sábado, 5 de outubro de 2013

Exercícios navais de Washington, Seul e Tóquio irritam Coreia do Norte

 
O regime da Coreia do Norte qualificou neste sábado os exercícios navais, que Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão vão realizar em conjunto na próxima semana, como um plano para começar uma guerra nuclear que causa mais tensão na região.
O jornal oficial do regime comunista, Rodong Sinmun, afirmou que as manobras militares em território sul-coreano, das quais participa um porta-aviões de propulsão nuclear dos EUA, só podem ser vistas como um gesto que "esfria as tentativas de diálogo" de Pyongyang e que causará "mais tensão" na região.
Além disso, o artigo disse que apesar de a Coreia do Norte avaliar o diálogo e a paz, está disposto a ir à guerra e responderá com força a qualquer ação contra o seu território, informou hoje a agência sul-coreana "Yonhap".
Um porta-aviões e vários navios de guerra da Marinha dos EUA chegaram ontem a Busan, no sudeste da Coreia do Sul, para participar das manobras navais conjuntas que as forças navais de Tóquio, Seul e Washington realizarão a partir da próxima segunda-feira.
Entre as embarcações está o USS George Washington, um grande porta-aviões de propulsão nuclear com capacidade para até 70 caças, além do cruzeiro USS Antietam e do destroyer USS Preble, que possuem sistemas de mísseis teleguiados.
As embarcações fazem parte do Grupo de Ataque George Washington, pertencente à sétima frota dos EUA, que está atracada em Yokosuka (Japão) e seus navios abrigam 6 mil efetivos militares.
Os exercícios contarão também com a participação de destróieres Aegis e aviões de combate de Coreia do Sul e Japão, que realizarão o treinamento de operações de busca e resgate no mar.
Seul e Washington realizam manobras conjuntas várias vezes por ano, o que sempre desperta o receio e as críticas de Coreia do Norte. Os comentários de hoje chegam em um momento de relativa calma e distensão.
Os EUA se comprometeram a defender a Coreia do Sul em caso de conflito armado com o Norte com o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou sem um tratado de paz definitivo, e mantêm 28,5 mil efetivos em território sul-coreano.
 
Fonte: EFE
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