
Representantes do governo brasileiro devem se reunir na quinta-feira (25) com uma delegação da Argentina para tentar minimizar as tensões no comércio bilateral, atribuídas a medidas que ambos os países aplicaram para se proteger da crise financeira global.
As discussões, que se estenderão até sexta-feira, darão continuidade às conversas mantidas em fevereiro em Buenos Aires.
As últimas divergências na área entre Brasil e Argentina decorrem da série de restrições que os argentinos impuseram a vários produtos brasileiros, que responderam com medidas similares.
As restrições atrasaram em até dois meses a entrada de produtos do Brasil na Argentina, o que gerou queixas, sobretudo das indústrias brasileiras. Para o Itamaraty, as imposições geram "distorções" que impedem uma maior recuperação do fluxo comercial.
Segundo fontes oficiais, o secretário de Indústria argentino, Eduardo Bianchi, deve se encontrar com o secretário de Comércio Exterior, Walter Barral.
As conversas também devem contar com a presença do embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, que afirmou nesta terça-feira, após uma reunião com empresários paulistas, que o "desejo" de reduzir as restrições é "partilhado" pelos dois países.
Além de buscar uma solução para a crise, os funcionários analisarão a evolução do comércio bilateral nos últimos meses, um período no qual, segundo dados do governo, houve uma grande recuperação após a queda registrada ano passado.
Em fevereiro, o Brasil exportou US$ 1,158 bilhão em produtos para a Argentina, o que supõe uma melhora de 66% em relação ao mesmo período de 2009.
Em sentido inverso, as exportações da Argentina para o Brasil em fevereiro totalizaram US$ 999 milhões, 50% a mais que em fevereiro do ano passado.
Fonte: EFE




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