sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Alistamento Militar 2026 tem início em todo o país e amplia participação feminina

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Teve início ontem, 1º de janeiro, o período de Alistamento Militar 2026, etapa fundamental para a renovação anual dos efetivos das Forças Armadas. O prazo segue até 30 de junho, e a inscrição é obrigatória para os homens que completam 18 anos em 2026. Pelo segundo ano consecutivo, o processo também está aberto às mulheres, de forma voluntária, reforçando a ampliação da presença feminina nas fileiras militares.

As inscrições podem ser realizadas de forma online, por meio da página oficial do Alistamento Militar, inclusive por brasileiros que residem no exterior. A partir desta quinta-feira, também é possível se alistar presencialmente em uma Junta de Serviço Militar (JSM) próxima à residência do candidato ou candidata.

Criado pelo Ministério da Defesa em 2024, o Serviço Militar Feminino chega ao seu segundo ano com números mais robustos. Para 2026, estão disponíveis 1.467 vagas, sendo 1.010 destinadas ao Exército Brasileiro, 300 à Força Aérea Brasileira e 157 à Marinha do Brasil. A expectativa é de que esse quantitativo seja ampliado de forma gradual nos próximos anos.

Outro destaque desta edição é a expressiva expansão geográfica do programa. Em 2025, as vagas estavam distribuídas em 28 municípios, em 13 estados e no Distrito Federal. Para 2026, esse número salta para 145 municípios, abrangendo 21 estados e o DF, evidenciando o compromisso institucional de ampliar o acesso e a participação feminina. No primeiro ano do programa, 33.721 mulheres realizaram o alistamento.

Mais do que uma obrigação legal, o Serviço Militar representa uma oportunidade de formação cidadã, desenvolvimento de competências e preparo técnico. Durante o período de incorporação, os jovens têm contato com diferentes áreas de atuação, adquirindo experiência profissional relevante, em muitos casos o primeiro emprego formal, além de valores como disciplina, responsabilidade e espírito de serviço à Pátria.

Após a incorporação, é obrigatório o cumprimento do Serviço Militar Inicial por 12 meses, com possibilidade de prorrogação anual por até oito anos, desde que haja vagas, interesse do militar temporário e aprovação da Força Armada correspondente. Aqueles que se alistarem em 2026 serão incorporados no início de 2027.

O processo de seleção inclui as etapas de seleção geral, designação, seleção complementar e incorporação ou matrícula. Importante destacar que o alistamento não configura ingresso automático na carreira militar. Ao término do serviço obrigatório, o vínculo é encerrado, sendo necessário participar de concursos ou cursos específicos para quem deseja seguir carreira nas Forças Armadas.

O não cumprimento das obrigações militares acarreta uma série de restrições legais, conforme previsto no Decreto nº 57.654/1966, incluindo impedimentos para obtenção de passaporte, matrícula em instituições de ensino, registro profissional, posse em cargo público e assinatura de contratos com órgãos governamentais.

Com o início do Alistamento Militar 2026, as Forças Armadas reforçam seu papel estratégico não apenas na defesa nacional, mas também na formação de uma reserva humana qualificada, pronta para atuar tanto em situações de defesa quanto em ações subsidiárias de apoio à sociedade brasileira.


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SEJUSP/AC emprega VANT HARPIA no monitoramento de áreas alagadas e amplia capacidade de resposta a desastres naturais

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (SEJUSP/AC) empregou nesta terça-feira (30), o Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) HARPIA, desenvolvido pela brasileira ADTECH-SD, em missões de monitoramento das áreas afetadas pelos alagamentos causados pelas fortes chuvas que atingem o estado.

A aeronave foi utilizada para acompanhar, em tempo real, regiões críticas da capital e áreas ribeirinhas, com foco na identificação de vítimas, avaliação da extensão dos alagamentos e apoio direto ao planejamento e à condução das ações de resposta e resgate. O emprego do HARPIA demonstrou, na prática, a versatilidade do sistema e o significativo ganho de capacidade operacional proporcionado ao Estado do Acre com a incorporação da plataforma.

Projetado para missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), o HARPIA se destaca pela autonomia estendida e alcance operacional de mais de 218 quilômetros, sensores de alta performance e operação simplificada, características essenciais em cenários de crise que exigem vigilância contínua, rapidez na tomada de decisão e coordenação eficiente entre diferentes órgãos. Durante a operação, o VANT forneceu imagens aéreas em tempo real das áreas alagadas, permitindo uma visão ampla e precisa da situação no Rio Acre, no Igarapé São Francisco e em outros pontos sensíveis.

Entre os principais diferenciais do HARPIA estão a autonomia de voo de doze horas, superior às soluções do tipo VTOL da mesma categoria, garantindo longos períodos de vigilância sem a necessidade de pousos frequentes; o baixo custo operacional, significativamente inferior ao de aeronaves tripuladas ou drones de decolagem vertical; a simplicidade logística, que possibilita iniciar sua operação em poucos minutos, com equipe reduzida e sem infraestrutura complexa; e a capacidade de captação e transmissão de imagens em tempo real, integradas aos centros de comando e controle, ampliando o alcance da inteligência e a coordenação das ações em campo.

A operação integrou esforços da SEJUSP, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e da Polícia Militar. Segundo o comandante operacional do CBMAC, coronel Francisco Freitas, o uso do VANT representa um avanço relevante na integração entre os órgãos e no emprego da tecnologia como aliada no enfrentamento de desastres naturais. “Os voos de monitoramento fornecem imagens em tempo real das áreas alagadas, facilitando a tomada de decisão e permitindo direcionar nossos recursos para onde realmente há necessidade”, destacou.

Durante os sobrevoos, o HARPIA identificou pontos críticos, auxiliando na definição de rotas seguras, no direcionamento das equipes de resgate e na priorização das áreas que demandam maior atenção do poder público. As imagens captadas foram acompanhadas em tempo real por equipes da SEJUSP, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, reforçando a atuação integrada das forças estaduais.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, ressaltou que a tecnologia amplia significativamente a capacidade do Estado tanto no monitoramento preventivo quanto na resposta a emergências. “O VANT pode ser empregado no monitoramento de fronteiras e na prevenção de delitos, mas também em situações como esta, de desastre natural, apoiando diretamente o Corpo de Bombeiros e a defesa civil”, explicou.

O Acre tornou-se pioneiro no Brasil ao adquirir e colocar em operação o HARPIA, já empregado em missões de monitoramento, apoio às forças de segurança, vigilância de áreas sensíveis e agora na resposta a desastres naturais. A iniciativa reforça o protagonismo do estado na adoção de tecnologia de ponta, ampliando sua capacidade de atuação tanto no combate ao crime organizado quanto na vigilância de fronteiras e no apoio à defesa civil.

O emprego operacional do VANT HARPIA evidência de forma concreta, o valor estratégico da tecnologia nacional desenvolvida pela ADTECH SD, comprovando que soluções brasileiras são capazes de atender, com elevado nível de desempenho, às demandas mais complexas da segurança pública e defesa civil. Na prática, trata-se de um multiplicador de forças que reforça a soberania tecnológica, otimiza recursos públicos e eleva o padrão de proteção à população, consolidando o uso de meios aéreos não tripulados como ferramentas essenciais para a segurança em todas as suas dimensões.

Sobre a ADTECH

A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH-SD) é uma empresa brasileira reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), especializada em soluções tecnológicas de alta performance voltadas à segurança pública, defesa territorial e monitoramento estratégico. Com foco em inovação, confiabilidade e conformidade regulatória, a ADTECH consolida-se como uma referência nacional no desenvolvimento e na operação de aeronaves não tripuladas de última geração.



Fonte ADTECH-SD

imagens SEJUSP/AC


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ADTECH SD conquista status de Empresa Estratégica de Defesa

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A ADTECH SD conquistou no último dia 3 de dezembro, o status de Empresa Estratégica de Defesa (EED), concedido pelo Ministério da Defesa. A certificação oficializa a entrada da empresa no seleto grupo de organizações consideradas essenciais para a soberania da segurança e da defesa nacional, reconhecendo sua relevância estratégica para o Estado brasileiro.

O reconhecimento como EED vai além de um selo institucional. Ele atesta a capacidade tecnológica, industrial e de inovação da ADTECH SD, consolidando a empresa como um ator-chave no desenvolvimento de soluções nacionais de alta complexidade para os setores de defesa e segurança pública. A certificação confirma o papel da companhia no fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e na redução de dependências externas em áreas sensíveis e estratégicas.

O processo de credenciamento teve início em 2022. Em 2023, a ADTECH SD foi reconhecida como Empresa de Defesa, de forma paralela, avançou no atendimento aos rigorosos requisitos exigidos para a obtenção do status de EED. Esses critérios envolvem não apenas aspectos administrativos e capacidade industrial, mas também investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, incluindo parcerias estruturadas com instituições de ciência, tecnologia e ensino.

Um dos principais marcos desse processo é o desenvolvimento do Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) Harpia, uma solução nacional de destaque que simboliza a maturidade tecnológica alcançada pela ADTECH SD. O Harpia representa a capacidade da indústria nacional de defesa de conceber, desenvolver e entregar sistemas avançados, com elevado desempenho operacional e aplicações diretas tanto no campo da defesa quanto da segurança pública.

Ao reunir certificação estratégica, domínio tecnológico e soluções operacionais já empregadas por entes governamentais, a ADTECH SD reafirma seu compromisso com a soberania nacional, o fortalecimento da indústria de defesa brasileira e a entrega de capacidades que atendem às necessidades estratégicas do país, posicionando-se como referência no desenvolvimento de tecnologias críticas de uso dual.

Sobre a ADTECH

A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH) é uma empresa brasileira reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), especializada em soluções tecnológicas de alta performance voltadas à segurança pública, defesa territorial e monitoramento estratégico. Com foco em inovação, confiabilidade e conformidade regulatória, a ADTECH consolida-se como uma referência nacional no desenvolvimento e na operação de aeronaves não tripuladas de última geração.



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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O ANTISSEMITISMO QUE A ESQUERDA PREFERE NÃO VER

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A esquerda brasileira gosta de se apresentar como consciência moral da política. Defensora dos direitos humanos, das minorias e da memória histórica, ela se coloca, com frequência, no lugar de quem aponta o dedo. 

O problema começa quando esse mesmo dedo se recusa a olhar para dentro.

O aumento de episódios de antissemitismo no Brasil é real, documentado e reiteradamente denunciado por entidades judaicas. Ainda assim, parte significativa da esquerda reage não com preocupação, mas com desconfiança. A denúncia é relativizada, reinterpretada ou descartada como “instrumentalização política”.

O preconceito só parece existir quando vem do outro lado do espectro ideológico.

A causa palestina tornou-se, para muitos setores progressistas, uma zona de conforto moral. Ela oferece uma narrativa simples e sedutora: de um lado, a vítima absoluta; do outro, o opressor absoluto, o vilão inequívoco. Dentro dessa narrativa simplificada, Israel deixa de ser um Estado concreto, com governo, disputas internas e responsabilidades específicas, passando a funcionar como símbolo. O problema é que, nesse deslocamento simbólico, judeus reais entram no lugar do alvo abstrato, tornando-se destinatários de uma hostilidade que deveria ser dirigida apenas a políticas estatais.

Quando cartazes comparam judeus a nazistas, quando “sionista” vira xingamento, quando sinagogas precisam reforçar segurança em nome de uma guerra a milhares de quilômetros de distância, algo saiu do trilho. Insistir que isso é apenas “crítica a Israel” não é honestidade intelectual, é autoengano.

A esquerda costuma afirmar, corretamente, que criticar um Estado não equivale a odiar um povo. Mas essa distinção, tão invocada no discurso, raramente é defendida na prática. Se fosse, haveria reação firme contra a banalização do Holocausto, contra a culpabilização coletiva de judeus e contra a normalização de uma hostilidade que não seria tolerada contra nenhuma outra minoria.

Há também um silêncio revelador. Islamofobia, racismo e xenofobia mobilizam protestos imediatos, como deveriam. Já o antissemitismo costuma vir acompanhado de explicações, condicionantes e notas de rodapé. Como se judeus precisassem provar que merecem proteção. Como se fossem “brancos demais”, “ocidentais demais” ou “privilegiados demais” para figurar no rol das vítimas legítimas.

O antissionismo, nesse contexto, deixou de ser posição política debatível e virou dogma. Questioná-lo é heresia. Pouco importa que o sionismo tenha múltiplas correntes ou que a autodeterminação seja um princípio defendido para praticamente todos os povos do planeta. Para os judeus, abre-se uma exceção moral conveniente.

O resultado é uma contradição que corrói o discurso progressista: defende-se a universalidade dos direitos humanos enquanto se relativiza o preconceito quando ele não cabe na narrativa.

Reconhecer esse problema não significa absolver governos israelenses, silenciar Gaza ou abandonar a defesa dos palestinos. Significa apenas algo mais básico e mais difícil: admitir que o preconceito não escolhe ideologia e que causas justas não justificam discursos injustos.

Se a esquerda quiser continuar se apresentando como referência moral, precisará aprender a fazer aquilo que sempre exigiu dos outros: autocrítica. Sem isso, sua denúncia do ódio alheio soará cada vez mais seletiva e, portanto, vazia.


por Mauro Beirão



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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Holanda anuncia aquisição acelerada de veículos de combate CV90 para reforçar força terrestre

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O Ministério da Defesa dos Países Baixos anunciou planos para a aquisição rápida de novos veículos de combate de infantaria CV90, como parte de um esforço para fortalecer o poder de combate nacional diante do atual cenário de segurança europeu. A compra será realizada no âmbito da Iniciativa Nórdica Europeia, mecanismo de cooperação que busca ampliar capacidades militares comuns, reduzir custos e aumentar a interoperabilidade entre forças armadas do continente.

A decisão foi comunicada pelo secretário de Estado da Defesa, Gijs Tuinman, em carta enviada à Câmara dos Representantes em 19 de dezembro. Segundo o governo holandês, a opção pela aquisição conjunta permitirá acelerar prazos, otimizar investimentos e alinhar padrões operacionais com parceiros europeus, especialmente no domínio das forças mecanizadas.

No modelo adotado, a Suécia ficará responsável por liderar as negociações contratuais com o fabricante do CV90, centralizando o processo em nome dos países participantes. Paralelamente à compra de novos veículos, a frota de CV90 já em serviço nas Forças Armadas dos Países Baixos passará por um processo de modernização de meia-vida. Parte significativa desse trabalho será realizada em território holandês, com a participação de mais de 20 empresas nacionais como fornecedoras, fortalecendo a base industrial de defesa do país.

Além dos veículos blindados, o pacote de capacidades incluirá a aquisição de sistemas não tripulados destinados a ampliar as capacidades antitanque e de inteligência, vigilância e reconhecimento. A incorporação desses meios deverá aumentar a eficácia operacional das unidades terrestres, ao mesmo tempo em que reduz a exposição e os riscos para o pessoal militar em ambientes de alta intensidade.

O novo equipamento será destinado à 13ª Brigada Ligeira, que receberá um batalhão adicional de infantaria blindada baseado no quartel Nassau-Dietzkazerne, em Budel. O reforço em mobilidade, proteção e poder de fogo tem como objetivo elevar o nível de prontidão da brigada e fortalecer as capacidades da infantaria mecanizada, especialmente no contexto de um eventual conflito de larga escala.

Paralelamente, os CV90 atualmente em operação estão sendo submetidos a atualizações, incluindo a integração de sistemas de proteção ativa capazes de neutralizar mísseis antitanque. O orçamento reservado para a aquisição e modernização varia entre 1 bilhão e 2,5 bilhões de euros. No entanto, o Ministério da Defesa não divulgou o número exato de veículos, os cronogramas de entrega ou os custos detalhados, alegando razões de confidencialidade operacional e comercial.

Com essa iniciativa, os Países Baixos reforçam seu compromisso com a defesa coletiva europeia e com o fortalecimento de suas forças terrestres, ao mesmo tempo em que aprofundam a cooperação industrial e militar no âmbito da Iniciativa Nórdica Europeia.


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Saab fecha contrato para fornecimento de radares Arthur às Forças Armadas da Suécia

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A Saab assinou um acordo com a Administração Sueca de Materiais de Defesa (FMV) para o fornecimento de vários radares de localização de artilharia Arthur, incluindo suporte logístico e operacional às Forças Armadas Suecas. O contrato está avaliado em aproximadamente 1,1 bilhão de coroas suecas, o equivalente a cerca de 119 milhões de dólares, com entregas previstas para 2027. O acordo representa um avanço significativo no reforço das capacidades de vigilância e proteção das unidades terrestres da Suécia.

O contrato abrange a versão mais recente do sistema Arthur, capaz de detectar e alertar sobre fogo indireto inimigo a distâncias de até 100 quilômetros. Como parte do acordo, a Saab também será responsável pela integração dos radares aos veículos militares, assegurando mobilidade, interoperabilidade e plena operacionalidade em ambientes de combate modernos.

O entendimento com a Administração Sueca de Materiais inclui ainda opções para a aquisição de sistemas adicionais, além de suporte técnico e logístico ao longo de um período de até 15 anos. A estrutura contratual foi concebida de forma flexível, permitindo a adesão de países cooperantes, o que pode ampliar futuramente o escopo do programa e a base de usuários do sistema Arthur.

De acordo com Carl-Johan Bergholm, chefe da área de negócios de Vigilância da Saab, a encomenda permitirá um aumento significativo da capacidade das brigadas suecas de alertar sobre fogo indireto iminente, além de viabilizar respostas rápidas por meio de contra-ataques precisos. Segundo ele, os sistemas oferecem a capacidade móvel de localização de artilharia necessária para os campos de batalha complexos da atualidade, incorporando inovação e tecnologias avançadas.

O Arthur é descrito pela Saab como um sistema de radar de localização de artilharia moderno e totalmente digitalizado. Ele é capaz de rastrear simultaneamente um grande número de projéteis, calcular rapidamente os pontos de origem do fogo inimigo e fornecer dados essenciais para a proteção de tropas e civis, contribuindo diretamente para a consciência situacional e a tomada de decisões em nível tático.

Com esse contrato, a Saab consolida sua posição como um dos principais fornecedores de sensores avançados para o domínio terrestre, enquanto a Suécia avança no fortalecimento de suas capacidades defensivas em um cenário de crescente atenção à segurança regional e à prontidão militar.


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Programa Ajax entra em nova fase de incerteza e expõe fragilidades nas aquisições de defesa do Reino Unido

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O programa de veículos blindados Ajax, considerado o mais ambicioso esforço de modernização da frota terrestre do Exército Britânico nas últimas décadas, voltou ao centro de controvérsias. Orçado em cerca de £6 bilhões, o projeto entrou em um novo período de incerteza após o ministro de Aquisições de Defesa, Luke Pollard, anunciar a suspensão dos testes operacionais como medida de precaução. A decisão aprofunda uma crise que se arrasta desde o início do programa e lança dúvidas sobre o futuro de uma capacidade considerada crítica para as forças terrestres do Reino Unido.

A suspensão ocorre na esteira de medidas anteriores que já haviam restringido o uso do Ajax em treinamentos e exercícios, enquanto uma investigação de segurança segue em andamento. O episódio evidencia a dimensão dos desafios técnicos, humanos e de gestão enfrentados por um projeto concebido para redefinir o reconhecimento blindado britânico no contexto de conflitos de alta intensidade.

O Ajax foi projetado como a plataforma de reconhecimento sobre lagartas de nova geração do Exército Britânico, com papel central na arquitetura ISTAR (Inteligência, Aquisição de Alvos, Vigilância e Reconhecimento). A proposta era substituir a envelhecida família de veículos CVR(T), em serviço desde a Guerra Fria, promovendo um salto qualitativo em capacidade operacional.

Entre os principais avanços previstos estavam sensores modernos, conectividade digital, proteção aprimorada e um canhão de 40 mm, permitindo o reconhecimento em rede e a integração plena em operações conjuntas e multinacionais. O plano original previa a aquisição de 589 veículos, em múltiplas variantes, que formariam a espinha dorsal da futura força de reconhecimento do Exército.

Atrasos, mudanças e problemas recorrentes

Apesar da ambição, o programa tem sido marcado por dificuldades desde seus estágios iniciais. O contrato foi firmado em 2014, com a General Dynamics responsável pela produção dos veículos em suas instalações no sul do País de Gales. No entanto, atrasos sucessivos, alterações de projeto e problemas de desempenho empurraram a entrada em serviço — inicialmente prevista para 2020 — para 2024, com as primeiras entregas ocorrendo apenas após anos de críticas públicas à condução das aquisições de defesa no Reino Unido.

Esses problemas transformaram o Ajax em um símbolo das falhas estruturais do sistema de aquisição militar britânico, frequentemente apontadas por órgãos de controle e pela imprensa especializada.

Fatores humanos no centro da crise

O revés mais recente está diretamente relacionado a questões de fatores humanos. Durante testes, cerca de 30 militares relataram sintomas graves, atribuídos a ruído excessivo e vibração de corpo inteiro, incluindo tremores intensos e náuseas. Diante dos riscos à saúde, o Ministério da Defesa optou por suspender integralmente os testes até a conclusão de uma investigação oficial.

Pollard afirmou que os resultados da apuração serão tornados públicos e que qualquer decisão sobre a retomada dos testes ocorrerá apenas no próximo ano, alinhada ao Plano de Investimento em Defesa do governo.

Segundo a Reuters, a paralisação representa mais um golpe significativo em um programa já fragilizado por anos de dificuldades técnicas e gerenciais. A agência classificou o Ajax como um estudo de caso sobre como requisitos excessivamente ambiciosos, gestão de riscos inadequada nas fases iniciais e a má integração de fatores humanos podem comprometer projetos de defesa de alta relevância estratégica.

No cerne do problema está a distância entre a visão conceitual do Ajax e sua execução prática. O veículo foi concebido para oferecer reconhecimento persistente em ambientes de alta intensidade, mantendo suas tripulações eficazes por longos períodos. Contudo, falhas não resolvidas relacionadas a ruído e vibração colocam em xeque a capacidade da plataforma de cumprir essas missões com segurança.

Do ponto de vista operacional, a fadiga e a deterioração da saúde das tripulações afetam diretamente a consciência situacional, a tomada de decisões e a eficácia em combate, fatores críticos para unidades de reconhecimento que operam na linha de frente.

O Gabinete Nacional de Auditoria do Reino Unido tem reiteradamente alertado para problemas sistêmicos nas aquisições de defesa, como estouros de orçamento, planejamento financeiro deficiente e retorno limitado sobre o investimento. Nesse contexto, o Ajax tornou-se um exemplo emblemático de como falhas técnicas e humanas não resolvidas podem gerar consequências estratégicas para a estrutura e o nível de prontidão das forças armadas.

Um futuro em aberto

Embora o Ministério da Defesa insista que a suspensão é apenas uma medida de precaução, e não um cancelamento, o futuro do programa permanece indefinido. Com bilhões de libras já investidos, capacidade operacional limitada entregue e questões fundamentais de segurança ainda pendentes, o Ajax encontra-se em uma encruzilhada decisiva.

A possibilidade de o veículo cumprir sua promessa original como pilar da capacidade de reconhecimento blindado do Reino Unido dependerá não apenas dos resultados da investigação em curso, mas também da disposição política de enfrentar as fragilidades estruturais profundas que continuam a marcar o sistema de aquisições de defesa britânico.


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Exército Brasileiro inicia chamamento público para mapeamento de drones kamikaze e sistemas não tripulados de ataque

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A Diretoria de Fabricação (DF) do Exército Brasileiro publicou, no dia 23 de dezembro de 2025, no Diário Oficial da União, um chamamento público com a finalidade de realizar uma Requisição de Informações (Request for Information – RFI) voltada ao levantamento de modelos de drones disponíveis no mercado nacional, enquadrados nas categorias 0 e 1.

O processo tem como objetivo coletar informações detalhadas sobre as características técnicas dessas aeronaves remotamente pilotadas, suas capacidades produtivas, tecnologias empregadas e o interesse de seus fornecedores em estabelecer parcerias com o Exército Brasileiro. O escopo do levantamento inclui, de forma específica, drones de ataque, como sistemas de emprego único do tipo “kamikaze” e plataformas lançadoras de munições.

De acordo com a publicação, a iniciativa busca mapear o estágio atual da Base Industrial de Defesa no segmento de sistemas aéreos não tripulados, identificando projetos em desenvolvimento e soluções já disponíveis no país. O foco recai sobre propostas que apresentem elevado índice de nacionalização, fator considerado estratégico para a autonomia tecnológica e logística das Forças Armadas.

Os interessados em responder à RFI poderão acessar e retirar a documentação correspondente no sítio eletrônico da Diretoria de Fabricação a partir do dia 5 de janeiro de 2026. As informações obtidas não configuram, neste momento, um processo de aquisição, mas sim uma etapa de prospecção tecnológica e industrial, destinada a subsidiar futuras decisões estratégicas.

Segundo o escopo do chamamento, a DF avalia a possibilidade de, a partir dos dados coletados, estruturar parcerias com empresas nacionais, incluindo a participação dos Arsenais de Guerra do Exército, visando ao desenvolvimento, à adaptação e à produção de drones em território nacional.

A iniciativa está alinhada ao esforço do Exército Brasileiro em acompanhar a rápida evolução dos sistemas não tripulados no cenário militar contemporâneo, área que tem ganhado crescente relevância em operações de reconhecimento, vigilância, apoio ao combate e emprego ofensivo. Ao estimular a integração com a Base Industrial de Defesa, o Exército busca posicionar-se na vanguarda tecnológica desse segmento emergente, fortalecendo capacidades nacionais e reduzindo dependências externas.


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Exército Brasileiro desativa viaturas EE-11 Urutu MII e encerra gradualmente o ciclo operacional do modelo

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O Exército Brasileiro publicou Portaria que determina a desativação de 145 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal EE-11 Urutu MII, de um total de 151 viaturas existentes desse modelo em seu inventário. A decisão foi adotada pelo Comandante do Exército com base nas atribuições previstas na Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e no Decreto nº 5.751, de 12 de abril de 2006, no âmbito do processo nº 64535.019105/2025-43.

De acordo com o ato normativo, seis viaturas não foram incluídas no processo de desativação por permanecerem em uso. Entre elas estão versões ambulância S5, além de viaturas específicas modernizadas ou repotencializadas, atualmente vinculadas a batalhões logísticos e regimentos de cavalaria mecanizada do Exército Brasileiro.

A Portaria estabelece ainda que o Comando Logístico elabore o plano detalhado de desativação, em conformidade com as Instruções Gerais para a Gestão do Ciclo de Vida dos Sistemas e Materiais de Emprego Militar, assegurando o adequado controle administrativo, logístico e patrimonial dos meios desativados. Também foram revogadas portarias anteriores que tratavam do tema, consolidando a decisão administrativa.

O EE-11 Urutu integra uma geração de blindados sobre rodas que desempenhou papel relevante ao longo de décadas em atividades de transporte protegido de tropas, apoio logístico e missões subsidiárias. A desativação de grande parte da frota reflete o avanço tecnológico dos sistemas de emprego militar e a necessidade de racionalização de meios, especialmente diante da incorporação de plataformas mais modernas e com maior eficiência operacional.

No âmbito desta análise, cabe registrar que a eventual destinação futura das viaturas desativadas é atribuição exclusiva dos órgãos competentes do Estado brasileiro. No entanto, do ponto de vista editorial e analítico, este veículo considera pertinente sugerir a avaliação, em nível interministerial, da possibilidade de transferência de parte dessas viaturas à Força Nacional de Segurança Pública, observados os critérios legais, técnicos e operacionais aplicáveis.

Trata-se de uma sugestão nossa, de caráter técnico e propositivo, baseada na potencial utilidade residual desses meios. Viaturas blindadas sobre rodas, quando adequadamente revisadas e reconfiguradas, podem ser empregadas de forma pontual em operações de segurança pública de caráter excepcional, bem como em ações de apoio a órgãos de defesa civil.

Experiências recentes em operações de resposta a desastres naturais, como as enchentes no Rio Grande do Sul, evidenciaram a importância de meios com elevada mobilidade, proteção e capacidade de operar em áreas alagadas ou com infraestrutura severamente degradada. Nesse contexto, tais viaturas poderiam complementar outros meios já disponíveis, sem prejuízo das atribuições institucionais das Forças Armadas.

A análise de alternativas para o reaproveitamento desses meios, conforme aqui sugerido, pode contribuir para o uso racional dos recursos públicos e para o fortalecimento da integração entre os setores de Defesa, Segurança Pública e Proteção Civil, sempre dentro dos marcos legais e das diretrizes estratégicas estabelecidas pelo Estado brasileiro.


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ADTECH SD capacita operadores do Harpia e fortalece a segurança pública no Acre

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A ADTECH SD concluiu no último dia 12 de dezembro, a formação de mais uma turma de operadores do Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) Harpia do estado do Acre. Com o término do programa, os profissionais passam a estar plenamente aptos a empregar o sistema em missões de segurança pública, defesa civil e meio ambiente, utilizando as aeronaves incorporadas à estrutura operacional do governo estadual.

A capacitação dos operadores é um fator decisivo para a efetiva incorporação das novas tecnologias. Mais do que a entrega de um meio aéreo, a formação garante que o Estado do Acre alcance um novo patamar de capacidade operacional, passando a explorar de forma plena o potencial do Harpia em ações de vigilância, monitoramento e apoio às forças de segurança.

O treinamento integra os acordos firmados entre a ADTECH SD e o governo do Acre no processo de entrega das aeronaves e reflete uma abordagem integrada, que combina tecnologia, capacitação e sustentabilidade operacional. Essa metodologia assegura que o sistema seja empregado de maneira segura, eficiente e alinhada às demandas específicas do estado.

Com duração de dois meses, o curso é estruturado para preparar os operadores para o emprego real do sistema em atividades de segurança pública, defesa civil e meio ambiente. A grade curricular contempla fundamentos de voo, legislação vigente, manutenção básica, segurança de voo, resolução de panes, operação do equipamento e a realização de horas de voo essenciais para a consolidação da formação.

A incorporação do SARP Harpia representa um avanço significativo nas capacidades do estado do Acre no uso de sistemas aéreos não tripulados . Como uma solução nacional de alto desempenho, o Harpia amplia a autonomia operacional do estado, permite maior cobertura de áreas sensíveis e contribui para ações mais eficazes de prevenção, controle e proteção de pontos estratégicos.

Ao concluir mais uma etapa de formação, a ADTECH SD reafirma seu compromisso com a transferência de conhecimento, o desenvolvimento de capacidades locais e o fortalecimento da segurança pública, defesa civil e meio ambiente, por meio de soluções tecnológicas nacionais que traduzem, na prática, o potencial da indústria brasileira de defesa.

Sobre a ADTECH

A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH) é uma empresa brasileira reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), especializada em soluções tecnológicas de alta performance voltadas à segurança pública, defesa territorial e monitoramento estratégico. Com foco em inovação, confiabilidade e conformidade regulatória, a ADTECH consolida-se como uma referência nacional no desenvolvimento e na operação de aeronaves não tripuladas de última geração.


Fonte: ADTECH via GBN Media & Solutions

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Mensagem de Natal – GBN Defense

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Neste Natal, desejamos que a paz seja mais que um conceito estratégico, que ela seja real, sustentável e bem defendida.

Que 2025 venha com menos conflitos, mais diplomacia… e, quando necessário, com Forças Armadas bem equipadas, planejamento sério e investimento responsável em defesa.

Seguiremos atentos aos tabuleiros da geopolítica, aos movimentos estratégicos globais e, claro, às lições que a História insiste em repetir para quem prefere ignorá-la.

A todos que acompanham, leem, questionam e debatem conosco: obrigado pela confiança.

Um Feliz Natal, com soberania, lucidez estratégica e radar sempre ligado. 


GBN Defense

Defesa, Geopolítica e Estratégia

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domingo, 21 de dezembro de 2025

Nigéria vai de M-346FA

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A Nigéria está avançando com planos para comprar 24 aeronaves de ataque leve Leonardo M-346FA da empresa italiana Leonardo, em um acordo estimado em cerca de US$ 1,2 bilhão (ou € 1,2 bilhão). Essa aquisição faz parte de um amplo programa de modernização da Força Aérea Nigeriana (NAF), com o objetivo de aprimorar as capacidades de combate aéreo, vigilância e resposta rápida frente aos desafios de segurança no país, como insurgência do Boko Haram, ISWAP, banditismo e conflitos comunitários.

O M-346FA é uma versão de combate do treinador avançado M-346, equipado com radar multimodo, pods de mira eletro-ópticos, sistemas de defesa eletrônica e pontos de ancoragem para armas guiadas de precisão, mísseis ar-ar e foguetes. Ele é ideal para missões de apoio aéreo aproximado, interdição, reconhecimento tático e até combates ar-ar limitados, com custos operacionais baixos, o que o torna perfeito para operações prolongadas contra grupos armados não estatais.

Atualmente, a frota da NAF inclui aeronaves como Alpha Jets, J-7, Super Tucano e JF-17 Thunder, e essa nova adição vai complementar essas plataformas, servindo como uma opção econômica entre treinadores e caças mais pesados.

O contrato deve incluir simuladores, treinamento, peças de reposição e suporte de manutenção de longo prazo, com foco no desenvolvimento de capacidades locais na Nigéria para reduzir a dependência externa. Essa compra representa uma das maiores aquisições de defesa recentes do país e reforça a posição da Nigéria como potência militar líder na África Ocidental.

As negociações estão em andamento, com entregas previstas em lotes, iniciadas em 2025 e conclusão esperada para 2026. O sucesso dependerá de integração eficaz e financiamento contínuo.

M-346 Master (Versão Original - Treinador Avançado)

O M-346 Master é um treinador a jato avançado (AJT) transônico, projetado para preparar pilotos para caças de 4ª e 5ª geração. Destaca-se pela manobrabilidade, custos operacionais baixos e sistema de simulação embarcado avançado (ETTS), permitindo treinamento LVC (Live, Virtual, Constructive).

  • Motores: Dois Honeywell F124-GA-200.
  • Velocidade máxima: Mach 1.15.
  • Teto operacional: 45.000 pés (13.700 m).
  • Aviónica: Fly-by-wire quadruplo redundante, HUD, MFDs, HOTAS, compatibilidade NVG e HMD.
  • Hardpoints: Até 5 pontos para pods de treinamento ou tanques externos.
  • Operadores principais: Itália (T-346A), Israel, Singapura, Polônia, Grécia, Qatar e outros.

Mais de 100 aeronaves entregues globalmente, com frota acumulando mais de 150.000 horas de voo.

M-346FA (Fighter Attack - Variante Multirole Leve)

Derivada do Master, a variante FA adiciona capacidades de combate leve, ideal para apoio aéreo aproximado (CAS), interdição, reconhecimento tático e combates ar-ar limitados, com custos muito inferiores a caças pesados.

  • Radar: Grifo-M-346 multimodo (mecânico).
  • Hardpoints: 7 pontos, capacidade de até 3.000 kg de carga externa.
  • Sistemas defensivos: DASS completo (RWR, chaff/flare, alerta de mísseis).
  • Armamento: Mísseis ar-ar (ex.: IRIS-T), ar-superfície guiados, bombas de precisão, pods de canhão, foguetes.
  • Operadores: Nigéria (24 unidades), Turcomenistão.

M-346 Block 20 (Atualização Mais Recente - 2024/2025)

Anunciado em 2024 e com contrato assinado em dezembro de 2025 para a Áustria (cliente de lançamento), o Block 20 incorpora digitalização avançada, IA e alinhamento com caças de nova geração. Disponível em duas variantes: M-346T Block 20 (treinador) e M-346F Block 20 (combate leve).

  • Cockpit: Large Area Display (LAD) touchscreen de 20x8 polegadas (um por assento), HUD low-profile, HMD de nova geração com realidade aumentada.
  • Aviónica comum: Novos sistemas de gerenciamento de voo/armas, navegação, IFF, datalink avançado.
  • M-346F Block 20: Radar AESA, Link 16 (NATO), contramedidas eletrônicas avançadas (ECM), integração de mísseis de médio alcance.
  • Contrato da Áustria: 12 M-346F Block 20 assinados em 17/12/2025, entregas a partir de 2027/2028.

A família M-346 continua sendo uma das plataformas mais versáteis e econômicas do mercado, evoluindo para atender demandas de treinamento avançado e operações leves. Com quase 160 aeronaves vendidas e mais de 150.000 horas de voo, o Block 20 garante relevância para as próximas décadas.

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O conflito que não se declara: Rússia e OTAN na fronteira da Estônia

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A violação da fronteira da Estônia por guardas de fronteira russos, após a travessia do rio Narva, deve ser lida não como um incidente isolado, mas como mais uma peça de um padrão estratégico cuidadosamente construído por Moscou desde o fim da Guerra Fria e intensificado após a expansão da OTAN para o Leste Europeu. Em um sistema internacional marcado pelo retorno da competição entre grandes potências, ações aparentemente limitadas assumem um significado desproporcional.

O rio Narva não é uma fronteira qualquer. Ele separa um Estado-membro da OTAN de uma potência revisionista que contesta, aberta ou veladamente, a ordem de segurança europeia estabelecida após 1991. Trata-se de uma fronteira simbólica, histórica e operacional, situada em um dos pontos mais vulneráveis do flanco oriental da Aliança Atlântica. Cada metro daquela linha carrega implicações políticas, militares e psicológicas.

O primeiro elemento a ser destacado é a escolha do ator. Moscou não empregou unidades regulares das Forças Armadas, mas sim guardas de fronteira, vinculados ao aparato de segurança interna. Essa decisão é central para a compreensão do episódio. Ela insere a ação no campo da chamada zona cinzenta, um espaço deliberadamente ambíguo entre a paz e o conflito armado. Ao atuar abaixo do limiar da guerra, a Rússia busca maximizar pressão estratégica minimizando riscos de escalada direta.

Esse tipo de incursão permite a Moscou explorar a assimetria entre ação e reação. Enquanto o ato em si é pequeno e reversível, a resposta potencial da OTAN carrega peso político elevado. O simples fato de um Estado-membro ter sua fronteira violada aciona debates sobre o Artigo 5, credibilidade da dissuasão e prontidão operacional. A Rússia, portanto, impõe custos estratégicos desproporcionais ao adversário com um movimento de baixo risco.

Há ainda a dimensão do teste. Incidentes desse tipo funcionam como sondagens. Moscou observa tempos de resposta, coordenação entre autoridades civis e militares, comunicação estratégica da Estônia e da OTAN, bem como a disposição política dos aliados em tratar o episódio como algo mais do que um erro técnico. Cada reação, ou ausência dela, alimenta bancos de dados estratégicos utilizados no planejamento de longo prazo russo.

O fator demográfico e informacional também não pode ser ignorado. A região do rio Narva possui uma população majoritariamente russófona, frequentemente explorada pelo discurso do Kremlin como prova de supostas injustiças históricas ou da necessidade de “proteção” de minorias. Mesmo sem qualquer ação militar convencional, episódios como esse reforçam narrativas internas e externas, alimentando a ideia de que aquelas fronteiras são artificiais ou contestáveis.

No plano mais amplo, a incursão deve ser interpretada à luz da guerra na Ucrânia. Com suas capacidades militares parcialmente comprometidas no teatro ucraniano, a Rússia busca manter iniciativa estratégica por outros meios. A criação de tensões periféricas serve para dispersar a atenção da OTAN, ampliar o custo da dissuasão e lembrar que o confronto não se limita ao campo de batalha ucraniano. O Báltico, o Ártico, o espaço cibernético e o domínio informacional tornam-se extensões desse conflito sistêmico.

Há também um componente de desgaste político. A Rússia aposta que a repetição de incidentes de baixa intensidade ao longo do tempo pode corroer a coesão da Aliança, expondo divergências internas sobre níveis aceitáveis de resposta. Em democracias, a gestão constante de crises “menores” consome capital político, gera fadiga estratégica e abre espaço para questionamentos sobre custos, riscos e prioridades.

Do lado da OTAN, o dilema é estrutural. Uma resposta dura a cada violação corre o risco de escalada indesejada. Uma resposta tímida, por sua vez, pode incentivar novas ações, cada vez mais ousadas. A dissuasão eficaz nesse ambiente exige precisão cirúrgica: firmeza sem histeria, presença sem provocação, comunicação clara sem retórica inflamada. É um equilíbrio difícil, especialmente quando o adversário aposta justamente em desestabilizá-lo.

Em termos estratégicos, a violação da fronteira estoniana não altera o equilíbrio militar regional. A OTAN mantém superioridade convencional e capacidade de resposta. O que está em jogo, porém, não é o equilíbrio de forças, mas a credibilidade. A competição contemporânea entre grandes potências é, em grande medida, uma disputa por percepção, resiliência e controle narrativo.

O risco maior não está no ato isolado, mas no acúmulo. Em ambientes de alta tensão, a repetição de ações ambíguas aumenta exponencialmente a probabilidade de erro de cálculo, acidente ou reação desproporcional. Foi assim que crises históricas se aprofundaram: não por decisões deliberadas de guerra, mas por uma sequência de movimentos calibrados que, em determinado momento, saíram do controle.

A incursão no rio Narva é, portanto, um lembrete contundente de que a segurança europeia opera hoje em um estado de instabilidade permanente. A guerra não começa necessariamente com tanques cruzando fronteiras, mas com passos calculados, juridicamente ambíguos e estrategicamente provocativos.

Nesse cenário, o verdadeiro campo de batalha não é apenas físico, mas psicológico, informacional e político. E é exatamente ali que a Rússia busca operar, mantendo pressão constante, sem romper formalmente a paz, mas lembrando que ela é frágil.

Diante do sistema internacional cada vez mais marcado pela competição dura, fronteiras não são apenas linhas no mapa. São testes contínuos de vontade, coesão e credibilidade. E o rio Narva, silencioso em aparência, tornou-se mais uma vez um espelho da instabilidade estratégica europeia.


Por Angelo Nicolaci


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América Latina no centro da disputa entre Estados Unidos e China

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A América Latina voltou ao centro do tabuleiro geopolítico global e não por acaso. Em um intervalo de poucos dias, Estados Unidos e China divulgaram documentos estratégicos que colocam a região no radar das grandes potências. A coincidência de datas não é mero detalhe burocrático: é um sinal inequívoco de que a região deixou de ser periferia e passou a ser espaço de disputa direta por poder.

A nova Estratégia Nacional de Segurança dos Estados Unidos resgata, em linguagem atualizada, a lógica da Doutrina Monroe. Washington deixa claro que considera as Américas sua principal prioridade estratégica e que não admite a presença de potências rivais atuando em áreas sensíveis. O discurso de segurança regional, na prática, funciona como um aviso: infraestrutura, tecnologia, energia e dados são linhas vermelhas.

Do outro lado, Pequim responde com método e visão de longo prazo. O Livro Branco da China para a América Latina e o Caribe apresenta um projeto abrangente de inserção regional, estruturado em cinco eixos: solidariedade, desenvolvimento, civilização, paz e conectividade interpessoal. Não se trata apenas de comércio, mas da construção gradual de interdependências que ampliam a influência chinesa em setores estratégicos.

A fricção entre essas duas visões ganha contornos concretos na Venezuela. A pressão exercida pelo governo Trump sobre Caracas não se limita a sanções econômicas ou isolamento diplomático. Ela funciona como um recado político ao restante da região: quando interesses estratégicos norte americanos são percebidos como ameaçados, a resposta pode ser dura, rápida e multifacetada.

A fricção entre essas duas visões ganha contornos concretos na Venezuela. A pressão exercida pelo governo Trump sobre Caracas não se limita a sanções econômicas ou isolamento diplomático. Ela funciona como um recado político ao restante da região: quando interesses estratégicos norte-americanos são percebidos como ameaçados, a resposta pode ser dura, rápida e multifacetada.

Essa lógica não se restringe a America Latina. Na última semana, a decisão do governo Trump de anunciar novos investimentos de bilhões de dólares em defesa para Taiwan reforçou o mesmo padrão estratégico, agora no Indo-Pacífico. O movimento, voltado ao fortalecimento das capacidades militares taiwanesas diante da pressão chinesa, sinaliza que Washington está disposto a elevar o nível de atrito direto com Pequim em teatros considerados vitais para seus interesses estratégicos.

O paralelo é claro. Assim como a Venezuela funciona como um laboratório de contenção no entorno imediato dos Estados Unidos, Taiwan cumpre papel semelhante na contenção da China em seu próprio espaço geopolítico sensível. Em ambos os casos, Washington utiliza instrumentos de poder econômico, militar e tecnológico para reafirmar linhas vermelhas e demonstrar disposição de escalar a competição estratégica, ainda que sem recorrer ao confronto direto.

A presença chinesa e russa na Venezuela, seja no setor energético, seja na cooperação militar, é vista por Washington como uma violação direta de sua área de influência tradicional. Nesse contexto, a Venezuela deixa de ser apenas uma crise política local e passa a representar um exemplo concreto do custo de desafiar a primazia norte-americana no hemisfério. A mensagem é amplificada quando combinada a ações simultâneas em outros teatros, como o reforço militar de Taiwan, deixando claro que a disputa com a China é global, interconectada e conduzida em múltiplos eixos.

Pequim, por sua vez, evita o confronto direto. Sua estratégia é silenciosa, técnica e estrutural. Quando a China oferece cooperação em Inteligência Artificial, semicondutores, satélites, infraestrutura digital ou o uso do sistema BeiDou de navegação, ela não está apenas vendendo tecnologia. Está propondo integração a um ecossistema próprio, no qual dados, padrões técnicos e dependências de longo prazo se tornam instrumentos de poder.

A resposta americana ao avanço chinês, seja na América Latina, seja no Indo-Pacífico, revela uma mesma lógica estratégica: impedir que Pequim consolide posições duradouras em áreas consideradas críticas, ainda que isso implique elevar o nível de atrito diplomático, econômico e militar. O investimento bilionário em Taiwan e a pressão sobre a Venezuela são expressões distintas de uma mesma estratégia de contenção global.

A presença chinesa e russa na Venezuela, seja no setor energético, seja na cooperação militar, é vista por Washington como uma violação direta de sua área de influência tradicional. Nesse contexto, a Venezuela deixa de ser apenas uma crise política local e passa a representar um laboratório de contenção estratégica. Um exemplo extremo do custo de desafiar a primazia norte americana no hemisfério.

Pequim, por sua vez, evita o confronto direto. Sua estratégia é silenciosa, técnica e estrutural. Quando a China oferece cooperação em Inteligência Artificial, semicondutores, satélites, infraestrutura digital ou o uso do sistema BeiDou de navegação, ela não está apenas vendendo tecnologia. Está propondo integração a um ecossistema próprio, no qual dados, padrões técnicos e dependências de longo prazo se tornam instrumentos de poder.

É justamente nesse ponto que a disputa se aprofunda. Quem controla redes, dados, sistemas espaciais e infraestrutura crítica controla capacidades futuras de decisão. Por isso, a reação americana tende a se intensificar por meio de pressões sobre contratos, exigências de segurança para telecomunicações, condicionantes tecnológicos e, cada vez mais, o uso de tarifas e sanções como instrumentos políticos.

A América Latina, que por décadas orbitou à margem da competição estratégica global, passa a ser disputada ativamente. E essa disputa cobra seu preço. Países que antes podiam se beneficiar da ambiguidade agora são forçados a fazer escolhas, explícitas ou implícitas.

Para o Brasil, o desafio é ainda mais sensível. O país faz fronteira com a Venezuela, sente os efeitos da instabilidade regional e, ao mesmo tempo, mantém relações econômicas profundas com a China e vínculos históricos, militares e tecnológicos com os Estados Unidos. Importar conflitos estratégicos de terceiros não é uma opção viável.

Preservar margem de manobra exige mais do que equilíbrio retórico. Exige estratégia nacional. Cooperação econômica precisa ser separada de dependência estratégica. Setores críticos como defesa, espaço, energia, comunicações e dados demandam regras claras, fortalecimento da Base Industrial de Defesa e visão de longo prazo.

A Venezuela ilustra o custo de perder essa autonomia. A disputa entre Estados Unidos e China não será resolvida fora da América Latina, tampouco sem impactos diretos sobre ela. A questão central para o Brasil não é escolher lados, mas decidir se terá uma estratégia própria ou se aceitará jogar um jogo cujas regras são definidas por outros.

Nesse contexto, o Brasil ocupa uma posição singular no Hemisfério Ocidental. Não é apenas a maior economia da América Latina, mas um país com dimensão continental, vastos recursos naturais estratégicos, capacidade industrial relevante e ambições históricas de autonomia estratégica. Energia, alimentos, minerais críticos, biodiversidade, espaço, defesa e tecnologia colocam o país no radar das grandes potências, não como coadjuvante, mas como ativo estratégico.

A relação com os Estados Unidos é marcada por vínculos históricos na área militar, de defesa e de interoperabilidade, além de cooperação em inteligência, exercícios conjuntos e acesso a determinados sistemas e tecnologias sensíveis. Ao mesmo tempo, trata se de uma relação assimétrica, na qual Washington tende a condicionar parcerias à sua própria agenda estratégica, especialmente quando se trata de tecnologia crítica, espaço, comunicações e defesa cibernética. O risco, nesse caso, não é a cooperação em si, mas a limitação da liberdade de decisão brasileira.

Já a parceria com a China apresenta outra natureza. Pequim tornou se o principal parceiro comercial do Brasil, absorvendo grande parte das exportações de commodities agrícolas e minerais e ampliando sua presença em setores como energia, infraestrutura, logística, telecomunicações e tecnologia. Essa relação gera oportunidades econômicas concretas, mas também cria dependências estruturais que, se não forem administradas com critério, podem afetar a soberania decisória no médio e longo prazo.

O ponto central não está em escolher entre Washington ou Pequim, mas em compreender que ambas as relações carregam custos e benefícios estratégicos. Parcerias podem fortalecer capacidades nacionais ou gerar vulnerabilidades, dependendo de como são estruturadas. Transferência de tecnologia real, fortalecimento da indústria nacional, domínio de sistemas críticos e controle sobre dados e infraestrutura devem ser critérios inegociáveis.

Nesse cenário, a soberania brasileira não será preservada por discursos, mas por decisões concretas. Isso inclui investir de forma consistente na Base Industrial de Defesa, ampliar capacidades nacionais em áreas como espaço, cibernética, semicondutores e energia, definir marcos regulatórios claros para setores estratégicos e diversificar parcerias para reduzir dependências excessivas.

O Brasil ainda possui algo que muitos países da região já perderam: margem de manobra estratégica. Mas essa margem não é permanente. Ela se reduz à medida que decisões estruturais são tomadas sem visão de longo prazo. A disputa entre Estados Unidos e China não oferece neutralidade confortável, oferece escolhas complexas, que exigem planejamento, coordenação e visão de Estado.

Alcançar relevância e preservar independência estratégica não são objetivos abstratos. Eles se materializam em políticas públicas, decisões industriais, escolhas tecnológicas e prioridades orçamentárias. Países que compreendem isso deixam de reagir à pressão externa e passam a moldar o ambiente ao seu redor.

No caso brasileiro, um primeiro eixo central é o domínio de capacidades críticas. Defesa, espaço, cibernética, energia e tecnologias de uso dual não podem ser tratadas apenas como áreas comerciais. O fortalecimento de programas como o Gripen, o KC 390, o submarino com propulsão nuclear, o setor espacial e os sistemas de comando, controle e vigilância representa mais do que capacidade militar: são instrumentos de inserção estratégica e autonomia tecnológica. Países que dominam essas áreas falam de igual para igual.

Outro vetor decisivo é a Base Industrial de Defesa. Sem uma indústria nacional capaz de projetar, produzir, manter e evoluir sistemas estratégicos, qualquer parceria externa se torna assimétrica. Transferência de tecnologia só é efetiva quando há capacidade interna de absorção, engenharia própria e continuidade de programas. Caso contrário, cria se dependência disfarçada de cooperação. Investir na indústria nacional não é protecionismo, é soberania.

A política espacial ilustra bem esse ponto. Satélites de comunicação, observação da Terra e navegação são hoje ativos estratégicos. Dependência de sistemas estrangeiros para dados, imagens ou posicionamento compromete autonomia decisória em crises. O Brasil precisa avançar de forma consistente no desenvolvimento de satélites próprios, lançadores e centros de controle, em parcerias que preservem domínio nacional sobre dados e infraestrutura crítica.

No campo econômico, diversificação é poder. Manter relações comerciais profundas com a China é racional, mas concentrar exportações em commodities e importações em bens de maior valor agregado reduz capacidade de barganha. Agregar valor, dominar cadeias produtivas estratégicas e investir em inovação industrial ampliam autonomia e relevância. Países respeitados no sistema internacional são aqueles que controlam partes chave das cadeias globais.

A diplomacia também precisa operar com lógica estratégica. O Brasil possui tradição de diálogo, multilateralismo e atuação equilibrada, mas isso precisa ser acompanhado de objetivos claros. Fóruns como BRICS, ONU, OMC e mecanismos regionais não devem ser apenas espaços de discurso, mas plataformas para defesa de interesses nacionais, acesso a tecnologia, financiamento e influência normativa.

Outro ponto crucial é a integração regional sob liderança brasileira. A América do Sul fragmentada é vulnerável à pressão externa. Uma região minimamente coordenada amplia poder de negociação coletivo e reduz interferências. O Brasil, pela sua escala, é o único país capaz de articular esse processo, seja em infraestrutura, energia, defesa ou resposta a crises. Liderar não é impor, é estruturar.

Por fim, relevância internacional exige previsibilidade interna. Estratégias nacionais não podem oscilar a cada ciclo político. Defesa, política externa, ciência e tecnologia precisam ser políticas de Estado, com continuidade, metas claras e financiamento estável. Potências respeitam países que sabem para onde vão.

A disputa entre Estados Unidos e China oferece riscos, mas também oportunidades. Países que possuem projeto nacional usam a competição entre grandes potências para extrair benefícios, ampliar capacidades e fortalecer soberania. Aqueles que não possuem acabam sendo arrastados por ela.

O Brasil ainda tem tempo, recursos e capital político para escolher o primeiro caminho. Mas o espaço de manobra se estreita. Em um sistema internacional cada vez mais duro, independência não é neutralidade passiva, é capacidade ativa de decidir.

Em um tabuleiro cada vez mais disputado, soberania não se declara. Constrói se com estratégia, capacidade e visão de longo prazo.



Por Angelo Nicolaci



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F-39E Gripen realiza primeiro tiro aéreo de canhão no Brasil

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O caça F-39E Gripen alcançou mais um marco decisivo em sua trajetória de consolidação operacional no Brasil. No dia 8 de dezembro, a Força Aérea Brasileira realizou, pela primeira vez em território nacional, um exercício de tiro aéreo com o canhão da aeronave, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. A atividade representa um avanço concreto na preparação do Gripen para o emprego pleno em missões de defesa aérea.

O exercício ocorreu na sequência de etapas importantes do programa, como o disparo do míssil ar-ar além do alcance visual METEOR e a campanha de certificação de reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium. Desta vez, o foco esteve no emprego do canhão Mauser BK-27, de calibre 27 mm, fabricado pela alemã Rheinmetall, testado em um ambiente operacional controlado, com alvos rebocados medindo 10 por 1,84 metros. Os resultados confirmaram a eficácia do sistema integrado à aeronave.

Além da execução do disparo, o treinamento permitiu simular todo o ciclo de prontidão do caça, incluindo o tempo de reposicionamento após a missão e os procedimentos de remuniciamento. Esses aspectos são fundamentais para avaliar a capacidade do Gripen no engajamento de alvos no contexto da Defesa Aérea, contribuindo para o desenvolvimento doutrinário e para a qualificação operacional dos pilotos do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA).

O primeiro tiro aéreo de canhão foi realizado pelo comandante do 1º GDA, Tenente-Coronel Aviador Ramon Fórneas, que destacou o caráter histórico do momento. Segundo ele, o disparo simboliza não apenas um avanço tecnológico, mas o resultado do esforço conjunto de todos os profissionais envolvidos no programa Gripen no Brasil. Para o oficial, o marco reflete o trabalho integrado de pilotos, mantenedores, técnicos, equipes de armamento e de toda a cadeia responsável por tornar o sistema pronto para o combate.

Para a Saab, parceira estratégica da Força Aérea Brasileira no desenvolvimento do Gripen no país, o exercício bem-sucedido reforça a maturidade do programa. O diretor-geral da Saab Brasil, Peter Dölling, avaliou que o primeiro tiro aéreo de canhão realizado em território nacional evidencia a evolução consistente das capacidades operacionais da FAB, fruto de um trabalho técnico, integrado e altamente colaborativo entre a empresa e a Força Aérea.

A Saab mantém uma parceria de longo prazo com o Brasil e fornece soluções avançadas nas áreas civil e militar. Com o Programa Gripen Brasileiro, a empresa estabeleceu um amplo processo de transferência de tecnologia, contribuindo diretamente para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e para a ampliação da autonomia estratégica do país no setor aeroespacial e de defesa.


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Brasil participa de debates na ONU sobre proibição de armas biológicas

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O Ministério da Defesa (MD) participou, até o dia 17 de dezembro, da 7ª Sessão do Grupo de Trabalho para o Fortalecimento da Convenção para a Proibição de Armas Biológicas (CPAB) e da Reunião dos Estados Partes, realizadas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. O encontro reuniu delegações de diversos países com o objetivo de aprimorar os mecanismos internacionais de prevenção, controle e resposta à proliferação de armas biológicas.

A pasta foi representada pela Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), responsável pelo acompanhamento de acordos internacionais relacionados a bens sensíveis, desarmamento e à não proliferação de armas de destruição em massa. Como país signatário da CPAB, o Brasil integrou as reuniões técnicas e deliberativas da Convenção, contribuindo ativamente para os debates multilaterais.

De acordo com a Seprod, a presença brasileira no fórum internacional permite, por meio de assessoramento técnico especializado, que o país mantenha uma atuação construtiva junto à comunidade internacional, sendo reconhecido como um parceiro responsável e comprometido com as iniciativas globais contra a proliferação de armas de destruição em massa e o uso indevido de tecnologias sensíveis.

Ao longo da programação, os debates concentraram-se em temas estratégicos, como cooperação e assistência internacionais, avanços em ciência e tecnologia, transparência e construção de confiança, mecanismos de compliance e verificação, implementação nacional da CPAB e aspectos relacionados aos arranjos financeiros, institucionais e organizacionais da Convenção.

A Convenção para a Proibição de Armas Biológicas (CPAB) é o primeiro acordo multilateral de desarmamento a vedar o desenvolvimento, a produção, o armazenamento, a transferência e a aquisição de armas biológicas e toxínicas, além de estabelecer a destruição dos estoques existentes. Nesse contexto, o Grupo de Trabalho para o Fortalecimento da CPAB tem papel central ao discutir o controle da exportação de bens sensíveis com aplicação biológica, o impacto de novas tecnologias e a cooperação internacional em assistência, preparo e capacitação frente a ameaças representadas por patógenos que podem afetar a saúde humana, animal e o meio ambiente.

A participação do Ministério da Defesa reforça o compromisso do Brasil com o desarmamento, a segurança internacional e o fortalecimento dos regimes multilaterais, em um cenário global marcado pelo avanço tecnológico e por desafios crescentes à segurança sanitária e ambiental.


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