Um importante religioso conservador iraniano, o aiatolá Ahmad Khatami, pediu nesta segunda-feira ao diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o japonês Yukiya Amano, que não atue como um instrumento dos Estados Unidos contra o Irã.
"Se Amano atuar como um instrumento sem vontade nas mãos dos EUA, publicando mentiras e apresentando-as como documentos, a AIEA perderá a escassa reputação que resta", declarou Khatami em um discurso por ocasião do Aid (Festa do Sacrifício).
Segundo fontes diplomáticas ocidentais, a AIEA deve publicar na terça-feira um relatório com dados que respaldam as suspeitas sobre o caráter militar do programa nuclear iraniano, apesar dos desmentidos do governo de Teerã, que admite apenas objetivos civis.
A agência também deve criticar mais uma vez a falta de cooperação do Irã e o desrespeito de suas obrigações como país membro da AIEA, em particular com o prosseguimento do enriquecimento de urânio, o que poderia, a curto prazo, permitir ao país produzir armamento atômico.
O enriquecimento prossegue, apesar de a ONU (Organização das Nações Unidas) ter determinado o fim da atividade.
Khatami também fez um alerta aos EUA e a Israel sobre uma eventual ação militar contra o Irã.
"Durante os 32 últimos anos, EUA e seu filho ilegítimo, o regime sionista, organizaram sete complôs internos e três complôs externos contra o Irã. Todos fracassaram, graças a Deus", disse. "A época da superpotência americana terminou. O Irã é um país poderoso e, ante qualquer conspiração, responderá da mesma forma para que isto sirva de lição aos outros países".
Ahmadinejad adverte EUA e Israel contra ataque ao Irã
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que Estados Unidos e Israel desejam atacar o Irã para combater sua crescente influência, e advertiu contra qualquer agressão ao país, em uma entrevista ao jornal egípcio "Al-Akhbar".
"O Irã aumentou suas capacidades e continua progredindo, e por esta razão é capaz de rivalizar com o mundo. Agora Israel e o Ocidente, em especial os Estados Unidos, temem as capacidades e o papel do Irã", disse Ahmadinejad.
"Buscam apoio internacional para suprimir a influência (do Irã). Os arrogantes devem saber que o Irã não permitirá esta agressão", completou.
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) deve divulgar na terça-feira um relatório sobre o controverso programa nuclear iraniano, em um contexto de ameaça israelense de intervenção militar contra o Irã.
Segundo fontes diplomáticas ocidentais, a AIEA deve publicar um relatório com dados que respaldam as suspeitas sobre o caráter militar do programa nuclear iraniano, apesar dos desmentidos do governo de Teerã, que admite apenas objetivos civis.
A agência também deve criticar mais uma vez a falta de cooperação do Irã e o desrespeito de suas obrigações como país membro da AIEA, em particular com o prosseguimento do enriquecimento de urânio, o que poderia permitir ao país produzir armamento atômico. O enriquecimento prossegue, apesar de a ONU ter determinado seu fim.
Um importante religioso conservador iraniano, o aiatolá Ahmad Khatami, pediu ao diretor-geral da AIEA, o japonês Yukiya Amano, que não atue como um instrumento dos EUA. "Se Amano atuar como um instrumento sem vontade nas mãos dos EUA, publicando mentiras e apresentando-as como documentos, a AIEA perderá a escassa reputação que resta", afirmou.
A Rússia advertiu Israel que um ataque contra o Irã seria um "erro muito grave" capaz de provocar mais conflitos e causar vítimas civis, "com consequências imprevisíveis", após a ameaça do presidente israelense, Shimon Peres, de que a ofensiva é uma opção cada vez mais provável.
"Não pode existir nenhuma solução militar para o problema nuclear iraniano, como não pode existir para nenhum outro problema do mundo contemporâneo", disse o chanceler russo Serguei Lavrov.
"Qualquer conflito deve ser resolvido exclusivamente por meios aprovados pela comunidade internacional, de acordo com a Carta das Nações Unidas".
Fonte: France Presse





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