segunda-feira, 2 de março de 2015

Rolls-Royce e GE disputam programa de reaparelhamento da Marinha Italiana

Sediada no Reino Unido, a Rolls-Royce confirmou que vai competir para fornecer propulsão para novo o programa de construção naval da Itália, estimado em cerca de 6,13 bilhões de dólares, e abriu a licitação com a promessa de bater a rival norte americana General Electric em custos do ciclo de vida.

Em uma coletiva em Roma, David Kemp, vice-presidente da Rolls-Royce para vendas navais, disse que a empresa se comprometeu a cumprir os contratos vencedores, sobre o programa que chamou de "sem dúvida o programa naval mais importante no mundo hoje."

Como um grande número de navios chegando a obsolescência, a Marinha italiana garantiu o financiamento para construir um novo navio de logística, um novo LHD e pelo menos seis navios multifuncionais, conhecidos por sua sigla em italiano PPA, que foram projetados pela própria Marinha para lidar com missões civis e militares.

A GE ofereceu seu propulsor LM2500, ou uma variante do mesmo para os navios do programa "PPA", e os gerentes disseram que vão procurar oferecer sinergias desde as fragatas FREMM da Itália ás outras embarcações que usam o motor. Escolhendo a GE, a Itália vai se beneficiar de possuir  a manutenção centralizada, pois a empresa já opera na Itália.

Adotando uma abordagem diferente, a Rolls-Royce argumenta que se a Itália selecionar seu propulsor MT30, ela terá que pensar muito menos na manutenção.

"O MT30 não terá nenhuma grande reforma em 30 anos", disse o CEO da Rolls-Royce na Itália, Giuseppe Ciongoli. "Eu não acho que ninguém tem essa capacidade. A GE tem instalações e tem que defender os empregos. Queremos introduzir um novo conceito que irá diminuir a necessidade de manutenção para o benefício da Marinha."

Ciongoli disse que a Rolls-Royce esta focando em oferecer empregos para a Itália na produção do "Pacote" para os motores - ou seja, os sistemas e recursos que ligam os motores ao navio. Ele disse que a Rolls-Royce estava forjando uma parceria com uma empresa italiana para trabalhar nos pacotes para os navios italianos, bem como para as fragatas Type 26 da Marinha britânica que usam o MT30.

A Rolls-Royce também irá oferecer o MTU 8000 diesel para propulsão dos PPAs em velocidades mais baixas. A MTU, que a Rolls-Royce comprou em 2014, possui atividades na Itália na casa dos 73 milhões de euros.

A empresa irá oferecer o seu mission bay handling system, como usado nas fragatas Type 26, para auxiliar na movimentação de contêineres e equipagens do navio. Para o navio logístico vai oferecer um novo sistema de reabastecimento, com desenvolvimento financiado pelo Ministério da Defesa britânico, que acaba com os fluidos hidráulicos, contando com a energia elétrica.

O MT30 é usado pelos LCS da Classe Freedom da Marinha dos EUA, além do DDG-1000, o novo Porta-aviões do Reino Unido e as fragatas Type 26.  Pode fornecer até 40 MW a 38 graus Celsius, o que o qualifica para uso no LHD italiano, bem como os PPA's, disse Ciongoli.

A GE está definindo a oferta de seu LM6000 para o LHD italiano.

"Nós somos o único fornecedor que pode oferecer a mesma solução para o PPA e o LHD", disse Ciongoli.

O MT30 vai oferecer força em abundância aos PPAs, o que vai "permitir que o navio a cresça", disse ele.

Ciongoli disse que as coisas haviam mudado desde a Rolls-Royce foi vencida em uma disputa acirrada com a GE para o fornecimento de propulsão para o prjeto das fragatas  FREMM ítalo-francesas uma década atrás.

"Talvez o nosso ponto fraco foi que a MT30 não estava em serviço. Foi certificado, mas não estava operacional. Também foram menos presente na Itália. Agora vamos encomendar produtos no valor de 300 milhões de libras por ano a partir da Itália e tem um volume de negócios de mais de 140 milhões de euros aqui ", disse ele.

Enquanto o programa italiano pode ser o maior no momento, o número de navios do programa  PPA que serão comprados ainda não está claro. Os deputados falaram do número crescente de seis para 10 navios, mas uma fonte naval disse que era provável que fique mais perto de seis.

A razão para a incerteza é a forma como o programa deverá ser financiado. Originalmente, o pacote de financiamento de 5,4 bilhões de euros era para ser lançado ao longo de vários anos e ser usado para pagar os empréstimos bancários no valor de 3,8 bilhões de euros obtidos para construir os navios, bem como um pouco menos de 1,6 bilhão de euros para cobrir os juros dos empréstimos.

Isso mudou quando o parlamento decidiu que os fundos estavam disponíveis agora e empréstimos eram desnecessários, o que significa que 1,6 bilhões destinados ao pagamento de juros foi liberado para compra de mais navios.

Mas uma fonte naval disse que se o dinheiro se tornou disponível, os planejadores estavam agora avaliando sobre as atualizações e prolongamento da operação dos navios existentes em cerca de 10 anos, ainda que a haja uma opção para compra de PPA's extra.

O planejamento original era encomendar cinco  PPAs da versão "light" e uma versão de combate completa. Se mais fundos estavam disponíveis, disse a fonte, as versões light receberão canhões de 76 milímetros para acompanhar a dotação de canhões de 127 milímetros, assim como a versão de combate completa, e alguns teriam direito a um sistema de defesa antimísseis e sistemas de auto-defesa, como a versão de combate completa.

As versões light ainda faltaria a capacidade de guerra submarina e suites de guerra eletrônica oferecidas na versão light de combate completo, mas graças à abordagem modular usada no projeto, todos os navios da versão light poderia facilmente ser atualizada para a versão de combate completa, se necessário, segundo informações.

Todos os planos para atualizações ainda estão dependentes de decretos ministeriais de financiamento que ainda têm de ser assinados. "Por esta razão, os contratos ainda não foram assinados",

Fonte: GBN GeoPolítica Brasil com agências de notícias

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