domingo, 5 de setembro de 2010

EUA buscam apoio da Turquia contra o Irã


A maior autoridade militar dos Estados Unidos, o almirante Michael Mullen, chefe do Estado-Maior Combinado, destacou neste sábado a necessidade da Turquia adotar as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã. Em visita à Ancara, capital turca, Mullen disse que não planeja "questionar ou cobrar" a Turquia sobre o voto contrário do país na ONU em relação às sanções contra o Irã, e elogiou a intenção dos turcos de acatar tais medidas.

A Turquia era contra as sanções, insistindo que o programa nuclear do Irã é pacífico. A ONU aprovou uma quarta rodada de sanções contra o Irã em junho, acusando o país de tentar desenvolver armas atômicas. O Irã nega que seu programa nuclear tenha fins militares e diz que tem o direito de prosseguir com o enriquecimento de urânio para fins pacíficos.

Mullen disse que os EUA e a Turquia concordam que o Irã não deveria alcançar "a capacidade de fabricar armas nucleares e que é preciso fazer todo o possível para garantir que isso não ocorra". O almirante chegou à Turquia na sexta-feira para se encontrar com o novo chefe do Estado-Maior turco, o general Isik Kosaner, que assumiu o cargo no dia 27 de agosto. Ele também se encontrou com o primeiro-ministro e com o ministro de Defesa da Turquia. Nenhum comunicado foi divulgado após essas reuniões.

Mullen ainda elogiou a Turquia - que é o único membro muçulmano da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - pelo seu papel no Afeganistão e afirmou que os EUA aceitariam qualquer ajuda adicional que o país pudesse oferecer. Atualmente a Turquia detém o comando rotativo da força internacional de paz que atua na capital do Afeganistão, e seus instrutores coordenam o treinamento do exército e da polícia do país. "Nós gostaríamos que a Turquia mantivesse todos esses esforços. Qualquer ajuda adicional que o país puder oferecer seria de grande valia", acrescentou o almirante.

O chefe militar dos EUA afirmou também que o país não tem planos de retirar suas armas do Iraque através da Turquia, embora tenha pedido a permissão do país para transportar alguns equipamentos que não são usados em combate por seu território. A Turquia disse que não vê problemas na passagem desse equipamento e material técnico, mas não quer que armas sejam transportadas pelo seu território, já que para isso seria necessário aprovação do Parlamento. Em 2003, a Turquia se recusou a permitir que o exército dos EUA utilizasse seu território para invadir o Iraque.

O exército norte-americano encerrou a missão de combate no Iraque na última terça-feira, reduzindo o número de soldados, que havia chegado a 170 mil, para menos de 50 mil. A retirada completa só será encerrada no fim de 2011.

Fonte: Estadão
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