sexta-feira, 10 de abril de 2026

Defesa sem startups é dependência: o Brasil precisa transformar potencial em poder real

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O mundo mudou e a guerra mudou junto. O campo de batalha contemporâneo deixou de ser definido apenas por plataformas tradicionais e passou a ser moldado por software, dados, inteligência artificial e, acima de tudo, velocidade de adaptação. Nesse novo cenário, as startups deixaram de ser coadjuvantes e assumiram papel central na transformação do poder militar.

Nos Estados Unidos, esse movimento já é estrutural. Empresas como Anduril Industries, Palantir Technologies e SpaceX não apenas surgiram, elas redefiniram a lógica de desenvolvimento de capacidades militares. Com ciclos de inovação mais curtos, uso intensivo de software e integração contínua de dados operacionais, essas empresas entregam soluções em ritmo incompatível com os modelos tradicionais da indústria de defesa.

Não se trata apenas de inovação tecnológica, mas de modelo. Startups operam com iteração rápida, custo reduzido por desenvolvimento incremental e capacidade de adaptação quase em tempo real às demandas do campo operacional. Em um ambiente onde a guerra evolui diariamente, como evidenciado em conflitos recentes, essa agilidade deixou de ser vantagem e passou a ser requisito.

Esse movimento também se consolida em outros polos. Israel construiu um ecossistema onde startups nascem integradas às necessidades operacionais desde o início, enquanto na Europa iniciativas como a Helsing e a Tekever demonstram que a combinação entre tecnologia e defesa já é um vetor estratégico consolidado. O ponto central é inequívoco: inovação em defesa não é mais opcional, é um elemento estruturante de soberania.

É justamente nesse ponto que o Brasil enfrenta um desafio crítico. O país possui uma Base Industrial de Defesa relevante, centros de excelência reconhecidos e um ecossistema crescente de startups com alto potencial. No entanto, esses elementos ainda operam de forma fragmentada, sem integração consistente com as necessidades estratégicas da defesa nacional.

No Brasil, embora ainda em estágio inicial quando comparado aos grandes polos globais, já despontam iniciativas relevantes que evidenciam o potencial do ecossistema nacional de defesa. Empresas como a XMobots, com soluções avançadas em sistemas aéreos não tripulados; a Kryptus, especializada em criptografia e proteção de dados sensíveis; a Tempest Security Intelligence, atuando no domínio da inteligência digital; e a Stela Tecnologia, com aplicações estratégicas em rastreamento e sensoriamento remoto, refletem a emergência de soluções de alto valor agregado. Nesse cenário, destaca-se ainda a trajetória da ADTECH-SD, que surgiu como startup e rapidamente evoluiu para uma empresa estratégica de defesa (EED), desenvolvendo o drone Harpia, um sistema que se posiciona como único em sua categoria no mercado nacional. Ainda que dispersas e com desafios de escala, essas iniciativas demonstram que o Brasil já possui a base necessária para avançar na construção de capacidades estratégicas sustentadas por tecnologia própria.

Iniciativas recentes sinalizam avanços. O edital lançado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor de defesa, representa um passo relevante ao reconhecer o papel das startups em áreas críticas como drones, cibernética, aeroespacial e naval. Mas é preciso ir além do reconhecimento, é necessário escala.

Diante do volume de investimentos internacionais e da velocidade com que novas capacidades estão sendo incorporadas por outras nações, iniciativas pontuais, com recursos limitados e alcance restrito, não são suficientes para posicionar o Brasil de forma competitiva.

O problema não é ausência de talento ou de ideias. É a falta de um ecossistema estruturado que permita transformar inovação em capacidade operacional. Hoje, os principais gargalos são claros: ausência de um pipeline contínuo de financiamento, dificuldade de acesso das startups aos processos de aquisição militar, limitações na validação operacional de soluções e, sobretudo, a inexistência de um ambiente integrado que conecte Forças Armadas, indústria, academia e investidores de forma permanente.

Sem isso, o Brasil corre o risco de permanecer como usuário, e não desenvolvedor das tecnologias que definirão o futuro da defesa.

A lógica das startups de defesa vai muito além da criação de “unicórnios”. Trata-se da capacidade de gerar soluções rapidamente adaptáveis, explorar tecnologias de uso dual e responder a desafios complexos com eficiência e flexibilidade. Drones, sistemas autônomos, guerra eletrônica, ciberdefesa e análise de dados são áreas onde pequenas empresas podem gerar impacto estratégico imediato.

Ignorar esse movimento não é apenas perder uma oportunidade econômica, é aceitar de forma silenciosa uma dependência tecnológica crescente. O debate, portanto, precisa ser reposicionado. Não se trata apenas de incentivar inovação, mas de incorporá-la como pilar da estratégia nacional de defesa.

Isso exige políticas públicas de longo prazo, mecanismos robustos de financiamento, ambientes regulatórios mais ágeis, e principalmente a criação de pontes reais entre quem desenvolve tecnologia e quem opera no campo.

A experiência internacional é inequívoca: quem lidera em inovação, lidera no domínio estratégico. O Brasil reúne os ativos, o talento e a base industrial para ocupar esse espaço, o que falta não é capacidade, é decisão e prioridade. No século XXI, soberania não se mede apenas pelo que se possui, mas pela capacidade de conceber, desenvolver e escalar, com autonomia as tecnologias que ainda nem chegaram ao campo de batalha.


por Angelo Nicolaci


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FAB lidera emprego de drones em missão da ONU no Sudão

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A Força Aérea Brasileira (FAB) vem ampliando seu protagonismo em missões internacionais ao liderar iniciativas com aeronaves remotamente pilotadas em um dos cenários mais complexos da atualidade. Atuando na UNISFA (Força Interina de Segurança das Nações Unidas para Abyei), no Sudão, militares brasileiros têm desempenhado papel estratégico na integração entre operações aéreas, ações humanitárias e coordenação multinacional.

Entre março de 2025 e março de 2026, a atuação do Capitão Eduardo Araújo da Silva evidenciou o nível de preparo da FAB em ambientes de alta complexidade. Como especialista em controle de tráfego aéreo, o militar operou diretamente em uma área marcada por instabilidade, contribuindo tanto para a segurança operacional quanto para o apoio às comunidades locais.

No terreno, a missão foi além da aviação. A participação brasileira incluiu distribuição de alimentos, água e medicamentos, apoio a estruturas comunitárias e atendimento pré-hospitalar durante patrulhas. Em paralelo, houve atuação na verificação de condições em centros de detenção e na proteção de civis, reforçando o caráter multidimensional das operações de paz da Nações Unidas.

No campo operacional, o diferencial esteve na integração entre controle do espaço aéreo e o uso de drones. A FAB contribuiu diretamente para a gestão de riscos, inspeção de aeródromos e helipontos, além da coordenação de operações em áreas remotas, onde limitações logísticas e de comunicação são constantes.

Um dos marcos dessa atuação foi a realização do 1º Workshop de Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UAS) da missão. O evento reuniu militares de diversos países e estabeleceu um fórum inédito para padronização de procedimentos e fortalecimento da doutrina no uso de drones em ambientes sensíveis.

Durante o workshop, foram abordados temas críticos como segurança operacional, inspeção de aeronaves, coordenação do espaço aéreo, autorização de voos e mitigação de riscos. A iniciativa teve papel central na melhoria da interoperabilidade entre contingentes e no aumento da consciência situacional em um ambiente marcado por desafios políticos e operacionais.

A participação de países como Paquistão, Gana, Bangladesh, Vietnã, Índia, Nigéria e China reforça o caráter multinacional da missão e a relevância do Brasil como vetor de integração técnica. Nesse contexto, a atuação da FAB contribui diretamente para a construção de padrões internacionais mais seguros e eficientes no emprego de sistemas não tripulados.

A experiência adquirida no Sudão reflete uma tendência global: o uso crescente de drones em operações de paz, seja para vigilância, reconhecimento ou apoio logístico. Em cenários onde o risco humano precisa ser minimizado, essas plataformas ampliam a capacidade de monitoramento e resposta das forças empregadas.

Ao final da missão, o reconhecimento veio com a concessão da Medalha da Paz das Nações Unidas ao militar brasileiro — um indicativo do impacto direto de sua atuação. Mais do que um feito individual, o resultado consolida a imagem da Força Aérea Brasileira como um ator relevante no emprego de tecnologias emergentes em operações internacionais.

A atuação na UNISFA deixa uma mensagem clara: o domínio de novas capacidades, como o uso de drones, aliado à experiência operacional e à capacidade de coordenação multinacional, posiciona o Brasil em um patamar cada vez mais relevante no cenário das missões de paz.


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com FAB

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EUA modernizam sistema e avançam para registro automático no Serviço Militar

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Os Estados Unidos caminham para uma mudança significativa em seu sistema de mobilização militar. Uma proposta em análise prevê o cadastro automático de jovens no Selective Service System (SSS), substituindo o modelo atual baseado no auto-registro obrigatório.

Hoje, a legislação americana exige que homens entre 18 e 25 anos se registrem voluntariamente no sistema dentro de 30 dias após completarem 18 anos. Embora o descumprimento seja crime, as punições mais comuns são administrativas, como a perda de acesso a benefícios federais e restrições em processos de cidadania.

A nova proposta transfere essa responsabilidade diretamente para o governo, por meio da integração de bases de dados federais. Na prática, o registro passaria a ser automático, reduzindo a dependência de campanhas de conscientização e notificações enviadas aos jovens elegíveis.

Defensores da medida argumentam que a mudança trará ganhos operacionais e financeiros. Atualmente, milhões de dólares são gastos anualmente para garantir que os cidadãos cumpram a exigência legal. Com o sistema automatizado, esses recursos poderiam ser redirecionados para áreas como prontidão e mobilização.

A proposta foi encaminhada ao Office of Information and Regulatory Affairs no final de março e ainda precisa passar por etapas de aprovação antes de entrar em vigor. A iniciativa também já conta com respaldo político, tendo sido incluída na National Defense Authorization Act aprovada pelo Congresso.

Apesar do caráter administrativo da mudança, o tema reacendeu o debate sobre a possibilidade de retorno do serviço militar obrigatório em um cenário de crise. O último recrutamento compulsório ocorreu em 1973, ao final da Guerra do Vietnã, após anos de forte oposição pública.

Desde então, os EUA operam com um modelo de forças armadas voluntárias, embora o registro no sistema seletivo tenha sido restabelecido em 1980 como mecanismo de contingência estratégica. Historicamente, o país recorreu ao alistamento obrigatório em seis ocasiões, principalmente em períodos de guerra de grande escala.

Dados recentes indicam que o nível de cumprimento da exigência caiu para cerca de 81% em 2024, reforçando o argumento de que o modelo atual apresenta limitações. O registro automático surge, nesse contexto, como uma tentativa de garantir maior cobertura e eficiência administrativa.

Ao mesmo tempo, declarações recentes de autoridades americanas indicam que não há, no momento, planos concretos para reativar o recrutamento obrigatório. Ainda assim, o fato de o governo buscar aprimorar os mecanismos de registro mantém o tema no centro das discussões estratégicas.

Mais do que uma simples mudança burocrática, a proposta reflete uma preocupação crescente com a capacidade de mobilização em um ambiente internacional cada vez mais instável. Em um cenário de competição entre grandes potências e possíveis crises futuras, o registro automático pode ser visto como um ajuste estrutural para garantir rapidez e previsibilidade em eventuais necessidades de expansão das forças armadas.


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Rússia desafia Reino Unido escoltando navios no Canal da Mancha enquanto Royal Navy intensifica monitoramento

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A passagem de navios russos pelo Canal da Mancha nas últimas semanas revelou um cenário mais amplo e complexo do que um simples trânsito marítimo. Enquanto petroleiros sob sanções cruzavam a costa sul da Inglaterra escoltados por um navio de guerra, a Royal Navy conduzia uma operação paralela de monitoramento intensivo, evidenciando um jogo de pressão, dissuasão e limites no ambiente marítimo europeu.

O episódio mais simbólico envolveu a fragata Admiral Grigorovich, que escoltou petroleiros russos sancionados Universal e Enigma, ao longo do Canal da Mancha. Armada com mísseis antinavio e sistemas antiaéreos, sua presença elevou o nível de risco de qualquer tentativa de interceptação por parte do Reino Unido, que optou por acompanhar a movimentação à distância.

A resposta britânica, no entanto, não se limitou à inação. Nos bastidores, meios navais e aéreos foram mobilizados em uma operação coordenada com aliados da OTAN para rastrear e acompanhar a atividade russa na região. Entre os principais meios empregados estavam o HMS Somerset, o HMS St Albans, o HMS Mersey e o RFA Tideforce, além de helicópteros Wildcat e Merlin.

Durante cerca de dez dias, esses meios acompanharam quatro embarcações da Marinha Russa, incluindo o submarino Krasnodar, que chegou a navegar na superfície, movimento incomum e de forte caráter estratégico. Também foram monitorados o navio de desembarque Aleksandr Shabalin e o destróier Severomorsk.

O HMS Mersey teve papel central, sendo acionado em múltiplas ocasiões para acompanhar os movimentos russos entre o Canal da Mancha e o Mar do Norte, operando em conjunto com aeronaves e meios aliados de países como França, Bélgica e Países Baixos.

Apesar do monitoramento constante, o Reino Unido não realizou qualquer tentativa de apreensão dos petroleiros ligados à chamada “frota fantasma” russa, um conjunto estimado em cerca de 700 embarcações responsáveis por aproximadamente 40% das exportações de petróleo de Rússia.

O contraste entre a retórica e a prática coloca pressão sobre o governo do primeiro-ministro Keir Starmer, que havia sinalizado medidas mais duras contra essas embarcações. Até o momento, no entanto, a estratégia adotada tem sido a vigilância e não a interdição.

A decisão britânica não é apenas política, mas operacional. A presença de escolta armada russa transforma qualquer tentativa de abordagem em um potencial incidente militar, especialmente em uma das rotas marítimas mais congestionadas e estratégicas do mundo.

Além da dimensão geopolítica, cresce a preocupação com os riscos ambientais. Muitos dos navios da “frota paralela” operam com manutenção precária e sob bandeiras de conveniência, elevando o risco de acidentes e derramamentos em uma região crítica para o tráfego marítimo global.

O episódio também expõe um cenário mais amplo: a guerra marítima contemporânea não se limita ao confronto direto, mas se estende ao controle de fluxos energéticos, à imposição de sanções e à disputa por influência em corredores estratégicos.

No Canal da Mancha, o que se observa é um equilíbrio delicado, onde de um lado, a Rússia testa limites e garante o fluxo de sua economia de guerra; do outro, o Reino Unido monitora, acompanha e calcula, evitando uma escalada que pode rapidamente sair do controle.


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EsqdHA-1 "Lince" aprimora capacidade SAR com exercício avançado de resgate

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O 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (EsqdHA-1) "Lince", realizou um exercício de alto nível voltado à busca e salvamento (SAR), reforçando a prontidão operacional da Marinha do Brasil em cenários complexos. A atividade ocorreu no aeródromo de São Pedro da Aldeia e contou com o emprego do helicóptero AH-11B Wild Lynx.

O treinamento teve como foco o adestramento conjunto entre as tripulações aéreas e a equipe TAR-SAR (Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento), elemento essencial nas operações de salvaguarda da vida humana no mar. A integração entre esses componentes é determinante para o sucesso de missões em ambientes de elevada complexidade.

Durante o exercício, foi empregado o método Hi-Line, técnica utilizada em situações onde o pouso da aeronave é inviável. Esse cenário é comum em áreas com obstáculos, restrições de espaço ou ausência de referências visuais adequadas, exigindo elevado nível de precisão e coordenação entre a tripulação e a equipe de resgate.

O procedimento também possui aplicação crítica em evacuações aeromédicas a partir de submarinos, uma das missões mais desafiadoras no ambiente naval. Nesses casos, a capacidade de manter estabilidade, comunicação eficiente e execução precisa da manobra pode ser decisiva para o sucesso da operação.

A formação desses operadores altamente especializados ocorre por meio do Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento (C-Esp-TAR-SAR), conduzido pelo Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN). Com duração de oito semanas, o curso apresenta elevado grau de exigência física e psicológica, sendo voltado à capacitação de militares para operações SAR a partir de aeronaves, com foco absoluto na salvaguarda da vida humana.

Além de sua atuação em missões de resgate, o AH-11B Wild Lynx desempenha papel estratégico na Esquadra, sendo a aeronave orgânica das Classe Niterói. Com a modernização da força naval, a aeronave também deverá operar a partir das futuras Classe Tamandaré, ampliando sua relevância no contexto das operações navais contemporâneas.

Ao longo da atividade, todas as fases da manobra foram treinadas, desde a aproximação até a extração da vítima, com foco na padronização dos procedimentos e na redução do tempo de resposta. O nível de exigência operacional reforça a necessidade de treinamento contínuo para garantir segurança e eficiência.

O emprego do AH-11B Wild Lynx evidencia a versatilidade da aeronave, capaz de atuar tanto em missões de esclarecimento e ataque quanto em operações SAR. Sua capacidade de operar embarcado amplia significativamente o alcance das ações da Marinha em áreas oceânicas.

O exercício reforça uma realidade clara: em operações de busca e salvamento, a combinação entre tecnologia, doutrina e preparo humano é o que garante resultados. A atuação coordenada entre pilotos e operadores TAR-SAR é o diferencial que transforma capacidade em resposta efetiva.

Ao investir no adestramento contínuo, o Esquadrão "Lince" mantém elevado nível de prontidão e consolida sua capacidade de atuar em cenários críticos, reafirmando o papel da Marinha do Brasil na proteção da vida humana no mar e na resposta rápida a emergências navais.


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Ministério da Defesa reforça exportações com acordos estratégicos durante a FIDAE 2026

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O Ministério da Defesa do Brasil deu um passo relevante para ampliar a presença da indústria nacional no mercado internacional ao firmar memorandos de entendimento durante a FIDAE Air Show 2026, realizada em Santiago. A iniciativa busca fortalecer o modelo de exportação governo a governo, considerado essencial para a competitividade do setor de defesa.

Os acordos foram assinados com a Alada, a EMGEPRON e a IMBEL, todas vinculadas ao Ministério da Defesa. O objetivo central é garantir maior segurança jurídica e estruturar a participação dessas organizações como intermediárias em negociações internacionais envolvendo produtos de defesa fabricados no país.

Na prática, os memorandos criam as bases para que empresas estatais atuem como facilitadoras em contratos internacionais, viabilizando vendas de empresas privadas brasileiras a governos estrangeiros. O modelo amplia a credibilidade institucional das negociações e reduz riscos, fator decisivo em um mercado altamente regulado e competitivo.

Segundo o Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, a medida tem impacto direto no fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID). Ao conferir respaldo governamental às exportações, o Brasil aumenta sua capacidade de competir com grandes players globais, que tradicionalmente operam sob forte apoio estatal.

A movimentação ocorre em um contexto mais amplo de aproximação estratégica entre Brasil e Chile no setor de defesa. Após a assinatura de um acordo bilateral em 2025, a agenda na FIDAE reforça o intercâmbio tecnológico e abre novas oportunidades comerciais para empresas brasileiras no mercado regional e internacional.

A delegação brasileira é coordenada pela Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) e inclui autoridades civis e militares, entre elas o comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno. A programação envolve reuniões bilaterais, visitas técnicas e articulações institucionais com parceiros estrangeiros.

Além da agenda oficial, o Ministério da Defesa atua diretamente no apoio às empresas nacionais presentes na feira, com destaque para o Pavilhão Brasil, organizado pela ABIMDE. O espaço reúne empresas da BID em busca de novos contratos e parcerias estratégicas.

Considerada um dos principais eventos do setor na América Latina, a FIDAE reúne centenas de expositores e delegações internacionais, consolidando-se como vitrine para tecnologias aeroespaciais e de defesa. Nesse ambiente, a atuação coordenada do governo brasileiro reforça uma diretriz clara: ampliar exportações, fortalecer a indústria nacional e consolidar o país como fornecedor relevante no mercado global de defesa.


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Exército Brasileiro avança na proteção de meios de engenharia com blindagem desenvolvida pelo AGR

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O Exército Brasileiro deu mais um passo relevante no fortalecimento da proteção de seus meios de engenharia ao incorporar uma retroescavadeira blindada ao seu inventário operacional. O equipamento, uma Caterpillar 416F2, foi entregue no dia 27 de março ao 1º Batalhão de Engenharia de Combate Escola, já equipada com kit de proteção balística desenvolvido no país.

O projeto é conduzido pelo Arsenal de Guerra do Rio (AGR) e integra uma iniciativa mais ampla de nacionalização e adaptação de blindagens para viaturas de engenharia, com foco na ampliação da sobrevivência das guarnições em ambientes operacionais de risco elevado.

Esta é a segunda solução desenvolvida pelo AGR dentro desse programa. O primeiro marco ocorreu com a blindagem da pá-carregadeira Caterpillar 924H, apresentada em 2022, consolidando a capacidade da indústria militar nacional em adaptar plataformas civis para emprego em cenários de conflito ou operações sensíveis.

O desenvolvimento dos kits de blindagem tem sido conduzido com elevado rigor técnico, envolvendo a Seção de Projetos de Engenharia e a Divisão Industrial do AGR. O processo inclui modelagem digital avançada, uso de softwares de engenharia de última geração e aplicação de ligas metálicas específicas, garantindo equilíbrio entre proteção balística e desempenho operacional.

A demanda pelo projeto foi impulsionada pela Diretoria de Material de Engenharia (DME), que identificou a necessidade de ampliar a proteção de equipamentos empregados em missões reais. A iniciativa prevê expansão para outras plataformas, como minicarregadeiras multiuso, ampliando o escopo do programa.

Um dos principais desafios técnicos enfrentados foi conciliar níveis adequados de proteção balística com a manutenção da visibilidade do operador e a integridade funcional dos equipamentos. Diferentemente de viaturas blindadas convencionais, os meios de engenharia exigem plena mobilidade e precisão operacional, o que impõe restrições adicionais ao projeto.

Na prática, a incorporação desses kits representa um ganho direto de capacidade em operações como desobstrução de vias, remoção de barricadas e apoio a tropas em ambientes urbanos ou áreas sob ameaça. A proteção adicional permite que os operadores atuem em condições mais seguras, ampliando a eficácia das ações de engenharia em cenários complexos.

Com mais de 250 anos de história, o Arsenal de Guerra do Rio reforça, com esse projeto, seu papel estratégico na Base Industrial de Defesa. Além da fabricação de armamentos e da revitalização de meios, o AGR se consolida como um polo de inovação, capaz de entregar soluções sob medida para as necessidades operacionais da Força Terrestre.

O avanço do programa evidencia uma tendência clara: a adaptação de meios logísticos e de engenharia para ambientes de maior risco, refletindo as lições aprendidas em operações recentes e alinhando o Exército Brasileiro às exigências do combate contemporâneo.


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Aos 80 anos, COLOG se firma como eixo da logística militar e da prontidão do Exército

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O Comando Logístico (COLOG) vem se afirmando como um dos principais vetores de capacidade operacional da Exército Brasileiro, assumindo papel central no processo decisório e na sustentação das operações militares em um cenário cada vez mais tecnológico e dinâmico. A evolução foi evidenciada no Relatório de Gestão do Comando do Exército 2025, que destaca os avanços no campo logístico e a crescente complexidade das demandas da Força.

A transformação da logística militar terrestre acompanha a incorporação de sistemas de alta tecnologia e estruturas de apoio cada vez mais sofisticadas. Nesse contexto, o COLOG tem ampliado o uso de sistemas informatizados e ferramentas digitais, posicionando-se como elemento-chave na gestão do fluxo de informações e na coordenação de operações em escala nacional.

A adoção dos conceitos de Logística 4.0 marca uma inflexão no modelo tradicional. O emprego de inteligência artificial e algoritmos preditivos permite maior precisão na gestão de estoques, no planejamento de transporte e na manutenção de meios, reduzindo riscos de desabastecimento e elevando os níveis de prontidão operacional.

A estrutura do COLOG integra funções essenciais como suprimento, manutenção e transporte, além de coordenar áreas críticas como saúde operacional e fiscalização de produtos controlados. Esse modelo garante respostas rápidas por meio de planejamento contínuo e execução descentralizada, característica fundamental em um país de dimensões continentais como o Brasil.

No nível operacional, as organizações militares subordinadas executam atividades logísticas especializadas, exigindo elevado grau de capacitação e padronização de प्रक्रimentos. Nesse sentido, o COLOG lidera um processo contínuo de modernização, incorporando novas tecnologias, atualizando doutrinas e racionalizando recursos, com foco em eficiência e sustentabilidade.

Essa capacidade tem sido determinante em operações de grande relevância estratégica. Em ações de presença e vigilância em áreas sensíveis, como as Operações Ágata, a logística garante mobilidade e sustentação das tropas. Em cenários críticos, o apoio logístico foi decisivo em operações como as Operações Taquari I e II e a Operação Catrimani, além de missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e de Garantia de Votação e Apuração (GVA).

No cenário internacional, a atuação logística brasileira também demonstrou sua relevância. Durante a participação do país na MINUSTAH, o COLOG foi fundamental para a projeção e sustentação das tropas brasileiras no exterior, assegurando o cumprimento das responsabilidades do Brasil em operações de paz.

Completando 80 anos de história, o Comando Logístico reafirma sua trajetória de adaptação contínua. A data foi celebrada em cerimônia realizada em Brasília, com a presença de autoridades civis e militares, incluindo o Comandante Logístico, Maurílio Miranda Netto Ribeiro, que destacou os desafios superados, como as dimensões continentais do país, a diversidade geográfica e a complexidade dos modais de transporte.

A consolidação do COLOG como indutor de capacidades evidencia uma mudança estrutural na forma como o Exército Brasileiro se prepara para os desafios contemporâneos. Ao integrar tecnologia, doutrina e experiência operacional, o comando se posiciona como um dos pilares da prontidão da Força Terrestre, garantindo que o Brasil mantenha capacidade de resposta eficaz em múltiplos cenários.


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Marinha forma “Carcarás do Cerrado” após estágio de alta exigência operacional

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A Marinha do Brasil concluiu, no dia 8 de abril, mais uma edição do Estágio de Qualificação Técnica Especial em Operações no Cerrado (E-QTEsp-OpCerr/2026), formando uma nova turma de militares preparados para atuar em missões de alta complexidade em ambiente estratégico.

Conduzido pelo 3º Batalhão de Proteção e Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, o treinamento teve como foco a capacitação para operações no bioma Cerrado, com ênfase na proteção de autoridades, segurança de instalações sensíveis e apoio às ações do Comando do 7º Distrito Naval.

Ao longo do estágio, os participantes foram submetidos a um programa intensivo que combinou preparo físico, resistência psicológica e instruções técnicas em cenários operacionais realistas. A formação é reconhecida pelo alto nível de exigência e pela preparação voltada a situações de risco e pronta resposta.

A grade curricular incluiu atividades como segurança de áreas e instalações, controle de distúrbios, abordagem de embarcações e atendimento pré-hospitalar tático. Além disso, os militares desenvolveram competências específicas para o ambiente do Cerrado, incluindo técnicas de sobrevivência, navegação terrestre e operações adaptadas ao terreno.

Ao todo, 26 militares concluíram o estágio, entre integrantes da Marinha, do Centro de Instrução e Adestramento de Brasília, além de representantes da Polícia Militar do Tocantins e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. A integração entre forças reforça o caráter conjunto e a interoperabilidade das operações em áreas estratégicas.

Como símbolo da conclusão, os formandos receberam o tradicional gorro ocre com o distintivo de Operações no Cerrado, passando a ser reconhecidos como “Carcarás”, denominação que remete à resistência, vigilância e capacidade de adaptação ao ambiente hostil.

Durante a cerimônia, foram destacados os militares de melhor desempenho, evidenciando o nível de competitividade e excelência do curso. O Soldado (Fuzileiro Naval) Felipe Morais Oliveira conquistou o primeiro lugar, enquanto outros participantes foram reconhecidos em categorias como “Amigo do Turno”, Instrutor Padrão e Monitor Padrão.

O comandante da unidade, Rodrigo Ramos, ressaltou o profissionalismo da equipe de instrução e a importância do apoio familiar durante o período de formação. Já o Claudio Eduardo Silva Dias destacou o compromisso assumido pelos novos operadores, enfatizando a responsabilidade de representar suas instituições com excelência.

A formação dos “Carcarás do Cerrado” reforça a importância da qualificação contínua do efetivo da Marinha do Brasil, ampliando a capacidade de resposta em cenários complexos e consolidando a prontidão operacional em uma das regiões estratégicas do país.


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Marinha do Brasil leva debate sobre reatores nucleares modulares à Câmara dos Deputados

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Em meio à crescente pressão global por soluções sustentáveis e pela redução das emissões de gases de efeito estufa, a Marinha do Brasil intensifica sua atuação no debate sobre o uso de Pequenos Reatores Modulares (SMRs) no setor marítimo. O tema foi destaque em audiência pública realizada no dia 7 de abril, na Câmara dos Deputados, com participação de autoridades, especialistas e representantes da indústria nuclear.

O encontro, promovido pela Comissão de Minas e Energia, teve como foco os desafios regulatórios e tecnológicos para a implementação dessa nova geração de reatores no Brasil. A iniciativa busca adaptar o conceito dos Small Modular Reactors à realidade nacional, especialmente em aplicações estratégicas como a propulsão de navios mercantes, plataformas offshore e geração de energia em regiões remotas.

A Marinha participou por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) e da Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), reforçando seu papel central tanto no desenvolvimento tecnológico quanto na construção de um ambiente regulatório seguro para o emprego da energia nuclear.

Os SMRs vêm ganhando destaque internacional como alternativa energética de alta densidade e baixa emissão de carbono. Países como Estados Unidos, Canadá, China, Coreia do Sul e Rússia já avançam em projetos concretos, incluindo aplicações marítimas e em regiões isoladas, o que indica uma tendência global de expansão dessa tecnologia.

Durante a audiência, o deputado Eduardo Pazuello destacou o potencial dos SMRs para ampliar a matriz energética nacional, especialmente em áreas de difícil acesso, como a Amazônia e regiões offshore. Segundo ele, a experiência da Marinha no desenvolvimento de tecnologias nucleares é um diferencial estratégico para viabilizar esses projetos no país.

O Diretor-Geral da DGDNTM, Alexandre Rabello de Faria, ressaltou que o domínio do ciclo do combustível nuclear é elemento essencial para o sucesso de um programa nacional de reatores modulares. Segundo o almirante, um projeto estruturado envolvendo Estado, indústria e regulação pode fortalecer a soberania tecnológica e ampliar a oferta de energia firme para aplicações críticas.

Já o Secretário Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, enfatizou a necessidade de um marco regulatório robusto. Ele destacou que o Brasil vem participando de fóruns internacionais como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização Marítima Internacional (IMO), buscando alinhar suas normas às melhores práticas globais.

Entre as aplicações potenciais dos SMRs, destacam-se o fornecimento de energia para plataformas de petróleo, centros de dados, indústrias em áreas isoladas e comunidades sem acesso à rede elétrica convencional. No setor marítimo, a tecnologia pode representar uma ruptura ao permitir a propulsão de embarcações comerciais com emissão praticamente zero de carbono.

A participação ativa da Marinha do Brasil nesse debate reforça o posicionamento da instituição como agente estratégico no avanço tecnológico nuclear e na construção de um ambiente regulatório seguro. Em um cenário de transição energética, o domínio dessa tecnologia pode representar não apenas ganhos ambientais, mas também um salto em soberania, inovação e competitividade para o país.


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ROKETSAN revela novo míssil balístico e amplia capacidade industrial com apoio de Erdoğan

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A turca Roketsan marcou um novo avanço estratégico ao apresentar um míssil balístico de grande porte durante a cerimônia de inauguração de suas mais recentes instalações industriais e de pesquisa. O evento contou com a presença do presidente da Türkiye, Recep Tayyip Erdoğan, reforçando o peso político e estratégico do programa.

A cerimônia oficializou a abertura de três estruturas-chave: a planta de produção de combustível em Kırıkkale, a fábrica de ogivas em Lalahan e um centro dedicado a tecnologias de próxima geração e pesquisa & desenvolvimento. O conjunto dessas instalações amplia significativamente a autonomia industrial da Turquia no setor de mísseis e sistemas avançados.

O destaque do evento foi a apresentação de um novo míssil balístico de grandes dimensões, visivelmente superior aos modelos anteriores em comprimento e diâmetro. Diferentemente dos sistemas convencionais montados em veículos únicos, o novo vetor utiliza um lançador baseado em reboque, indicando maior porte e possivelmente maior alcance e capacidade de carga.

O sistema foi exibido ao lado dos lançadores do míssil TAYFUN, atualmente o principal vetor balístico conhecido da Türkiye. O novo lançador utiliza um caminhão DERMAN 8x8 como trator, plataforma já empregada em outros sistemas estratégicos, incluindo o próprio TAYFUN e versões terrestres do míssil de cruzeiro ATMACA.

Embora a ROKETSAN não tenha divulgado oficialmente a designação do novo míssil, analistas apontam que ele pode estar relacionado a dois programas em desenvolvimento: o CENK e o TAYFUN em sua futura versão avançada, conhecida como Block 4.

O projeto CENK tem chamado atenção por indícios de adoção de tecnologias mais sofisticadas, como veículos de reentrada manobráveis (MaRV). Esse tipo de capacidade permite ajustes de trajetória durante a fase final do voo, aumentando a precisão e dificultando a interceptação por sistemas de defesa antimísseis.

Já o TAYFUN Bloco 4 representa uma evolução direta do sistema atual, com dimensões ampliadas, cerca de 10 metros de comprimento, 938 mm de diâmetro e peso aproximado de 7,2 toneladas. A expectativa é que essa versão alcance distâncias superiores e transporte cargas úteis mais robustas, incluindo সম্ভ possíveis capacidades de penetração.

Outro ponto destacado pelo CEO da empresa, Murat İkinci, é o foco em velocidades hipersônicas. Esse atributo sugere a adoção de perfis de voo mais complexos, com trajetórias que podem reduzir o tempo de reação de sistemas defensivos e aumentar a efetividade do vetor em cenários de conflito de alta intensidade.

A combinação entre expansão industrial, avanço tecnológico e desenvolvimento de novos vetores balísticos evidencia o esforço da Türkiye em consolidar sua soberania no setor de defesa estratégica, reduzindo dependências externas e ampliando sua capacidade de dissuasão no cenário regional e global.


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Airbus Helicopters entrega primeiro H160 no Cone Sul e amplia presença na América Latina

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Durante a edição 2026 da FIDAE Air Show 2026, a Airbus Helicopters oficializou a entrega do primeiro helicóptero H160 destinado ao Cone Sul. A aeronave foi recebida pela operadora argentina Helipatagonia, marcando um passo relevante na expansão do modelo na América Latina.

O H160 será empregado em missões de transporte de passageiros na região da Patagônia, abrangendo tanto o território argentino quanto o chileno. Trata-se de um ambiente operacional desafiador, caracterizado por longas distâncias, condições meteorológicas severas e infraestrutura limitada, o que exige elevada confiabilidade e desempenho das aeronaves.

Segundo Alfonso Naish, diretor de operações da Helipatagonia, a introdução do modelo representa um salto qualitativo para a empresa. O executivo destacou que o H160 estabelece um novo padrão no transporte aéreo regional, combinando segurança, conforto e baixos níveis de ruído — fatores críticos para operações em áreas sensíveis e remotas.

A Airbus Helicopters reforçou que a entrega está alinhada à sua estratégia de ampliar a presença na região com plataformas modernas e tecnologicamente avançadas. Pierre Marie Gout, responsável pela empresa no Cone Sul, ressaltou que o modelo foi projetado para operar em cenários exigentes, oferecendo altos níveis de segurança e eficiência operacional.

Um dos principais diferenciais do H160 está em seu conjunto de aviônicos Helionix, que reduz significativamente a carga de trabalho do piloto por meio de automação avançada e proteções automáticas de voo. Esse sistema contribui diretamente para operações mais seguras, especialmente em ambientes complexos como a Patagônia.

Além disso, o helicóptero incorpora tecnologias aerodinâmicas modernas, como as pás Blue Edge e o rotor Fenestron inclinado, que reduzem o nível de ruído e aumentam o desempenho. Essas características tornam o H160 particularmente adequado para missões de transporte executivo, evacuação médica e apoio logístico.

Atualmente, o H160 já conta com cerca de 69 unidades em operação em mais de 20 países, com presença crescente na América Latina. A introdução do modelo no Cone Sul indica uma tendência de modernização das frotas regionais, com operadores buscando maior eficiência, menor impacto ambiental e melhor experiência para passageiros.

A chegada do H160 à Helipatagonia reforça o papel estratégico das aeronaves de nova geração na conectividade de regiões remotas da América do Sul, ampliando a capacidade de transporte aéreo em áreas onde a infraestrutura terrestre ainda é limitada e consolidando a presença da Airbus Helicopters em mercados emergentes.


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Eve Air Mobility avança na certificação de seu eVTOL após 50 voos bem-sucedidos

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A Eve Air Mobility alcançou um marco relevante em seu programa de desenvolvimento ao completar 50 voos de teste com seu protótipo de engenharia de eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical). A campanha, iniciada com o voo inaugural em 19 de dezembro de 2025, já acumula mais de duas horas de voo e gera dados considerados críticos para a evolução do projeto.

De acordo com a empresa, os testes vêm produzindo dados de alta fidelidade, permitindo uma compreensão mais aprofundada do comportamento da aeronave e de seus sistemas. Esse avanço é considerado essencial para sustentar o processo de certificação junto às autoridades aeronáuticas e consolidar a maturidade tecnológica da plataforma.

O CEO da companhia, Johann Bordais, destacou que o marco vai além de um simples número operacional. Segundo ele, os 50 voos representam a robustez das soluções desenvolvidas e reforçam a posição da Eve como fornecedora não apenas de aeronaves, mas também de um ecossistema completo para mobilidade aérea urbana.

A evolução do programa ocorre em sinergia com a experiência acumulada da Embraer, que apoia o desenvolvimento técnico da aeronave. Essa integração permite à Eve adotar uma abordagem abrangente, que envolve não apenas o eVTOL em si, mas também infraestrutura, operação e gestão do espaço aéreo.

Os dados obtidos durante os testes atuais serão fundamentais para a próxima fase do programa, que inclui a construção de protótipos de conformidade. A expectativa é que ainda em 2026 sejam produzidas seis unidades destinadas à campanha de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Com o avanço da campanha, a empresa inicia agora a expansão do envelope de voo. Os testes passam a incluir o aumento progressivo da velocidade de cruzeiro, além da avaliação de parâmetros críticos como gestão de energia, controlabilidade, estabilidade, níveis de ruído e vibração.

Outro ponto central desta etapa será a preparação para os voos completos de transição, fase em que a aeronave passa do voo vertical para o horizontal, considerada um dos momentos mais complexos no desenvolvimento de eVTOLs.

O avanço consistente da Eve reforça o ritmo de maturação da mobilidade aérea urbana no Brasil e no cenário global, posicionando o país como um dos protagonistas no desenvolvimento de soluções para transporte aéreo de nova geração.


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com EVE


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Exército é atacado por traficantes na fronteira com a Colômbia

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A fronteira entre Brasil e Colômbia voltou a registrar confrontos diretos envolvendo tropas do Exército Brasileiro e criminosos armados, em uma sequência de episódios ocorridos nas últimas semanas em uma das regiões mais sensíveis da Amazônia.

As informações, divulgadas pela Veja com base em dados da Justiça Militar da União, apontam para uma sucessão de ataques contra militares do Comando de Fronteira Solimões, subordinado ao 8º Batalhão de Infantaria de Selva.

O primeiro registro ocorreu em 24 de março, durante uma missão de patrulhamento de reconhecimento na região do Igarapé Urutaui, área conhecida por integrar rotas utilizadas pelo tráfico internacional de drogas. Na ocasião, a patrulha entrou em contato com quatro indivíduos armados. Um deles, portando fuzil, abriu fogo contra os militares, que reagiram. Após a troca de tiros, os suspeitos fugiram pela mata.

Dias depois, em 30 de março, a tropa voltou a ser alvo de disparos. Durante uma pausa para alimentação, os militares foram surpreendidos por tiros vindos da vegetação, o que resultou em novo confronto e na solicitação de reforço. Com a chegada de apoio no dia seguinte, a operação foi retomada, mas cerca de vinte minutos após o reinício das ações, houve um novo ataque.

No confronto mais intenso, um dos criminosos foi gravemente ferido e não resistiu. Outro suspeito foi capturado na região, enquanto dois conseguiram escapar pela mata.

O homem preso, um cidadão colombiano de 25 anos, declarou em audiência de custódia que atuava no transporte de drogas na região, mencionando carregamentos de maconha. Ele permanece detido e responde por tráfico internacional de drogas e por resistência mediante violência contra militares em serviço.

A prisão foi mantida pela Justiça Militar da União, considerando o contexto de confronto armado e os indícios de participação em atividade criminosa organizada. O caso tramita sob sigilo na 12ª Circunscrição Judiciária Militar.

As informações têm como base dados da Justiça Militar da União, divulgados pela Veja, não havendo até o momento detalhamento operacional público por parte do Exército Brasileiro.

O episódio evidencia o nível de risco enfrentado por tropas em operações de patrulhamento na fronteira amazônica, onde a atuação ocorre em áreas de difícil acesso e sob presença constante de rotas do narcotráfico.

Mais do que um evento pontual, os confrontos reforçam a necessidade de ampliação da presença do Estado na região, com aumento da capacidade operacional e maior permanência de tropas em áreas críticas. Ao mesmo tempo, o cenário exige a incorporação mais ampla de tecnologias que ampliem o monitoramento e a consciência situacional, como o uso de drones e sistemas de vigilância integrados, capazes de reduzir a exposição direta dos militares e aumentar a efetividade das operações em um ambiente onde o terreno favorece a ocultação e a mobilidade de grupos criminosos.


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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Marinha inicia processo de vistorias especiais para embarcações que atuarão no Festival de Parintins 2026

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A preparação para um dos maiores eventos culturais do Brasil já começou e como sempre, a segurança da navegação ocupa papel central. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, anunciou a abertura do processo de vistorias especiais para embarcações que pretendem operar durante o Festival de Parintins 2026, no estado do Amazonas.

A medida é direcionada a proprietários de embarcações de passageiros, carga, esporte e recreio que irão atuar na região durante o período do evento, garantindo que todos os meios estejam em conformidade com as normas de segurança da navegação.

O processo começa com a fase de solicitação de vistorias, que estará aberta entre 18 de março e 22 de abril de 2026. Em seguida, as vistorias iniciais serão realizadas entre os dias 7 de abril e 29 de maio de 2026, etapa fundamental para verificar as condições técnicas e documentais das embarcações.

Após esse período, será aberto o prazo exclusivo para retirada de eventuais exigências apontadas durante as inspeções, entre 1º e 12 de junho de 2026. A entrega do documento conhecido como “Passe”, que autoriza a operação durante o festival, terá início a partir de 15 de junho de 2026.

A Marinha também reforça que, para maior segurança e organização do tráfego aquaviário, todas as embarcações que passarem pelos postos de fiscalização em Manaus, Itacoatiara e Parintins deverão portar o Passe, independentemente de terem como destino final a cidade de Parintins.

Documentação exigida

Para a realização da vistoria especial, os interessados deverão apresentar uma série de documentos, incluindo:

  • Certificados estatutários da embarcação (quando aplicável)

  • Termo de responsabilidade

  • Comprovante de inscrição (TIE ou PRPM)

  • Memorial descritivo

  • Cartão de Tripulação de Segurança (quando aplicável)

  • Requerimento formal do interessado

  • Procuração (se necessário)

A Marinha destaca que os documentos originais deverão ser apresentados no momento da vistoria, garantindo a validação das informações apresentadas previamente.

Segurança como prioridade

A iniciativa reforça um ponto que, muitas vezes, passa despercebido pelo público, mas é essencial: o Festival de Parintins não é apenas um evento cultural de grande porte, é também uma operação logística complexa, que envolve intenso fluxo de embarcações na região amazônica.

Nesse cenário, o controle rigoroso realizado pela Marinha do Brasil é determinante para prevenir acidentes, garantir a segurança dos passageiros e assegurar a organização do tráfego fluvial.

Mais do que uma exigência burocrática, o chamado “Passe” representa, na prática, um selo de conformidade técnica e operacional, uma garantia de que aquela embarcação está apta a operar em um dos períodos mais críticos do calendário regional.

Outro ponto importante é a previsibilidade do processo. Ao estabelecer um cronograma claro, com etapas bem definidas, a Marinha permite que operadores se organizem com antecedência, reduzindo riscos de atrasos e garantindo que o sistema funcione de forma eficiente durante o evento.

O aviso também deixa claro que os pedidos de vistoria serão aceitos apenas dentro do período estipulado, reforçando a necessidade de planejamento por parte dos proprietários.

A mensagem é direta: Um evento da dimensão de Parintins, segurança não é opcional, é condição básica.

Nesse contexto, o trabalho da Marinha vai muito além da fiscalização. Ele é parte essencial da engrenagem que permite que milhares de pessoas se desloquem com segurança para vivenciar um dos maiores espetáculos culturais do Brasil.


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Editorial: "Soberania não se improvisa: sem continuidade, o Brasil arrisca perder sua própria capacidade de defesa"

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Os fatos estão postos e desta vez são inegavelmente positivos. A primeira fragata da Classe Tamandaré foi integralmente construída no Brasil, em Itajaí, consolidando um modelo que alia construção local, absorção tecnológica e fortalecimento da Base Industrial de Defesa. Já transladada para o Rio de Janeiro, a fragata se aproxima do momento decisivo, com a mostra de armamento prevista para 24 de abril, etapa que marca sua entrega ao setor operativo da Marinha do Brasil.

No âmbito do PROSUB, o avanço é ainda mais evidente. O Brasil já conta com três submarinos: Riachuelo (S-40), Humaitá (S-41) e Tonelero (S-42), incorporados ao setor operativo, enquanto o Almirante Karam (S-43) avança para a fase final de testes, com expectativa de entrega ainda este ano.

Na aviação de combate, o F-39E Gripen começa a deixar de ser promessa para se tornar realidade concreta. Das 36 aeronaves contratadas, 11 já foram entregues até março de 2026, incluindo o primeiro exemplar construído no Brasil, dentro de um processo robusto de transferência de tecnologia conduzido com a sueca Saab.

No Exército, o programa da viatura blindada VBTP-MR Guarani segue avançando, mesmo diante de limitações orçamentárias. A plataforma evolui com novas versões e aplicações, como o Guarani de Engenharia apresentado pela IDV, demonstrando maturidade e potencial de expansão.

À primeira vista, o cenário é positivo. Mas é justamente aqui que começa o ponto crítico. Tudo isso representa apenas o início de uma capacidade, não a sua consolidação.

O Brasil conseguiu estruturar, talvez pela primeira vez de forma consistente, um conjunto de programas que criam base tecnológica, industrial e operacional. Mas sem continuidade, essa base não se sustenta. E mais do que isso: sem estratégia de exportação e inserção internacional, ela não se viabiliza economicamente.

É aqui que o debate precisa evoluir. No cenário internacional, essa lógica já foi plenamente compreendida por outros atores médios e emergentes que transformaram defesa em política de Estado e também em instrumento de projeção global e economica.

A Türkiye, a Coreia do Sul, a Índia e os Emirados Árabes Unidos são exemplos claros dessa abordagem. Esses países investem simultaneamente na soberania operacional e na construção de uma indústria de defesa exportadora, capaz de sustentar seus próprios ciclos de desenvolvimento tecnológico. O resultado é um ecossistema em que a defesa não é apenas consumo estatal, mas um setor econômico competitivo globalmente.

Nesses países, exportação não é consequência, é estratégia central. Ao inserir seus produtos no mercado internacional, eles ampliam a escala industrial, diluem custos de desenvolvimento, financiam novos ciclos de inovação e ainda transformam sua base industrial em ferramenta de influência geopolítica. A exportação, nesse contexto, não apenas sustenta a indústria, ela também reforça a dissuasão estratégica e amplia o alcance da política externa, além de fortalecer sua economia.

Em outras palavras, a indústria de defesa deixa de ser apenas um custo estatal e passa a ser um ativo estratégico nacional.

No caso do PROSUB, não basta concluir os quatro submarinos. É necessário avançar para novos lotes e, sobretudo, alinhar com a Naval Group uma estratégia clara de oferta dos submarinos da classe Riachuelo (S-BR) para mercados da América Latina e outros países emergentes. Sem exportação, não há escala. Sem escala, não há sustentabilidade.

O mesmo raciocínio se aplica ao VBTP-MR Guarani. O programa precisa deixar de ser apenas um vetor de dotação interna e se consolidar como produto de exportação. O potencial existe, falta estrutura de apoio governamental, financiamento e estratégia comercial coordenada.

Na aviação, o Brasil já está inserido na cadeia global do F-39E Gripen, mas ainda de forma limitada. É fundamental ampliar a participação nacional em contratos internacionais conduzidos pela Saab, como ocorre em campanhas no exterior. Sem essa ampliação, o país permanece como parceiro periférico em um programa no qual já domina capacidades relevantes.

No campo naval, a continuidade da Classe Tamandaré é essencial, mas não suficiente. O Brasil precisa planejar a expansão da classe, com um novo lote de pelo menos mais quatro unidades, e paralelamente, estruturar um novo programa para obtenção de fragatas de maior porte, na faixa de 6.000 toneladas, compatíveis com o atual cenário de combate naval e com as demandas de uma marinha que pretende atuar de forma efetiva no Atlântico Sul.

Essa visão precisa ser acompanhada de algo ainda mais estruturante: tornar a indústria de defesa brasileira competitiva no mercado externo.

Isso passa necessariamente por políticas públicas. O governo precisa criar mecanismos de financiamento, garantias e apoio à exportação para produtos como o Embraer KC-390 Millennium e o A-29 Super Tucano. São plataformas comprovadas, com mercado internacional consolidado, mas que ainda enfrentam concorrência apoiada por fortes políticas estatais.

No caso do Super Tucano, inclusive, é fundamental investir no desenvolvimento de uma nova versão, atualizada e alinhada às demandas contemporâneas, mantendo sua relevância para um mercado cada vez mais competitivo.

E há um ponto que precisa ser tratado com franqueza absoluta: não adianta adquirir sem ter capacidade de operar.

A realidade operacional mostra que, mesmo com meios modernos como o Embraer KC-390 Millennium, há limitações decorrentes da falta de recursos para manutenção e operação. Aeronaves deixam de voar por ausência de insumos, peças e previsibilidade orçamentária. Isso não é um detalhe. É um problema estrutural.

Defesa exige previsibilidade. Exige ciclos de manutenção planejados. Exige financiamento contínuo. Sem isso, qualquer capacidade adquirida se degrada rapidamente.

O Brasil não tem problema de projeto. Não tem problema de tecnologia. Não tem problema de capacidade industrial. Tem problema de continuidade, de visão estratégica de politicas de Estado.

Sem novos lotes, não há escala. Sem escala, não há exportação. Sem exportação, não há indústria competitiva. E sem indústria competitiva, não há autonomia.

O Congresso Nacional e o Senado precisam compreender que defesa não é gasto eventual. É investimento estruturante, com impacto direto na soberania, na indústria e na inserção internacional do país. Interromper ou finalizar programas agora é desperdiçar bilhões já investidos e comprometer décadas de avanço.

O Brasil já cometeu esse erro antes. Repeti-lo neste momento, quando finalmente começa a consolidar uma base industrial de defesa relevante, não é apenas um equívoco. É uma escolha, e escolhas têm consequências.

Projetos estratégicos não são eventos. São ciclos contínuos, que exigem escala, previsibilidade e compromisso de longo prazo. Porque, no fim, a verdade permanece simples e incômoda: soberania não se improvisa. E definitivamente não se constrói com interrupções.



Por Angelo Nicolaci


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