A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou neste sábado (26) ter interceptado dois drones e dois mísseis balísticos lançados pelos houthis a partir do Iêmen contra alvos em território saudita. Segundo o porta-voz da força, Turki Al-Maliki, os drones tinham como direção a região de Riade, enquanto os mísseis foram lançados contra Khamis Mushait, no sudoeste do país.
Os primeiros alertas foram divulgados durante a madrugada, quando as forças sauditas informaram estar monitorando ameaças aéreas direcionadas ao território do Reino. Posteriormente, Al-Maliki confirmou a interceptação dos quatro vetores, sem fornecer detalhes sobre os sistemas empregados na defesa aérea.
As autoridades de defesa civil da Arábia Saudita também emitiram alertas para Khamis Mushait e Abha, cidades localizadas na região de Asir. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre vítimas ou danos provocados diretamente pelo ataque.
O episódio ocorre dois dias depois de a coalizão informar a interceptação de seis mísseis balísticos lançados pelos houthis contra as regiões de Yanbu e Taif. A sequência de ataques demonstra a ampliação das ações do grupo iemenita contra o território saudita desde julho, quando os houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita.
Além de cidades, os ataques houthis vêm tendo como alvo infraestrutura energética e embarcações vinculadas à Arábia Saudita no Mar Vermelho. O grupo também afirmou ter realizado ataques contra instalações da Saudi Aramco em Yanbu e contra um local não especificado em Riade, embora essas alegações não tenham sido confirmadas de forma independente.
A escalada ocorre paralelamente à intensificação dos combates no Iêmen. Segundo dados divulgados pelas Nações Unidas e citados pela Euronews, mais de 122 mil pessoas foram deslocadas pela nova escalada do conflito, enquanto 674 pessoas morreram e 2.998 ficaram feridas entre 6 de agosto e 18 de setembro.
O aumento da ameaça também levou Riade a ampliar a coordenação militar com parceiros. Na sexta-feira (25), os chefes militares da Arábia Saudita, do Paquistão e da Türkiye se reuniram em Riade para discutir as ameaças à segurança do Reino. Os três países haviam firmado, no mês passado, o Acordo de Defesa Conjunta de Meca.
A sequência de ataques coloca pressão adicional sobre a defesa aérea saudita e sobre a segurança da infraestrutura energética e das rotas marítimas do país. O cenário também ocorre em meio à disputa pelo controle de áreas estratégicas do Iêmen e do acesso ao Mar Vermelho, ampliando os riscos para a navegação e para o fluxo regional de energia.
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