sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Ministro da Defesa visita Pernambuco para avaliar missão da Esquadra

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O ministro da defesa, general Fernando Azevedo e Silva, esteve no dia 28 de novembro no porto de Suape em Pernambuco para uma visita e avaliação da operação "Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida", o ministro parabenizou os militares envolvidos e destacou um importante trabalho de limpeza feitos em parceria com diversos órgãos. Desde o início de setembro, o Brasil está unido no combate ao crime ambiental ocorrido na região Nordeste do nosso País. Inédito na história brasileira, pela extensão geográfica e pela duração no tempo, suas consequências atingiram cerca de 2.250 km de extensão de nossas costas, em algum momento nesse período.


Como previsto no Plano Nacional de Contingência, para a gestão de ações de resposta e elucidação dos fatos, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vem realizando um trabalho incessante, desde a primeira aparição de manchas de óleo, de monitoramento do litoral e limpeza das praias. O GAA atua em coordenação com o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, ICMBio, Polícia Federal, Petrobras, Defesa Civil, assim como, diversas instituições e agências federais, estaduais e municipais, além de empresas e universidades.


Ao todo, mais de 4.800 militares da MB, 34 navios, sendo 30 da MB e 4 da Petrobras, 22 aeronaves, sendo 11 da MB, 6 da Força Aérea Brasileira (FAB), 3 do Ibama e 2 da Petrobras, 140 servidores do Ibama, 80 do ICMBio e 440 funcionários da Petrobras atuam nessa grande operação.

A 10ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro (EB), com um contingente de 5.000 militares, também foi colocada à disposição para integrar a operação para conter a poluição por óleo no litoral nordestino e reforçar a limpeza das praias.

Por Valter Andrade, jornalista e fotógrafo no GBN Defense, com larga experiência no campo de segurança e defesa, tendo passagem por vários sites e publicações especializadas, autor de livros.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Coreia do Norte dispara dois projéteis não identificados

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A Coréia do Sul afirmou nesta quinta-feira (28) que a Coréia do Norte disparou dois "projéteis não identificados" no mar, na costa leste.
De acordo com a agência de notícias Yonhap, o Chefe do Estado-Maior da Coréia do Sul disse em comunicado que Pyongyang disparou projéteis no Mar do Leste por volta das 16h59, horário local, nesta quinta-feira (28).
Esta foi a 13ª vez este ano que a Coréia do Norte realizou um grande teste, segundo a agência de notícias.
O disparo contínuo de armas pesadas por Pyongyang levou à críticas de Seul, que pede o diálogo e a normalização das relações entre os dois países.
"Nossos militares estão monitorando a situação em caso de lançamentos adicionais e mantendo uma postura de prontidão", disse o comandante militar sul-coreano no comunicado.

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Chefes militares turcos e russos discutem sobre a Síria

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Chefes do Estado-Maior turco e russo mantiveram uma conversa telefônica para discutir desenvolvimentos na Síria, informou o exército turco nesta quinta-feira (28). 
O chefe do Estado-Maior da Turquia, Yasar Guler, e seu colega russo Valery Gerasimov trocaram opiniões sobre a Síria, onde os dois países realizam patrulhas conjuntas sob um acordo firmado em outubro, disseram as forças armadas turcas.
Não foram fornecidos mais detalhes sobre as conversas entre os chefes do Estado-Maior dos dois países.
Como parte do acordo que visa integrar as patrulhas na Síria, que Ancara e Moscou assinaram em 22 de outubro, até agora os dois países realizaram um total de 11 patrulhas conjuntas a leste do rio Eufrates, no norte da Síria.
Em 9 de outubro, a Turquia lançou a Operação Primavera da Paz para eliminar os grupos terroristas YPG / PKK no norte da Síria, a leste do rio Eufrates, a fim de proteger as fronteiras da Turquia, ajudar no retorno seguro dos refugiados sírios e garantir a integridade territorial da Síria.
Sob dois acordos separados com os EUA e a Rússia, a Turquia interrompeu a operação para permitir a retirada de terroristas YPG / PKK da zona segura no norte da Síria.
Mas os terroristas não conseguiram se retirar de algumas áreas e continuam atacando soldados e civis.
Em sua campanha terrorista de mais de 30 anos contra a Turquia, o PKK  (listado como organização terrorista pela Turquia, EUA e União Europeia) foi responsável pela morte de 40.000 pessoas, incluindo mulheres, crianças e bebês. O YPG é o ramo sírio do PKK.

Fonte: Anadolu Agency
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Macron critica a operação de Ancara na Síria e recebe resposta áspera de Cavusoglu

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O presidente francês e o ministro das Relações Exteriores da Turquia estão trocando farpas e "agressões" verbais, o motivo é a incursão militar de Ancara na Síria, o que provocou um embate entre os membros da Otan.
O presidente francês Emmanuel Macron alertou a Turquia nesta quinta-feira (28) que está afastando aliados e não deve depender do apoio da aliança multinacional enquanto realiza operações militares amplamente condenadas contra os curdos no norte da Síria.
Mevlut Cavusoglu foi rápido em responder: "Ele já é o patrocinador da organização terrorista e os hospeda constantemente no Eliseu. Se ele diz que seu aliado é a organização terrorista ... não há realmente mais nada a dizer", disse Cavusoglu a repórteres no parlamento. Ele continuou com mais ataques à política externa de Macron, dizendo que o presidente francês "não pode ser o líder da Europa assim".
"No momento, há um vazio na Europa, ele está tentando ser seu líder", replicou Cavusoglu.
A operação turca na Síria começou no início de outubro, teve como alvo as forças curdas no norte do país, que considera "terroristas". Embora a Turquia tenha insistido que a operação é necessária para o retorno seguro dos refugiados sírios à sua terra natal, a incursão foi condenada pelos aliados da OTAN. As forças apoiadas pela Turquia também foram acusadas de abusos graves e crimes de guerra durante a operação.
No meio da operação, Macron recebeu Jihane Ahmed, porta-voz das Forças Democráticas Sírias (SDF), liderada pelos curdos, para mostrar o apoio da França a eles na luta contra o Estado Islâmico (EI) na Síria.
Irritada com a falta de apoio que suas operações na Síria receberam da aliança, a Turquia, a segunda maior força da OTAN, supostamente não apoiaria a proposta de defesa da aliança para a Polônia e os países bálticos. O novo plano militar do bloco contra o que ele afirma ser uma "ameaça" da Rússia, precisa de uma aprovação unânime de todos os estados membros.

Fonte: RT News

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Assad ataca 'ocupação' francesa na Síria

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Não há grande diferença entre apoiar o terrorismo em solo sírio e enviar tropas para lá sem a aprovação formal de seu governo, disse Bashar Al-Assad enquanto criticava o papel da França na guerra civil da Síria.
A Síria "percorreu um longo caminho" para derrotar grande parte da insurgência terrorista em seu território, mas ainda há bolsões de resistência, já que os jihadistas estão recebendo apoio da Turquia e dos países ocidentais, disse Bashar Assad à revista Paris Match, destacando os EUA, o Reino Unido e "especialmente a França".
A França se juntou à coalizão  contra o EI (ISIS), fornecendo apoio aéreo e destacando forças especiais para atuar na Síria. Mas, para Assad, a intervenção francesa representou uma "ocupação", pois Paris, assim como seu principal aliado na OTAN, Washington, não tiveram a autorização de Damasco para essa missão.
Agora, quando forças estrangeiras chegam à Síria sem serem convidadas pelo governo legítimo, "isso é chamado ocupação", insistiu o presidente sírio, acrescentando: "não há grande diferença entre apoiar o terrorismo e empregar militares para ocupar um país.”
Apelidada de Operação Chammal, o destacamento francês deveria, oficialmente, realizar voos de reconhecimento e apoiar combatentes curdos e árabes na Síria. Os ativos da França no Oriente Médio incluíam um grupo de ataque do porta-aviões Charles de Gaulle, um esquadrão de aviões de caça e várias unidades de fuzileiros no solo.
A informação foi confirmada pelos avanços do exército sírio na província de Idlib, no norte. As tropas agora estão tentando abrir caminho para as últimas cidades controladas por militantes ao longo da estratégica estrada Damasco-Aleppo.
Enquanto os combates continuam, Assad disse que a Síria pode lidar com a guerra sem qualquer apoio do Ocidente. "Podemos gerenciar nosso próprio país... Mas queremos voltar a uma ordem mundial que não é mais respeitada, porque o caos reina" , concluiu.

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com Russian Today
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Rússia iniciará testes com Tu-160M

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Após concluir todo processo de modernização previsto pelo programa, finalmente a Rússia dará inicio aos testes em voo do primeiro bombardeiro estratégico Tu-160M2 a deixar a linha de montagem, segundo fontes noticiaram nesta quinta-feira (28).
Segundo noticiou a Itar-Tass, na manhã desta quinta-feira (28), o primeiro bombardeiro estratégico Tu-160M2, foi transferido das oficinas de produção para a estação de testes em voo da Kazan Aviation Enterprise, onde dará início a uma série de testes no solo e finalmente em voo.
Depois de concluir os testes no solo, o Tu-160M2 ​​entrará na fase de testes de voo, onde deverá realizar uma série de testes afim de homologar a aeronave.
O Tu-160M2 ​​é fruto do programa que busca dar à Rússia um bombardeiro estratégico capaz de lançar misseis nucleares, um importante vetor de dissuasão. Após vários estudos, a Rússia tomou a decisão de adiar o desenvolvimento do bombardeiro de nova geração PAK DA. Diate desta decisão os engenheiros e projetistas passaram a trabalhar no desenvolvimento de um ambicioso programa de modernização da frota de aeronaves Tu-160. Assim reativaram as linhas de produção da Kazan Aviation Enterprise e retomaram a produção dos bombardeiros Tu-160 em Variante atualizada, designada Tu-160M2. Como resultado, a "nova" aeronave agrega importantes ganhos em desempenho e um moderna aviônica, que aumenta consideravelmente a eficiência da aeronave, inserindo a mesma no cenário de guerra moderno, capaz de cumprir com sua missão.
Em janeiro deste ano (2019), o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse durante uma reunião em Kazan, que o primeiro bombardeiro Tu-160M atualizado produzido em série iniciaria seu ciclo operacional em 2021.
A nova variante do Tu-160M ​​traz uma moderna suíte aviônica, integrando modernos sistemas eletrônicos e sensores, um novo sistema de comunicações com maior resistência a interferência, contra-medidas eletrônicas e capacidade de empregar um amplo leque de armas, entre convencionais e nucleares.

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com agências de notícias
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Saab Inaugura Simulador de Desenvolvimento do Gripen no Brasil

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A Saab e o time de parceiros brasileiros deram outro passo importante no programa de transferência de tecnologia. Nesta segunda feira (25), o chamado S-Rig, abreviação de Systems-Rig, primeiro simulador de desenvolvimento do Gripen fora da Suécia, foi inaugurado no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), na planta da Embraer, em Gavião Peixoto. A implantação faz parte do programa de transferência de tecnologia do novo caça brasileiro, uma parceria entre Saab, Embraer, Atech, AEL Sistemas e a Força Aérea Brasileira.
A inauguração do S-Rig é um marco importante no Programa Gripen-BR, pois proporciona ao GDDN maior autonomia para conduzir mais projetos de desenvolvimento no Brasil. O simulador será usado para testes de desenvolvimento e verificação dos sistemas, subsistemas e funcionalidades do Gripen no Brasil, especialmente de sistemas desenvolvidos pela Saab, Embraer, Atech e parceiros no GDDN, mas também poderá ser empregado para testar funcionalidades produzidas em outros locais, pelas demais empresas brasileiras parceiras do programa. O S-Rig também dará suporte as atividades do Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês Gripen Flight Test Center) que será instalado no GDDN em 2020.
"O S-Rig é um simulador completo da aeronave que possibilitará que o Brasil tenha total capacidade para testar todos os sistemas do Gripen. O Brasil é o único país com essa capacidade fora da Suécia. Este é um grande diferencial para a indústria de defesa brasileira", diz Mikael Franzén, vice-presidente e head da unidade de negócios Gripen Brasil da Saab Aeronautics.
O evento de inauguração contou com a presença do Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Walter Pinto Junior, diretor dos programas de defesa da Embraer e outras autoridades da Força Aérea Brasileira (FAB), além de Mikael Franzén, vice-presidente e head da unidade de negócios Gripen Brasil na Saab Aeronautics, representando a empresa sueca.
"Este simulador é uma importante ferramenta de desenvolvimento onde os engenheiros podem testar novos softwares e funcionalidades, além de permitir que pilotos se preparem para os ensaios em voo, realizando testes na plataforma antes de realizar na aeronave real", completa Franzén.
A plataforma do simulador, que foi construída a partir da parceria entre Saab, Embraer, Atech, AEL Sistemas e Força Aérea Brasileira (FAB), possibilita que as empresas brasileiras adquiram conhecimento em tecnologia e operações avançadas de simuladores, além do desenvolvimento moderno de caças. Depois que os caças forem desenvolvidos e entregues, o simulador de desenvolvimento continuará sendo útil para a FAB e a indústria nacional de defesa, para o desenvolvimento e acesso a novas funcionalidades do caça como, por exemplo, a integração de novas armas.
Programa de transferência de tecnologia:
Mais de 200 engenheiros brasileiros já participaram de treinamentos teóricos e práticos, na Suécia, como parte do programa de transferência de tecnologia do Gripen. Até o fim do programa, terão sido treinados mais de 350 brasileiros.
Principais marcos do Programa Gripen Brasileiro:
Dezembro de 2013: Governo Brasileiro anuncia a escolha do Gripen para reequipar a Força Aérea Brasileira;
Outubro de 2014: Assinatura do contrato entre Saab e Força Aérea Brasileira;
Setembro de 2015: Eficácia do contrato e assinatura do acordo de financiamento entre Brasil e Suécia;
Outubro de 2015: Primeiro grupo de brasileiros chega à Suécia para participar do programa de transferência de tecnologia;
Novembro de 2016: Inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), na planta da Embraer, em Gavião Peixoto;
2017: Após dois anos de transferência de tecnologia, primeiro grupo de brasileiros da Embraer e AEL Sistemas retorna ao Brasil. Grande parte deles para trabalhar no desenvolvimento do Gripen F (biposto), em áreas como: sistemas veiculares, engenharia aeronáutica, design de fuselagem e instalação de sistemas, integração de sistemas e armamentos, aviônica, interface homem-máquina e comunicação.
2018: Primeiro Gripen brasileiro entra em produção, em Linköping, com a participação de engenheiros brasileiros e suecos;
Maio de 2018: A fábrica de aeroestruturas da Saab no Brasil, a Saab Aeronáutica Montagens (SAM), iniciou a sua implementação e os engenheiros que lá atuarão começaram o programa de transferência de tecnologia, na Suécia, para aprender a desenvolver seis segmentos aeroestruturais que serão produzidos em São Bernardo do Campo;
2018: A AEL Sistemas se tornou um dos fornecedores globais da Saab para a produção do Wide Area Display, do Head up Display e do Helmet Mounted Display não só para o Gripen brasileiro, mas também para as novas aeronaves adquiridas pela Força Aérea Sueca, e como oferta padrão do Gripen E.
26 de agosto de 2019: Primeiro voo do Gripen brasileiro;
10 de setembro de 2019: O primeiro Gripen Brasileiro foi entregue para o início da campanha de ensaios em voo na Suécia. 

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com SAAB 
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F-4 Phantom II, um ícone norte americano da aviação

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O McDonnell Aircraft Corporation (MDAC) F-4 Phantom II, com certeza é um dos mais icônicos aviões de combate do século XX, porém, teve um começo curioso.

Em 1953, através de estudos internos, a MDAC (depois McDonnell Douglas, absorvida pela Boeing), identificou que os diversos ramos das forças armadas americanas necessitavam de um novo vetor, a USN (US Navy) seria a primeira a buscar uma nova aeronave de ataque. A empresa começou, por conta própria, a desenhar aeronaves que fossem melhores que o seu F3H Demon, que já estava no serviço ativo. Vários modelos monomotor, bimotor, monoplace e biplace foram desenhados durante esse processo.

Tais esforços acabariam por resultar em 1955, na assinatura do contrato para desenvolver uma aeronave de defesa da frota todo tempo (All Weather), missão bastante diferente da original, destinada a ataque. Para esta função a MDAC utilizou o conceito biplace-bimotor, dotado com um par do poderoso motor GE (General Electric) J79, contando com segundo tripulante responsável por operar o complexo sistema de armas e o radar AN-APQ-50.

Protótipo do "Phantom"
Os testes em túnel de vento levaram a modificações que depois se tornaram sua marca registrada, a saber a seção externa das asas em diedro (inclinadas para cima) e os profundores em anedro (inclinados para baixo). Após o primeiro voo do protótipo XF4H1 em 1958, uma nova mudança no design foi feita, a inclusão de milhares de pequenos orifícios na tomada de ar para melhorar o controle da camada limite.

Vought XF8U-3 Crusader III
O XF4H-1 disputou o contrato com o Vought XF8U-3 Crusader III, um derivado do F-8 Crusader I (que já estava em serviço com a USN). Entretanto, o Crusader III era monoplace, e a USN decidiu que a grande carga de trabalho exigiria um segundo tripulante, com o XF4H-1 sendo declarado vencedor ainda no ano de 1958.

Assim como outros caças da época, e ao contrário do F-8, o F4H-1 não usaria canhões, confiando apenas nos mísseis Sparrow para abater seus alvos.

F-4N da US Navy
Aliás, cabe aqui um parêntese, muito se critica a falta de canhões nas aeronaves da época, e do impacto negativo em combates aéreos. A verdade é que os canhões representaram apenas cerca de 10% dos abates contabilizados pelo F-4, e também de outros caças com canhões, como o F-8 Crusader.

Conforme explicado no artigo F-111B, um "pau pra toda obra" que "morreu na praia", o Secretário de Defesa norte americano, Robert McNamara, tentava a todo custo fazer com que os diferentes ramos das Forças Armadas dos EUA padronizassem seus sistemas e nomenclaturas, e foi durante 1961 que o F4H foi avaliado durante um teste comparativo contra o F-106 Delta Dart, então o caça mais avançado da USAF. Os bons resultados obtidos naquele "embate" levaram à adoção do caça pela USAF, assumindo papel de caça-bombardeiro, explorando ainda mais a versatilidade do design obtido pela McDonnell.

Embora seu nome oficial fosse, por um curto período de tempo, F4H Phantom II na US Navy e F-110 Spectre na USAF, com a adoção da nomenclatura comum, aprovada em 1962 por McNamara, ambas forças passaram a chamar o novo caça de F-4 Phantom II; os primeiros F-4B entraram em serviço na USN em 1962 e os primeiros F-4C entraram em serviço com a USAF em 1963.




SERVIÇO ATIVO

O F-4A teve um brevemente período de serviço na USN, tendo sido mais empregado para testes e treinamentos, e não operou na linha de frente. A USN e o USMC operaram o F-4B e RF-4B. Operaram também a variante F-4J, versão melhorada com o poderoso radar AN/AWG-10, o primeiro do mundo com capacidade ‘look down / shoot down’ (olhar e disparar para baixo), começando a ser entregue em 1966. Outra variante do "Phantom", o F-4S, era uma evolução do F-4J, com célula reforçada e melhorada, adotando o sistema Honeywell AN/AVG-8 VTAS (Visual Target Acquisition Set, sistema visual de aquisição de alvos), o primeiro sistema HMS (mira montada no capacete) do mundo. A variante F-4N era uma versão reforçada e aperfeiçoada do F-4B.

A USAF operou inicialmente a variante F-4C e o RF-4C (versão de reconhecimento), a qual recebeu inúmeras melhorias, a exemplo do que ocorreu com as versões operadas na USN e USMC, dando origem a variante F-4D (que teve grandes melhorias nos aviônicos) e o F-4E. Além das melhorias nos aviônicos e o sensor TISEO, o F-4E incorporou um canhão interno, face ao aprendizado obtido na Guerra do Vietnã. Incorporar o M61 Vulcan (canhão padrão da USAF), requereu um grande esforço de engenharia, que envolveu o redesenho quase completo do nariz da aeronave.

F-4G "Wild Weasel", note o AGM-88 HARM
Outra versão operada pela USAF que merece um destaque especial, é a variante F-4G, sendo a versão definitiva do F-4 para missões SEAD / DEAD (Supressão / Destruição das Defesas Aéreas do Inimigo). A variante F-4G não foi exportado, e foi a primeira aeronave da USAF a utilizar o míssil AGM-88 HARM.

Um total de 5.195 "Phantoms" foram produzidos (5.057 pela McDonnell Douglas e 138 sob licença pela japonesa Mitsubishi) e operados por outros 11 países: Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Egito, Espanha, Grécia, Irã, Israel, Japão, Reino Unido e Turquia. Apesar da idade, ainda é possível encontrar esta fantástica aeronave em serviço ativo na Coreia do Sul, Egito, Irã, Japão e Turquia, onde na maioria dos casos estão em processo de substituição por vetores mais modernos de gerações mais avançadas. Assim como a USAF,  estes países operaram aeronaves das variantes F-4C, F-4D (versão do F-4C com aviônicos aperfeiçoados) e F-4E. A versão de reconhecimento RF-4E foi adquirida por quatro nações: Alemanha, Grécia, Israel e Turquia. As variantes desenvolvidas especificamente para atender aos requisitos de seus operadores, foram: F-4EJ (Japão); F-4F (Alemanha); F-4K e F-4M (Reino Unido).

F-4F "Phantom II" alemão
Além do radar com capacidade "‘look down’ / shoot down’" e o HMS, o F-4 também foi o primeiro caça a utilizar operacionalmente armas como o AGM-88 HARM e as bombas guiadas a laser da família "Paveway".

Uma curiosidade: o F-4 foi a primeira aeronave a servir, simultaneamente, na USAF, USN, USMC e nos esquadrões de demonstração aérea "Thunderbirds" (USAF) e "Blue Angels" (USN). A moderna aeronave de 5ª geração, F-35 Lightning II, tem grandes chances de repetir o feito dos "Phantoms", mais de meio século depois do "Fantasma".




USO EM COMBATE

Os F-4 tem uma extensa ficha de combate nas mãos dos EUA, Irã e Israel. Além destes países, o F-4 viu poucas ações de combate com os britânicos e turcos.

F-4K Britânico
Apesar de não entrarem em combate, os F-4 britânicos realizaram missões para proteger as bases na Ilha de Ascensão, de onde partiram os famosos ataques Black Buck, conforme explica o artigo publicado pelo nosso grande Prof Luiz Reis: "Levar a guerra o mais distante possível: as Operações Black Buck".

Alguns RF-4 turcos foram abatidos e/ou caíram em missões sobre a Síria, com a Síria se desculpando pelos abates, mas afirmando que as aeronaves turcas tinham invadido seu espaço aéreo.


EUA

O "Phantom" mostrou toda versatilidade no Vietnã
Com os EUA, os "Phantoms" foram empregados no Vietnã, substituindo o combalido F-105 "Thunderchief", e se tornou o ‘cavalo de batalha’ da USAF naquele conflito. Embora os números ainda sejam objeto de muita controvérsia, com diversos abates por SAM sendo contabilizados como abates por caças pela VPAF (Força Aérea Popular do Vietnã), bem como drones abatidos sendo contado como caças. Segundo os números oficiais dos EUA, os F-4 obtiveram 150,5 abates contra 42 perdas, um resultado em torno de 3,5:1. Embora muitos apontem a falta dos canhões, apenas 11,5 dos 107,5 kills da USAF foram com canhões, menos de 11%, e isso apesar dos mísseis da época serem muito pouco confiáveis.

Além de muito importantes como caças, os F-4 também formaram o grosso das missões de ataque e reconhecimento da USAF, e uma parte importante das missões de ataque e reconhecimento da USN e do USMC, lançando milhares de toneladas de bombas sobre o Vietnã. Variantes F-4C e F-4E adaptadas para cumprir a missão Wild Weasel (SEAD da USAF) e Iron Hand (SEAD da USN) foram essenciais no combate à IADS (Rede Integrada de Defesa Aérea) do Vietnã.

Depois disso, os F-4G viram combate na Guerra do Golfo em 1991, onde eram as únicas aeronaves SEAD da USAF. Sendo o "canto dos cisnes" dos "Phantoms" as missões sobre o Iraque, onde os americanos executaram suas últimas missões de combate com os icônicos F-4.

A USN e o USMC substituíram o F-4 pelos F-14 e F-18, enquanto a USAF substituiu o F-4 pelo F-15 e F-16.




IRÃ

O Irã comprou um grande número de aeronaves F-4 antes da Revolução Islâmica de 1979. Os quais foram usados intensamente na Guerra Irã-Iraque, principalmente em missões de ataque.

Dois F-4 iranianos foram abatidos em espaço aéreo saudita por caças F-15 sauditas em 1984.

Atualmente, os F-4 iranianos realizam missões de ataque contra o ISIS (Estado Islâmico no Iraque e Síria).





ISRAEL

Embora Israel não tenha conseguido comprar os F-4 a tempo de empregá-los na Guerra dos Seis Dias, a IAF (Força Aérea Israelense) conseguiu adquirir o caça em 1968. A partir daí, o F-4 foi utilizado em diversas missões de combate, especialmente na Guerra de Atrito (1967-1970), que foi uma série de pequenas ações agressivas entre árabes e israelenses, e na Guerra do "Yom Kippur" em 1973, onde formava a espinha dorsal da IAF, tanto no combate aéreo como no ataque ao solo.

Com a elevada taxa de perdas frente aos SAM (Mísseis Superfície-Ar) egípcios em 1973, tiveram que ser ressupridos com alguns F-4 enviados diretamente dos EUA; não houve sequer tempo de repintar as aeronaves, e o uso de tais aeronaves com as cores da USAF deu origem ao mito, até hoje ouvido em alguns lugares, de que a USAF lutou ao lado de Israel naquela guerra.

Os F-4 ainda seriam decisivos na "Operação Paz na Galileia" de 1982, principalmente na "Operação Mole Cricket 19" e na Guerra do Líbano de 1986.

Assim como na USAF, os "Phantoms" da IAF foram substituidos pelos F-15 e F-16.




CONCLUSÃO

Embora fosse um avião grande, quase tão longo e pesado como um bombardeiro Boeing B-17 da Segunda Guerra, era uma aeronave muito veloz, tendo estabelecido diversos recordes de altitude e velocidade. Seu enorme empuxo lhe garantia uma excelente aceleração, e era muito eficiente principalmente no plano vertical, o que se tornou evidente após o programa TopGun, já ao final da Guerra do Vietnã.

A produção total foi de 4.498 aeronaves de caça e 697 aeronaves de reconhecimento. Um total de 545 aeronaves foram convertidos pela USN (todos os F-4N e F-4S, convertidos a partir dos F-4B e E-4J, respectivamente), além de 116 F-4G (convertidos a partir de F-4E). Após mais de seis décadas de seu primeiro voo, a aeronave ainda está em operação até hoje, tendo se tornado um ícone da história da aviação de combate.

Com uma vida operacional tão longa, foi inevitável que surgissem pacotes MLU (atualizações de meia vida), como o ICE (Alemanha); Kurnass 2000 (Israel); Kai (Japão); Terminator 2020  e Simsek (Turquia).

Com tais atualizações, o Phantom tem grandes chances de permanecer em serviço além dos anos 2030 e 2040, e é bem provável que ainda esteja em uso 100 anos depois da entrada em serviço.

Finalizando, não deixa de ser irônico que o F-111B, que literalmente foi desenhado pra servir aos 3 ramos das Forças Armadas americanas falhou, onde o F-4, que foi desenhado para uma missão muito específica, acabou por se tornar uma das mais versáteis aeronaves da história, equipando as três forças norte americanas, reforçando o que foi dito no artigo sobre o F-111B, "uma aeronave desenvolvida para uso embarcado geralmente é muito mais fácil de adaptar para uso em terra do que o inverso."



Por: Renato Henrique Marçal de Oliveira - Químico, trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel), estreante no GBN Defense.


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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Bandeira do Brasil - Conheça um pouco mais sobre nosso símbolo maior

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Hoje nós brasileiros comemoramos o dia de nosso simbolo maior, quando há 130 anos era hasteada pela primeira vez nossa bandeira nacional sob a declarada República do Brasil, no dia 19 de novembro de 1889, quatro dias após a proclamação.

Mas o Brasil já ostentou diversos pavilhões, porém, cinco deles foram os mais marcantes e são sempre lembrados em nossos livros de história e salas de aula. Curiosamente, nosso primeiro pavilhão republicano era uma "cópia" do norte americano, porém, com a cores verde e amarela que vem desde o Império Brasileiro. Esta primeira versão perdurou não mais que quatro dias, tendo sido desenhada por Ruy Barbosa, sendo substituída no dia 19 de novembro de 1889 pela atual bandeira nacional brasileira, a qual sofre a influência de Marechal Deodoro, que mantendo seu respeito a história nacional e em especial a monarquia brasileira, a qual curiosamente defendeu por quase toda sua vida, sendo amigo próximo de Dom Pedro II, aceitou e proclamou a República conforme todos sabemos, mas o que muitos desconhecem, é que o mesmo sugeriu que a nova bandeira republicana mantivesse os elementos da bandeira imperial, eliminando da mesma a coroa imperial que encimava o brasão de armas, adotando estrelas sob um círculo azul, as quais representavam os estados brasileiros.

Outras fontes, alegam que a bandeira nacional brasileira, adotou o retângulo verde com losango amarelo representando não a extinta monarquia, mas representando as verdes matas e os tesouros nacionais, porém, se analisarmos o decreto que estabelece nossa bandeira, veremos que a mesma tem mais relação com a história de nossas conquistas enquanto império, que a relação as matas ou tesouros minerais. Basta analisar o seguinte trecho do decreto n.º 4 que criou a bandeira republicana, diz que:

..."as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da pátria e que essas cores, independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da pátria entre as outras nações."

Mas apesar de tudo, a nossa bandeira não foi unanimidade e muitas outras foram sugeridas no princípio da república, porém, nenhuma conseguiu tomar o lugar de nosso verde-louro pavilhão como o conhecemos. Desde sua criação, a Bandeira do Brasil recebeu algumas adições, passando ao longo dos anos a adotar 27 estrelas em sua composição, ao invés das 21 originais, estas adições devido ao surgimento de novos estados brasileiros.

Existe uma série de ritos que envolvem nossa Bandeira Nacional, e um dos mais importantes é executado todos os dias em todas organizações militares do Brasil, falo do Cerimonia da Bandeira, a qual é hasteada todas as manhãs sob um rito e ao fim da tarde a mesma é baixada. Há inclusive um artigo em nossa constituição o qual reza que ao menos uma vez na semana deve ser realizado nas instituições públicas ou privadas de educação, o rito de hasteamento da mesma sob o entoar do Hino Nacional Brasileiro, algo que era muito comum e que aos poucos foi sendo colocado de lado pelas escolas que no final dos anos 90 passaram a abolir essa prática que esta constituída em nossa carta magna.

A bandeira do Brasil pode ser usada em todas as manifestações do sentimento patriótico, de caráter oficial ou particular. Porém, nas solenidades oficiais, há várias formalidades a serem cumpridas.

Dentre as normas protocolares e regras vigentes em órgãos governamentais e das Forças Armadas, muitos dos procedimentos são similares, apesar de algumas diferenças em determinadas normas. Segundo essas normas, a bandeira poderá ser apresentada das seguintes formas:
  • hasteada em mastro ou adriças, nos edifícios públicos ou particulares, templos, estádios esportivos, escritórios, salas de aula, auditórios, embarcações, ruas e praças, e em qualquer lugar em que lhe seja assegurado o devido respeito;
  • distendida e sem mastro, conduzida por aeronaves ou balões, aplicada sobre parede ou presa a um cabo horizontal ligando edifícios, árvores, postes ou mastros;
  • reproduzida sobre paredes, tetos, vidraças, veículos e aeronaves;
  • compondo, com outras bandeiras, panóplias, escudos ou peças semelhantes;
  • conduzida em formaturas, desfiles, ou mesmo individualmente;
  • distendida sobre ataúdes, até a ocasião do sepultamento.
Hasteia-se a bandeira:
  • diariamente nos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, nas missões diplomáticas brasileiras e nas unidades da Marinha Mercante;
  • nos dias de festa e de luto nacional, também nos estabelecimentos de ensino e sindicatos;
  • pelo menos uma vez por semana, em caráter solene, nas escolas públicas ou particulares.
A bandeira pode ser hasteada e arriada a qualquer hora do dia ou da noite, mas normalmente isso é feito às 8 horas e às 18 horas, respectivamente. Apenas no Dia da Bandeira (19 de novembro), o hasteamento é realizado às 12 horas, em solenidade especial. Durante a noite a bandeira deve estar iluminada. Quando várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultaneamente, a bandeira brasileira é a primeira a atingir o topo e a última a dele descer.

Se a bandeira estiver a meio-mastro ou a meia-adriça, em sinal de luto, no hasteamento ou arriamento, deve ser levada inicialmente até o topo. Em marcha, o luto é assinalado por um laço de crepe atado junto à lança. Hasteia-se a bandeira em funeral, em todo o país, quando o presidente da República decretar luto oficial, salvo nos dias em que o luto coincida com alguma festa nacional. Quando não for decretado luto oficial, o hasteamento em funeral fica limitado à Casa Legislativa ou ao Tribunal em que haja ocorrido o falecimento de um de seus membros.

A bandeira deve sempre ocupar lugar de honra, em posição central, destacada à frente de outras bandeiras e à direita de tribunas, púlpitos, mesas de reunião ou de trabalho. Nas missões diplomáticas em países estrangeiros, estas regras podem-se tornar mais flexíveis em atenção às leis, usos e costumes do país hospedeiro.

A bandeira deve ser respeitada e jamais ser agredida, queimada ou rasgada, sendo estes atos considerados ultraje a nossa nação, lembrando que a bandeira representa algo muito maior que o governo ou qualquer figura que se instale no seio de nosso governo, pois simboliza nossa terra, nosso povo, nossa história.

Para encerrar quero reproduzir abaixo o Hino da Bandeira e saudar nosso pavilhão neste 130º aniversário, Viva ao Brasil, Viva ao povo brasileiro!!!

Hino À Bandeira do Brasil

Salve, lindo pendão da esperança!
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever
E o Brasil por seus filhos amado
Poderoso e feliz há de ser!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira
Nos momentos de festa ou de dor
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!


Composição: Francisco Braga / Olavo Bilac





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