quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Radar SABER M200 VIGILANTE avança em testes e detecta drones de baixa assinatura a até 8 km

 

Sistema desenvolvido pelo CTEx em parceria com a Embraer participou do Exercício Sagitta Primus 2026 e validou novo modo de operação voltado à detecção de ameaças aéreas de baixa seção reta radar

O SABER M200 VIGILANTE, radar desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a Embraer, alcançou um novo marco em seu processo de desenvolvimento durante o Exercício Sagitta Primus 2026, realizado entre 27 de julho e 5 de agosto, em Formosa (GO).

Integrado às atividades do 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), o sistema foi empregado em experimentos de engenharia conduzidos pelo CTEx em conjunto com a Embraer, permitindo avaliar e aprimorar capacidades diretamente relacionadas ao cenário atual de ameaças aéreas.

Um dos principais resultados obtidos durante o exercício foi a detecção de drones de baixa seção reta radar, classificados na categoria 0, a distâncias de até 8 quilômetros.

O desempenho representa um avanço importante para o projeto, especialmente diante da crescente utilização de sistemas aéreos não tripulados de pequeno porte, que apresentam características que dificultam sua identificação pelos meios convencionais de vigilância.

Novo modo de operação

Os experimentos realizados no Sagitta Primus 2026 também permitiram validar um novo modo de operação do SABER M200 VIGILANTE, desenvolvido especificamente para ampliar a capacidade de detecção de alvos com baixa seção reta radar.

A evolução busca responder a uma mudança significativa no ambiente operacional. Drones menores, com reduzida assinatura e diferentes perfis de emprego, passaram a fazer parte do conjunto de ameaças que precisam ser consideradas pelas estruturas de defesa antiaérea.

Nesse contexto, a capacidade de detectar esses alvos em distância suficiente para permitir sua identificação e posterior atuação dos sistemas de defesa torna-se um elemento importante para a construção de uma arquitetura de proteção mais eficiente.

A participação do SABER M200 VIGILANTE em um exercício operacional, integrado a uma unidade de artilharia antiaérea do Exército Brasileiro, também proporciona um ambiente relevante para avaliar o comportamento do sistema diante de situações próximas às demandas de emprego.

Próxima etapa de avaliação

O projeto encontra-se atualmente em fase final de avaliação junto ao Centro de Avaliações do Exército (CAEx), com conclusão prevista para 2026.

O resultado obtido durante o Sagitta Primus acrescenta, portanto, uma informação importante ao processo de maturação tecnológica do radar. A validação do novo modo de operação demonstra a capacidade do projeto de incorporar aprimoramentos a partir das demandas identificadas no ambiente operacional.

O SABER M200 VIGILANTE integra os esforços do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército Brasileiro para desenvolver soluções nacionais destinadas a ampliar a autonomia tecnológica do país.

A participação no Sagitta Primus 2026 mostra justamente essa conexão entre desenvolvimento tecnológico, avaliação e emprego operacional. Para um radar destinado a integrar a defesa antiaérea brasileira, a capacidade de acompanhar a evolução das ameaças e aprimorar sua performance contra alvos de baixa assinatura será cada vez mais importante.

O avanço obtido em Formosa não representa apenas mais uma etapa de testes. A detecção de drones de categoria 0 a até 8 quilômetros demonstra a evolução de uma capacidade brasileira voltada a um dos desafios mais presentes no atual ambiente de guerra: encontrar e acompanhar ameaças aéreas pequenas antes que elas possam comprometer as forças protegidas.

Com a avaliação final prevista ainda para 2026, o próximo passo será consolidar os resultados obtidos durante os experimentos e concluir o processo de avaliação do sistema, aproximando o SABER M200 VIGILANTE de sua maturidade como uma capacidade nacional de vigilância e apoio à defesa antiaérea.


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