sábado, 7 de novembro de 2026

Exército inicia testes de avaliação do lote-piloto da viatura aerotransportável Chivunk

A viatura leve Chivunk entrou em nova etapa de desenvolvimento com o início dos testes de avaliação do lote-piloto pelo Exército Brasileiro. A atividade começou em 3 de novembro nas instalações da IDV Brasil em Sete Lagoas (MG), sob responsabilidade do Centro de Avaliações do Exército (CAEx), com suporte técnico do Centro Tecnológico do Exército (CTEx).

Os ensaios buscam verificar se os veículos produzidos atendem aos requisitos técnicos e operacionais estabelecidos pelo projeto, incluindo o desempenho da viatura e a adequação do processo de fabricação. Nesta primeira fase, os testes concentram-se no comportamento dinâmico do Chivunk. São avaliados velocidade máxima, aceleração, estabilidade lateral, manobrabilidade e transposição de obstáculos, características que permitem verificar sua resposta em diferentes terrenos e condições de emprego.

Ao longo de novembro, a avaliação avançará para os testes de rodagem, com a participação de militares de organizações que poderão receber o veículo futuramente. A experiência desses profissionais permitirá examinar sua adequação às necessidades das tropas e às condições de uso em campo.

Concebido pelo CTEx, o Chivunk foi projetado como uma viatura leve de emprego geral com capacidade de transporte aéreo. A proposta é oferecer mobilidade a tropas em operações que exigem deslocamento rápido e acesso a regiões restritas, especialmente em missões aeromóveis, nas quais a possibilidade de transportar o veículo por aeronaves amplia as opções de emprego da força.

O programa também envolve a indústria nacional. Enquanto o CTEx responde pela concepção e pelo desenvolvimento tecnológico, a IDV Brasil participa da produção do lote-piloto. Essa parceria permite avaliar não apenas as características do veículo, mas também a capacidade industrial de produzi-lo conforme os requisitos estabelecidos pelo Exército.

A conclusão dos testes será importante para identificar possíveis ajustes e subsidiar uma decisão sobre a continuidade do programa. Essa etapa, porém, não representa homologação definitiva, contratação de produção em série ou incorporação da viatura às unidades militares.

Com desenvolvimento iniciado em 2001, o Chivunk percorreu um longo caminho até chegar à atual fase de avaliação. O intervalo evidencia os desafios de transformar uma necessidade operacional em uma solução nacional, processo que exige continuidade técnica, industrial e orçamentária.

A aprovação do lote-piloto poderá abrir caminho para as próximas etapas, mas a efetiva contribuição do Chivunk dependerá da capacidade de avançar para a produção em escala, estruturar o suporte logístico e disponibilizar os veículos às organizações militares. É nessa transição entre desenvolvimento e emprego que será possível medir o resultado concreto do programa.


por Angelo Nicolaci


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Com informações do Exército Brasileiro

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