sexta-feira, 1 de março de 2024

Conflitos e pirataria no Mar Vermelho atingem economia brasileira

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As linhas de transporte marítimo no Mar Vermelho, que estão entre as mais importantes do mundo para o comércio internacional, tornaram-se perigosas para o tráfego de navios mercantes, devido aos diversos ataques perpetrados pelos rebeldes Houthis do Iêmen, após a eclosão do atual conflito na Faixa de Gaza. Ao que tudo indica, o grupo não tem intenção de cessar os ataques que realiza a navios norte-americanos, britânicos, ou mesmo de outros países, em apoio aos palestinos do Hamas.

Essa tem sido uma preocupação crescente não só para os países envolvidos nos conflitos, mas também a todos aqueles que, assim como o Brasil, dependem das rotas marítimas para escoar sua produção e importar insumos necessários à sua economia.

Rebeldes Houthis abordam e sequestram do navio mercante Galaxy Leader, em novembro de 2023 


Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento apontam que cerca de 80% do comércio global se dá por via marítima. No caso do Brasil, esse percentual é ainda maior, girando em torno dos 95%, de acordo com a Associação Brasileira de Logística, Transportes e Cargas.

Dessa forma, os conflitos e a pirataria na região do Mar Vermelho, por onde circula cerca de 15% do tráfego mercante mundial, embora geograficamente distantes do Brasil, geram impactos nos prazos de entregas de importação e exportação, ao criar empecilhos à livre navegação comercial. Também encarecem os custos do transporte marítimo, com o aumento de seguros dos navios, por conta da preocupação com a segurança; a adoção de medidas de proteção adicionais; e a necessidade de desviar navios por rotas mais longas.

Desde novembro do ano passado, o volume diário de comércio que passa pelo Canal de Suez e pelo Estreito de Bab el-Mandeb sofreu queda de 40% a 45% - Imagem: UBS Evidence Lab


Em 12 de fevereiro, o navio graneleiro “Star Isis”, que transportava uma carga de milho brasileiro, entre Vila do Conde (PA) e o porto iraniano Band Imam Khomeini, foi atacado por mísseis disparados pelos Houthis quando navegava próximo ao Iêmen. O Irã é um expressivo importador desse cereal brasileiro (cerca de 4,5 milhões de toneladas/ano).

Grandes companhias mundiais de navegação, como a dinamarquesa Maersk, suspenderam os transportes marítimos na região, por onde passa parte considerável do petróleo, gás natural e bens de consumo, que chegam à Europa pelo Canal de Suez. Diversas transportadoras têm buscado uma rota alternativa, contornando o sul da África, o que acrescenta cerca de 10 dias à viagem.

Segundo especialistas, a crise no Oriente Médio já começou a ser sentida aqui no Brasil a partir de fevereiro. A primeira mudança foi uma alta no preço dos fretes, que deve impactar o valor final de bens de consumo. Como o frete da Ásia para a Europa já aumentou, isso impactará os custos no Brasil, pois quase 30% do que o País importa da Ásia passa pela Europa. Ou seja, os conflitos no Mar Vermelho serão sentidos no bolso dos brasileiros.

É o que defende o Coordenador do Grupo Economia do Mar e professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos da Escola de Guerra Naval, Dr. Thauan Santos. Segundo ele, considerando que parcela significativa do que consumimos no Brasil vem da Ásia, o conflito pode afetar mais diretamente o preço dos principais produtos importados.

“Uma estratégia para evitar impactos tão imediatos e intensos é diversificar a origem das importações e aumentar a autossuficiência em determinados setores. A primeira delas tem relação direta com a política comercial; a segunda, com política industrial. Como dificilmente podem ser alteradas no curto prazo, uma primeira preocupação é manter o acesso aos produtos importados. Nesse contexto, garantir e/ou assinar novos contratos, adicionar novas cláusulas sensíveis à conjuntura internacional e usar instrumentos combinados de mitigação do impacto sobre a inflação devem ser ferramentas usadas em conjunto”, explica o professor.

Para Thauan, outra estratégia para mitigar os impactos dos ataques ao tráfego marítimo é apostar na dissuasão por meio do emprego do Poder Naval. Nesse contexto, a presença e atuação de navios de marinhas como a norte-americana e britânica são essenciais. “Assim, pode-se oferecer respostas rápidas e eficientes às mais diferentes formas de ameaças”, sublinha.

Desconectando

A ameaça ao transporte de cargas não é a única vulnerabilidade marítima explorada por grupos ou países que empregam táticas de guerra irregular, como a sabotagem. As comunicações globais são outra preocupação, tendo em vista que a quase totalidade do fluxo de informações via internet se dá por cabos submarinos. Segundo o portal TeleGeography, há cerca de 570 cabos de fibra óptica que, nos oceanos, conectam todos os continentes, com exceção da Antártica.

No dia 28 de fevereiro, um cabo submarino na região do Mar Vermelho, que conecta a Europa à Índia, e estava danificado, agora encontra-se sem perspectiva de conserto, visto que os reparos subaquáticos terão de ser feitos na região que está na mira dos Houthis. Já no dia 26 de fevereiro, quatro cabos de dados foram danificados pelos Houthis, afetando as telecomunicações entre Europa, África e Ásia.

Mapa do cabeamento marítimo da região do Mar Vermelho mostra a interligação de telecomunicações da Europa com Estados da Ásia, África Oriental e Oriente Médio – Imagem: SubmarineCableMap.Com


Brasil x Pirataria

Na mesma área em que os Houthis atacam o transporte marítimo, o Brasil tem sido protagonista na luta contra outra ameaça aos navios que trafegam na região: a pirataria. Desde o final de janeiro, o País passou a liderar a Força-Tarefa Combinada 151 (CTF-151), que atua contra as atividades ilegais no Golfo de Áden, Bacia da Somália e Mar da Arábia. Esta é a terceira vez que o País assume o comando da Força-Tarefa, que está subordinada ao Comando das Forças Marítimas Combinadas (CMF), a maior coalizão naval do planeta.

          Contra-Almirante Antonio Braz de Souza, assumindo o comando da CTF-151 no Bahrein – Imagem: Marinha do Brasil


Por conta da atuação dos Houthis, a situação é considerada muito mais tensa e perigosa do que em outras ocasiões em que o Brasil esteve à frente da coalizão, conforme relatou o Contra-Almirante Antonio Braz de Souza, atual Comandante da CTF-151. “O conflito no Oriente Médio criou um ambiente de segurança volátil que se estende além das fronteiras territoriais. Tal instabilidade gerou um efeito cascata na segurança marítima do Oceano Índico”, destaca o Almirante brasileiro.

Na CTF-151, o Brasil comanda dois navios, além de 23 militares de Estado-Maior de dez outras nações, na base norte-americana, localizada no Bahrein, reportando-se ao chefe da CMF, um Almirante da Marinha dos Estados Unidos da América (EUA). A Força-Tarefa é um dos cinco braços da CMF, formada por 41 países e organizada para promover o combate à pirataria, bem como a segurança e estabilidade em aproximadamente 3,2 milhões de milhas quadradas de águas internacionais, que abrangem algumas das rotas marítimas mais importantes do mundo, destacando-se o Mar da Arábia, Golfo de Omã, Golfo de Áden e o Mar Vermelho.

“Para os primeiros seis meses de 2024, período em que a Marinha do Brasil (MB) comanda o CTF-151, é esperado um aumento no número de tentativas de pirataria dentro da área de atuação, tendo esta tendência já se iniciado desde novembro de 2023, quando houve a primeira tentativa após uma supressão de quatro anos”, ressalta o Almirante Braz de Souza.

O Almirante conta, ainda, que o País, sendo o primeiro Sul-Americano a participar da missão, demonstra o seu protagonismo na comunidade marítima internacional ao enviar, sistematicamente, pela MB, um representante nacional sênior, e ao disponibilizar militares qualificados para compor as forças-tarefas.

“A MB busca, constantemente, o incremento da Consciência Situacional Marítima (CSM) com vistas a cumprir a sua missão. Nesse sentido, a possibilidade de um intercâmbio operativo em um ambiente tão complexo e dinâmico certamente contribui para ampliar a CSM, preparar e especializar o pessoal, bem como aprimorar a técnica militar voltada para a defesa naval e a cooperação à repressão aos ilícitos no mar”, relata o coordenador da Força-Tarefa Conjunta 151.

Recententemente, a Marinha do Brasil estabeleceu novos princípios doutrinários, organizando sua atuação em campos como a Segurança Marítima, que prevê ações para implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos por meio do emprego coercitivo do Poder Naval ou uso limitado da força, incluindo o combate a delitos transfronteiriços, ambientais e outras atividades ilícitas, tais como a pirataria e o terrorismo.

Segurança Marítima: Navio-Patrulha Oceânico da Marinha do Brasil durante apreensão de carga ilícita no Atlântico Sul – Imagem: Marinha do Brasil


Conflitos modernos

Para o Contra-Almirante Guilherme Mattos de Abreu, membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e colaborador do Centro de Estudos Políticos-Estratégicos da Marinha, as ações dos Houthis no Mar Vermelho são ameaças com “nova configuração, em face de os agentes envolvidos utilizarem meios sofisticados como sensores, helicópteros, mísseis e drones”.

“Assim, contrastam significativamente com o modus operandi dos esquálidos piratas somalis. Esta nova configuração da ameaça traz dificuldades adicionais para o seu enfrentamento, que é muito custoso e complexo, demandando um nível de prontidão extenuante para as unidades envolvidas, dado o curto tempo necessário de reação”, afirma.

Sobre esse nível de prontidão, agora em relação ao conjunto de ameaças à segurança marítima, o Almirante ressalta que a MB já realiza ações de amplo espectro, dentre elas, o acompanhamento do tráfego marítimo, vigilância, presença, e o treinamento continuado. “Cabe destacar que, considerando a amplitude geográfica de nossa área de interesse, não é apenas o Poder Naval brasileiro que está envolvido, ou seja, necessariamente, tem que existir uma agenda de cooperação entre diversos países”, conclui.



Fonte: Agência Marinha de Notícias

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Sikorsky Revela Ambicioso Projeto para Aeronaves VTOL Eletrificadas de Grande Autonomia

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A Sikorsky, uma empresa da Lockheed Martin, surpreendeu o mundo aeroespacial ao anunciar seu plano ousado para desenvolver uma nova geração de aeronaves VTOL (Vertical Take-Off and Landing), combinando autonomia e eletrificação. O presidente da Sikorsky, Paul Lemmo, anunciou um programa inovador que incluirá a construção, teste e voo de um demonstrador de decolagem e pouso vertical híbrido-elétrico (HEX/VTOL) com configuração de asa inclinada.

"A Sikorsky nunca para de inovar. A autonomia e a eletrificação trarão mudanças transformacionais na segurança de voo e na eficiência operacional de grandes aeronaves VTOL. Nosso programa de demonstração HEX fornecerá informações valiosas enquanto olhamos para uma futura família de aeronaves, construídas em diversas escalas e configurações preferidas para clientes comerciais e militares", afirmou Lemmo durante o anúncio.

O programa HEX tem como objetivo principal alcançar um alcance superior a 500 milhas náuticas em alta velocidade, reduzindo a complexidade com a implementação de menos sistemas mecânicos e diminuindo os custos de manutenção. Para atingir essas metas ambiciosas, a Sikorsky Innovations, grupo de prototipagem da empresa, em parceria com a GE Aerospace, está finalizando os projetos para construir um banco de testes de sistemas de energia elétrico-híbridos, equipado com um motor elétrico de 600 kW.

Este banco de testes servirá como o primeiro passo para avaliar o desempenho de voo pairado do demonstrador HEX subsequente. Este último será uma aeronave com peso bruto máximo de 9.000 libras, alimentada por um turbogerador de 1,2 MW e eletrônica de potência associada.

Igor Cherepinsky, diretor da Sikorsky Innovations, destacou o foco da empresa no desenvolvimento interno de motores elétricos, eletrônica de potência, hardware próprio e gerenciamento de atuação de veículos. "O HEX será crucial para integrar esses componentes, demonstrando a maturidade crescente do sistema MATRIXTM de autonomia e o potencial para sistemas praticamente livres de manutenção. Os resultados deste projeto nos guiarão em direção a projetos gerais mais eficientes", explicou Cherepinsky.

A Sikorsky Innovations, formada em 2010 para superar desafios tecnológicos relacionados à velocidade, autonomia e inteligência de asas rotativas, agora amplia seu foco para a eletrificação e automação. O projeto HEX é uma resposta ousada aos desafios do setor, prometendo não apenas transformar a segurança de voo, mas também abrir caminho para a próxima geração de aeronaves VTOL.

O anúncio da Sikorsky é parte integrante dos esforços contínuos da Lockheed Martin, uma empresa global de tecnologia de defesa, para impulsionar a inovação e promover a descoberta científica. Com soluções de missão em todos os domínios, a Lockheed Martin visa acelerar a entrega de tecnologias transformadoras para garantir que seus clientes estejam sempre à frente e prontos para os desafios do século 21.


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com Powerpack

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Bell e Leonardo Firmam Memorando de Entendimento para Explorar Tecnologia Tiltrotor

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A Bell Textron, uma divisão da Textron, e a europeia Leonardo. uniram forças ao assinar um Memorando de Entendimento (MOU) para explorar oportunidades de cooperação no campo da tecnologia de tiltrotor.

Como pioneiras na indústria global de projeto, fabricação e suporte de aeronaves de asas rotativas para aplicações comerciais e militares, a Bell e a Leonardo compartilham uma história de colaboração industrial que se estende por várias décadas. Agora, essa parceria está se expandindo para abraçar a tecnologia de tiltrotor, prometendo revolucionar ainda mais o setor da aviação.

O MOU estabelece as bases para uma colaboração profunda entre as duas empresas. O esforço conjunto começará com o Estudo de Conceito nº 5 da Capacidade de Rotorcraft de Próxima Geração (NGRC) da OTAN. Nesse projeto, a Leonardo liderará uma proposta de arquitetura de tiltrotor, com o apoio crucial da Bell.

"Este esforço cooperativo entre a Bell e a Leonardo reflete nossa visão compartilhada de que a próxima geração de aeronaves de asas rotativas será impulsionada pela velocidade, alcance e capacidade de manobra que somente a tecnologia tiltrotor pode oferecer", afirmou Lisa Atherton, presidente e CEO da Bell. "Estamos orgulhosos de aprofundar nosso relacionamento com a Leonardo à medida que continuamos a explorar programas emergentes de transporte aéreo na Europa e nos Estados Unidos".

Gian Piero Cutillo, Diretor Geral da Leonardo Helicopters, também expressou entusiasmo com a parceria: "Estamos animados em promover novos esforços conjuntos para a próxima geração de tecnologias de aeronaves de asas rotativas, baseados em nossa sólida e coletiva visão das vantagens únicas dos tiltrotores. A Leonardo sempre apoiou com convicção as tecnologias tiltrotor que atendem aos requisitos em constante evolução das aeronaves de asas rotativas, especialmente quando novas demandas surgem no mercado".

Essa colaboração promete não apenas impulsionar a inovação tecnológica, mas também criar oportunidades significativas no mercado de aviação global. Combinando o know-how e a experiência de duas potências da indústria, o futuro das aeronaves de asas rotativas está prestes a decolar para novas alturas.


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Thales Entrega Inovador Transmissor Sonar de Profundidade CAPTAS-4 para a Marinha dos EUA Antes do Prazo Previsto

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A Thales, líder global em tecnologia de defesa, anunciou a entrega antecipada do revolucionário transmissor sonar de profundidade variável CAPTAS-4 ao "Programa Fragata Constellation" da Marinha dos EUA (FFG-62). Este feito ressalta a eficácia da Thales como parceiro confiável para marinhas em todo o mundo, destacando-se como líder de mercado em sistemas ativos subaquáticos de profundidade variável.

A entrega antecipada do CAPTAS-4 ao FFG-62, um evento que ocorreu antes do previsto, destaca não apenas a eficácia técnica do sistema, mas também a capacidade da Thales em cumprir compromissos de maneira eficiente. A Marinha dos EUA está pronta para colher os benefícios da confiabilidade e desempenho demonstrados por este inovador transmissor sonar.

"A Thales é fornecedora de longa data de sistemas ASW avançados e capazes para a Marinha dos EUA e para os principais empreiteiros dos EUA. Com este novo contrato para a entrega do sonar de profundidade variável CAPTAS-4, eles estão mais uma vez demonstrando o desempenho dos nossos sistemas acústicos e renovando a confiança nas nossas equipes", afirmou Gwendoline Blandin-Roger, vice-presidente de sistemas subaquáticos da Thales.

A Advanced Acoustic Concepts (AAC), responsável pela entrega do sistema em 12 de outubro de 2023, comemorou o sucesso da operação. Mike Carnovale, presidente e CEO da AAC, expressou orgulho ao anunciar a conclusão bem-sucedida do primeiro sistema CAPTAS-4 para o FFG-62 da Marinha dos EUA, marcando um marco importante para a nova classe de fragatas do país.

"A AAC entregou o sistema em 12 de outubro de 2023, antes dos marcos contratuais, mas sob restrições de tempo muito agressivas. Estamos ansiosos para servir ainda mais a Marinha dos EUA à medida que continuamos a fornecer e apoiar esta capacidade crítica de ASW no futuro", destacou Carnovale.

O CAPTAS-4, o mais poderoso da família CAPTAS, foi escolhido pela Fincantieri Marinette Marine para equipar suas novas fragatas, sendo reconhecido por sua maturidade técnica e desempenho testados em uma variedade de condições operacionais. A Thales, com mais de 50 anos de experiência em guerra subaquática, é o principal exportador mundial de sonares, com a família CAPTAS consolidando-se como uma referência em sistemas de imersão variável de baixa frequência dedicados à guerra antissubmarina.

Em abril, a AAC concluirá a construção de uma nova unidade de produção CAPTAS, fortalecendo ainda mais a capacidade de entrega rápida e eficiente desses sistemas. Além dos dois sistemas já encomendados, até oito conjuntos adicionais de transmissores CAPTAS-4 poderão ser fornecidos sob o contrato atual, demonstrando o potencial expansivo dessa inovadora tecnologia.

Ao longo dos anos, fragatas multimissão francesas equipadas com o CAPTAS-4 receberam o prestigioso Prêmio Hook'Em em reconhecimento à excelência da Thales no campo da guerra anti-submarina. O know-how exemplar, a capacidade de detecção avançada e a perseguição eficaz de ameaças subaquáticas furtivas consolidaram a posição da Thales como líder de mercado.

Com este marco, a Thales reafirma seu compromisso em fornecer soluções inovadoras e eficientes para as forças navais globais, contribuindo significativamente para a segurança e defesa dos mares em todo o mundo.


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Boeing firma contrato de US$ 3,4 bilhões para fornecer aeronaves P-8A Poseidon para Canadá e Alemanha

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A Boeing, renomada fabricante aeroespacial, anunciou recentemente a conquista de um contrato no valor de US$ 3,4 bilhões, visando à produção de 17 aeronaves P-8A Poseidon. Este contrato, concedido pela Marinha dos Estados Unidos (USN), engloba a fabricação de 14 aeronaves para a Força Aérea Real Canadense e mais três unidades para a Marinha Alemã.

Philip June, vice-presidente e gerente do programa P-8A, expressou seu orgulho e satisfação com a expansão dos parceiros internacionais do P-8. Ele ressaltou que o Poseidon é uma aeronave testada e comprovada, acumulando mais de 600.000 horas de voo, e que será um ativo valioso para o Canadá e a Alemanha em meio aos desafios do cenário de segurança contemporâneo e futuro.

A decisão do Canadá em adquirir o P-8A Poseidon foi anunciada em novembro de 2023, marcando uma mudança significativa na sua estratégia de defesa aérea. O primeiro P-8A para o Canadá está previsto para ser entregue em 2026, substituindo a frota existente de CP-140 Auroras.

Com esta aquisição, a Boeing se compromete a trazer benefícios econômicos substanciais para o Canadá, gerando potencialmente mais de 3.000 empregos anuais na indústria e parceiros da cadeia de valor, além de contribuir com pelo menos US$ 358 milhões para o produto interno bruto do país ao longo de 10 anos.

A equipe Poseidon do Canadá inclui uma coalizão de empresas, como CAE, GE Aviation Canada, IMP Aerospace & Defense, KF Aerospace, Honeywell Aerospace Canada, Raytheon Canada e StandardAero. Essa colaboração envolve 81 fornecedores canadenses da plataforma P-8, junto com mais de 550 fornecedores em todas as províncias, proporcionando um impacto econômico anual de cerca de US$ 4 bilhões e sustentando mais de 14.000 empregos locais.

Vince Logsdon, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da Boeing Defesa, Espaço e Segurança e Serviços Globais, enfatizou a importância do P-8 como uma capacidade de defesa avançada, atendendo às demandas dos clientes globais. Ele destacou a expectativa de fornecer não apenas capacidades de defesa superiores, mas também benefícios industriais significativos para as indústrias aeroespacial e de defesa do Canadá e da Alemanha.

A Alemanha, por sua vez, adquiriu inicialmente cinco aeronaves P-8 em junho de 2021, e posteriormente adicionou mais três unidades, totalizando oito aeronaves para a Marinha Alemã. A entrega da primeira aeronave está programada para 2025, substituindo a frota de P-3 Orions do país.

A Boeing estabeleceu parcerias estratégicas na Alemanha com a ESG Elektroniksystem-und Logistik-GmbH e a Lufthansa Technik para fornecer integração de sistemas, treinamento, suporte e manutenção, visando garantir a mais alta disponibilidade operacional para cumprir as missões da Marinha Alemã.

No último ano, a Boeing e a CAE solidificaram acordos de parceria para expandir a colaboração em plataformas multimissões no Canadá, Alemanha e Noruega, proporcionando soluções superiores de gerenciamento, técnicas e de treinamento econômicas para o programa P-8A Poseidon.

Atualmente, 200 aeronaves P-8 estão em serviço ou sob contrato em nove países, destacando a posição proeminente do Poseidon como uma escolha confiável e versátil para as necessidades de defesa aérea em escala global.


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com Boeing

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República Tcheca Investe na Modernização dos Caças JAS-39 Gripen

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A República Tcheca anunciou um ambicioso programa com iniciativa para modernizar sua frota de caças multifuncionais JAS 39 Gripen C/D, em um esforço para preencher lacunas operacionais e manter a relevância tecnológica de sua força aérea.

O governo tcheco revelou planos para uma atualização significativa em seus caças Gripen, visando elevar os padrões de suas aeronaves de combate. Com um contrato avaliado em mais de 1 bilhão de CZK, a República Tcheca pretende elevar seus Gripen do padrão Block 2.1 para o Block 2.2, uma atualização que se concentra em diversos aspectos tecnológicos vitais para a segurança e eficácia operacional.

O programa de modernização está para ser formalizado através de um acordo intergovernamental com a Suécia, país detentor formal da aeronave Gripen. Desde 2005, a República Tcheca aluga 14 aeronaves Gripen da Suécia, e espera-se que a Saab, fabricante do Gripen, desempenhe um papel crucial nesse processo de atualização. Prevê-se que um adendo ao contrato de arrendamento existente seja assinado no primeiro semestre deste ano, estabelecendo as bases para as melhorias planejadas.

A modernização dos caças JAS 39 Gripen da República Tcheca se concentrará na otimização dos sistemas de identificação amigo ou inimigo (IFF) e dos sistemas de comunicação. Além disso, as capacidades de reabastecimento ar-ar das aeronaves serão ampliadas para operações a qualquer hora do dia, e haverá a integração de armamentos adicionais adquiridos por Praga para os F-35, aumentando ainda mais a versatilidade e capacidade de combate das aeronaves.

Este esforço de modernização não apenas visa manter a frota de aeronaves tecnologicamente relevante, mas também tem como objetivo prolongar a vida operacional dos Gripen. Com o atual acordo de leasing expirando em 2027, Praga planeja estender sua parceria até 2035, período no qual espera ter em serviço 24 aeronaves F-35A, encomendadas dos Estados Unidos, como parte de seus esforços para modernizar e fortalecer suas defesas aéreas.

Com essa significativa atualização em curso, a República Tcheca demonstra seu compromisso com a segurança e a eficácia operacional de suas forças aéreas, garantindo que esteja pronta para enfrentar os desafios futuros com uma frota de caças moderna e versátil.


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Análise: Aumento Drástico das Queimadas no Brasil, o Silêncio das Autoridades e Grandes Mídias, Impactos e Desafios

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O Brasil enfrenta um sério desafio ambiental no início de 2024, com dados recentes apontando para um aumento alarmante de 248% nas áreas atingidas por queimadas em comparação com o mesmo período do ano passado. A devastação se estende por mais de um milhão de hectares em janeiro, evidenciando uma crise ambiental que demanda atenção urgente.

A Amazônia, como o maior bioma do país, experimentou o maior impacto, com 91% das áreas queimadas situadas em seu território. Esse aumento expressivo, especialmente na região extrema norte, sublinha a vulnerabilidade deste ecossistema crucial para o equilíbrio climático global. O Pantanal, conhecido por sua biodiversidade única, também sofreu significativamente, com mais de 40.000 hectares afetados, enfatizando a amplitude da crise que ultrapassa fronteiras estaduais e biomas.

Roraima emerge como o estado mais atingido, com mais de 400.000 hectares consumidos pelo fogo, seguido por Pará e Amazonas. Esses números não apenas evidenciam a dimensão espacial da crise, mas também revelam os desafios únicos enfrentados por cada estado devido às suas características climáticas e geográficas particulares. Roraima, por exemplo, destaca-se como um estudo de caso, revelando os impactos combinados da mudança climática e do manejo inadequado do solo.

A seca extrema, agravada pelas mudanças climáticas, tem retardado a chegada das chuvas e reduzido sua quantidade, deixando a região ainda mais suscetível a incêndios. Essa situação alarmante destaca a necessidade urgente de uma resposta coordenada, envolvendo monitoramento constante e políticas públicas eficazes para a prevenção de queimadas. A análise de Ane Alencar, do MapBiomas Fogo e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), enfatiza a urgência de adaptar estratégias de manejo e conservação diante de um cenário climático cada vez mais imprevisível. A combinação de mudanças climáticas, práticas inadequadas de manejo do solo e a crescente pressão sobre os ecossistemas destaca a importância de ações imediatas para reverter o preocupante aumento nas queimadas no Brasil.

Manifestações apoiadas por artistas e pessoas influentes politizavam as queimadas, agora se vê o silêncio em face a aumentos expressivos nas queimadas e a ausência de uma ação do governo

O que é mais alarmante neste cenário crítico que se desenvolve, tem sido o silêncio das grandes mídias e das ONGs em relação ao aumento das queimadas, outrora defensores aguerridos da preservação, tendo politizado a questão no governo anterior, no momento parecem ignorar a questão por não representar seus interesses político-partidários. Infelizmente parece que a classe artística abandonou a pauta por receio de perder os milhões de incentivo da Lei Rouanet.


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Reconhecimento e Mérito no Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil

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No último dia 20 de fevereiro, o Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil sediou uma cerimônia solene destinada a homenagear militares que se destacaram ao longo do ano de instrução de 2023. A tradição dessa celebração reside na valorização da dedicação e profissionalismo que ultrapassam os padrões convencionais, caracterizando a prestigiada "Escola de Paraquedistas – 1945".

Entre os agraciados, destaca-se o Soldado EV Bossóis, reconhecido como a Praça Mais Distinta do ano. Este título reflete seu notável comprometimento, comportamento exemplar e um espírito militar acima da média, enfatizando a importância não apenas da excelência nas instruções, mas também da integridade e ética militar no desenvolvimento de um membro das Forças Armadas.

Na categoria de Combatente de Melhor Aptidão Física, o Soldado EV Gonçalves foi premiado, destacando-se em atividades de Treinamento Físico Militar (TFM) e Testes de Aptidão Física (TAF). Esse reconhecimento ressalta a relevância crítica da condição física na prontidão combativa.

O Soldado EV Cunha recebeu a distinção de Melhor Atirador Combatente, enfatizando sua precisão e habilidade no manejo de armas, aspectos cruciais para a eficácia combativa de um paraquedista.

Na categoria de Área de Estágios, o Soldado EV Edilon se destacou, especialmente no 23/2 Estágio Básico Paraquedista, evidenciando excelência em uma fase desafiadora da formação militar. Enquanto isso, o Soldado EV Targino foi reconhecido pelo desempenho excepcional no Treinamento Individual Básico de Combate (TIBC), sublinhando a importância da versatilidade e adaptabilidade em ambientes hostis.

A entrega de brindes e certificados aos militares premiados não se limita ao reconhecimento, mas atua como um estímulo à busca contínua pela excelência entre os membros da instituição. Este reconhecimento formal reafirma a missão do Centro de Instrução Paraquedista de formar indivíduos altamente qualificados, prontos para enfrentar os desafios impostos pela complexidade das operações militares contemporâneas. A solenidade não apenas celebra conquistas individuais, mas inspira uma cultura de honra e excelência que contribui para a constante evolução das Forças Armadas.


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com Exército Brasileiro

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Renovação e Cooperação: ADESG e ESG Fortalecem Laços em Compromisso Educacional

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No último dia 29 de fevereiro, um encontro de grande significado marcou um passo sólido em direção ao fortalecimento das relações entre a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e a Escola Superior de Guerra (ESG), evidenciando um compromisso renovado com a educação em política e estratégia em todo o país. Esta reunião, conduzida por figuras-chave das duas instituições, ilustrou a importância da colaboração contínua e do apoio mútuo para alcançar objetivos educacionais estratégicos.

O encontro teve como principal foco a apresentação das delegacias e representações da ADESG, locais onde serão realizados o Curso de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) e outros cursos regulares. Este esforço visa garantir que o conhecimento produzido e disseminado pela ESG alcance diversas regiões do Brasil, promovendo uma compreensão ampla de temas cruciais para o desenvolvimento nacional.

O Brigadeiro HÉLIO, Chefe do Departamento de Estudos da ESG, deu início à reunião, ressaltando a satisfação em apoiar as iniciativas da ADESG. Em seguida, o Cel. Celente e o Prof. MARCIO detalharam o conteúdo programático e as expectativas para os cursos. A discussão se aprofundou com os questionamentos dos docentes, evidenciando um interesse coletivo em contribuir para o processo de ensino e aprendizagem da ADESG.

O Almirante LOURENÇO, Chefe da Assessoria de Relações Institucionais (ARI), reiterou a disposição da ESG em compartilhar seus recursos intelectuais e pedagógicos com as delegacias e representações da ADESG. A ênfase nos deslocamentos dos professores a pontos remotos do país reforça o compromisso da instituição em tornar a educação em política e estratégia acessível a um público mais amplo.

A direção da ADESG expressou sua gratidão pelo apoio recebido, ressaltando que as conquistas atuais são fruto do retorno da ADESG às dependências da ESG. Esse movimento simboliza o revigoramento da conexão entre as duas instituições, essencial para o sucesso das iniciativas educacionais propostas.

Este encontro não apenas solidifica laços institucionais, mas também abre portas para uma colaboração mais profunda e enriquecedora, alimentada pelo compromisso mútuo com a excelência educacional e o desenvolvimento nacional. O diálogo franco e o espírito de cooperação evidenciados nesta reunião apontam para um futuro promissor no cenário educacional e estratégico do país.


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Turquia Recebe Carta de Oferta dos EUA para Aquisição de Caças F-16 Block 70

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O Ministério da Defesa da Türkiye anunciou a recepção das "Cartas de Oferta e Aceitação" enviadas pelo Departamento de Defesa dos EUA para a aquisição de 40 caças F-16 Block 70. Essa iniciativa marca um passo crucial para modernizar a força aérea turca, incluindo a modernização de 79 aeronaves F-16 existentes, juntamente com seus armamentos, materiais e equipamentos.

Segundo a declaração oficial, o próximo passo envolverá uma reunião entre as autoridades turcas e americanas após a conclusão de exames e avaliações conjuntas. Nessa reunião, o acordo será finalizado, e um cronograma oficial será estabelecido. O preço final será determinado com base em uma lista detalhada de produtos, revelando o custo total do acordo, que incluirá atividades de produção e modernização propostas pela Türkiye.

Em 26 de janeiro de 2024, o Departamento de Defesa dos EUA formalizou a venda dos caças F-16 Block 70 para a Türkiye, emitindo uma notificação de vendas militares estrangeiras (FMS). O acordo abrange a aquisição de 40 aeronaves, 79 kits de modernização para os F-16 Block 70 e vários equipamentos relacionados, com um orçamento estimado em aproximadamente 23 bilhões de dólares.

Dos 40 caças, 32 serão configurados monoposto, enquanto 8 terão a configuração biposto. Além das aeronaves, a Türkiye adquirirá uma ampla gama de sistemas de armas, incluindo motores turbofan, radares AESA SABR, suítes integradas de guerra eletrônica, lançadores de mísseis, canhões, pods de mira avançada, mísseis ar-ar e anti-radiação, bombas em miniatura, entre outros.

Essa significativa aquisição não apenas fortalece a parceria estratégica entre os Estados Unidos e a Türkiye, mas também representa um avanço substancial na modernização das forças armadas turcas. A incorporação dos F-16 Block 70 e a modernização das aeronaves existentes posicionam a Türkiye em uma posição mais robusta e preparada para enfrentar os desafios contemporâneos em suas operações de defesa nacional.


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Avanço Tecnológico na Formação de Pilotos: FAB Recebe Novo Simulador de Voo em Natal

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A Força Aérea Brasileira (FAB) alcançou um marco significativo no avanço tecnológico da formação de pilotos com a entrega da segunda unidade do simulador da aeronave C-95M Bandeirante à Base Aérea de Natal (BANT), localizada em Parnamirim (RN). A cerimônia de entrega, realizada na última segunda-feira (26/02), foi conduzida pelo Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ).

O simulador de voo é uma peça fundamental no treinamento de procedimentos normais e de emergência, desempenhando um papel crucial na formação e manutenção operacional dos pilotos. A tecnologia não apenas economiza tempo, dinheiro e, o mais importante, vidas, mas também permite que os pilotos em treinamento enfrentem uma ampla gama de situações, preparando-os para lidar com emergências reais.

Destinado ao Curso de Especialização Operacional dos pilotos estagiários da Aviação de Transporte (CEO-TR) e da Aviação de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (CEO-IVR), ministrado pelo Primeiro Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (1º/5º GAV) - Esquadrão Rumba, a escolha da BANT para sediar este simulador destaca a importância estratégica da base na especialização em aeronave multimotor da FAB.

O Chefe do CCA-SJ, Coronel Aviador Josemir Ribeiro Lima, descreveu os simuladores de voo como laboratórios de experimentação, onde os pilotos podem aprimorar suas habilidades sem riscos pessoais ou materiais. Durante a cerimônia de entrega, ele ressaltou a contribuição significativa do novo equipamento para a especialização dos estagiários, proporcionando-lhes as habilidades e o conhecimento necessários para cumprir suas missões com excelência e segurança.

A segunda unidade do simulador traz consigo melhorias substanciais em relação à versão anterior, incluindo acabamento aprimorado, comandos de voo mais precisos, software remodelado e atualizado com as tecnologias mais recentes, novas funcionalidades nos aviônicos e a capacidade de baixar o trem de pouso por emergência, entre outras inovações.

O Comandante da Base Aérea de Natal, Coronel Aviador Ricardo Guerra Rezende, enfatizou que a nova geração de pilotos está sendo melhor preparada para suas missões, graças ao emprego dessas tecnologias inovadoras nos simuladores.

O Comando-Geral de Apoio (COMGAP), por meio do CCA-SJ, tem desempenhado um papel fundamental no avanço da simulação de voo na FAB. A Subdivisão de Simulação, além de gerenciar os contratos de suporte logístico dos simuladores em todo o país, tem se dedicado ao desenvolvimento de simuladores de alta qualidade, contribuindo para a autonomia e independência da Força.

A modernização da aeronave C-95 Bandeirante impulsionou a necessidade de desenvolvimento do simulador, resultando em uma remodelação completa do painel e dos aviônicos. Essa iniciativa não apenas acompanha as novas tecnologias e sistemas implementados, mas também demonstra o compromisso da FAB com a redução da emissão de carbono no meio ambiente.

Em suma, a entrega do novo simulador de voo em Natal marca um avanço significativo na capacitação dos pilotos da FAB, consolidando o compromisso da Força com a excelência operacional e a inovação tecnológica.


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O Trabalho Incansável do Serviço Meteorológico da Marinha na Garantia da Navegação Segura

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No cenário vasto e desafiador dos oceanos, a segurança da navegação é uma prioridade indiscutível. Para garantir que os marinheiros e navegantes possam transitar com confiança, a Marinha do Brasil desempenha um papel crucial por meio do Serviço Meteorológico Marinho (SMM), uma equipe dedicada à previsão das condições de tempo e mar. Vamos explorar como esses profissionais desempenham um papel vital na promoção da segurança marítima.

Os meteorologistas da Marinha estudam minuciosamente a atmosfera terrestre, seus fenômenos e interações, utilizando conhecimentos de física e estatística para compreender os acontecimentos atmosféricos e suas implicações na segurança das atividades marítimas. Eles operam no âmbito da Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS), assumindo a responsabilidade pela elaboração e divulgação de previsões meteorológicas e avisos de mau tempo na METAREA V, uma vasta área marítima sob jurisdição brasileira.

Dividida em dez áreas, a METAREA V permite uma abordagem detalhada das condições meteorológicas e marítimas, essenciais para a segurança das operações navais e civis. As previsões, emitidas duas vezes ao dia, abrangem uma variedade de fenômenos adversos, incluindo ventos fortes, mar grosso, ressacas e nevoeiros, que podem comprometer a segurança das embarcações.

Além de orientar a navegação, as informações do SMM são cruciais para diversos setores, como agrícola, energético, aviação, saúde e defesa civil, evidenciando a amplitude do impacto desse serviço.

Uma ferramenta fundamental para a comunidade marítima é o sistema de Previsão Ambiental Marinha (PAM), desenvolvido em parceria com a Petrobras. O PAM fornece previsões de correntes marítimas, ondas e ventos, permitindo um planejamento eficaz das atividades no mar. Destaca-se que o PAM disponibiliza informações exclusivas para algumas localidades costeiras e portos, fornecendo dados precisos e atualizados aos navegantes.

O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) desempenha um papel central na operação do SMM, monitorando as condições de tempo e mar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os militares responsáveis pela seção de sistemas meteorológicos e assimilação de dados utilizam modelos numéricos avançados para produzir boletins meteorológicos, avisos de mau tempo e cartas sinóticas, essenciais para a tomada de decisões no mar.

METAREA V: área marítima de responsabilidade do Brasil para divulgação de informações meteorológicas

Para atender às demandas da comunidade marítima, o SMM disponibiliza uma ampla gama de produtos, incluindo boletins de tempo e mar, cartas de pressão à superfície, dados meteoceanográficos operacionais e relatórios pós-evento de ciclones subtropicais e tropicais. Esses recursos fornecem informações valiosas para a navegação segura e eficiente, contribuindo significativamente para a segurança das atividades marítimas.

Em resumo, o Serviço Meteorológico Marinho da Marinha do Brasil desempenha um papel essencial na promoção da segurança e eficiência das operações marítimas, fornecendo informações precisas e atualizadas para navegantes, empresas e instituições governamentais. Graças ao compromisso e expertise dos meteorologistas da Marinha, as águas brasileiras são navegadas com segurança e confiança.


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Edge Group Lidera Mudança Estratégica nas Indústrias de Defesa nos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita

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Nos últimos anos, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e a Arábia Saudita têm liderado uma mudança estratégica significativa nas indústrias de defesa, buscando diversificar suas economias e reduzir a dependência do petróleo. No centro dessa transformação encontra-se a EDGE nos EAU, um grupo de tecnologia avançada para defesa, que tem desempenhado um papel crucial na promoção da criação de valor no país (ICV).

EDGE Group: Pioneirismo na Criação de Valor no País

A EDGE Group, fundada em 2019, representa o compromisso dos EAU com a ICV. Consolidando mais de 25 entidades, a EDGE concentra-se em sistemas autônomos, ciber-físicos e tecnologias de ponta, não apenas para fortalecer as capacidades de defesa, mas também para impulsionar a diversificação econômica e a inovação tecnológica. Sua abordagem multifacetada inclui parcerias estratégicas globais, investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada.

Ao focar na localização da cadeia de abastecimento, criar empregos de alto valor e facilitar a transferência de tecnologia, a EDGE garante que uma parte substancial dos gastos com defesa contribua para a economia interna dos EAU. Além disso, alinhando-se à visão mais ampla dos EAU de serem um centro para indústrias de alta tecnologia no Oriente Médio, a EDGE se destaca como um modelo de sucesso na integração de estratégias ICV.

SAMI e PIF na Arábia Saudita: Uma Aliança Estratégica

Na Arábia Saudita, a SAMI (Indústrias Militares da Arábia Saudita) desempenha um papel central na estratégia ICV do país. Lançada como parte do programa Saudita "Vision 2030", a SAMI visa concentrar mais de 50% dos gastos militares até 2030. Seguindo estratégias semelhantes à EDGE, a SAMI constrói alianças com indústrias de defesa globais, investe em instalações de produção locais e aprimora a capacitação da força de trabalho saudita.

O Fundo de Investimento Público (PIF), o fundo soberano da Arábia Saudita, desempenha um papel crucial no financiamento das iniciativas de diversificação econômica, incluindo as do setor de defesa. Além de financiar, o PIF concentra-se na criação de um ecossistema que sustenta o crescimento da indústria de defesa, investindo em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, e parques tecnológicos dedicados.


Implicações Globais e Futuro Promissor

Os esforços coordenados da EDGE Group nos EAU e da SAMI, apoiados pelo PIF, destacam a importância estratégica da ICV na indústria de defesa para ambos os países. Priorizando o conteúdo local, essas entidades reforçam a segurança nacional, independência tecnológica e impulsionam a diversificação econômica. Seu sucesso serve como modelo para outros países que buscam objetivos semelhantes.

Enquanto os EAU e a Arábia Saudita avançam em suas agendas, a indústria de defesa global observa atentamente. O foco na localização, aliado a investimentos em tecnologias de ponta e parcerias estratégicas, posiciona ambos os países como líderes emergentes no setor. Além disso, o compromisso com a criação de ICV reflete uma mudança mais ampla em direção ao desenvolvimento econômico sustentável, à inovação tecnológica e à auto-suficiência regional no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). As iniciativas da EDGE, SAMI e PIF não apenas transformam a indústria de defesa, mas também moldam o panorama econômico e tecnológico do Oriente Médio e adjacências.


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Fundação Cultural do Exército Brasileiro Celebra 24 Anos de Valorização e Integração Cultural

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A Fundação Cultural do Exército Brasileiro (FUNCEB) completa 24 anos de uma trajetória dedicada à valorização e promoção do acervo cultural e patrimonial das instituições militares do país. Fundada em 1º de março de 2000 por vinte e uma empresas instituidoras, a FUNCEB tem se destacado por suas iniciativas voltadas para a educação, cultura, civismo e integração entre militares, suas famílias e a sociedade brasileira.

A história da FUNCEB começou no cartório do 4º Ofício de Notas de Brasília, onde as empresas fundadoras se uniram com o propósito de facilitar o acesso ao rico acervo cultural e patrimonial do Exército Brasileiro. Ao longo dos anos, a entidade consolidou sua missão, dedicando-se a projetos e atividades cívicas e culturais que promovem os valores essenciais das instituições militares.

A FUNCEB é uma referência na promoção de ações educativas, visando a qualificação contínua dos militares e sua integração na sociedade civil. Projetos abrangentes de formação profissional e conscientização ambiental têm sido implementados com sucesso. Além disso, a fundação incentiva a visitação a fortes, fortalezas, monumentos e museus militares, contribuindo para a preservação e divulgação do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico do Brasil.

A Banda Sinfônica do Exército, criada em 2002, estabelece um elo artístico-cultural para difundir a música e as tradições militares brasileiras. Com sede em São Paulo e vinculada ao Comando Militar do Sudeste, a banda representa uma expressão viva da cultura do Exército.

Desde 2002, as emissoras do Sistema Verde-Oliva de Rádio, fruto da parceria entre a FUNCEB e o Centro de Comunicação Social do Exército, têm conquistado espaço na audiência das cidades onde estão instaladas. Com uma programação moderna, essas emissoras desempenham um papel vital na educação, cultura e civismo, proporcionando informações sobre a Força Terrestre e contribuindo para a formação da sociedade.

A FUNCEB, como entidade civil, pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, nasceu em sintonia com a Política Cultural do Exército. Orgulhosa de seu trabalho, a fundação continua a responder prontamente aos projetos do interesse do Exército, abrangendo as áreas cultural, educacional, de assistência social, preservação ambiental e comunicação social.

Neste 24º aniversário, a FUNCEB reafirma seu compromisso com a valorização da cultura militar e seu papel essencial na integração entre as instituições militares e a sociedade brasileira.


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com Exército Brasileiro

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Sênior do 210º Grupo Escoteiro do Ar Recebe Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes

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Na última quinta-feira, 22 de fevereiro, o sênior do 210º Grupo Escoteiro do Ar Maj. Brig. Meira, situado em Irajá (RJ), Miguel Colucci, foi agraciado com a Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes. Esta distinção, carregada de significado histórico, não apenas destaca a dedicação excepcional à preservação da história militar brasileira, mas também sublinha o papel vital desempenhado pelo grupo de escoteiros do ar na transmissão do legado dos heróis da Segunda Guerra Mundial.

A solenidade, realizada na Associação Nacional dos Veteranos da Segunda Guerra Mundial, reuniu autoridades civis e militares na celebração dos 79 anos da Conquista de Monte Castelo. Nesse evento, onde as memórias dos feitos heróicos foram destacadas, a Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes foi entregue a Miguel Colucci, o mais jovem a receber tal honraria até o momento.

O 210º Grupo Escoteiro do Ar Maj. Brig. Meira tem se destacado não apenas por suas atividades escoteiras, mas também por seu compromisso notável com a preservação da história militar. Miguel Colucci, desde jovem, tem desempenhado um papel essencial nesse esforço, realizando palestras em escolas, participando de encontros de veteranos e simpósios, além de manter o perfil "Escoteiro no Ar" nas redes sociais. Esse perfil serve como uma ponte valiosa para aproximar o público infantojuvenil do importante trabalho das Forças Armadas e da significativa participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

O feito histórico celebrado na solenidade, a Conquista de Monte Castelo, foi um marco crucial na campanha brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. O território estratégico foi conquistado após três meses de batalhas intensas, enfrentando as adversidades do inverno rigoroso, terrenos lamacentos e elevadas posições da artilharia alemã. As tropas brasileiras, incluindo o Batalhão Uzeda, o Batalhão Franklin e o Batalhão Sizeno Sarmento, com apoio decisivo da Artilharia Divisionária, conseguiram a vitória em 21 de fevereiro de 1945.

A Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes, criada em 1969 pela ANVFEB, tem o propósito de homenagear permanentemente aqueles que prestaram serviços significativos à FEB ou à classe por ela assistida. O nome da medalha presta homenagem ao Marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB na Campanha da Itália e último Marechal brasileiro na ativa, simbolizando a grandeza da honraria.

Durante a cerimônia, o CMG João Baptista Torrents Gomes Pereira, veterano da Segunda Guerra Mundial e da Força de Paz na República Dominicana (FAIBRAS), destacou a importância da preservação da memória de nossos heróis. Ele ressaltou não apenas a contribuição do jovem Miguel, mas também a responsabilidade que os jovens têm em preservar e dar continuidade ao legado histórico do Brasil.

Assim, o 210º Grupo Escoteiro do Ar assume um papel crucial na transmissão do legado da FEB para o presente e para o futuro do Brasil. A distinção é um reconhecimento não apenas de contribuições individuais, mas também da importância do grupo de escoteiros do ar na preservação da rica história militar brasileira. Este é um momento que destaca não apenas o passado glorioso, mas também inspira as gerações futuras a continuarem valorizando e preservando as conquistas heroicas de nossos compatriotas na Segunda Guerra Mundial.


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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Entre o Virtual e o Real: A Vanguarda Tecnológica no Treinamento da Marinha do Brasil

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Nas profundezas do oceano, onde as águas escondem desafios insondáveis, operam os avançados submarinos brasileiros, patrulhando nossa "Amazônia Azul", defendendo nossos interesses e soberania no mar, neste cenário, a Marinha do Brasil (MB) protagoniza uma revolução no treinamento militar, unindo-se a capacidade operacional e eficiência ao avanço da tecnologia. Além da complexidade inerente às operações submarinas, onde um deslize pode custar vidas e recursos inestimáveis, surge a necessidade imperativa de preparar os submarinistas para cenários que desafiam o comum, e neste momento, se destacam as avançadas tecnologias empregadas no preparo e treinamento desses profissionais.

Os simuladores emergem como peças-chave nesse xadrez estratégico. Nos Centros de Instrução Naval, a MB investe em simuladores computadorizados, integrando interfaces digitais e recursos audiovisuais que simulam o ambiente submarino. Desenvolvidos pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), esses simuladores, presentes no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), proporcionam uma experiência imersiva e realista aos futuros tripulantes dos submarinos da classe “Riachuelo”.

Dentre os nove simuladores do CIAMA, destaca-se um treinador de realidade aumentada, adquirido no Programa de Submarinos da Marinha (PROSUB). Esse equipamento inovador adiciona um elemento tangível ao treinamento, oferecendo uma simulação mais rica e completa. Além disso, duas cabines de imersão, localizadas em Itaguaí (RJ) e Niterói (RJ), complementam a formação, reproduzindo todos os movimentos de um submarino e elevando a preparação dos submarinistas a novos patamares.

Mas não é apenas nas profundezas do oceano que se destaca o investimento em tecnologias de simulações e treinamento. A Aviação Naval também se destaca, revelando uma outra face desse avanço tecnológico no preparo dos "Homens do Mar e do Ar". No Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), em São Pedro da Aldeia (RJ), aviadores navais são desafiados a executar manobras complexas em simuladores avançados. Contando com sistemas de simulação avançado para as aeronaves SH-16 e AF-1B, o adestramento dos nossos aviadores navais se destaca com a introdução da simulação na formação e aperfeiçoamento, reduzindo substancialmente as horas de voo em aeronaves reais. O simulador do SH-16, replica de forma fiel o cockpit e a cabine dos operadores de sensores de uma aeronave "Seahawk" operada pelo "Esquadrão Guerreiro" (EsqdHS-1), proporcionando uma simulação extremamente realista, permitindo simular uma série de cenários táticos e situações críticas, elevando a um alto nível de preparo das tripulações, representando um importante ganho.

A experiência prática em um ambiente operacional permeado pelo estresse do combate é uma dimensão que transcende a sala de aula. Ainda que a instrução prática seja inegavelmente valiosa, os simuladores preenchem a lacuna da disponibilidade limitada de meios operativos, otimizando tempo e recursos, além de permitir simular situações críticas de voo em segurança, possibilitando colocar as tripulações frente a situações críticas as quais não seriam possíveis de se reproduzir com segurança em exercício de voo real.

A inovação não se detém nas profundezas do mar ou nos céus, atingindo até mesmo os campos de treinamento de paraquedistas. O Simulador de Navegação de Paraquedas com Velame Aberto, desenvolvido pelo CASNAV, oferece uma simulação precisa e eficiente. Reduzindo custos e agilizando cursos especializados, esse simulador ilustra a versatilidade dessas ferramentas no espectro completo da formação militar.

A incorporação de elementos de gameficação nos simuladores representa um salto adicional na eficácia do aprendizado militar. Francisco Tupy, PhD em Tecnologias de Gameficação, destaca como essa abordagem pode criar um ambiente de treinamento interativo e desafiador, especialmente essencial em ambientes militares onde decisões rápidas são a chave.

Rodrigo Terra, presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais, enfatiza o papel dos jogos e realidade virtual na promoção do desenvolvimento cognitivo, unindo de forma eficaz os métodos tradicionais de ensino com as necessidades das gerações mais jovens.

O destaque internacional da MB no uso de simuladores, desde a formação inicial até cursos avançados, coloca o Brasil no centro das nações líderes nessa esfera. O Capitão Coreixas assegura que os sistemas utilizados estão à altura dos melhores do mundo, evidenciando o comprometimento da MB em estar na vanguarda do treinamento militar, onde o virtual e o real convergem em uma dança harmônica de inovação e excelência operacional. 


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Soldados encerram o serviço militar e retornam à vida civil

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A última semana de fevereiro marca o licenciamento dos cabos e soldados que concluíram o serviço militar obrigatório. Esses militares ingressaram no Exército por meio do alistamento, ao completarem 18 anos, e serviram à Força pelo período mínimo de um ano. Os militares que se destacaram puderam engajar e permanecer na ativa por até oito anos. 

Após a incorporação, os recrutas passam pelo período básico, caracterizado pelo regime de internato no quartel e pela conclusão do Campo Básico do Recruta, exercício no terreno destinado a colocar em prática as técnicas militares aprendidas. Em seguida, eles recebem a boina verde oliva e passam a frequentar o Curso de Formação de Soldados, destinado a treinar o combatente para as funções específicas de sua qualificação militar. Finalmente, esses conhecimentos são executados no terreno, em acampamentos militares do período de adestramento.


Durante o serviço militar obrigatório, os soldados podem, ainda, ser selecionados para o Curso de Formação de Cabos, com base em seu desempenho e atitude durante o período básico. Ao concluir o curso, esses militares são promovidos a cabo, responsáveis por liderar um pequeno grupo de soldados. 



Pelo tempo em que permanecem no Exército, os cabos e soldados são empregados em diversas funções, desde atividades propriamente militares – operando peças de artilharia, guarnecendo carros de combate ou empreendendo patrulhas – até atividades de natureza administrativa – atuando nas áreas de informática, mecânica e manutenção de materiais ou gestão de pessoal. Para isso, eles participam de diferentes cursos de capacitação adicionais. 



O Cabo de Cavalaria Kerley Santarém é um dos licenciados. Ele ingressou no 1° Regimento de Cavalaria de Guarda e, após 2 anos, foi transferido para o Gabinete do Comandante do Exército, onde empregou os seus conhecimentos como especialista em computação. "O Exército me deu condições de cursar graduação e pós-graduação na área de Desenvolvimento de Sistemas, além de vários outros cursos por meio do Projeto Soldado Cidadão. Agora, após oito anos na caserna, retorno à vida civil com bastante experiência profissional e com um aprimorado senso de disciplina, compromisso e camaradagem", relatou.


Projeto Soldado Cidadão e oferta de empregos


O Projeto Soldado Cidadão qualifica profissionalmente os recrutas que prestam o serviço militar, complementando sua formação cívica-cidadã e facilitando seu ingresso no mercado de trabalho após o período nas Forças Armadas. O programa funciona desde 2004 e abrange todo o território nacional por meio de parcerias entre escolas técnicas e militares. O Projeto capacita os jovens que estão deixando a farda para retornar à vida civil.



Em todo o Brasil, também é comum que as organizações militares promovam feiras de emprego para a inserção do militar licenciado no mercado de trabalho. Em Cascavel (PR), a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada organizou a II Feira de Empregos, em parceria com a Agência do Trabalhador do município. Os militares assistiram a palestras e efetuaram o cadastro para concorrer às vagas ofertadas por empresas do para as vagas de empresas da região oeste do Paraná. O compromisso com o horário, a adaptabilidade e a facilidade de realizar tarefas em equipe estão entre as virtudes militares desejadas pelos empregadores.


Em Belém (PA), o Comando Militar do Norte promoveu a I Feira de Empregabilidade, que reuniu militares da Marinha, Exército e Força Aérea. Além de conectar profissionais e empregadores, o evento contou com palestras e capacitações. "É uma oportunidade para recebermos a mão de obra qualificada pelo próprio Exército. São perfis excelentes, pois a área militar consegue agregar organização e disciplina", destacou a Coordenadora de RH do Grupo Mais Barato, Shelly Watrin. Segundo o Coronel Ricardo Gibson, mais de 500 cadastros foram realizados.



O jovem Evandro Oliveira, 21 anos, serviu durante um ano da FAB. Hoje ele estuda para concursos e aproveitou a Feira para fazer contatos. Ele destacou as características que podem fazer a diferença na hora da seleção. "Hoje eu vim buscar uma vaga de emprego, estou procurando novos ares. As Forças Armadas me possibilitaram ter a disciplina que eu não tinha antes e dialogar melhor com as pessoas", concluiu.



Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército, CMN e 15ª Bda Inf Mec

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