Em meio ao processo de comissionamento do futuro Navio Doca Multipropósito (NDM) Oiapoque, a Marinha do Brasil (MB) avança na capacitação da tripulação que será designada para operar a nova unidade, com envio do segundo grupo de militares que receberão treinamento. Atualmente, os militares estão sendo treinados na Base Naval de Plymouth, no Reino Unido, em um programa de cooperação técnica que inclui transferência de conhecimentos, certificações e treinamentos essenciais para garantir a plena prontidão operacional do navio.
O NDM Oiapoque, ex-HMS Bulwark, é um navio de assalto anfíbio de grande porte, com 176 metros de comprimento, 28 metros de boca e 18.500 toneladas de deslocamento. Projetado para operações anfíbias de larga escala, o navio possui capacidade para transportar até 710 pessoas, incluindo tropas de assalto, pessoal de apoio e equipe de comando, além de operar múltiplos helicópteros de grande porte, como UH-15 "Super Cougar" e SH-16 Seahawk, simultaneamente a partir de seu convés de voo.
Histórico como HMS Bulwark
O navio foi originalmente construído para a Marinha Real Britânica e comissionado como HMS Bulwark em 2001. Durante sua carreira no Reino Unido, destacou-se em operações de assalto anfíbio, exercícios conjuntos com aliados da OTAN e missões humanitárias em áreas afetadas por desastres naturais. O HMS Bulwark combinava capacidade de transporte de veículos, tropas e helicópteros, além de servir como plataforma de comando e controle, coordenando operações complexas de assalto e evacuação.
Ao longo de sua carreira britânica, o navio provou ser altamente versátil, capaz de atuar tanto em conflitos convencionais quanto em operações de assistência humanitária, reforçando sua reputação como um dos mais modernos e completos navios anfíbios da época.
Capacidade operacional e técnica
O Oiapoque é projetado para transportar e operar:
Até 710 pessoas, incluindo forças de assalto, tripulação e equipes de apoio.
Veículos anfíbios e blindados leves, garantindo capacidade de projeção rápida de força em áreas costeiras.
Helicópteros de grande porte, permitindo suporte aéreo direto às operações terrestres e missões de transporte de tropas e suprimentos.
Sistemas de comando e controle integrados, que permitem coordenação de múltiplas unidades durante operações complexas.
Com essas características, o Oiapoque se posiciona como um ativo estratégico da Marinha do Brasil, apto para operações de projeção de força, resposta a crises humanitárias e apoio emergencial em desastres naturais, ampliando significativamente a capacidade operacional da Força Naval.
Treinamento e prontidão
O envio do segundo grupo de militares para o Reino Unido reforça o compromisso da MB em assegurar tripulação plenamente treinada, capacitada para operar sistemas complexos, coordenar logística, transporte de tropas e aeronaves, além de atuar em missões conjuntas internacionais.
A preparação inclui:
Treinamento em manutenção preventiva e corretiva dos sistemas do navio.
Operação do convoo e coordenação de helicópteros.
Simulações de assalto anfíbio e desembarque de tropas e veículos.
Exercícios de comando e controle, logística e comunicação em operações conjuntas.
Impacto estratégico
A incorporação do NDM Oiapoque representa um salto significativo na capacidade operacional da Marinha do Brasil, alinhando-se à estratégia de modernização da frota anfíbia e fortalecimento da projeção de poder. Diferente de possuir apenas equipamentos, a MB assegura manutenção adequada, disponibilidade real do navio e tripulação adestrada, garantindo que o NDM Oiapoque esteja pronto para responder rapidamente a crises nacionais ou internacionais.
Com isso, o Brasil amplia sua presença estratégica na região, garantindo capacidade de resposta rápida, coordenação de operações complexas e atuação em apoio à população, consolidando o NDM Oiapoque como um pilar da força naval brasileira para as próximas décadas.
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