiana Fincantieri e a francesa Naval Group.

A nova versão incorpora avanços em sensores, sistemas de combate, arquitetura digital e comunicações, além de oferecer maior potencial de modernização ao longo de sua vida útil. Projetadas para missões de guerra antissubmarino, guerra antiaérea, guerra de superfície e proteção das linhas de comunicação marítimas, as FREMM EVO figuram entre as mais modernas fragatas atualmente disponíveis no mercado internacional.

Com deslocamento superior a 6.700 toneladas, esses navios oferecem maior autonomia, elevada capacidade de sobrevivência em combate e amplo espaço para integração de novos sensores, armamentos e sistemas não tripulados.

Cooperação entre Brasil e Portugal ganha novo impulso

A aproximação entre Brasil e Portugal na área naval também avançou em 2026. Durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026, as Marinhas dos dois países firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) destinado a ampliar a cooperação institucional entre as duas forças navais.

O acordo estabelece mecanismos para a troca de informações, compartilhamento de experiências e intercâmbio de conhecimentos relacionados ao desenvolvimento de programas estratégicos, à modernização de capacidades e ao emprego de meios navais.

Embora o memorando não esteja diretamente relacionado ao programa português de aquisição das fragatas FREMM EVO, ele cria um importante canal de cooperação entre as duas marinhas, permitindo que experiências adquiridas em programas de modernização possam ser compartilhadas ao longo dos próximos anos.

Um olhar para a Marinha do Brasil

A decisão portuguesa também reforça uma tendência observada nas principais marinhas da OTAN: a composição da força de superfície com navios de diferentes categorias, combinando fragatas de porte médio com escoltas de maior deslocamento e capacidade de combate.

No Brasil, a Marinha avança na construção das quatro Fragatas Classe Tamandaré, navios com deslocamento aproximado de 3.500 toneladas que representam um importante salto tecnológico para a Esquadra e serão responsáveis pela substituição gradual das veteranas fragatas da Classe Niterói.

Se por um lado as Tamandaré proporcionarão uma significativa modernização da capacidade de escolta da Marinha do Brasil, por outro, a incorporação das FREMM EVO por Portugal evidencia as vantagens operacionais proporcionadas por navios de maior porte. Com deslocamento superior a 6.700 toneladas, as fragatas italianas oferecem maior autonomia, capacidade de crescimento, espaço para sensores e armamentos adicionais e melhores condições para operações oceânicas prolongadas.

Nesse contexto, a evolução da Marinha Portuguesa poderá fornecer importantes experiências para o intercâmbio técnico previsto no Memorando de Entendimento firmado entre os dois países. Ao mesmo tempo, o programa português reforça um debate cada vez mais presente entre analistas de defesa: a conveniência de no futuro a Marinha do Brasil complementar as Fragatas Classe Tamandaré com uma nova classe de escoltas de maior deslocamento, ampliando sua capacidade de atuação em cenários oceânicos de alta intensidade e fortalecendo ainda mais o Poder Naval brasileiro.


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Embraer e Anduril anunciam parceria para integrar míssil de cruzeiro Barracuda-500M ao C-390 Millennium

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A Embraer e a norte-americana Anduril anunciaram, nesta terça-feira (21), durante o Farnborough International Airshow 2026, a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para estudar a integração do míssil de cruzeiro de longo alcance Barracuda-500M (B-500M) ao C-390 Millennium. Desenvolvido pela Anduril, o sistema utiliza uma configuração paletizada, permitindo seu lançamento a partir da aeronave de transporte da Embraer por meio de sistemas roll-on/roll-off e dos procedimentos convencionais de lançamento aéreo.

A iniciativa representa um novo passo na evolução do C-390 Millennium, expandindo suas capacidades além das missões tradicionais de mobilidade aérea tática. Com a integração do Barracuda-500M, a aeronave poderá empregar efeitos cinéticos e não cinéticos de longo alcance, preservando sua capacidade de transporte e ampliando sua flexibilidade operacional em diferentes cenários de emprego.

Segundo a Anduril, o Barracuda-500M foi concebido como um míssil de cruzeiro acessível e produzido em escala, com o objetivo de ampliar rapidamente os estoques de munições dos Estados Unidos e de seus aliados. Na configuração paletizada, o sistema permite que aeronaves de transporte lancem simultaneamente dezenas de munições, possibilitando novos conceitos operacionais baseados no emprego de grande volume de armamentos de forma econômica e em larga escala.

A colaboração entre as duas empresas busca oferecer uma solução de rápida mobilização para operações militares modernas, reforçando o papel do C-390 como uma plataforma multimissão e multiplicadora de força, capaz de atender aos requisitos operacionais das forças armadas dos Estados Unidos e de países aliados, com maior interoperabilidade e eficácia em missão.

"Esta colaboração com a Anduril representa mais um passo importante na evolução do C-390 Millennium. Ao explorarmos a integração das capacidades de lançamento stand-off para efeitos paletizados, cinéticos e não cinéticos, estamos ampliando ainda mais a flexibilidade da aeronave para atender às constantes necessidades de evolução das forças aéreas modernas. Juntos, estamos desenvolvendo soluções inovadoras que fortalecem a versatilidade da missão, apoiam o emprego ágil em combate e aumentam as possibilidades operacionais para nossos clientes em todo o mundo", afirmou Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Para Greg Kausner, Vice-Presidente Sênior de Defesa Global da Anduril, a integração do Barracuda-500M ao C-390 cria uma nova capacidade para as forças militares aliadas.

"A integração do Barracuda-500M lançado por palete ao C-390 Millennium da Embraer oferece às forças militares aliadas uma nova forma de gerar efeitos de massa e de longo alcance a partir de uma plataforma de transporte aéreo já comprovada. A família de sistemas Barracuda da Anduril oferece capacidades que podem ser rapidamente produzidas e operacionalmente relevantes para atender à crescente demanda por munições acessíveis e escaláveis", declarou.

Projetado e desenvolvido no século XXI, o C-390 Millennium é o avião de transporte militar mais moderno de sua categoria. A aeronave possui capacidade para transportar até 26 toneladas de carga útil, alcança velocidade máxima de 470 nós e pode cumprir uma ampla variedade de missões, entre elas transporte de tropas e cargas, lançamento aéreo de equipamentos e pessoal, evacuação aeromédica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias, além de operar em pistas temporárias ou não pavimentadas. Quando equipada com o sistema de reabastecimento em voo de instalação rápida, a aeronave pode atuar tanto como avião-tanque quanto como receptora de combustível.

Além da Força Aérea Brasileira, o C-390 Millennium foi selecionado pelas forças aéreas de Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia, consolidando sua presença no mercado internacional de aeronaves de transporte militar.

O Barracuda-500M também vem avançando em seu processo de desenvolvimento. A Anduril realizou o primeiro teste de voo bem-sucedido da versão lançada por palete em setembro de 2024 e, desde então, conduziu dezenas de ensaios para validar a maturidade, o desempenho e a modularidade da família Barracuda-500. Entre os testes realizados estão voos com Autonomia Colaborativa em Rede (Networked Collaborative Autonomy), engajamentos em fase terminal e avaliações de desempenho de diferentes cargas úteis. Segundo a empresa, o acordo com a Embraer amplia as aplicações do sistema e se soma a iniciativas recentes, como contratos com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos e o acordo de produção local firmado com a Polska Grupa Zbrojeniowa (PGZ), da Polônia.


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Elbit Systems conquista contratos superiores a US$ 370 milhões para reforçar a segurança das fronteiras dos Estados Unidos

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A subsidiária norte-americana da Elbit Systems foi selecionada pela U.S. Customs and Border Protection para executar contratos que somam mais de US$ 370 milhões, voltados ao fortalecimento da segurança nacional dos Estados Unidos. Os trabalhos serão conduzidos até maio de 2029, ampliando a participação da empresa israelense em programas estratégicos de vigilância e monitoramento de fronteiras.

O anúncio reforça a posição da Elbit Systems como um dos principais fornecedores de tecnologias de defesa e segurança para o governo norte-americano, especialmente em soluções voltadas à consciência situacional em tempo real, vigilância de áreas sensíveis e apoio às operações de proteção de fronteiras.

Segundo Bezhalel (Butzi) Machlis, presidente e CEO da Elbit Systems, as novas contratações refletem a confiança depositada pela agência norte-americana na capacidade tecnológica da empresa.

"Esses novos contratos demonstram a contínua contribuição da Elbit Systems of America para o fortalecimento das capacidades de segurança e defesa dos Estados Unidos. Nossas tecnologias avançadas e comprovadas operacionalmente foram desenvolvidas para fornecer consciência situacional confiável em tempo real, ajudando nossos clientes a enfrentar desafios operacionais complexos."

Embora a empresa não tenha detalhado quais sistemas serão fornecidos no âmbito dos contratos, a Elbit Systems possui um amplo portfólio de soluções para vigilância de fronteiras, incluindo sensores eletro-ópticos e infravermelhos, radares terrestres, sistemas de comando e controle (C2), plataformas de inteligência, além de soluções integradas para monitoramento de grandes extensões territoriais.

Segurança de fronteiras ganha prioridade estratégica

A contratação ocorre em um momento em que os Estados Unidos ampliam investimentos em tecnologias capazes de aumentar a vigilância e a capacidade de resposta diante de desafios relacionados à imigração irregular, ao tráfico de drogas, ao contrabando e a outras ameaças transnacionais.

Nesse contexto, sistemas capazes de integrar sensores, inteligência e monitoramento em tempo real tornaram-se elementos centrais da estratégia norte-americana para ampliar a consciência situacional ao longo de suas fronteiras terrestres.

A experiência acumulada pela Elbit Systems em diferentes teatros operacionais ao redor do mundo tem consolidado a empresa como uma das principais fornecedoras de soluções para esse tipo de missão, empregando tecnologias já utilizadas em ambientes de elevada complexidade operacional.

Carteira robusta e presença global

Com mais de 20 mil colaboradores distribuídos em dezenas de países nos cinco continentes, a Elbit Systems figura entre as maiores empresas de tecnologia de defesa do mundo.

No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou receita de US$ 2,19 bilhões e manteve uma carteira de pedidos avaliada em aproximadamente US$ 30,2 bilhões, indicadores que refletem a forte demanda internacional por seus sistemas e soluções de defesa.

Os novos contratos com a U.S. Customs and Border Protection reforçam essa trajetória e consolidam a presença da Elbit Systems em um segmento considerado cada vez mais estratégico para os Estados Unidos: a proteção integrada de fronteiras por meio de tecnologias avançadas de vigilância, inteligência e consciência situacional.


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Embraer fortalece ecossistema europeu do C-390 Millennium com novos sistemas de treinamento para Suécia e Áustria

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Além da entrega de aeronaves, a fabricante brasileira amplia a infraestrutura de treinamento na Europa, consolidando o C-390 como um programa de longo prazo e elevando sua competitividade no mercado internacional

Quando uma força aérea decide incorporar uma nova aeronave militar, a aquisição representa apenas o primeiro passo de um processo muito mais amplo. Tão importante quanto a plataforma é a capacidade de formar tripulações, qualificar equipes de manutenção e garantir elevados índices de disponibilidade operacional ao longo de décadas de serviço. É justamente nessa etapa que a Embraer segue consolidando o C-390 Millennium como um dos mais completos programas aeronáuticos militares da atualidade.

Durante o Farnborough International Airshow 2026, a fabricante brasileira anunciou a ampliação da infraestrutura de treinamento do C-390 na Europa, com o fornecimento de novos dispositivos destinados às Forças Aéreas da Suécia e da Áustria. Mais do que equipamentos de instrução, o anúncio representa um passo importante na construção de um ecossistema regional de treinamento e suporte, reforçando o compromisso da Embraer com seus operadores europeus e consolidando a presença da aeronave no continente.

Pelo acordo firmado, a Força Aérea Sueca receberá um abrangente pacote de treinamento composto por um Full Flight Simulator (FFS), uma Cargo Handling Station Trainer (CHST), desenvolvida em parceria com a Rheinmetall, além de um sistema de Computer Based Training (CBT) criado em conjunto com a ETI. Já a Força Aérea Austríaca contará inicialmente com uma solução de Computer Based Training, destinada à formação teórica de pilotos, loadmasters, tripulações e equipes de manutenção.

Segundo Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte, a entrega dos novos sistemas reforça o compromisso da empresa com a prontidão operacional dos operadores europeus e amplia a interoperabilidade entre as forças aéreas que utilizam o C-390 Millennium.

Embora simuladores e sistemas de instrução raramente recebam a mesma atenção que uma aeronave recém-entregue, eles desempenham um papel decisivo no sucesso operacional de qualquer programa militar. A disponibilidade de simuladores de última geração permite que pilotos realizem treinamentos recorrentes sem consumir horas de voo da aeronave, reduzindo significativamente os custos operacionais e aumentando a disponibilidade da frota para missões reais.

No caso do Full Flight Simulator, desenvolvido para alcançar a certificação Nível D, o mais elevado padrão internacional para simuladores de voo, será possível reproduzir com elevado grau de fidelidade desde operações rotineiras até situações de emergência extremamente complexas, incluindo mais de 350 falhas simuladas e diferentes cenários de emprego militar. A elevada fidelidade do sistema permite que tripulações treinem procedimentos críticos em ambiente totalmente seguro, reduzindo riscos e elevando o nível de preparo operacional.

Da mesma forma, a Cargo Handling Station Trainer permitirá que os loadmasters realizem treinamentos completos relacionados ao gerenciamento do compartimento de carga, preparação de missões e operações de lançamento aéreo, utilizando um ambiente virtual altamente imersivo que reproduz tanto o interior da aeronave quanto o cenário externo. Complementando essa estrutura, o sistema Computer Based Training possibilita a formação teórica de pilotos, tripulações e técnicos de manutenção por meio de uma plataforma digital compatível com os padrões internacionais SCORM, oferecendo maior flexibilidade, padronização dos processos de aprendizagem e atualização contínua dos operadores.

O anúncio realizado em Farnborough revela uma característica que muitas vezes passa despercebida nas grandes campanhas internacionais. A Embraer não está apenas exportando uma aeronave; está exportando um ecossistema operacional completo.

Ao longo dos últimos anos, o C-390 deixou de ser apenas um novo cargueiro militar para tornar-se uma plataforma sustentada por uma rede crescente de centros de treinamento, soluções de suporte logístico, manutenção, engenharia e capacitação de operadores. Essa estratégia representa um dos principais diferenciais competitivos do programa e acompanha uma tendência observada entre os grandes fabricantes aeronáuticos, nos quais o sucesso comercial está diretamente ligado à capacidade de oferecer suporte durante todo o ciclo de vida da aeronave.

Essa estrutura ganha importância à medida que cresce o número de operadores europeus do Millennium. Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia e Eslováquia já fazem parte da comunidade de usuários da aeronave, enquanto outros países avaliam sua aquisição. Quanto maior essa base de operadores, maior também será o compartilhamento de infraestrutura, experiências operacionais e recursos de treinamento, reduzindo custos e aumentando a eficiência coletiva.

Além disso, a criação de uma infraestrutura regional favorece a interoperabilidade entre as forças aéreas europeias, permitindo que pilotos e tripulações sejam formados segundo procedimentos padronizados e estejam aptos a atuar em operações multinacionais, missões humanitárias e exercícios conjuntos realizados no âmbito da OTAN e da União Europeia.

O sucesso internacional do C-390 Millennium costuma ser associado ao excelente desempenho demonstrado pela aeronave em missões de transporte logístico, lançamento de cargas, reabastecimento em voo, evacuação aeromédica e operações em pistas semipreparadas. No entanto, existe um componente igualmente importante para explicar sua crescente aceitação internacional: a capacidade da Embraer de oferecer uma solução completa, que vai muito além da entrega da aeronave.

Ao estruturar uma rede internacional de treinamento, suporte logístico, manutenção e atualização tecnológica, a fabricante brasileira aumenta a confiança dos operadores e reduz um dos principais riscos de qualquer programa militar: garantir que a aeronave mantenha elevados índices de disponibilidade operacional durante décadas de serviço.

Cada novo contrato firmado fortalece não apenas a carteira de clientes do C-390, mas todo o ecossistema construído em torno da aeronave. Quanto maior o número de operadores, maior tende a ser a troca de experiências, a evolução dos sistemas de treinamento, a padronização logística e a interoperabilidade entre as forças usuárias, criando um ciclo virtuoso que beneficia tanto a Embraer quanto seus clientes.

O anúncio realizado em Farnborough demonstra que a estratégia da fabricante brasileira vai além da comercialização de uma plataforma de elevado desempenho. A Embraer consolida, de forma consistente, uma infraestrutura internacional capaz de sustentar o C-390 Millennium ao longo de todo o seu ciclo de vida, agregando valor ao programa e fortalecendo sua posição em um mercado cada vez mais competitivo. Em um cenário onde disponibilidade operacional, treinamento e suporte pesam tanto quanto as características técnicas da aeronave, investir na formação de pessoas e na construção de um ecossistema de apoio representa um diferencial estratégico que reforça o protagonismo do C-390 Millennium entre os mais modernos aviões de transporte militar da atualidade.


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20 de julho: Há 153 anos nascia Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação

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Neste 20 de julho de 2026, o Brasil celebra os 153 anos do nascimento do homem que realizou o primeiro voo público homologado de um avião decolando por seus próprios meios, um feito que mudou para sempre a história da humanidade e inaugurou a era da aviação moderna.

Em 20 de julho de 1873, nascia Alberto Santos Dumont (1873-1932), reconhecido como o Pai da Aviação. Visionário, engenheiro e inventor, Santos Dumont entrou para a história ao realizar o primeiro voo do mais pesado que o ar, com seu avião 14Bis decolando por meios próprios, diante de uma comissão oficial e centenas de testemunhas. Mais do que protagonizar um feito histórico com o 14-Bis, ele demonstrou ao mundo que o voo controlado em uma aeronave mais pesada que o ar era possível, inaugurando uma nova era para a humanidade e lançando as bases da aviação moderna.

Nascido na Fazenda Cabangu, em Minas Gerais, Alberto Santos Dumont cresceu cercado por máquinas, locomotivas e equipamentos agrícolas que despertaram desde cedo sua curiosidade pela mecânica. Filho do engenheiro e cafeicultor Henrique Dumont, encontrou na França o ambiente ideal para desenvolver suas ideias, justamente quando o mundo vivia uma intensa revolução tecnológica impulsionada pelos motores a combustão.

Antes mesmo de dedicar-se aos aviões, Santos Dumont já havia conquistado reconhecimento internacional com seus dirigíveis. Em uma época em que balões dependiam completamente da direção dos ventos, o inventor brasileiro demonstrou ser possível controlar o voo por meio da propulsão mecânica, tornando-se um dos principais protagonistas do desenvolvimento da navegação aérea no início do século XX. Seus voos sobre Paris despertavam fascínio e mostravam que a conquista dos céus estava cada vez mais próxima.

Sua consagração ocorreu em 23 de outubro de 1906, quando realizou, em Paris, o histórico voo do 14-Bis. Diante de representantes do Aeroclube da França, jornalistas e centenas de espectadores, Santos Dumont tornou-se o primeiro homem a realizar um voo público oficialmente homologado com um avião decolando por seus próprios meios, sem o auxílio de trilhos, catapultas ou quaisquer dispositivos externos de lançamento.

Entre aviadores existe uma frase bem-humorada que resume essa diferença histórica: "com uma catapulta, até pedra voa." A brincadeira ilustra um aspecto técnico fundamental da conquista de Santos Dumont. O 14-Bis acelerou utilizando exclusivamente sua própria potência, deixou o solo por seus próprios meios e realizou um voo público, documentado e homologado por uma comissão oficial, diante de inúmeras testemunhas. Foi esse conjunto de fatores que transformou aquele voo em um dos maiores marcos da história da aviação e consolidou Santos Dumont como o homem que demonstrou ao mundo que um avião podia de fato voar.

Entretanto, reduzir sua importância apenas ao 14-Bis seria ignorar a dimensão de sua contribuição para a engenharia aeronáutica. Ao longo de sua carreira, Santos Dumont desenvolveu soluções inovadoras em dirigibilidade, controle de voo, estruturas leves e motores, além de criar o Demoiselle, considerado por muitos historiadores um dos primeiros aviões leves da história e precursor do conceito de aeronave de uso pessoal. Seu projeto influenciou diretamente diversas gerações de engenheiros aeronáuticos e ajudou a acelerar o desenvolvimento da aviação nos anos seguintes.

Outro aspecto frequentemente pouco lembrado é sua postura diante do conhecimento científico. Santos Dumont nunca buscou monopolizar suas invenções. Ao contrário, compartilhou livremente diversos projetos e soluções técnicas, acreditando que o progresso da aviação deveria beneficiar toda a humanidade. Em uma época marcada pela disputa por patentes, escolheu colocar o avanço tecnológico acima dos interesses comerciais, atitude que contribuiu significativamente para acelerar o desenvolvimento da aeronáutica mundial.

Infelizmente, aquele que sonhou em aproximar povos e reduzir distâncias também testemunhou a utilização da aviação para fins militares durante a Primeira Guerra Mundial. Ver aeronaves sendo empregadas como instrumentos de destruição causou profunda tristeza ao inventor, que passou a manifestar publicamente sua decepção ao perceber que uma tecnologia criada para unir pessoas também poderia ser utilizada para tirar vidas. O sofrimento se intensificou nos anos seguintes ao ver aeronaves empregadas em conflitos, uma realidade que contrastava profundamente com o ideal que norteou toda a sua trajetória.

Mais de um século depois, os princípios defendidos por Santos Dumont continuam presentes em praticamente todas as áreas da aviação. Dos modernos aviões comerciais às aeronaves de combate de última geração, dos helicópteros aos sistemas aéreos remotamente pilotados, todos carregam, em alguma medida, a herança tecnológica construída pelos pioneiros que desafiaram os limites da engenharia no início do século XX.

Para o Brasil, seu legado possui um significado ainda mais profundo. Santos Dumont tornou-se um símbolo da capacidade nacional de inovar, desenvolver tecnologia e competir em um ambiente altamente complexo. Sua trajetória inspirou gerações de pesquisadores, engenheiros e empresas que hoje compõem a Base Industrial de Defesa e o setor aeroespacial brasileiro, responsável pelo desenvolvimento de aeronaves, satélites, sistemas embarcados, radares, sensores, veículos espaciais e tecnologias que colocam o Brasil entre os protagonistas da indústria aeronáutica mundial.

Não por acaso, seu nome permanece vivo em instituições militares, aeroportos, centros de pesquisa, escolas de aviação e programas voltados ao desenvolvimento científico. Mais do que uma homenagem histórica, trata-se do reconhecimento de que a busca pela inovação, característica marcante de Santos Dumont, continua sendo um dos pilares para o fortalecimento da soberania tecnológica brasileira.

No momento que a aviação ingressa na nova era marcada pela inteligência artificial, sistemas autônomos, aeronaves remotamente pilotadas, propulsão sustentável e operações multidomínio, recordar Santos Dumont é também lembrar que os maiores avanços tecnológicos nascem da coragem de desafiar o impossível.

Passados 153 anos de seu nascimento, a importância de Alberto Santos Dumont permanece viva não apenas na memória da aviação, mas em cada aeronave que cruza os céus. Dos aviões comerciais aos modernos caças supersônicos, dos helicópteros aos drones que hoje desempenham missões civis e militares, todos são herdeiros da revolução iniciada por um brasileiro que ousou transformar um sonho em realidade.

Ao provar, diante do mundo e de inúmeras testemunhas, que um avião podia decolar por seus próprios meios e voar de forma controlada, Santos Dumont não apenas escreveu seu nome na história. Ele inaugurou uma nova era para a humanidade, consolidou um legado que continua impulsionando a evolução da aviação e demonstrou que a inovação nasce da coragem de desafiar o impossível.

Mais de um século depois, o céu continua sendo palco de conquistas tecnológicas inimagináveis para sua época. No entanto, cada aeronave que decola, seja um avião comercial cruzando continentes, um caça protegendo a soberania nacional ou um sistema aéreo remotamente pilotado cumprindo missões de vigilância, carrega um pouco do legado daquele brasileiro que em 1906, mostrou ao mundo que o sonho de voar podia se tornar realidade. Hoje, ao celebrarmos os 153 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont, celebramos também o homem que abriu as portas para uma das maiores revoluções tecnológicas da história da humanidade.


por Angelo Nicolaci


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ARES conclui testes do novo COAPS para a Alça Optrônica ATENA

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A modernização dos meios navais não depende apenas da incorporação de novos navios ou sistemas de armas. Em muitos casos, o verdadeiro ganho operacional está na evolução de subsistemas capazes de ampliar a consciência situacional, reduzir custos logísticos e aumentar a disponibilidade dos meios ao longo de décadas de operação. É justamente nessa direção que avança a ARES Aeroespacial e Defesa S/A, ao concluir com êxito o Teste de Aceitação em Fábrica (Factory Acceptance Test – FAT) do novo COAPS (Commander Open Architecture Panoramic Sight), sistema que passa a integrar a Alça Optrônica ATENA, empregada pela Marinha do Brasil.

O teste foi acompanhado por representantes da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM) e do Centro de Manutenção de Sistemas da Marinha (CMS), que validaram os requisitos previstos para o equipamento, marcando mais uma etapa importante na evolução tecnológica da solução desenvolvida pela empresa.

A incorporação do COAPS representa um salto qualitativo para a Alça Optrônica ATENA. Desenvolvido com base em uma arquitetura aberta e moderna, o novo sistema amplia significativamente as capacidades de observação, vigilância, identificação e aquisição de alvos, elementos essenciais para operações navais contemporâneas.

No ambiente marítimo, onde fatores como grande distância de observação, condições meteorológicas adversas e a multiplicidade de ameaças exigem elevado desempenho dos sensores embarcados, sistemas eletro-ópticos assumem papel cada vez mais relevante. Eles complementam radares, sistemas de combate e demais sensores da embarcação, fornecendo imagens estabilizadas de alta qualidade e permitindo a identificação positiva de contatos, tanto de dia quanto à noite.

Essa capacidade torna-se ainda mais importante diante da crescente complexidade do ambiente operacional, marcado pelo emprego de embarcações rápidas, veículos não tripulados e ameaças assimétricas, nas quais a velocidade da identificação pode ser determinante para o sucesso da missão.

Sustentabilidade logística: um fator estratégico

Se o avanço tecnológico representa um dos pilares da modernização, a sustentabilidade logística talvez seja seu principal diferencial estratégico.

Produzido e mantido integralmente no Brasil pela ARES, o COAPS reduz significativamente a dependência de fornecedores estrangeiros para manutenção, atualização e suporte técnico. Em um cenário internacional caracterizado por restrições comerciais, dificuldades na cadeia global de suprimentos e incertezas geopolíticas, possuir domínio nacional sobre componentes críticos deixou de ser apenas uma vantagem industrial para tornar-se uma necessidade estratégica.

A nacionalização da manutenção também reduz riscos associados à obsolescência tecnológica, amplia a disponibilidade operacional dos sistemas e proporciona maior previsibilidade ao longo de todo o ciclo de vida do equipamento, aspecto cada vez mais valorizado pelas Forças Armadas em seus programas de aquisição.

Mais do que adquirir um sensor moderno, a Marinha passa a contar com uma solução cuja evolução tecnológica, suporte e manutenção permanecem sob controle da indústria nacional.

Outro aspecto que merece destaque é a estratégia adotada pela ARES de construir uma arquitetura comum entre diferentes programas de defesa.

O mesmo COAPS que agora passa a integrar a Alça Optrônica ATENA já equipa as torres remotamente controladas UT30BR modernizadas em operação no Exército Brasileiro, também é empregado em outros programas conduzidos pela empresa e fará parte do sistema antidrone atualmente em desenvolvimento pela ARES.

Embora muitas vezes pouco percebida fora do ambiente técnico, essa comunalidade representa um dos maiores ganhos para qualquer força militar moderna.

Ao utilizar um mesmo sensor em diferentes plataformas, torna-se possível compartilhar peças de reposição, procedimentos de manutenção, ferramental, treinamento de operadores e técnicos, documentação técnica e cadeia logística. O resultado é uma redução significativa dos custos de operação e manutenção, ao mesmo tempo em que se eleva a disponibilidade dos sistemas e simplifica-se o gerenciamento do suporte ao longo de décadas.

É uma filosofia amplamente empregada pelas principais forças armadas do mundo e que começa a ganhar espaço também na Base Industrial de Defesa brasileira.

Preparando a ATENA para a nova geração de navios

A evolução da ATENA ocorre em um momento particularmente importante para a Marinha do Brasil.

Com programas estruturantes como as Fragatas Classe Tamandaré, a renovação dos navios-patrulha e futuras iniciativas de modernização da esquadra, cresce a necessidade de incorporar sistemas que conciliem elevado desempenho operacional com baixos custos de suporte e ampla disponibilidade logística.

Nesse contexto, a nova configuração da ATENA posiciona-se como uma solução madura, nacionalizada e de baixo risco tecnológico, capaz de atender tanto aos programas atuais quanto às futuras demandas da Força Naval.

A presença do sistema em plataformas já operacionais também reduz riscos de integração, fator que frequentemente influencia os cronogramas e custos de novos programas militares.

O sucesso do FAT do COAPS representa mais do que a aprovação de um novo equipamento. Ele evidencia a maturidade alcançada pela indústria nacional no desenvolvimento, integração e sustentação de sistemas eletro-ópticos de alta complexidade.

Ao dominar tecnologias críticas, produzir localmente seus equipamentos e estruturar uma cadeia logística nacional, empresas como a ARES contribuem diretamente para reduzir vulnerabilidades estratégicas e fortalecer a autonomia tecnológica do país.

Em um cenário internacional onde disponibilidade operacional, independência logística e rapidez na manutenção tornaram-se fatores tão importantes quanto o desempenho dos equipamentos, soluções como a nova configuração da Alça Optrônica ATENA demonstram que o fortalecimento da Base Industrial de Defesa passa não apenas pelo desenvolvimento de novas capacidades, mas pela construção de sistemas sustentáveis, interoperáveis e preparados para permanecer em operação durante todo o ciclo de vida dos meios que protegem a soberania brasileira.


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domingo, 19 de julho de 2026

Terceiro CCJACE alcança marca histórica e proporciona a comunicadores de 25 estados e do Distrito Federal vivências práticas em blindados, navios e áreas de crise

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A Marinha do Brasil (MB) concluiu com êxito a terceira edição do Curso de Cobertura Jornalística em Áreas de Combate e em Emergências (CCJACE). Realizado em parceria com órgãos de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, Polícia Militar (PMERJ), a Polícia Civil (PCERJ) e o Corpo de Bombeiros (CBMERJ), o treinamento ofereceu uma imersão profunda e prática aos profissionais de imprensa de todo o território nacional.

Conduzido pelo Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval (COpPazNav), o curso registrou números expressivos, pois, a partir de um recorde de 435 inscrições, foram selecionados aproximadamente 70 jornalistas e estudantes de comunicação, oriundos de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal. Com esta turma, o CCJACE atinge a marca histórica de cerca de 170 alunos capacitados desde a sua criação.

A jornada de cinco dias começou na segunda-feira (13) com as medidas administrativas necessárias para o início da imersão. Logo após, os alunos assistiram à aula magna ministrada pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Carlos Chagas, e à palestra sobre a Comunicação na MB, conduzida pelo Diretor do Centro de Comunicação Estratégica da Marinha (CCEM), Vice-Almirante Vagner Belarmino. À tarde, o desafio ocorreu na Pista de Liderança, onde os jornalistas aprenderam a liderar e puderam colocar suas emoções à prova em um ambiente controlado, mas exigente. Foi o momento de avaliar suas capacidades físicas e psicológicas sob pressão e de fortalecer a união enquanto equipe para os desafios da semana.



Fonte Marinha do Brasil
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sábado, 18 de julho de 2026

ABIMDE reúne indústria e Segurança Pública para discutir demandas tecnológicas do setor

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Encontro realizado em São Paulo reuniu representantes da indústria, entidades e profissionais da Segurança Pública para debater inovação, desafios tecnológicos e oportunidades para a Base Industrial de Defesa e Segurança

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) realizou, na quinta-feira (16), em sua sede, em São Paulo (SP), o encontro "Perspectivas para a Indústria de Segurança no Brasil: Desafios, Inovações e Oportunidades para o Setor". Promovido em formato híbrido, o evento reuniu representantes da indústria, entidades setoriais e profissionais da Segurança Pública para discutir temas relacionados à transformação tecnológica, proteção balística, investigação criminal, integração de sistemas, segurança cibernética e aquisições governamentais.

A programação foi acompanhada pelo Presidente-Executivo da ABIMDE, Tenente-Brigadeiro do Ar R1 José Augusto Crepaldi Affonso, e conduzida pelo Assessor de Segurança Pública da Associação, Dr. Edval Novaes, que direcionou os debates para as demandas enfrentadas pelas corporações e sua relação com as soluções desenvolvidas pela Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).

Segundo Novaes, a aproximação entre a indústria e os profissionais que atuam na Segurança Pública permite compreender melhor os desafios enfrentados pelas corporações e identificar soluções mais adequadas às necessidades operacionais.

"Quando colocamos na mesma conversa representantes da indústria e profissionais que conhecem as necessidades encontradas diariamente na Segurança Pública, conseguimos compreender melhor onde estão as dificuldades e quais soluções podem, de fato, responder a essas demandas. A tecnologia precisa chegar ao usuário de maneira adequada à realidade em que será empregada, acompanhada de capacitação, integração e condições para seu uso contínuo", afirmou.

Os painéis contaram com a participação de Andreia Canassa, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin); Andriei Gutierrez, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES); da delegada Heloísa Campos de Brito, da Polícia Civil da Bahia; e do comandante Alexandre Braga, diretor do Conselho Nacional das Guardas Municipais, que participou de forma remota.

Ao longo do encontro, foram discutidos temas como a evolução dos equipamentos de proteção, o emprego da inteligência artificial, o compartilhamento de dados, a modernização das investigações, o avanço dos crimes cibernéticos e os desafios enfrentados pelo poder público na contratação de novas soluções.

Para Andreia Canassa, o encontro representou uma oportunidade para fortalecer o intercâmbio entre entidades que atuam no setor.

"Foi um evento extremamente relevante e importante para o segmento, para o nosso setor, para fortalecer e trocar de ideias entre as entidades que convergem do mesmo interesse", declarou.

Na avaliação de Andriei Gutierrez, ampliar os espaços de diálogo entre empresas e instituições públicas é fundamental para identificar necessidades e construir soluções em conjunto.

"Precisamos mais desses debates para entender onde existem pontos críticos e necessidades para avançarmos juntos. Tanto o setor privado, quanto o poder público, no final do dia o que a gente quer é melhorar a segurança pública e o desenvolvimento do nosso país", disse.

A importância da aproximação entre fornecedores e usuários também foi destacada pelo presidente da Avionics Services e vice-presidente da ABIMDE, João Vernini.

"Esse seminário vem abrir esse círculo de informação onde a gente identifica as necessidades desse consumidor e a indústria está preparada para atender essa demanda", afirmou.

Sob a perspectiva das forças policiais, o delegado seccional de Polícia de Botucatu, Lourenço Talamonte Neto, ressaltou que a integração entre a indústria e a Segurança Pública contribui para aproximar o desenvolvimento tecnológico das necessidades encontradas no enfrentamento da criminalidade.

"É muito importante essa integração da indústria com a segurança pública, observando as nossas necessidades de novas tecnologias no enfrentamento do crime", declarou.

O encontro também abriu espaço para discutir como as demandas apresentadas pelas instituições podem orientar o desenvolvimento de produtos e serviços nacionais. Para Enio Leme, gerente de Desenvolvimento da Blintec, essa aproximação representa uma oportunidade para o crescimento das empresas brasileiras do setor.

"Então isso traz o crescimento da indústria nacional, para que eu, como representante de uma dessas indústrias, comece a crescer de uma forma muito mais positiva no nosso setor comercial", afirmou.

De acordo com o diretor de Projetos da ABIMDE, coronel Antonio Ribeiro, este foi o primeiro de uma série de encontros que a Associação pretende realizar para discutir temas relacionados à Base Industrial de Defesa e Segurança.

"Hoje tivemos aqui na sede o primeiro encontro de uma série que estamos programando, que se propõe a discutir peculiaridades da base industrial de defesa e segurança com entidades parceiras e com autoridades do setor", explicou.

Durante a programação, o coronel Antonio Ribeiro também apresentou informações sobre a 9ª Mostra BID Brasil, que será realizada entre os dias 24 e 26 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). O evento reunirá empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança, representantes governamentais, integrantes das Forças Armadas, instituições de Segurança Pública e outros públicos ligados ao setor.


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Com Rossi Comunicação

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Link-BR2 coloca o Brasil na era do combate em rede e amplia a interoperabilidade

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O sistema Link-BR2 desenvolvido pela AEL Sistemas, consolida uma capacidade estratégica para a Defesa brasileira e demonstra como a integração de dados se tornou um dos principais multiplicadores do poder de combate no século XXI

A guerra moderna deixou de ser definida apenas pelo alcance de um míssil, pela velocidade de uma aeronave ou pelo poder de fogo de um navio. Hoje, a superioridade operacional depende da capacidade de transformar informações dispersas em conhecimento compartilhado, permitindo que todos os elementos envolvidos em uma operação atuem como parte de uma única rede. É nesse contexto que o Link-BR2, sistema nacional de enlace de dados desenvolvido pela AEL Sistemas, desponta como uma das mais importantes capacidades tecnológicas incorporadas pela Defesa brasileira nos últimos anos.

Apresentado pela empresa como uma solução voltada à integração de diferentes plataformas militares, o Link-BR2 permite o compartilhamento seguro, criptografado e em tempo real de informações entre aeronaves, radares, sensores terrestres, sistemas de defesa e estruturas de Comando e Controle. Na prática, trata-se da infraestrutura digital que possibilita às Forças Armadas operar dentro do conceito de Network-Centric Warfare (NCW), o combate centrado em redes, paradigma que vem transformando a forma como os conflitos são conduzidos pelas principais potências militares.

A lógica é relativamente simples, mas seu impacto operacional é profundo. Em vez de cada plataforma atuar processando apenas as informações obtidas por seus próprios sensores, todas passam a compartilhar seus dados continuamente. Um radar terrestre pode detectar uma ameaça e transmitir essa informação instantaneamente para uma aeronave de caça, uma aeronave AEW&C pode distribuir dados para diversas plataformas simultaneamente, um centro de comando acompanha em tempo real a evolução da operação, enquanto diferentes vetores constroem uma mesma consciência situacional do campo de batalha.

Fernando Mauro Medardoni, responsável pelo projeto na AEL Sistemas, compara o Link-BR2 a uma internet voltada exclusivamente para o ambiente operacional militar. A analogia é precisa, pois assim como a internet revolucionou a circulação de informações no meio civil, os enlaces de dados revolucionaram a condução das operações militares, reduzindo drasticamente o intervalo entre a detecção de uma ameaça, sua identificação, a tomada de decisão e a resposta operacional.

Essa capacidade influencia diretamente um dos conceitos mais importantes da guerra moderna: o ciclo OODA (Observe, Orient, Decide e Act), desenvolvido pelo norte-americano John Boyd. No teatro de operações altamente dinâmico, vence quem percorre esse ciclo mais rapidamente. Quanto menor o tempo entre detectar uma ameaça e responder a ela, maior será a vantagem operacional. O Link-BR2 atua exatamente nesse ponto, reduzindo o tempo necessário para transformar dados em decisões e decisões em ação.

A demonstração mais recente da maturidade operacional do Link-BR2 ocorreu durante o Exercício Multidomínio Salitre 2026, realizado no Chile, quando a Força Aérea Brasileira estreou o emprego internacional do F-39E Gripen em um exercício multinacional. Mais do que apresentar seu mais moderno vetor de combate, a FAB demonstrou a evolução de uma arquitetura operacional baseada na integração de sensores, enlaces de dados e sistemas de comando e controle, conceitos que definem a guerra aérea contemporânea.

Integrado ao radar AESA Raven ES-05, ao sensor passivo IRST Skyward-G, ao sofisticado sistema de guerra eletrônica e aos demais sensores embarcados, o Link-BR2 permitiu ao Gripen compartilhar e receber informações continuamente durante as missões realizadas ao lado de aeronaves de diferentes países. Na prática, o caça brasileiro deixou de operar apenas com aquilo que seus próprios sensores detectavam, passando a construir uma visão operacional muito mais ampla, alimentada por outras plataformas conectadas à rede tática. Essa capacidade amplia significativamente a consciência situacional dos pilotos, reduz o tempo de tomada de decisão e potencializa a coordenação entre diferentes meios empregados na missão.

Essa talvez seja a maior revolução da guerra aérea nas últimas décadas. Durante boa parte da Guerra Fria, a eficácia de um caça era medida principalmente pelo desempenho de seu radar, pela capacidade de seus sensores embarcados e pela qualidade de seus armamentos. Hoje, esses atributos continuam essenciais, mas já não são suficientes. O verdadeiro diferencial está na capacidade de compartilhar informações em tempo real, permitindo que cada plataforma deixe de atuar isoladamente para integrar uma arquitetura de combate colaborativa. Em outras palavras, a vantagem não pertence necessariamente ao vetor que "enxerga primeiro", mas à força que consegue distribuir essa informação com maior rapidez e segurança entre todos os participantes da operação.

Sob essa perspectiva, o Link-BR2 torna-se um dos principais multiplicadores das capacidades do Gripen e da Força Aérea Brasileira. A combinação entre sensores de última geração e um datalink nacional permite ao F-39E ampliar significativamente sua consciência situacional, reduzir o tempo de resposta e aumentar a eficiência das operações conjuntas. Em vez de apenas um caça altamente capaz, a FAB passa a operar um vetor plenamente integrado a uma arquitetura digital de combate, onde cada plataforma fortalece a capacidade da outra.

A maturidade dessa capacidade também foi demonstrada em âmbito nacional durante o Exercício Conjunto Escudo-Tínia 2026, realizado na Base Aérea de Anápolis (GO). Na ocasião, o Link-BR2 conectou aeronaves F-5M, a aeronave de Alerta Aéreo Antecipado e Controle E-99M, radares terrestres e estruturas de Comando e Controle em um ambiente operacional conjunto envolvendo meios da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. O exercício evidenciou que o sistema já ultrapassou a fase de desenvolvimento tecnológico para consolidar-se como um dos principais pilares da interoperabilidade entre as três Forças e da capacidade de conduzir operações verdadeiramente conjuntas.

O desenvolvimento dessa capacidade possui ainda uma dimensão estratégica. Ao dominar tecnologias relacionadas a enlaces de dados, criptografia militar, integração de sistemas críticos e segurança cibernética, o Brasil reduz dependências externas em uma das áreas mais sensíveis da Defesa. Mais do que adquirir plataformas modernas, o país passa a controlar a infraestrutura que conecta essas plataformas, preservando sua autonomia tecnológica e ampliando a capacidade de evolução futura.

Essa autonomia torna-se ainda mais relevante diante da evolução para as chamadas operações multidomínio, nas quais aeronaves tripuladas, sistemas remotamente pilotados, radares, satélites, navios, tropas terrestres e estruturas cibernéticas atuarão de forma simultânea e integrada. Nenhuma dessas capacidades atingirá seu potencial máximo sem enlaces de dados seguros, resilientes e interoperáveis capazes de transformar milhares de informações em uma única consciência situacional compartilhada.

Mais do que um sistema de comunicação, o Link-BR2 representa a consolidação de uma competência estratégica da Base Industrial de Defesa brasileira. Seu desenvolvimento demonstra que o país avança não apenas na aquisição de plataformas de elevada tecnologia, mas também no domínio das arquiteturas digitais que sustentarão os conflitos do futuro. Diante do cenário onde a velocidade da informação passou a ser tão decisiva quanto o alcance dos armamentos, conectar sensores, plataformas e centros de comando significa multiplicar exponencialmente a capacidade de combate de toda a força.

O F-39E Gripen exemplifica de forma clara essa transformação. Não é extraordinário apenas pelo radar AESA, pelos sensores passivos ou pelo sofisticado sistema de guerra eletrônica que incorpora, mas porque consegue transformar todas essas informações em conhecimento compartilhado. O Link-BR2 é o elemento que permite ao caça deixar de ser apenas uma plataforma de combate altamente avançada para tornar-se um verdadeiro nó de uma rede operacional. No século XXI, o poder militar já não reside apenas na qualidade individual de cada vetor, mas na capacidade de conectá-los em uma arquitetura integrada, resiliente e segura. É essa transformação silenciosa, porém profundamente estratégica, que começa a redefinir a forma como as Forças Armadas brasileiras se preparam para os desafios do futuro.


Por Angelo Nicolaci


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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Exército Brasileiro e Avibras Aeroco reforçam diálogo para garantir continuidade de programas estratégicos

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O processo de reestruturação da Avibras Aeroco ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (16), com a realização de uma reunião de trabalho entre a empresa e representantes do Alto Comando do Exército Brasileiro. O encontro, realizado na unidade industrial de Jacareí (SP), teve como foco o acompanhamento dos contratos em execução e a discussão de futuras oportunidades de cooperação, reforçando o alinhamento entre a Força Terrestre e uma das empresas mais estratégicas da Base Industrial de Defesa (BID).

Mais do que uma agenda institucional, a reunião sinaliza a intenção do Exército de acompanhar de perto a recuperação da capacidade industrial da Avibras Aeroco, considerada essencial para a continuidade de programas estratégicos ligados à artilharia de foguetes, ao desenvolvimento tecnológico e à autonomia nacional em sistemas de defesa.

Participaram do encontro o Diretor de Fabricação do Exército, General de Brigada Carlos Alexandre Bastos de Vasconcellos; o Comandante de Artilharia do Exército, General de Brigada Sandro Ernesto Gomes; o gerente do Programa Estratégico ASTROS-FOGOS, General de Brigada R/1 Marcelo Gurgel do Amaral Silva; o gerente do Subprograma Artilharia de Campanha, General de Brigada R/1 Moisés da Paixão Júnior, além de integrantes da Comissão de Absorção de Conhecimentos e Transferência de Tecnologia (CACTTAV).

Durante a reunião, a Avibras apresentou o estágio atual de suas atividades, detalhando sua capacidade industrial, tecnológica e produtiva, além das ações adotadas para fortalecer sua estrutura e garantir o atendimento às demandas dos programas em andamento. Também foram discutidas perspectivas para novos contratos e iniciativas conjuntas voltadas ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa.

A presença simultânea de representantes das áreas de fabricação, artilharia, programas estratégicos e transferência de tecnologia evidencia a abrangência das discussões e demonstra que o encontro extrapolou o acompanhamento de contratos em execução. A pauta incluiu temas relacionados à evolução das capacidades industriais da empresa e seu papel em futuros projetos de interesse do Exército Brasileiro.

A Avibras permanece como um dos principais fornecedores nacionais de sistemas de artilharia de saturação, tendo desenvolvido o Sistema ASTROS, considerado um dos mais avançados do mundo em sua categoria e elemento central da capacidade brasileira de fogos de longo alcance. Além do fornecimento de plataformas lançadoras, a empresa concentra competências estratégicas no desenvolvimento de foguetes guiados, mísseis e sistemas de comando e controle.

A continuidade dessa capacidade industrial é considerada um fator estratégico para o país. Em um cenário internacional marcado pela crescente valorização da autonomia tecnológica e pelo fortalecimento das capacidades nacionais de produção de sistemas de defesa, preservar empresas capazes de desenvolver tecnologias críticas tornou-se uma prioridade para diversas nações.

As tratativas realizadas em Jacareí reforçam esse entendimento e demonstram que o relacionamento entre o Exército Brasileiro e a Avibras Aeroco permanece pautado pela continuidade dos programas estratégicos e pelo fortalecimento da indústria nacional de defesa.


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C-390 Millennium chega à República Tcheca e reforça presença da Embraer entre as forças aéreas da OTAN

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A entrega do primeiro C-390 Millennium à Força Aérea da República Tcheca representa mais um avanço da Embraer na consolidação da aeronave como uma das principais plataformas de transporte militar da atualidade. Realizada apenas 20 meses após a assinatura do contrato, a entrega demonstra não apenas a capacidade da fabricante brasileira em cumprir prazos considerados desafiadores no setor de defesa, mas também reforça a crescente inserção do C-390 entre os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira (16), na Base Aérea de Praga-Kbely, reunindo autoridades civis e militares da República Tcheca e representantes da Embraer Defesa & Segurança. A aeronave inaugura uma nova capacidade operacional para a Força Aérea Tcheca, substituindo meios mais antigos por uma plataforma multimissão capaz de atender tanto às demandas nacionais quanto aos compromissos assumidos pelo país junto à OTAN.

Com a incorporação do C-390 Millennium, a República Tcheca amplia significativamente sua capacidade de transporte estratégico e tático, podendo empregar a aeronave no deslocamento de tropas, equipamentos, cargas de grande porte, missões de evacuação aeromédica, operações humanitárias, busca e salvamento, combate a incêndios e lançamento de paraquedistas e cargas. A versatilidade da plataforma permite ainda sua operação em pistas semipreparadas ou não pavimentadas, característica essencial para cenários de crise e operações expedicionárias.

A rapidez entre a assinatura do contrato e a entrega da aeronave também evidencia a maturidade alcançada pelo programa C-390. Em um mercado onde programas militares frequentemente enfrentam atrasos de vários anos, cumprir um cronograma de apenas 20 meses representa um diferencial competitivo importante para a Embraer, especialmente diante da crescente demanda internacional por aeronaves de transporte militar.

Outro aspecto de destaque é a participação da indústria tcheca no programa. Desde as fases iniciais de desenvolvimento do C-390, empresas do país integram a cadeia global de fornecedores da Embraer, produzindo componentes que equipam todas as aeronaves fabricadas. Essa cooperação industrial contribuiu para fortalecer a relação entre os dois países e consolidou a República Tcheca como um parceiro estratégico do programa.

Projetado para atender às exigências das operações militares do século XXI, o C-390 Millennium tornou-se referência em sua categoria ao combinar elevada capacidade de carga, velocidade e flexibilidade operacional. A aeronave pode transportar até 26 toneladas de carga útil, atingir velocidade de cruzeiro de aproximadamente 470 nós e cumprir uma ampla gama de missões utilizando a mesma plataforma. Quando equipada com o sistema de reabastecimento em voo (AAR), pode atuar tanto como aeronave-tanque quanto como receptora de combustível, ampliando significativamente seu emprego operacional.

A entrada da República Tcheca na lista de operadores amplia ainda mais a presença internacional da aeronave brasileira. Além da Força Aérea Brasileira, o C-390 foi selecionado por Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República da Coreia, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Lituânia e Uzbequistão, consolidando uma base crescente de operadores que favorece ganhos de interoperabilidade, logística compartilhada e redução dos custos de suporte ao longo do ciclo de vida da aeronave.

A crescente adoção do C-390 por países europeus também fortalece a posição da Embraer em um mercado historicamente dominado por fabricantes tradicionais. O avanço da aeronave brasileira demonstra que fatores como disponibilidade, desempenho, custos operacionais e rapidez de entrega passaram a ter peso decisivo nos processos de aquisição conduzidos pelas forças aéreas ocidentais.


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