terça-feira, 28 de maio de 2019

Corpo de Bombeiros do Rio recebe novas viaturas e equipamentos operacionais

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O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) vai receber, nesta terça-feira (28.05), novas viaturas e equipamentos operacionais. A entrega será feita pelo Governo do Estado,  às 14 horas, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória.

Entre os itens da aquisição estão 30 (trinta) quadriciclos, 16 (dezesseis) jipes, 05 (cinco) moto aquáticas, mais de 60 (sessenta) conjuntos de desencarceramento e salvamento veicular, 30 (trinta) pranchas para resgate no mar, além de cerca de 580 flutuadores salva-vidas, 500 coletes táticos de busca e salvamento e 150 equipamentos de proteção individual.  O investimento é de R$11,7 milhões.

Uma viatura de combate a incêndio e salvamento (Auto Plataforma Mecânica) que foi revitalizada, no valor de R$2 milhões, também está na lista. Quartéis de todo o Estado, incluindo os Grupamentos Marítimos, o Grupamento Aéreo e unidades especializadas, serão beneficiadas.

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Com informações do CBMERJ
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sábado, 18 de maio de 2019

Os Drones e o teatro de operações do novo século.

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Neste novo século temos acompanhado um expressivo e consolidado avanço no desenvolvimento e emprego da tecnologia de veículos remotamente pilotados, os quais são usualmente conhecidos como “DRONES”, tendo sido notório o aumento do emprego desta solução no moderno teatro de operações, tendo um papel de destaque na “Guerra ao Terror” lançada contra grupos terroristas que operam no Oriente Médio, sendo o Paquistão um dos países com maior incidência do emprego de drones para ataques cirúrgicos contra alvos classificados.

Ao longo de sua existência, os Drones têm sucessivamente ampliado seu potencial de emprego, tendo diversas variantes e modelos destinados ao emprego em terra, mar e ar, capazes de cumprir um variado leque de missões, as quais vão desde reconhecimento/observação, coleta de dados (ELINT/SIGINT), ataque e por fim guerra eletrônica (EW) dentre diversas aplicações.

Hoje existem múltiplas aplicações conforme exemplificamos acima, além do constante desenvolvimento tecnológico de sua eletrônica embarcada, a qual integra diversos sistemas e sensores em uma única plataforma, fornecendo ao seu operador uma grande vantagem em relação aos meios convencionais, quer seja pelo menor custo e complexidade, quer seja pelo baixo custo em relação à uma hipotética perda, uma vez que só se perde o meio e não seu operador, sendo o segundo um ativo muito mais valioso que qualquer meio convencional operado, pois a perda de um operador, quer seja o piloto de uma aeronave, quer seja uma tripulação de um MBT, envolve não apenas um alto custo moral, mas também financeiro e orgânico, uma vez que se perde anos de investimento em treinamento e preparação do militar que irá operar o equipamento, uma perda que não pode ser reposta tão facilmente como um equipamento, seja convencional ou remotamente pilotada.

Inicialmente empregados como solução para coleta de inteligência, os drones foram largamente utilizados em tomadas de imagens aéreas, contando com uma série de sensores e câmeras para coleta de imagens aéreas do campo de batalha ou de zonas de interesse da inteligência, possuindo uma maior flexibilidade e menor custo que os satélites neste tipo de aplicações.

A indústria de Defesa foi rápida em transformar e desenvolver a tecnologia de UAV’s, as quais surgiram inicialmente com aeromodelos, isso mesmo! A tecnologia que surgiu através do hobby, onde amadores passaram a inserir câmeras em seus aeromodelos para captura de imagens aéreas, o que logo foi identificado como uma grande oportunidade pela indústria de defesa, a qual identificou um novo nicho a ser explorado, tendo um vasto e rentável mercado para esse tipo de solução, tendo percebido a importância que eles poderiam ter no emprego militar, sendo uma solução atraente para ser utilizados em ambientes inóspitos e de alto risco.

Nos primórdios, os drones enfrentavam grandes limitações técnicas, chegando a ser necessários 30 operadores para conduzir um voo de cerca de 20 minutos. Mas o israelense Abe Karem foi um divisor de águas no campo do desenvolvimento de drones, tendo sido responsável em 1977 por uma verdadeira revolução tecnológica no campo, algo que será abordado em nosso próximo artigo desta série, onde iremos falar desse “gênio” e as soluções que desenvolveu neste importante campo de defesa.


Hoje a tecnologia de drones, os quais ganharam diversas siglas de acordo com sua aplicação, como UAV (VANT em português que significa Veículo Aéreo Não Tripulado), UCAV (sigla traduzida para o português como Veículo Aéreo de Combate Não Tripulado), USV, ASV e etc... Todos serão abordados em artigos distintos para que se possa conhecer um pouco melhor sobre esta tecnologia, suas particularidades e a importância de se investir na pesquisa e desenvolvimento desse tipo de soluções no Brasil, onde iremos apresentar algumas inovações que a Quartzo Engenharia de Defesa apresentou durante a LAAD 2019.

Inicialmente focado em atividades de coleta de imagens para auxílio aos setores de inteligência, passaram a receber novas aplicações, incorporando equipamentos e sensores de inteligência eletrônica, passando a ser capazes de realizar coleta ELINT/SIGINT como já citamos, chegando a atuar como MAGE (Medida de Apoio a Guerra Eletrônica)

Assim como as aeronaves convencionais, os drones aéreos também incorporaram avanços significativos no que diz respeito a discrição, passando a incorporar os avanços obtidos com a tecnologia stealth, permitindo assim que os modernos drones possam operar com maior “liberdade” em zonas sob controle aéreo inimigo, passando também a contar com plataformas de emprego aeronaval, capazes de operar embarcados em diversas classes e tipos de navios, conferindo a estes meios um importante ganho em capacidade de monitoramento e controle, superando a barreira imposta aos sensores e radares usualmente integrados a estes pela curvatura da terra.

O emprego de drones hoje é algo fundamental para as principais potencias bélicas, podendo representar o sucesso em missões de combate pela sua capacidade de coleta de informações, interferência eletrônica através de EW e mesmo ataques com mísseis, tendo a seu favor a discrição obtida através da concepção dos novos projetos que incorporam tecnologia Stealth e o baixo custo operacional, sem falar no menor custo em caso de perda em combate.

Nesse contexto, os drones oferecem um vasto leque de vantagens em relação aos meios convencionais, podendo cumprir um variado leque de missões hoje desempenhadas por diversas aeronaves convencionais, apresentando o custo dos equipamentos envolvidos bem menor, além de propiciar maior autonomia.

Dentre os objetivos, pode-se citar a coleta de imagens de “alvos” de interesse, tais como radares, armamentos ou sensores; efetuar coleta de Inteligência Eletrônica, coletando as características de emissões dos radares; ou até mesmo Inteligência de Comunicações, possibilitando a interceptação do tráfego de informações criptografadas ou não.

A utilização de drones stealth permite a coleta de vários dados para a biblioteca de dados destinados á Guerra Eletrônica, fazendo-o mais próximo dos meios de interesse sem que eles possam ser detectados ou identificados pelos sensores inimigos. Isso permite aproximação suficiente de um meio, de forma que se posicione a uma distância inferior a distância mínima de detecção do radar, o que resulta em uma impossibilidade completa de identificação. Essa atividade possibilita a coleta de dados para posterior estudo, registro e difusão por parte dos analistas de Guerra Eletrônica.

No moderno teatro de operações navais, se faz de suma importância possuir a capacidade de identificação e acompanhamento de contatos no maior alcance possível, neste contexto é fundamental a presença do MAGE (Medida de Apoio a Guerra Eletrônica), o qual deve apresentar grande sensibilidade e alcance, sendo fundamental seu emprego nos modernos meios de superfície. Porém, esse equipamento quando embarcado apresenta algumas limitações quanto ao seu raio de alcance, onde meios inimigos podem se “esconder” na curvatura da terra. Tendo como premissa que tal equipamento permite aos operadores identificar os sinais detectados e a correta interpretação de possíveis ameaças, as limitações impostas pela curvatura da terra é um dos fatores limitantes da recepção MAGE.

Analisando a problemática imposta pela Curvatura da Terra, podemos superar tal limitação com emprego de drones, na Marinha do Brasil nomeados como ARP (Aeronave Remotamente Pilotada), os quais podem incorporar um sistema MAGE interligado ao sistema do navio por meio de uma antena com feixe direcional, poucos lóbulos secundários e com tamanho e peso reduzidos para impedir a captação da sua irradiação pela força inimiga, além de propiciar uma troca de dados em alta velocidade com o navio, recebendo os parâmetros coletados. Com isso seria possível obter sinais eletromagnéticos provenientes das mais diversas plataformas e com um alcance muito superior ao de qualquer equipamento embarcado em um navio, representando uma grande vantagem tática.

A utilização de drones para a Guerra Eletrônica é uma realidade que vem incorporando cada vez mais capacidades. Além das soluções de EW que citamos, como MAGE, há estudos para o emprego do laser de baixa potência embarcado em drones. Esse laser pode ser utilizado como arma de defesa, cegando ou confundindo o míssil disparado, de forma a evitar o seu impacto no alvo.

Portanto, o domínio, o constante desenvolvimento e o aprimoramento tecnológico dentro da capacidade de Guerra Eletrônica é essencial para manter o poder de dissuasão, e os drones hoje são um importante meio de emprego neste tipo de missão, tendo deixado o campo da ficção e se tornado uma real capacidade imprescindível no moderno teatro de operações. O GBN News irá trazer uma série especial sobre drones, onde iremos apresentar um pouco sobre essa tecnologia e as soluçôes do mercado.



Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio, leste europeu e América Latina, especialista em assuntos de defesa e segurança.


Com dados obtidos de artigos publicados pelo Capitão-Tenente (EN) ANTÔNIO JOSÉ FERREIRA VIEIRA - Chefe do Depto. de Coordenação Técnica e Capacitação – CGEM Mestre em Engenharia Elétrica

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Conhecendo a Operação “Jeanne D’Arc” 2019 e sua passagem pelo Brasil

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Na última semana, passou pelo litoral fluminense Grupo Tarefa Anfíbio da Marine Nationale francesa composto por três embarcações, dentre elas o BPC “Tonnerre” da Classe Mistral, a fragata “La Fayette” que dá nome a esta classe de navios de escolta franceses e o BSAM “Seine”.

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) da Marinha do Brasil, aproveitou a ocasião da ADEST 2019 na região de Marambaia, para realização de manobras anfíbias em conjunto com a força francesa. A Operação “Jeanne D’Arc” se constituiu uma grande oportunidade para troca de conhecimentos entre as forças navais brasileiras e francesas, representando um importante ganho à ambas marinhas, onde além das operações de desembarque anfíbio com as forças do CFN, foi possível inserir a passagem francesa no âmbito de outra grande manobra de nossa esquadra, falo da ADEREX 2019, operação que reúne o maior número de meios operativos de nossa esquadra na égide de um mesmo exercício, com isso garantindo o importante adestramento de nossa esquadra, com seus meios e equipagens realizando exercícios que simulam o mais próximo da realidade situações que poderão ocorrer em seu teatro de operações.

A incursão anfíbia realizada com apoio no NDCC “Almirante Saboia”, envolvendo o emprego de cinco viaturas CLAnf do CFN e operadores dos Comandos Anfíbios (ComAnf), os quais desembarcaram na Praia de Marambaia para realizar o reconhecimento do terreno e preparar o assalto anfíbio na sequência, onde desembarcaram o contingente de fuzileiros navais com a missão de neutralizar uma base de misseis anti-navios inimiga. Nesta parte do exercício combinado, fora empregado um contingente de 230 fuzileiros, dentre esses os ComAnf, além de 50 homens da Marine Nationale.

Os franceses empregaram dentre os meios o “Tonnerre” que lançou com suas embarcações de desembarque, dentre elas seu EDA-R (Engin de Débarquement Amphibie Rapide, catamarã) os homens do 3ºBtlInfFuzNav que foram conduzidos ao teatro de operações através do navio francês. Tal operação garantiu a oportunidade por parte das forças brasileiras de conhecer um pouco sobre a doutrina de emprego e projeção de forças anfíbias francesas, bem como deu aos franceses a oportunidade de conhecer a doutrina de emprego e projeção de forças anfíbias com viaturas anfíbias, lembrando que os mesmos não dispõem de meios deste tipo, como nossos CLAnf.


Conhecendo a “Jeanne D’Arc”

A missão "Jeanne D’Arc" tem como objetivo principal a preparação dos aspirantes a oficial da Marine Nationale, tendo a duração de cinco meses, onde a missão ilustra a versatilidade, resistência e perícia necessária aos marinheiros franceses para cumprir suas missões no âmbito de uma força combinada em todos as partes do globo.

Composto por um Grupo Tarefa Anfíbio, a missão permite que os aspirantes à oficiais da Marinha francesa aprendam na prática tudo que foi estudado nas salas de aula, sendo a melhor forma de apreender a complexidade das missões e os teatros de operações.

Este ano o Grupo Tarefa Anfíbio é composto pelo BPC da Classe Mistral “Tonnerre”, que significa Trovão em francês, a fragata “La Fayette”, primeiro navio do tipo que dá nome a esta classe, e o BSAM “Seine”. Contando com 130 jovens oficiais navais franceses e estrangeiros, oriundos da l’École navale (Escola Naval Francesa), da l’École du Commissariat des armées (Escola do Comissariado de exércitos) e alunos de Marinhas amigas, os quais realizam o treinamento prático dentro de uma comissão operacional de cinco meses.

A “Jeanne D’Arc” teve inicio em 25 de fevereiro de 2019, quando o Grupo Tarefa Anfíbio suspendeu de Toulon na França, tendo essa missão quatro objetivos:


1 - Treinamento no mar de Aspirantes à Oficial

Esta comissão de cinco meses é um primeiro cenário prático pelo qual passam os futuros oficiais da Marine Nationale ao final de um ciclo de estudos acadêmicos. A participação destes aspirantes a oficiais durante a comissão de um grupo anfíbio é a oportunidade para adquirir conhecimento na prática dos sistemas navais moderno que os mesmos terão de operar durante sua carreira como oficiais. Permitindo assim que estejam prontos para desempenhar as suas funções ao final da missão "Jeanne d'Arc", que é o culminar da sua formação como oficiais marinheiros.

2 - Implantação operacional em áreas de interesse estratégico

A França é a única nação europeia permanentemente presente nos Oceanos Índico, Atlântico e Pacífico. A Marinha emprega regularmente suas unidades em áreas de interesse estratégico, de acordo com a Revisão Estratégica de Defesa e Segurança Nacional. O Pré-posicionamento da Operação “Jeanne d'Arc” ajuda a manter um profundo conhecimento dessas áreas, estudar suas evoluções, mas também antecipar o aparecimento de crises, mantendo uma capacidade autônoma de acompanhamento da situação.

Como todas as equipagens das embarcações em operação no mar, os marinheiros desdobrados na missão "Jeanne D'Arc" podem ser ​​direcionados para missões de combate sob as ordens do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

A missão “Jeanne D'Arc” é uma comissão operacional que ilustra o amplo espectro de missões desenvolvidas pela Marinha Francesa:

- Participação no apoio a operações internacionais:

O grupo passará várias semanas no mar nas áreas de operações e poderá contribuir com sua capacidade operacional, em particular o poder de projeção de força anfíbia com seu grupo tático embarcado, o qual está sob aviso, sendo apto a cumprir um vasto leque de missões, como:

- Operação Sea Guardian (Operação de Segurança Marítima da OTAN no Mediterrâneo, lançada em julho 2016),

- Operação Enduring Freedom (operação contra o terrorismo e o tráfico ilícito no Oceano Índico e Mar da Arábia),
O grupo também participará da Operação ATALANTE, uma operação europeia de combate a pirataria no Oceano Índico, onde a França está criando uma estrutura de partilha de informação marítima em Brest (Centro de Navegação Marítima do Chifre de África - MSC-HOA) como parte do esforço europeu para securitizar as rotas marítimas naquela conturbada região do globo.

- Missões de soberania: O grupo envolvido na operação “Jeanne D'Arc” realizará missões de soberania durante as quais contribuirá com sua presença para a proteção das suas áreas marítimas.

- Missões de assistência humanitária (ajuda às populações afetadas em caso de crise)


Mapa da missão "Jeanne d'Arc" 2019




- Mediterrâneo e Canal de Suez (Egito),

- Mar Vermelho (Djibuti), Oceano Índico através do Estreito de Bab-el-Mandeb e o Canal de Moçambique (Mayotte, Madagascar),

- Cabo da Boa Esperança (África do Sul), Oceano Atlântico (Brasil),

- Abordagens à Guiana, Mar do Caribe (Martinica, Colômbia), Golfo do México (México),

- Mar dos Sargaços e o Oceano Atlântico (Estados Unidos, Açores),

- Estreito de Gibraltar e o Mediterrâneo, para um retorno a Toulon em julho



3 - Interoperabilidade e cooperação regional

Durante a missão "Jeanne D’Arc", muitas ações de cooperação serão realizadas entre a marinha francesa e as marinhas dos principais parceiros da França (Egito, Brasil, Estados Unidos). Eles atestam o desejo de manter um nível muito alto de interoperabilidade com seus aliados, necessários para conduzir operações em uma coalizão internacional. De fato, há muitos compromissos nos quais a França atua como parte de uma coalizão: Como contra o Estado Islâmico, contra a pirataria marítima ou o tráfico de pessoas no Oceano Índico, as Índias Ocidentais ou Mediterrâneo, para garantir a segurança das rotas marítimas e contribuir para o respeito do direito marítimo.


A França contribui para a estabilidade destas regiões juntamente com os seus principais parceiros. Graças ao seu poder de projeção, contando com instalações militares permanentes no Oceano Atlântico e Índico, e graças às comissões regulares de seus meios navais em todos os mares do globo, a França garante uma presença única entre os países europeus.


4 - Apoio naval à diplomacia

A operação "Jeanne D'Arc" contribui para o fortalecimento da influência da França no exterior. A sua mera presença é um forte sinal dissuasor e um apoio indiscutível a diplomacia. Quanto a todos os navios da Marinha Francesa no exterior, as escalas em portos estrangeiros permitem manter e consolidar as relações que a França tem com outras nações, sendo uma oportunidade para ações de alto valor agregado, em apoio à influência francesa.

Agradecemos as informações fornecidas pela Marine Nationale e a Marinha do Brasil, as quais nos forneceram subsídios para esta matéria.


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sábado, 11 de maio de 2019

Novo Decreto sobre armas é plenamente constitucional

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Diante da polêmica levantada diante do Decreto que modifica as regulamentações sobre o porte de armas e a alteração na determinação de armas restritas no Brasil, o GBN News resolveu tirar algumas dúvidas que surgiram diante de tantas informações desencontradas e a já conhecida industria de fake news que tenta de forma vil manipular nossa sociedade. 

Assim buscamos duas pessoas nas quais temos credibilidade para comentar a questão. A primeira delas é um grande amigo nosso, praticante de tiro desportivo e CAC, membro de um renomado clube de tiro fluminense, o qual procuramos e nos escreveu um breve comentário sobre o decreto. O segundo nome, trata-se do Advogado criminalista e Professor de Direito Penal na pós-graduação lato sensu da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Felipe Drumond Coutinho de Souza, que nos autorizou reproduzir sua analise sobre o assunto.

Nas últimas horas muito está se falando sobre o novo decreto da "facilitação" do porte de armas. Na verdade esse decreto deu ao cidadão de bem o direito de defesa que antes era negado pela PF.

A grande mídia faz entender que o presidente Bolsonaro reinventou a roda e por falta de conhecimento ou alguma outra justificativa passam essa inverdade. Estamos vivendo uma epidemia de violência causada pela falência dos valores morais da sociedade e dos governos anteriores.

O R 105 foi um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas que discricionou os calibres das armas onde vigorou até o dia 8 de maio desse ano, o R 105 foi feito sem parâmetros nenhum que justificasse o porquê de calibres permitidos e restritos.

Em 2003 tivemos um plebiscito onde a maioria disse sim para compra de armas e munições, porém o desgoverno optou por lei 10 826/03, a qual não negava propriamente dito o acesso a armas, mas ficava a cargo da PF conceder ou não e na sua grande maioria era indeferido.

No início desse ano tivemos um avanço a favor da compra de armas para posse. Muitas categorias que necessitam de porte para defesa pessoal tais como: oficiais de justiça, advogados, vigilantes , caminhoneiros, CAcs, etc... Os quais lidam ou são alvos desse mal, a violência epidemiológica que afeta quase toda sociedade,( ficando de fora quem pode pagar um SPP ou usa agente públicos para o mesmo ), ficaram sem o devido direito de defesa da sua vida e dos seus.

Vale ressaltar que a "facilitação" é um não a proibição incondicional e mesmo assim ainda temos vários requisitos para serem preenchidos entre eles:

- um laudo psicológico;
- um laudo que comprove que está apto ao uso da arma;
- sem antecedência criminal
- residência fixa dentre outras exigências

Que fique bem claro que o cidadão de bem que busca uma arma é para ter no mínimo chances de se defender, pois a epidemia da violência está palpável e assustadora e o governo vem combatendo e não alcançando êxito e para piorar tira o seu maior aliado que muitas das vezes não faz uma denúncia por conta de sofrer represálias .

Como bom cristão que sou sigo o conselho do bom mestre .

Lucas 22:36 diz: "...e,se não tem espada , vedam a sua capa e comprem uma ". Segundo nosso primeiro analista ouvido, Junior Fiuza.




Novo Decreto sobre armas é plenamente constitucional, instrumentaliza a legitima defesa e não beneficia a caça.

No dia 08 de maio de 2019 entrou em vigor o Decreto nº 9.785/2019, que regulamenta a Lei nº 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento) ao dispor sobre aquisição, registro, posse, porte, comercialização e importação de armas de fogo e munições. Apesar de recente, o ato normativo já tem sido objeto de fortes críticas daqueles que o consideram inconstitucional por, supostamente, ter exorbitado a sua função regulamentadora nas inovações trazidas, que alteraram significativamente a normatização sobre armas no Brasil. Isso, no entanto, não significa que qualquer inconstitucionalidade tenha sido praticada.

Com o decreto, o regramento geral de armas no país sofreu significativo avanço, deixando para trás amarras burocráticas absolutamente desnecessárias, pois em nada tornavam a sociedade mais segura e protegida de armas nas mãos de pessoas com intenção criminosa. Dentre as mudanças mais criticadas estão a modificação de calibres permitidos e restritos, de modo que revólveres até o calibre .44 magnum e pistolas de todos os calibres conhecidos (9mm Luger, .40SW, .45ACP e etc) passaram a ser considerados permitidos, a alteração do número máximo de munições que podem ser adquiridas por ano, tendo sido fixado o limite de cinco mil para armas de calibre permitido e mil para armas de calibre restrito e a definição de critérios objetivos para a obtenção do porte de armas.

Apesar das críticas, as mudanças são absolutamente constitucionais e regulares. A Lei jamais estabeleceu a definição dos calibres restritos ou permitidos, nem, tampouco, qualquer limite quantitativo de munições que podem ser anualmente adquiridas, tendo delegado essa função à regulamentação por Decreto, sendo certo que não há qualquer restrição a esse ato do presidente da República no que se relaciona a tais alterações.

No que diz respeito à obtenção de porte de arma, também não há qualquer irregularidade. A Lei determina que, para a sua concessão, é necessário, além dos requisitos exigidos para a aquisição de arma, a comprovação de efetiva necessidade, sem estabelecer qualquer critério objetivo. Diante disso, o decreto apenas enumera algumas profissões e atividades cujo exercício passou a ser considerado como suficiente à presunção da existência da efetiva necessidade para a concessão do porte. Decretos presidenciais têm função de regulamentar dispositivos legais, especialmente os de redação abstrata e genérica, de modo a fixar regras mais precisas para a aplicação da Lei. Foi exatamente o que fora implementado para tornar o processo menos subjetivo, desigual e dependente das preferências pessoais de cada autoridade.

Por fim, importante salientar que o decreto não viabiliza, sob nenhum aspecto, a caça. 

Há apenas a previsão de que caçadores já registrados têm presumida a necessidade para o porte de arma curta exclusiva para defesa pessoal, sem autorização para abate de animais.

Apesar de ser devido o respeito a quem se opõe às escolhas políticas do decreto, isso não pode tornar inconstitucionais atos perfeitamente lícitos em prol da legítima defesa.


Por:  Felipe Drumond Coutinho de Souza - Advogado criminalista e Professor de Direito Penal na pós-graduação lato sensu da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).


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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Dia da Vitória! A Cobra fumou e continua fumando!

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Hoje comemoramos os 74 anos do encerramento do maior e mais sangrento cobflito já visto pela humanidade, onde com honra, bravura e sangue, o combatente brasileiro representou com louvor a essência do povo brasileiro nas páginas de história. O GBN News rende uma justa homenagem aos nossos verdadeiros heróis brasileiros, os quais fizeram a "Cobra Fumar" em solo europeu e nas águas do Atlântico, onde em terra, no mar e no ar mostraram o valor do aguerrido combatente brasileiro, respeitado e temido pelo inimigo, tendo escrito grandes feitos aos quais devemos eternamente nos orgulhar e recordar.

Por Angelo Nicolaci - Jornalista, graduando em Relações Internacionais, consultor e especialista em geopolítica e defesa.


Abaixo reproduzo a Ordem do Dia a ser proferida:

O 8 de maio é uma data que para sempre deve estar em nossa memória. Há 74 anos, o mundo celebrava o fim do maior de todos os conflitos. A liberdade triunfava sobre a tirania.
Passadas sete décadas, continua viva a obrigação de transmitir às sucessivas gerações as lembranças e os ensinamentos daqueles que deram suas vidas na luta pela Pátria. Fundamental que os de hoje saibam o que fizeram os de ontem.
Não permitiremos que desbote da história cada nuance das amarguras, dos dissabores e dos martírios, que apenas quem já viveu a guerra pode compreender. Não permitiremos que o sacrifício daqueles que nos antecederam seja em vão.
Que as novas gerações sempre reverenciem os brasileiros das mais distintas origens, das selvas, dos cafezais, que atravessaram um oceano para cumprir a mais nobre missão.
Nos mares, nossos navios de guerra e mercantes mantiveram as linhas de comunicação marítimas com descomunal esforço, fator decisivo na Batalha do Atlântico. Nos ares, nossos pilotos da recém criada Força Aérea Brasileira tiveram excepcional desempenho contra aeronaves adversárias. Em terra, a Força Expedicionária Brasileira realizou uma campanha vencedora que culminou com a rendição de uma Divisão de Exército do Eixo, com 15 mil militares, na Batalha de Collecchio em 29 de abril.
Fosse nas águas do Atlântico, nos campos de batalha da Itália ou nos céus da Europa, tivemos ali todo um Brasil representado.
O Dia da Vitória nos faz refletir sobre militares e civis ombreados na luta pela Pátria. São nobres anseios e efetivas ações. E sempre surpreendemos! Se era “mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra”; pois bem, A COBRA FUMOU! E nossos pracinhas forjaram-se heróis!
Nesta data festiva, lembremos também de muitos heróis que nem pisaram na Europa. Mulheres que tiveram que assumir novos papéis para permitir que seus pais, maridos e irmãos chegassem aos campos de batalha. Famílias que foram desfeitas, pais que perderam os seus filhos. Casamentos que ficaram apenas nos planos de namorados. Filhos que não conheceram seus pais. A resiliência, a coragem e o comprometimento foram palavras de ordem nos dois hemisférios.
Todos tiveram seu quinhão de sacrifício. Todos merecem ser reverenciados. Os que foram para lá e os que por aqui ficaram. Os que voltaram para casa e os que nunca regressaram.
E hoje, nos unimos neste Monumento, para juntos, mais uma vez, legitimarmos e agradecermos a todos que direta ou indiretamente contribuíram para que a paz e a concórdia fossem restituídas em todo o mundo.
Mais que nosso reconhecimento, é nosso dever preservar as conquistas que nos foram asseguradas por nossos antepassados. Honrar a trajetória digna de respeito daqueles que lá estiveram. E, acima de tudo, é preservar a vocação brasileira para a resolução de conflitos, a marca assertiva que nossos soldados de ontem e de hoje trazem consigo: combater o bom combate e buscar a paz acima de tudo.
Sim! Buscamos a paz, mas nossa placidez não deve ser percebida como subserviência. Verás que um filho teu não foge à luta. O braço forte, embora muitas vezes silencioso, antecipa conflitos e garante que a paz e a estabilidade estejam sempre asseguradas, para que cada um de nós possa seguir adiante e garantir seu direito à liberdade e à democracia.  
Já sabiam os romanos que “se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Não queremos a guerra, não a buscamos ou a incentivamos. Entretanto, precisamos estar prontos, caso outros a suscitem.
Em um mundo instável, em que as ameaças incertas podem surgir a qualquer instante, a paz deve ser preservada diariamente. É certo que o Brasil sempre escolherá o diálogo na solução dos conflitos. Acreditamos no respeito, nas boas relações entre os povos e nos valores elencados em nossa Constituição. Acreditamos na democracia, na liberdade e na construção de um mundo mais justo, um mundo exatamente como aquele pelo qual nossos pracinhas e outros milhões de soldados lutaram há sete décadas.
E é com esse espírito combatente e que estaremos sempre prontos para celebrar a vitória, nas asas do nosso ideal e para a glória do nosso Brasil.

Orgulho e honra aos nossos heróis!
Muito obrigado!

FERNANDO AZEVEDO E SILVA
MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Criação do Comando de Operações Especiais da Marinha? O GBN News foi atrás da verdade

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Esta semana mais uma vez nos surpreendemos com uma nova obra dos ditos "especialistas" da internet. Desta vez uma pagina no Facebook "noticiou" a suposta criação de uma nova estrutura voltada as operações especiais na Marinha do Brasil. Onde uma suposta "fonte" teria revelado que a Marinha do Brasil teria tomado a decisão de criar um "Comando de Operações Especiais Naval", o qual segundo tal "fonte", reuniria sob uma unica estrutura todas unidades de operações especiais da Marinha do Brasil.

Mas o suposto "furo" não apenas dizia que ComAnf e GruMeC passariam a fazer parte da mesma estrutura, lembrando que o ComAnf pertence ao CFN e o GruMeC á Esquadra, mas que seria criado uma unidade aérea especial e mais outros contos. 

Diante dessa suposta "noticia", a qual tive conhecimento através dos questionamentos de nosso público, o qual a cada dia tem se tornado mais qualitativo e critico, o que vem a ser uma grande conquista em nosso trabalho de conscientização e disseminação do conhecimento sobre as questões geopolíticas e de defesa, me lancei em busca de informações oficiais, checando tais fatos diretamente com a Marinha do Brasil, através de nossos canais com o CCSM ( Centro de Comunicação Social da Marinha) e a própria FFE (Força de Fuzileiros da Esquadra), onde obtivemos uma declaração do C.Alte (FN) Lage, que desmentiu tal "noticia".

Segundo o C.Alte (FN) Lage, a suposta informação divulgada na pagina "Força Commandos" sobre a criação do Comando de Operações Especiais da Marinha, "não existe nenhum tipo de verdade nisso, são muitas inverdades, quem postou aquilo esta completamente desinformado", prosseguiu, " quem sabe o minimo que está acontecendo, sabe que o processo não esta sendo conduzido da forma que foi divulgada ali."

"O que esta acontecendo, é que esta prevista a criação, ou pelo menos esta em andamento, um estudo visando a criação do Comando Naval de Operações Especiais, a exemplo das Divisões da Esquadra, sem comando subordinado, Tonelero e GruMeC continuarão com sua subordinação nos comandos que agora pertencem, e nós estaremos realizando o gerenciamento e assessoramento em termos de comando de atividades de operações especiais, nucleando a força conjunta de operações especiais quando ativada", completou o C.Alte (FN) Lage.

Ainda há muito a ser estudado, não havendo o mínimo fundamento no que foi publicado segundo nós apuramos. O GBN News mais uma vez atento ao seu papel como mídia profissional comprometida com a veracidade dos fatos, sendo um veículo que tem em seu DNA a qualidade do conteúdo publicado, sempre amparado por fontes fidedignas, fiel a missão de informar e levar o conhecimento ao seu público, derruba mais uma fake news.

O que existe de fato, é a condução de estudos pelo Comando de Operações Navais visando criar uma estrutura segundo os moldes citados pelo C.Alte (FN) Lage, sendo mantida a cadeia hierárquica e de comando do Tonelero e GruMeC, bem como as atividades no âmbito da ForSup, ComemCh e FFE.

Nós agradecemos á Marinha do Brasil pelo canal que temos mantido, o que nos possibilitou esclarecer tal fato, nos permitindo levar ao nosso público conhecimento e informação sobre nossa Marinha de maneira clara e objetiva.

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