Projeto prevê digitalização do apontamento e redução do tempo necessário para colocar o M2 Raiado em posição de tiro
O Exército Brasileiro iniciou um projeto para modernizar a operação do Morteiro Pesado 120 mm M2 Raiado a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a Omnisys. Formalizado em 17 de setembro, o Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação prevê o desenvolvimento de uma solução voltada à automatização da transição entre as configurações de transporte e tiro e à digitalização do apontamento.
A proposta busca reduzir o tempo necessário para preparar o morteiro e colocá-lo em condições de emprego, ao mesmo tempo em que introduz recursos digitais no processo de orientação do armamento. Segundo o CTEx, a expectativa é obter maior rapidez e precisão na preparação das missões de apoio de fogo.
O M2 Raiado foi desenvolvido no início dos anos 2000 pelo então Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento e passou à estrutura do CTEx após a incorporação do instituto, em 2005. A fabricação permanece sob responsabilidade do Arsenal de Guerra do Rio, mantendo no país a cadeia de desenvolvimento e produção do sistema.
A modernização parte, portanto, de uma plataforma já conhecida pelo Exército, em vez de exigir a substituição integral do armamento. A incorporação de novos recursos tecnológicos permite atualizar sua operação preservando uma solução cuja fabricação e suporte permanecem vinculados à estrutura industrial e tecnológica brasileira.
O principal avanço previsto no projeto está no apontamento. A digitalização dessa etapa deverá reduzir procedimentos manuais e tornar mais rápida a orientação do morteiro para a execução do tiro. O comunicado do CTEx, porém, não detalha a arquitetura da solução, nem indica automação de funções como carregamento ou disparo.
A participação da Omnisys coloca a Base Industrial de Defesa diretamente no desenvolvimento da atualização. A empresa trabalhará em conjunto com o CTEx na transformação dos requisitos operacionais do Exército em uma solução tecnológica aplicável ao M2 Raiado, aproximando competências de pesquisa e desenvolvimento das capacidades industriais nacionais.
A iniciativa também acompanha a evolução dos sistemas de apoio de fogo, nos quais a redução do tempo de preparação e o emprego de recursos digitais têm ganhado espaço. Para o Exército, a aplicação dessas tecnologias sobre um meio já produzido no país permite buscar ganhos operacionais sem romper a cadeia nacional associada ao armamento.
O acordo marca, assim, uma nova etapa no desenvolvimento do M2 Raiado, combinando a experiência acumulada pelo sistema tecnológico do Exército com a capacidade da indústria nacional para incorporar automação e recursos digitais a um meio de apoio de fogo já em produção.
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Com Exercito Brasileiro







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