
A três meses das cruciais eleições legislativas de setembro, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou ontem a suspensão do racionamento elétrico que vigorava desde fevereiro. Os cortes de energia de até seis horas diárias afetaram o esforço do país para sair da recessão e abalaram a popularidade do governo.
Chávez admitiu, porém, que pode ser necessário aplicar o racionamento em "horas de pico". O presidente ainda estendeu até 30 de julho a restrição do horário de funcionamento dos prédios públicos para que economizem eletricidade. Segundo Chávez, os níveis das represas do país foram normalizados. A suspensão do racionamento foi anunciada dois dias após o governo ampliá-lo por 60 dias.
As hidrelétricas são responsáveis por 70% da energia dos venezuelanos e abastecem parte do Estado brasileiro de Roraima, que também foi prejudicado pela medida. A suspensão foi anunciada na mesma semana em que Caracas colocou em operação o novo câmbio para o dólar, numa tentativa de conter a inflação, que chegou a 31%, em maio, e a desvalorização do bolívar forte.
O sistema, controlado pelo banco central, provocou confusão entre instituições financeiras e compradores da moeda americana. Antes, o dólar era cotado a até 8 bolívares fortes. Ontem, foi vendido a 5,27. Se o mercado não tiver dólares suficientes, os importadores recorrerão ao câmbio negro, mais caro, e repassarão os altos custos para os consumidores.
Fonte: Estadão




0 comentários:
Postar um comentário