sexta-feira, 27 de março de 2026

Destroços de mísseis iranianos atingem Israel e Cisjordânia e expõem impacto persistente da guerra no terreno

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A guerra entre Irã, Israel e os Estados Unidos tem produzido efeitos cada vez mais visíveis no cotidiano da população civil. Ao longo das últimas semanas, grandes fragmentos de mísseis balísticos iranianos vêm caindo quase diariamente em áreas urbanas e rurais de Israel e da Cisjordânia, transformando escolas, estradas e campos agrícolas em zonas de risco.

De acordo com reportagem da Reuters, alguns desses destroços chegam a ter o tamanho de pequenos caminhões, resultado da interceptação em voo por sistemas de defesa aérea israelenses. Após serem destruídos no ar, os mísseis se fragmentam, espalhando partes metálicas de grande porte que atingem o solo com força significativa.

Na Cisjordânia, especialmente em áreas próximas a cidades como Nablus, Ramallah, Hebron e Belém, os impactos têm sido frequentes. Em alguns casos, fragmentos atingiram pátios escolares e áreas residenciais. Dados da defesa civil palestina indicam que pelo menos 270 destroços foram registrados na região desde o início do conflito.

Além do impacto físico, os destroços representam um risco adicional à população. Autoridades alertam que esses fragmentos podem conter explosivos não detonados ou materiais tóxicos, oferecendo perigo mesmo após o impacto. Serviços de emergência israelenses reforçaram orientações para que civis não se aproximem dos objetos.

O cenário também evidencia disparidades estruturais na proteção da população. Enquanto grande parte dos cidadãos israelenses dispõe de abrigos antiaéreos, a população palestina na Cisjordânia praticamente não conta com esse tipo de infraestrutura, aumentando sua vulnerabilidade diante da queda de detritos e possíveis ataques.

Segundo autoridades locais, o trabalho de resposta também enfrenta dificuldades operacionais. Restrições de movimentação impostas por Israel na Cisjordânia, somadas ao aumento da violência na região, têm atrasado a chegada de equipes de emergência em áreas atingidas.

Os fragmentos identificados sugerem a utilização de mísseis balísticos como o Ghadr e o Emad, capazes de percorrer longas distâncias e transportar cargas significativas. Em alguns casos, partes recuperadas no solo chegam a medir entre quatro e cinco metros de comprimento, indicando o porte dos vetores empregados no conflito.

Desde o início da guerra, centenas de mísseis foram lançados contra Israel, enquanto forças israelenses e norte-americanas realizaram milhares de ataques contra alvos no território iraniano. O sistema de defesa aérea israelense, com taxa de interceptação estimada em cerca de 90%, tem sido fundamental para reduzir o impacto direto dos ataques, mas não elimina os riscos decorrentes da queda de fragmentos.

O saldo humano do conflito continua a crescer. Segundo dados de serviços de emergência, ataques com mísseis provenientes do Irã e do Líbano já deixaram vítimas em Israel, enquanto na Cisjordânia ao menos quatro mulheres palestinas morreram em decorrência dos impactos.

Mais do que danos colaterais, os destroços que agora se acumulam no solo revelam uma dimensão menos visível da guerra moderna: mesmo quando interceptados, os sistemas ofensivos continuam a gerar efeitos letais e imprevisíveis. No terreno, a guerra não termina no céu, ela continua onde cada fragmento atinge o chão.


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com Reuters

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Türkiye consolida acordo bilionário para o Eurofighter Typhoon e amplia autonomia estratégica na defesa aérea

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A Türkiye deu mais um passo decisivo na modernização de sua força aérea ao formalizar no dia 25 de março, um contrato de suporte técnico e logístico com o Reino Unido para as 20 aeronaves Eurofighter Typhoon previamente encomendadas. Avaliado em cerca de 2,6 bilhões de Libras, o acordo transforma a aquisição anunciada em 2025 em capacidade militar concreta, com foco em sustentação operacional, treinamento e autonomia logística.

O contrato firmado entre os ministros da Defesa Yaşar Guler e John Healey, prevê um pacote de três anos de treinamento e suporte, incluindo capacitação de pessoal e manutenção de longo prazo, elementos críticos para uma força aérea que enfrenta o desgaste progressivo de sua frota de F-16 e a incerteza em torno de um eventual retorno ao programa F-35 Lightning II.

A montagem final das aeronaves será realizada pela BAE Systems em Warton, consolidando a cooperação industrial entre Londres e Ancara. Mais do que um simples contrato de suporte, o acordo inclui transferência de conhecimento técnico, permitindo que a Türkiye avance na capacidade de realizar manutenção de alto nível em seu próprio território, um ponto sensível para um país que já enfrentou restrições e embargos no passado.

Typhoon como solução imediata para um gap estratégico

A escolha pelo Eurofighter Typhoon responde a uma necessidade operacional urgente. Com um ambiente regional cada vez mais volátil, especialmente no Mediterrâneo Oriental e no Mar Negro, a Türkiye busca manter paridade tecnológica frente a vizinhos como a Grécia, que avança com a incorporação de aeronaves Dassault Rafale e F-35.

A exclusão de Ancara do programa F-35 em 2019, após a aquisição do sistema de defesa aérea russo S-400, marcou uma inflexão na estratégia de defesa do país. Desde então, a dependência de decisões políticas externas, especialmente de Washington, passou a ser vista como um risco estratégico inaceitável.

Nesse contexto, o Typhoon surge como solução de transição até a entrada em operação do caça de quinta geração turco, o KAAN, prevista para o início da próxima década. Paralelamente, Ancara também mantém negociações para ampliar sua frota, incluindo possíveis aquisições adicionais de aeronaves oriundas do Catar e de Omã.

Custo elevado, mas com retorno estratégico

Embora o custo estimado de aproximadamente € 450 milhões por aeronave, incluindo armamentos, simuladores e sistemas de guerra eletrônica, seja elevado, ele reflete um componente crítico: a transferência de capacidades. A possibilidade de realizar manutenção de nível de parque dentro do país reduz vulnerabilidades logísticas e amplia a autonomia operacional da força aérea turca.

Esse ponto é central para Ancara, que historicamente enfrentou limitações impostas por aliados da OTAN no acesso a peças, upgrades e suporte técnico. Ao internalizar essas capacidades, a Türkiye reduz sua exposição a pressões políticas externas e fortalece sua capacidade de sustentação em cenários de conflito prolongado.

Análise do GBN Defense

O movimento da Türkiye vai muito além da simples aquisição de um novo vetor de combate. Ele se insere em uma estratégia clara e consistente de construção de independência na indústria de defesa local, um processo que vem sendo conduzido de forma estruturada ao longo das últimas duas décadas.

Programas como o desenvolvimento do caça KAAN, o desenvolvimento de VANT's armados e sistemas navais, além da crescente nacionalização de subsistemas críticos, demonstram que Ancara não busca apenas equipar suas Forças Armadas, mas controlar integralmente os meios que garantem sua soberania militar.

Nesse cenário, contratos como o do Eurofighter Typhoon cumprem um papel duplo. De um lado, preenchem lacunas operacionais imediatas. De outro, funcionam como plataformas de absorção tecnológica, acelerando a curva de aprendizado da indústria local. A exigência de transferência de conhecimento e capacidade de manutenção interna não é um detalhe, é parte central da estratégia.

Ao diversificar fornecedores e reduzir a dependência dos Estados Unidos, a Türkiye envia uma mensagem clara: sua segurança nacional não estará mais condicionada a decisões políticas externas. Esse posicionamento tem impacto direto em negociações futuras, seja em programas como o próprio Typhoon, seja em acordos envolvendo mísseis, sistemas eletrônicos ou aeronaves de próxima geração.

Para o mercado internacional de defesa, o caso turco se torna cada vez mais relevante. A Türkiye deixa de ser apenas cliente e se consolida como ator industrial e exportador, capaz de competir em diversos segmentos. Para países como o Brasil, a trajetória turca oferece uma referência concreta de como alinhar política industrial, operacional e ambição estratégica em um projeto de longo prazo.

Em síntese, o acordo do Typhoon não é um ponto fora da curva, é mais um capítulo de uma transformação estrutural que reposiciona a Türkiye como uma potência emergente no setor de defesa global.


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Visita do GSI ao Acre destaca integração tecnológica na segurança de fronteiras e emprego do VANT HARPIA

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (SEJUSP) recebeu representantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República em uma visita institucional voltada ao fortalecimento das ações de segurança nas faixas de fronteira. O encontro, realizado no dia 23, teve como foco o acompanhamento das estratégias integradas no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), em cooperação entre o governo federal e o estado do Acre.

Durante a agenda, a comitiva acompanhou uma demonstração operacional de veículos aéreos não tripulados (VANTs), empregados em missões de reconhecimento e vigilância, integrada ao planejamento da Operação Cerco II. A atividade evidenciou o uso de tecnologias embarcadas e sistemas de comando e controle em tempo real, com transmissão simultânea de imagens para a sala de situação da SEJUSP.

Entre os meios apresentados, destacou-se o VANT HARPIA, desenvolvido pela brasileira ADTECH-SD, já em uso pelo estado do Acre em operações de vigilância e monitoramento de áreas estratégicas de fronteira. O HARPIA vem sendo empregado como ferramenta de apoio à inteligência operacional, ampliando a capacidade de observação e a rapidez nas tomadas de decisões em campo.

A integração das imagens captadas em voo com o centro de comando permitiu que autoridades e equipes operacionais acompanhassem em tempo real a dinâmica das ações, reforçando o papel da tecnologia como elemento central na modernização da segurança pública.

Durante a visita, o secretário de Segurança Pública do Acre, José Américo Gaia, destacou os avanços recentes e a importância da cooperação institucional. Em sua fala, o gestor afirmou:

“O Acre ocupa uma posição estratégica por estar localizado em faixa de fronteira, e isso exige de nós uma atuação cada vez mais integrada e tecnológica. A presença do Gabinete de Segurança Institucional reforça o alinhamento do Estado com as diretrizes nacionais de proteção das fronteiras. Temos investido em equipamentos modernos e inteligência para ampliar nossa capacidade operacional, e a utilização de ferramentas como o VANT demonstra que estamos avançando para uma Segurança Pública mais eficiente, preventiva e conectada com as necessidades atuais. Essa integração entre instituições é fundamental para garantir mais segurança à população e fortalecer o combate aos crimes transfronteiriços”

A agenda contou ainda com a presença de autoridades e especialistas com atuação estratégica na área de fronteiras e defesa, reforçando o caráter interinstitucional da iniciativa e a importância da cooperação entre diferentes esferas de governo.

Com o emprego de sistemas não tripulados como o HARPIA e a ampliação da integração entre forças de segurança, o Acre consolida uma abordagem baseada em inteligência operacional, vigilância contínua e resposta coordenada, alinhada aos desafios impostos pela proteção das fronteiras amazônicas.

Sobre a ADTECH

A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH-SD) é uma empresa brasileira reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), especializada em soluções tecnológicas de alta performance voltadas à segurança pública, defesa territorial e monitoramento estratégico. Com foco em inovação, confiabilidade e conformidade regulatória, a ADTECH consolida-se como uma referência nacional no desenvolvimento e na operação de aeronaves não tripuladas de última geração.


Fonte ADTECH-SD via GBN Media & Solutions

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EuroPULS: KNDS e Elbit criam joint venture para atender forças europeias

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Em meio ao acelerado processo de rearmamento europeu e à crescente busca por capacidades de fogo de longo alcance, a KNDS e a Elbit Systems anunciaram a criação de uma joint venture dedicada ao mercado de artilharia de foguetes no continente. A nova empresa, EuroPULS GmbH, será sediada em Kassel, na Alemanha, e operará sob um modelo de parceria igualitária (50/50).

A iniciativa reflete uma mudança estrutural no cenário de defesa europeu, onde a necessidade por sistemas de artilharia de alta precisão e longo alcance ganhou protagonismo diante do ambiente geopolítico atual. A joint venture terá como foco principal atender às demandas das forças armadas europeias, oferecendo uma solução integrada e adaptada aos requisitos da OTAN.

O novo sistema EuroPULS combina o lançador de foguetes PULS, desenvolvido pela Elbit Systems, com as tecnologias avançadas de controle de tiro da KNDS, criando uma plataforma que une experiência comprovada em combate com integração tecnológica de última geração. A proposta é oferecer maior flexibilidade operacional, precisão e capacidade de resposta em cenários de alta intensidade.

Segundo Axel Scheibel, Diretor de Tecnologia da KNDS Deutschland, a parceria amplia significativamente o alcance das capacidades de artilharia de foguetes no mercado europeu. Ele destacou que a combinação entre o sistema PULS e a base tecnológica e comercial da KNDS cria uma solução robusta para atender às necessidades emergentes das forças europeias.

Na mesma linha, Yehuda Vered, Gerente Geral da divisão terrestre da Elbit Systems, afirmou que a criação da joint venture representa um avanço estratégico na cooperação industrial entre as empresas, reforçando o compromisso com a Europa e com a OTAN. Segundo ele, a integração entre as capacidades das duas companhias permitirá oferecer uma solução sob medida para um ambiente operacional em constante transformação.

O movimento ganha ainda mais relevância diante de um desenvolvimento paralelo: a Alemanha já encomendou cinco lançadores do sistema EuroPULS com capacidade operacional inicial. O contrato faz parte de um acordo intergovernamental envolvendo os Países Baixos e Israel, com previsão de entrega e qualificação dos sistemas até 2027.

Mais do que um novo produto, o EuroPULS representa um passo importante na consolidação de uma base industrial de defesa europeia mais integrada e resiliente. Ao unir tecnologia, presença de mercado e experiência operacional, a joint venture posiciona-se como um dos principais vetores no fortalecimento das capacidades de artilharia do continente, em um momento em que a dissuasão convencional volta ao centro da estratégia militar europeia.


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Exército realiza testes de modernização do EE-9 Cascavel em etapa decisiva do programa de avaliação

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O Centro de Avaliações do Exército Centro de Avaliações do Exército (CAEx) conduziu, entre os dias 16 e 20 de março, uma série de testes operacionais com a Viatura Blindada de Reconhecimento Média Sobre Rodas EE-9 Cascavel, no âmbito do programa de modernização da plataforma. As atividades incluíram ensaios de tiro de precisão com o canhão de 90 mm e o emprego de lançadores de granadas fumígenas, com foco na validação de capacidades essenciais ao emprego em combate.

Os testes tiveram como objetivo verificar o desempenho do sistema de armamento em diferentes condições, incluindo engajamentos a alvos a até 1.000 metros. Além disso, a geração de cortinas de fumaça foi avaliada como componente tático de proteção e manobra, reforçando a doutrina de emprego da viatura em ambiente operacional.

As atividades reuniram engenheiros militares, técnicos e militares de diferentes organizações do Exército, incluindo a Diretoria de Fabricação, o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, o Arsenal de Guerra de São Paulo e o Centro de Instrução de Blindados. O esforço conjunto evidencia a integração entre áreas técnicas e operacionais no processo de atualização de meios blindados da Força Terrestre.

O programa de modernização do EE-9 Cascavel integra o esforço estratégico do Exército Brasileiro para ampliar a letalidade, mobilidade e consciência situacional das unidades mecanizadas. A proposta é transformar a plataforma em um vetor mais moderno, com maior eficiência operacional e capacidade de sobrevivência no campo de batalha contemporâneo.

Entre os avanços incorporados estão sistemas de ajuste de pressão dos pneus para diferentes terrenos, melhorias no sistema de frenagem e um novo sistema de controle da torre, que permite a operação do canhão de 90 mm por meio de joystick, aumentando a precisão e reduzindo a carga de trabalho da guarnição.

Outro destaque é a integração de um lançador de mísseis anticarro, ampliando significativamente a capacidade de engajamento contra alvos blindados. Também foram implementados motores e transmissões automáticas de maior desempenho, com aplicação dual, aproveitando tecnologias amplamente utilizadas na indústria automotiva para otimizar custos e manutenção.

Com índice superior a 90% de nacionalização, o projeto reforça a participação da Base Industrial de Defesa. O consórcio “Força Terrestre”, formado por empresas como AKAER, OPTO Eletrônica S/A e Universal Importação e Comércio Ltda, atua em cooperação com o Exército no desenvolvimento e integração de sistemas.

Segundo a avaliação institucional, os resultados obtidos consolidam a modernização do Cascavel como um marco relevante dentro do conceito de “Exército do Futuro”, reforçando a capacidade de combate da Força Terrestre e a autonomia tecnológica da indústria de defesa brasileira.


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Com Exército Brasileiro 

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Operação Catrimani II destrói pista clandestina na Terra Indígena Yanomami e atinge logística do garimpo ilegal

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Com uma ação voltada à interrupção das estruturas logísticas do crime ambiental na região amazônica, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo, realizou na última terça-feira (17 de março) a interdição de uma pista de pouso clandestina localizada na Terra Indígena Yanomami. A operação integra um esforço contínuo de desarticulação da cadeia de suprimentos que sustenta a mineração ilegal em áreas remotas.

A ação faz parte de uma estratégia mais ampla que busca tornar a atividade garimpeira ilegal economicamente inviável, ao atingir diretamente seus pontos críticos de apoio logístico. Segundo o comando da operação, a malha aérea clandestina representa um dos principais vetores de sustentação do garimpo, permitindo o abastecimento de combustível, transporte de mantimentos, peças e a movimentação de pessoal.

Durante a operação, foram empregados cerca de 350 kg de explosivos, utilizados de forma controlada em pontos estratégicos da pista, garantindo sua completa inutilização. As detonações impossibilitaram pousos e decolagens na área, comprometendo diretamente a capacidade de reabastecimento das frentes de exploração ilegal.

Para o transporte das tropas e dos materiais empregados na missão, foram utilizadas aeronaves UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil, HM-1 Pantera, do Exército Brasileiro, e H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira, evidenciando a integração entre as Forças Armadas em ambiente conjunto de operações.

A destruição da pista atinge um dos pilares logísticos do garimpo ilegal. Em regiões de difícil acesso como a Terra Indígena Yanomami, a dependência de infraestrutura aérea clandestina é determinante para a viabilidade das atividades ilegais. Sem essas pistas, há ruptura no fluxo de insumos essenciais, aumento expressivo dos custos operacionais e redução da capacidade de escoamento do minério extraído.

De acordo com a avaliação operacional, a ação não possui caráter isolado, mas se insere em um cronograma contínuo de desintrusão. O foco da operação vai além da repressão direta, abrangendo também a proteção da saúde das comunidades indígenas e a preservação ambiental, diante dos impactos associados à mineração ilegal, como a contaminação por mercúrio e o desmatamento de áreas sensíveis.

O Comando Operacional Conjunto Catrimani II destaca que o objetivo central é manter pressão constante sobre as rotas logísticas do crime, reduzindo sua capacidade de reorganização e ampliando o controle territorial do Estado na região.

A operação é amparada pela Portaria GM-MD nº 5.831/2024 e reúne esforços das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências governamentais. A atuação conjunta reforça a presença estatal na região mais sensível da Terra Indígena Yanomami, consolidando uma estratégia integrada de combate a crimes ambientais em sua dimensão preventiva e repressiva.


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RECOL 2026 reforça modernização da logística militar e consolida avanço da Logística 4.0 no Exército Brasileiro

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A máxima de que “a logística dita a dinâmica das operações” segue como um dos pilares fundamentais do pensamento militar contemporâneo. No Exército Brasileiro, essa premissa se materializa na atuação do Comando Logístico (COLOG), responsável pela gestão do Sistema Logístico Militar Terrestre (SLMT) e pelo assessoramento direto ao Comandante do Exército no planejamento e execução do apoio estratégico à Força Terrestre.

Nesse contexto, foi realizada entre os dias 9 e 12 de março a 1ª Reunião de Coordenação Logística de Suprimento (RECOL), nas instalações do 11º Depósito de Suprimento, em Brasília. O encontro reuniu comandantes de Grupamentos Logísticos, chefes de escalões logísticos das Regiões Militares, responsáveis por Batalhões e Depósitos de Suprimento, além de organizações militares logísticas e o Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimento pelo Ar (DOMPSA), estrutura essencial para o suporte aeroterrestre da Força.

A reunião teve como eixo central a modernização da cadeia logística militar, com ênfase na incorporação de soluções digitais, no aprimoramento da gestão de suprimentos e na definição de metas estratégicas para 2026. O objetivo é consolidar um sistema logístico mais integrado, responsivo e capaz de sustentar a prontidão operacional da Força Terrestre em diferentes cenários de emprego.

A abertura do evento foi conduzida pelo General de Exército Maurílio Miranda Netto Ribeiro, Comandante Logístico, com a participação do General de Divisão Ivan Ferreira Neiva Filho e representantes de ministérios e instituições parceiras. O encontro reforçou a visão de que a logística deixou de ser apenas uma função de apoio e passou a ocupar posição central na capacidade operacional da Força.

Logística 4.0 redefine a sustentação operacional da Força Terrestre

Um dos principais destaques da RECOL foi a consolidação do conceito de Logística 4.0, apresentado como vetor de transformação da cadeia de suprimentos militar. Baseada na integração de tecnologias digitais, automação e sistemas conectados em tempo real, a nova abordagem busca elevar o nível de previsibilidade, eficiência e controle das operações logísticas.

A proposta acompanha a evolução da chamada Quarta Revolução Industrial, na qual sistemas físicos e digitais passam a operar de forma integrada, permitindo maior precisão no planejamento de rotas, na gestão de estoques e na distribuição de suprimentos em ambiente operacional complexo.

No contexto militar, a aplicação da Logística 4.0 representa um salto qualitativo na capacidade de sustentação da tropa, reduzindo gargalos históricos do transporte terrestre e ampliando a eficiência no emprego de recursos estratégicos. Trata-se de uma mudança estrutural que impacta diretamente a prontidão operacional e a capacidade de resposta da Força.

Logística também atua na dimensão humanitária e de proteção da sociedade

Além do papel estritamente militar, a estrutura logística do Exército Brasileiro desempenha função decisiva em missões de apoio à população em situações de crise, desastres naturais e operações de defesa civil. A capacidade de mobilização rápida de meios permite o transporte de alimentos, água, medicamentos e abrigo em larga escala.

Um dos exemplos mais expressivos dessa atuação ocorreu durante a Operação Taquari II, em 2024, no Rio Grande do Sul, quando o Centro de Operações Logísticas foi ativado para coordenar uma resposta emergencial às enchentes que atingiram o estado.

Na ocasião, foram organizados comboios rodoviários que percorreram quase 90 mil quilômetros, responsáveis pelo transporte de aproximadamente 3.700 toneladas de doações e materiais de apoio. Além disso, a operação incluiu lançamentos aéreos de cargas em áreas isoladas, evidenciando a flexibilidade e a capacidade multimodal da logística militar.

Logística como elemento estratégico de soberania e prontidão

A RECOL 2026 reforça a compreensão de que a logística não é apenas suporte, mas um elemento determinante da capacidade de combate, dissuasão e presença do Exército Brasileiro. Em um ambiente operacional cada vez mais dinâmico e exigente, a integração entre planejamento estratégico, inovação tecnológica e coordenação interorganizacional torna-se essencial.

Ao consolidar a Logística 4.0 e fortalecer sua atuação dual, militar e humanitária, o Exército avança na construção de um sistema mais moderno, eficiente e resiliente, capaz de sustentar operações complexas e responder com agilidade às demandas da sociedade e do campo de batalha contemporâneo.


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Segurança das rotas marítimas ganha centralidade global e reforça papel estratégico do Brasil na proteção das LCM

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Em um cenário internacional cada vez mais instável, marcado pelo aumento de tensões em pontos críticos do comércio global, como o recente agravamento das ameaças no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, a segurança das linhas de comunicação marítimas (LCM) volta ao centro das preocupações estratégicas de Estados e organizações internacionais. Essas rotas oceânicas são responsáveis por sustentar aproximadamente 80% do comércio mundial, garantindo o fluxo contínuo de energia, alimentos e insumos industriais essenciais para a economia global.

Nesse contexto, o Brasil assume posição de destaque por sua elevada dependência do transporte marítimo e pela importância estratégica de suas infraestruturas portuárias. Entre elas, o Porto de Santos se consolida como o principal elo do País com o comércio internacional, sendo o maior complexo portuário brasileiro e uma das mais relevantes portas de saída e entrada de cargas da América Latina.

Em 2025, o Porto de Santos respondeu por 29,6% de todas as transações comerciais brasileiras com o exterior, atingindo um recorde histórico de movimentação de 186,4 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% em relação a 2024, e registrando 5.708 atracações ao longo do ano. O desempenho foi impulsionado principalmente pela carga conteinerizada, que superou 5,9 milhões de TEU. Entre os principais produtos movimentados estão soja, açúcar, milho, celulose e adubos, reforçando a centralidade do porto na cadeia agroexportadora nacional.

A partir de Santos, o Brasil se conecta a uma rede global de rotas marítimas que atravessam os principais corredores comerciais do planeta. Esses eixos incluem fluxos intensos com Ásia, Europa, América do Norte, África e Oriente Médio. O corredor asiático concentra a maior demanda por commodities agrícolas brasileiras, enquanto a Europa mantém um fluxo constante de produtos industrializados e agrícolas. A América do Norte se destaca pelo intercâmbio de bens industriais e energéticos, e as rotas para África e Oriente Médio vêm ganhando relevância no escoamento de alimentos e cargas a granel. Já a América do Sul e o Caribe desempenham papel complementar na cabotagem regional e redistribuição logística.

A importância dessas conexões é frequentemente comparada a uma malha de “estradas no mar”, conceito explicado pelo Professor de Geopolítica da Escola de Guerra Naval (EGN), Capitão de Mar e Guerra (Reserva) Leonardo Mattos. Segundo ele, as LCM representam os corredores por onde circula a maior parte da economia global. O especialista destaca que cerca de 80% do comércio internacional depende do transporte marítimo, percentual que chega a aproximadamente 95% no caso brasileiro. Nesse sistema, a principal rota nacional conecta o Porto de Santos à Ásia, contornando o sul da África pelo Cabo da Boa Esperança, além de ramificações para Europa, Estados Unidos e países sul-americanos.

Diante dessa dependência estrutural, a proteção das LCM torna-se um imperativo estratégico. No Brasil, essa responsabilidade recai sobre a Marinha do Brasil (MB), que atua na vigilância e defesa das Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), em conformidade com normas internacionais e acordos dos quais o País é signatário. O trabalho envolve operações integradas com meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, além do emprego de sistemas não tripulados e coordenação com outros órgãos do Estado.

Um dos pilares dessa estrutura é o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), responsável por integrar sensores radar, sinais e ferramentas de análise de inteligência, permitindo o monitoramento contínuo das atividades marítimas em áreas estratégicas. Essa capacidade é fundamental para garantir a segurança das rotas comerciais e a proteção de infraestruturas críticas associadas ao comércio exterior brasileiro.

A relevância do tema se intensifica diante de episódios recentes de instabilidade em rotas marítimas globais, como os ataques a navios mercantes e interrupções no tráfego em pontos sensíveis como o Estreito de Ormuz. Esses eventos reforçam a vulnerabilidade das cadeias logísticas internacionais e a necessidade de capacidades navais robustas por parte de países altamente dependentes do mar, como o Brasil.

Além do comércio exterior, a dimensão estratégica do ambiente marítimo brasileiro é ampliada pelo fato de mais de 95% da produção nacional de petróleo e gás estar localizada na chamada Amazônia Azul, uma área de cerca de 5,7 milhões de km² sob jurisdição brasileira. Nesse espaço, a Marinha mantém presença constante com cerca de 70 navios, incluindo fragatas, corvetas, submarinos e navios-patrulha, além de aproximadamente 50 aeronaves e sistemas remotamente pilotados, bem como o emprego de tropas de fuzileiros navais com mais de uma centena de blindados.

Embora essa estrutura represente uma capacidade relevante de vigilância, dissuasão e resposta, especialistas apontam que o cenário internacional e a crescente complexidade das ameaças impõem a necessidade contínua de modernização e fortalecimento do poder naval. A manutenção da segurança das linhas de comunicação marítimas, nesse contexto, não é apenas uma questão operacional, mas um elemento central da soberania e do desenvolvimento econômico nacional, com impacto direto na estabilidade do comércio global e na posição estratégica do Brasil no sistema internacional.


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com Marinha do Brasil

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EKOLOT Aerospace & Defense estreia na FIDAE 2026 e apresenta o ecossistema ZEUS ao mercado latino-americano

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A europeia EKOLOT Aerospace & Defense (EAD) faz sua estreia na FIDAE 2026, uma das principais vitrines globais dos setores aeroespacial e de defesa na América Latina, levando ao evento seu novo ecossistema de sistemas não tripulados ZEUS. A participação marca um movimento estratégico da empresa para consolidar presença em um mercado considerado prioritário dentro de sua expansão internacional.

A FIDAE 2026, que será realizada entre 7 e 12 de abril no Chile, reúne operadores militares, instituições governamentais e empresas de tecnologia de diversos países, funcionando como um ambiente de alta relevância para negócios, cooperação industrial e desenvolvimento tecnológico no setor de defesa.

No centro da apresentação da EKOLOT está o ZEUS VTOL-CTOL, uma família de plataformas não tripuladas de arquitetura modular e escalável, projetada para missões de vigilância, segurança e defesa. O sistema combina a eficiência aerodinâmica de aeronaves de asa fixa com a flexibilidade operacional de decolagem e pouso vertical, ampliando seu emprego em cenários complexos e de difícil infraestrutura.

A solução foi desenvolvida para operar em uma faixa de peso máximo de decolagem entre 100 e 250 kg no modo VTOL, podendo alcançar até 350 kg em configurações CTOL. O sistema também se destaca pela capacidade de carga útil, que varia de 30 a 120 kg nas versões VTOL e pode atingir até 150 kg na variante CTOL ZEUS G, além de autonomia operacional estimada entre 12 e 24 horas, dependendo da configuração.

Segundo a empresa, o conceito ZEUS foi concebido como uma resposta direta à necessidade de operadores governamentais por capacidades persistentes de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), além de aplicações em segurança de fronteiras, patrulhamento marítimo e proteção de infraestrutura crítica. A proposta busca preencher a lacuna entre UAVs táticos leves e sistemas MALE mais complexos e custosos.

A EKOLOT destaca ainda a arquitetura modular como um dos principais diferenciais do sistema, permitindo diferentes configurações operacionais: VTOL, CTOL e híbridas, com elevada interoperabilidade e redução de custos logísticos. O modelo também favorece a padronização de manutenção e a flexibilidade de emprego em múltiplos cenários operacionais.

No contexto latino-americano, a empresa já vê suas soluções sendo avaliadas em países como Uruguai, Argentina, Colômbia, México e Chile, reforçando a percepção de demanda crescente por sistemas ISR mais eficientes, flexíveis e de menor custo operacional em comparação a plataformas tradicionais.

A presença na FIDAE 2026 também integra a estratégia de internacionalização da EKOLOT Aerospace & Defense (EAD), que busca ampliar parcerias industriais e oportunidades de transferência tecnológica. O modelo de negócios da companhia inclui opções de produção local e transferência de tecnologia, alinhando-se à crescente busca de países por autonomia tecnológica no setor de defesa.

Com sua estreia no evento, a EKOLOT reforça sua aposta na América Latina como eixo de crescimento e posiciona o ecossistema ZEUS como uma solução de nova geração em sistemas não tripulados, voltada para operações de alta persistência e múltiplos domínios, em um cenário global cada vez mais orientado à eficiência operacional e integração tecnológica.


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Thales leva guerra em rede, radares de última geração e defesa antidrone à FIDAE 2026

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Diante do cenário global cada vez mais marcado por ameaças híbridas, ataques assimétricos e disputas tecnológicas, a Thales chega à FIDAE 2026 com uma proposta clara: entregar à América Latina soluções integradas capazes de elevar o nível de consciência situacional, proteção e resposta em múltiplos domínios.

Realizada entre os dias 7 e 12 de abril, na Base Aérea de Pudahuel, em Santiago, a FIDAE 2026 se consolida mais uma vez como o principal palco da indústria de defesa da região, e é exatamente nesse ambiente que a Thales apresenta um portfólio alinhado às demandas reais das forças armadas latino-americanas.

A presença da Thales na feira deixa claro que o campo de batalha moderno não é mais linear, ele é multidimensional.

Entre os destaques estão as soluções antidrone, projetadas para detectar, rastrear e neutralizar ameaças aéreas não autorizadas. Em um contexto onde drones vêm sendo amplamente utilizados em conflitos recentes, esse tipo de capacidade deixa de ser complementar e passa a ser essencial para a defesa de infraestruturas críticas e áreas sensíveis. Mas a resposta da Thales vai além da neutralização: passa pela integração.

Radares e vigilância: o domínio do espaço aéreo

No campo da vigilância aérea, a empresa apresenta sistemas como o radar GM200 MM/A e o Gamekeeper 3D, soluções de última geração capazes de operar em ambientes complexos e altamente contestados.

Esses sistemas oferecem:

  • detecção de múltiplas ameaças simultâneas

  • capacidade de operar contra alvos de baixa assinatura

  • alta mobilidade e rápida implantação

Integrado a esse ecossistema está o SkyView, sistema de gerenciamento de informações que permite transformar dados em consciência situacional em tempo real, conectando sensores e centros de comando em uma arquitetura de defesa em rede.


Operações conectadas e combate multidomínio

A proposta da Thales é clara: conectar todos os vetores do campo de batalha.

Isso inclui:

  • comunicações táticas avançadas

  • sistemas de visão noturna e imagem térmica

  • soluções para operações terrestres, aéreas e marítimas

No domínio naval, a empresa apresenta sistemas voltados para guerra antissubmarino e contramedidas de minas, reforçando a importância da proteção das rotas marítimas e da infraestrutura estratégica.

Cibersegurança: a nova linha de frente

Se antes o campo de batalha era físico, hoje ele também é digital. E nesse cenário, a Thales aposta fortemente em soluções de cibersegurança.

O foco está na proteção de infraestruturas críticas e na garantia da resiliência dos sistemas de defesa frente a ataques cibernéticos — uma ameaça crescente que pode comprometer operações inteiras sem um único disparo.

Presença brasileira e integração regional

A participação brasileira será representada pela Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, reforçando a integração industrial e tecnológica entre Europa e América Latina.

Essa presença evidencia um movimento estratégico: aproximar soluções globais das necessidades locais, fortalecendo a capacidade regional de resposta e desenvolvimento tecnológico.

Com mais de seis décadas de atuação nas Américas e 57 anos de presença no Chile, a Thales não participa da FIDAE apenas para expor produtos — mas para consolidar sua posição como parceira estratégica da região.

Como destacou Luciano Macaferri, o evento é uma oportunidade não apenas de apresentar tecnologias, mas de entender os desafios específicos enfrentados pelos países latino-americanos e alinhar soluções a essas demandas.

A participação da Thales na FIDAE 2026 deixa evidente que a defesa moderna passa por três pilares:

  •  Integração
  •  Tecnologia
  •  Resiliência

No ambiente onde a superioridade não depende apenas de poder de fogo, mas de informação, conectividade e capacidade de resposta, a empresa reforça sua aposta em soluções que transformam dados em decisão, e decisão em vantagem operacional. Na prática, é isso que define quem domina o campo de batalha hoje.


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MBDA acelera produção de mísseis e amplia investimentos para reforçar a defesa europeia

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Com um cenário global marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela necessidade de rápida recomposição de estoques militares, a MBDA avança para um novo patamar estratégico. Durante sua conferência anual, o grupo europeu apresentou números que evidenciam não apenas crescimento, mas uma mudança de escala na sua capacidade industrial e no seu papel dentro da arquitetura de defesa do continente.

A produção de mísseis da empresa dobrou entre 2023 e o final de 2025, um salto significativo impulsionado pela demanda crescente por sistemas de armas de alta precisão e pela necessidade de reposição de arsenais diante do ambiente internacional cada vez mais instável. E o ritmo não desacelera: apenas para 2026, a MBDA projeta um novo aumento de 40% na produção, consolidando uma expansão industrial contínua e agressiva.

Segundo Eric Béranger, esse movimento reflete uma realidade estratégica incontornável. “A expansão industrial contínua e bem-sucedida da MBDA é uma grande conquista e evidencia as urgências que enfrentamos. A MBDA é hoje mais essencial do que nunca para a Europa, atuando como um ativo fundamental para a resiliência do continente e a defesa coletiva”, destacou o executivo.

Crescimento sustentado por demanda e tecnologia

Os resultados financeiros acompanham essa expansão. Em 2025, a MBDA registrou receita de €5,8 bilhões, impulsionada pelo aumento das entregas e pela execução de contratos estratégicos com parceiros europeus e internacionais.

A entrada de novos pedidos atingiu €13,2 bilhões no mesmo período, elevando a carteira total para €44,4 bilhões, números que demonstram não apenas confiança do mercado, mas também a centralidade da empresa na resposta às novas demandas de defesa.

Esse crescimento está diretamente ligado à evolução das ameaças e à necessidade de sistemas mais avançados, capazes de operar em ambientes complexos, altamente contestados e cada vez mais tecnológicos.

Para suportar essa expansão, a MBDA anunciou um reforço significativo em seus investimentos. O plano para o período de 2026 a 2030 foi duplicado, alcançando €5 bilhões a serem aplicados em solo europeu.

O objetivo é claro:

  • ampliar a capacidade produtiva

  • modernizar linhas industriais

  • acelerar o desenvolvimento tecnológico

  • garantir maior autonomia estratégica para a Europa

Esse movimento reforça o papel da indústria de defesa como elemento central da soberania, especialmente em um momento em que dependências externas são vistas como vulnerabilidades críticas.

Capital humano como vetor estratégico

A expansão não é apenas industrial, mas também humana. Para 2026, a empresa prevê a contratação de 2.800 novos profissionais, ampliando sua força de trabalho e fortalecendo competências em áreas-chave como engenharia, produção e inovação.

Com mais de 20 mil colaboradores, a MBDA já se posiciona como um dos principais polos tecnológicos da defesa europeia, atuando de forma integrada com governos e forças armadas.

Um pilar da soberania europeia

Controlada por gigantes como Airbus, BAE Systems e Leonardo, a MBDA ocupa uma posição única: é o único grupo europeu capaz de projetar e fabricar sistemas de armas complexos para as três forças: terrestre, naval e aérea.

Esse posicionamento a coloca no centro da estratégia de defesa da Europa, funcionando como um elo crítico entre inovação tecnológica, capacidade industrial e prontidão operacional.

Mais do que números, o que a MBDA apresenta é uma mudança de postura. A empresa deixa claro que o ambiente estratégico atual exige escala, velocidade e integração, e está se adaptando a isso.

O aumento da produção, o reforço dos investimentos e a expansão da força de trabalho indicam que a Europa está se preparando para um cenário onde a capacidade industrial de defesa será tão decisiva quanto a tecnologia embarcada.

E nesse contexto, a MBDA se consolida como um dos principais vetores dessa transformação, não apenas como fornecedora de sistemas, mas como um pilar da segurança e da soberania europeia.


por Angelo Nicolaci


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Do rollout à soberania: AEL Sistemas coloca o Brasil no coração tecnológico do F-39E Gripen

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O rollout do primeiro F-39E Gripen produzido no Brasil representa um marco que vai além da industrialização de uma aeronave de combate de última geração. Trata-se da materialização de um processo estratégico de transferência de tecnologia e absorção de conhecimento que posiciona o Brasil em um seleto grupo de países capazes de atuar nas camadas mais sensíveis da guerra moderna: a aviônica, a integração de sistemas e a guerra em rede.

Nesse contexto, a brasileira AEL Sistemas, emerge como um dos pilares centrais do programa Gripen no Brasil. Mais do que fornecedora, a empresa é responsável por desenvolver, integrar e produzir sistemas que compõem o núcleo da interface homem-máquina da aeronave, área crítica para a superioridade operacional em cenários de combate complexos como os atuais.

O cockpit como centro de decisão

No F-39E, o cockpit deixa de ser apenas um ambiente de pilotagem para se tornar um verdadeiro centro de comando tático. O principal elemento dessa transformação é o Wide Area Display (WAD), desenvolvido pela AEL, uma tela panorâmica sensível ao toque que substitui a arquitetura tradicional de múltiplos mostradores e displays.

Com dimensões aproximadas de 19x8 polegadas, o WAD permite a apresentação integrada de dados de voo, navegação, sensores e sistemas de armas em uma única interface contínua. Essa abordagem elimina a fragmentação da informação e permite ao piloto reorganizar dinamicamente o layout conforme o perfil de missão.

Do ponto de vista operacional, isso reduz significativamente a carga cognitiva e aumenta a velocidade de tomada de decisão, fatores críticos em ambientes de combate caracterizados por alta densidade de ameaças e ciclos de engajamento cada vez mais curtos.

Complementando o WAD, a AEL é responsável pelo desenvolvimento e produção do Head-Up Display (HUD), que projeta informações essenciais diretamente no campo de visão do piloto, e do Helmet Mounted Display (HMD), que amplia ainda mais a consciência situacional.

O HMD permite a designação de alvos por meio do movimento da cabeça, integrando-se aos sensores da aeronave e aos sistemas de armas. Na prática, isso possibilita engajamentos fora do eixo da aeronave (high off-boresight), reduzindo o tempo entre detecção e disparo, um diferencial decisivo em combates ar-ar modernos.

Esses sistemas não operam de forma isolada. Eles fazem parte de uma arquitetura integrada, onde cada elemento contribui para fornecer ao piloto uma visão consolidada e priorizada do campo de batalha.

Fusão de dados: o verdadeiro multiplicador de poder

Se os sensores representam os “olhos” da aeronave, é na fusão de dados que o Gripen se diferencia. E é exatamente nesse ponto que a AEL Sistemas desempenha um papel estratégico.

A empresa atua na integração de informações provenientes de múltiplos sensores, como radar, sistemas infravermelhos e guerra eletrônica, consolidando esses dados em uma única representação tática coerente. Esse processo evita redundâncias, elimina conflitos de informação e prioriza ameaças de forma automatizada.

O resultado é uma consciência situacional superior, onde o piloto não precisa interpretar dados brutos, mas sim tomar decisões baseadas em informação já processada e contextualizada.

Esse conceito é um dos pilares dos caças de geração 4.5+, e aproxima o Gripen de capacidades típicas de aeronaves de quinta geração no que diz respeito à gestão da informação.

Link-BR2: conectando o campo de batalha

Outro componente crítico desenvolvido pela AEL é o Link-BR2, sistema de enlace de dados tático criptografado. Ele permite a troca segura e em tempo real de informações entre aeronaves e outras plataformas, incluindo unidades terrestres e navais.

Por meio do Link-BR2, o Gripen passa a operar em um ambiente de guerra centrada em rede (network-centric warfare), compartilhando dados de sensores, imagens e informações táticas com outros vetores.

Isso amplia significativamente o alcance da consciência situacional, permitindo que uma aeronave opere com base em dados coletados por outra, aumentando a eficiência e reduzindo a exposição a ameaças.

A capacidade de desenvolver e operar um datalink nacional criptografado coloca o Brasil no grupo restrito de países com domínio sobre tecnologias críticas de comando e controle.

Integração industrial e projeção internacional

A participação da AEL Sistemas no programa Gripen não se limita ao mercado interno. Os sistemas desenvolvidos pela empresa, como o WAD, HUD e HMD, foram incorporados à cadeia global de produção da aeronave, sendo utilizados também em unidades destinadas à Força Aérea Sueca.

Esse fator evidencia não apenas a maturidade tecnológica alcançada, mas também a inserção do Brasil como fornecedor de sistemas de alta complexidade no mercado internacional de defesa.

Muito além dos sensores

Embora não seja responsável pelo desenvolvimento de sensores primários, como radar AESA ou sistemas infravermelhos, a AEL ocupa uma posição igualmente crítica: é ela quem transforma dados em decisão.

Na guerra moderna, a superioridade não está apenas em detectar primeiro, mas em compreender, decidir e agir mais rápido. Nesse sentido, a interface homem-máquina e a integração de sistemas tornam-se elementos centrais, e é exatamente nesse domínio que a empresa brasileira atua.

O rollout do primeiro F-39E produzido no Brasil simboliza mais do que um avanço industrial, representa a consolidação de capacidades estratégicas que impactam diretamente a soberania nacional.

Ao participar do desenvolvimento e integração de sistemas críticos do F-39E Gripen, o Brasil deixa de ser apenas operador de tecnologia para se tornar parte ativa de sua concepção e evolução. Nesse cenário, a AEL Sistemas não apenas integra o programa, ela ajuda a definir como o piloto combate, decide e vence. Diante de um ambiente onde a informação é o principal vetor de poder, estar no centro desse processo é acima de tudo, uma questão de soberania.


por Angelo Nicolaci


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quinta-feira, 26 de março de 2026

Gripen “Made in Brazil”: AKAER marca novo capítulo da engenharia aeronáutica brasileira

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O rollout do primeiro F-39E Gripen produzido no Brasil vai muito além de um marco industrial, é a consolidação de um salto estratégico na capacidade tecnológica do país. Mais do que montar uma aeronave de última geração, o Brasil passa a dominar etapas críticas do desenvolvimento aeronáutico, entrando de forma definitiva no seleto grupo de nações com competência em projetar e integrar sistemas complexos. E nesse novo patamar, a AKAER assume um papel central. Mais do que participar, a AKAER ajudou a construir o Gripen, literalmente.

Diferente de programas onde a indústria local atua apenas na fabricação, a participação da AKAER no Gripen E/F começa no projeto e segue até a produção. A empresa foi responsável por partes críticas da aeronave, incluindo seções da fuselagem e estruturas fundamentais que garantem resistência, desempenho e integração com os sistemas embarcados. Não se trata de componentes periféricos, mas de elementos estruturais que sustentam toda a lógica operacional do caça, exigindo domínio de engenharia avançada, análise de fadiga, tolerância a danos e integração entre estrutura e sistemas.

Um dos pontos mais relevantes desse processo foi a profundidade da transferência de tecnologia. Engenheiros brasileiros trabalharam diretamente com a Saab, participando desde a concepção até a validação estrutural da aeronave. Isso envolveu acesso a ferramentas de engenharia digital de última geração, simulações avançadas e testes estruturais complexos. O resultado é claro: o Brasil não apenas aprendeu a fabricar, aprendeu a projetar.

Esse domínio se apoia fortemente na engenharia digital, um dos pilares do desenvolvimento do Gripen. A utilização intensiva de modelagem virtual e simulações permitiu reduzir prazos, aumentar a precisão e antecipar falhas ainda na fase de projeto, alinhando a indústria brasileira ao que há de mais moderno no setor aeroespacial.

A participação da AKAER também ultrapassou as fronteiras nacionais. A empresa passou a integrar a cadeia global do Gripen, fornecendo estruturas para aeronaves além das destinadas ao Brasil, consolidando sua presença no mercado internacional e posicionando a engenharia brasileira como fornecedora de alta tecnologia.

Os impactos para a Base Industrial de Defesa são profundos e estruturais. O programa impulsionou a formação de mão de obra altamente qualificada, fortaleceu a cadeia de fornecedores e consolidou o domínio de tecnologias críticas. Mais do que um projeto, o Gripen funciona como um vetor de transformação industrial, elevando o nível tecnológico do país e criando capacidades exportáveis.

O rollout do F-39E produzido no Brasil deixa uma mensagem clara: o país mudou de patamar. Se antes apenas operava, hoje projeta. Se antes comprava, agora desenvolve. E nesse novo cenário, a AKAER representa essa transição de uma indústria que absorve tecnologia, para uma indústria que passa a gerar conhecimento e valor.

A experiência acumulada no programa Gripen já se reflete na atuação internacional da empresa. Hoje, a AKAER participa de projetos relevantes no exterior, como o programa Hürjet, desenvolvido pela Turkish Aerospace Industries (TAI), evidenciando que o conhecimento absorvido no Brasil não apenas fortaleceu a indústria nacional, mas também abriu portas para uma inserção competitiva no cenário global.


por Angelo Nicolaci


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