terça-feira, 18 de agosto de 2026

Tamandaré e Humaitá: a nova Marinha do Brasil chega á FRATERNO XXXIX

O Primeiro desdobramento internacional do submarino Humaitá e estreia internacional da Fragata Tamandaré colocam no mar argentino duas das principais expressões da renovação da Esquadra brasileira e abrem uma leitura estratégica que vai muito além do exercício bilateral

Quando a Fragata Tamandaré (F200) e o Submarino Humaitá (S41) chegaram à Argentina para participar da Operação FRATERNO XXXIX, não estavam apenas cumprindo mais uma comissão internacional da Marinha do Brasil. Pela primeira vez, dois meios que representam programas centrais da renovação da Esquadra passaram a operar fora do ambiente nacional dentro de uma atividade de elevada complexidade, ao lado de uma força naval estrangeira e em um cenário que envolve guerra antissubmarino, exercícios de tiro, defesa, manobras táticas e operações aeronavais.

A composição brasileira torna essa participação ainda mais significativa. Ao lado da nova fragata Tamandaré e do submarino Humaitá estão a Fragata União (F45), o Navio de Socorro Submarino Guillobel (K120) e dois helicópteros AH-11B Super Lynx. Não se trata, portanto, apenas da estreia internacional de duas plataformas. A Marinha deslocou uma força capaz de combinar escoltas, capacidade submarina, aviação embarcada e apoio especializado, colocando diferentes componentes da Esquadra para operar dentro de uma mesma arquitetura operacional.

A FRATERNO XXXIX ocorre entre os dias 13 e 24 de agosto, com atividades envolvendo as áreas marítimas entre Puerto Belgrano e Mar del Plata. A programação reúne exercícios de tiro, defesa, guerra antissubmarino, manobras táticas, operações aeronavais e procedimentos de coordenação entre as duas Marinhas, após uma primeira fase de porto.

É justamente por isso que a presença brasileira merece ser observada para além da fotografia dos navios no Mar Argentino. O ponto central não está apenas nas plataformas que atravessaram a fronteira marítima, mas no que significa para o Brasil colocar em operação internacional uma nova geração de meios que começa a mudar a fisionomia de sua Esquadra.

A fragata Tamandaré representa a renovação da força de superfície. O submarino Humaitá representa a consolidação de uma capacidade submarina construída a partir do PROSUB. A União demonstra a continuidade entre diferentes gerações de escoltas, enquanto os AH-11B ampliam a capacidade de emprego das fragatas e o Guillobel fornece o suporte necessário à operação do componente submarino.

A FRATERNO, nesse sentido, oferece uma oportunidade para observar essa transição em um ambiente operacional real, no qual diferentes gerações de meios precisam trabalhar juntas e, ao mesmo tempo, demonstrar que as novas capacidades brasileiras já podem ser empregadas em um contexto internacional.

A Tamandaré começa a construir sua história operacional

A chegada da F200 à Argentina acontece poucos meses depois de sua incorporação à Marinha do Brasil e marca sua estreia internacional. Para uma nova classe de navios, esse primeiro desdobramento externo representa mais do que uma passagem simbólica pelo calendário operacional, porque é também uma etapa importante na construção da maturidade da própria plataforma e de sua tripulação.

Uma fragata moderna não se resume ao casco, à propulsão ou ao armamento. Seu desempenho depende da integração entre sensores, sistema de combate, comunicações, navegação, guerra eletrônica, armas, aviação embarcada e, principalmente, da capacidade da tripulação de transformar todos esses recursos em decisões e ações coordenadas.

Quando a plataforma passa a operar ao lado de outra Marinha, essa equação ganha novas variáveis. Procedimentos precisam ser compatibilizados, comunicações precisam funcionar dentro dos parâmetros estabelecidos para o exercício, as unidades precisam compreender a posição e a intenção das demais e as tripulações precisam executar suas tarefas mantendo a consciência situacional e a autonomia operacional. É uma experiência que nenhum teste de aceitação realizado individualmente pelo navio consegue reproduzir completamente.

Por isso, a FRATERNO XXXIX representa uma etapa importante para a F200. A fragata deixa o ambiente nacional e começa a acumular experiência no contexto operacional internacional, justamente quando a Marinha brasileira inicia a transição para uma nova geração de escoltas.

A presença da Tamandaré ao lado da União também produz uma imagem particularmente interessante dessa transição. De um lado está o primeiro navio de uma nova classe, concebida para substituir progressivamente unidades mais antigas e elevar o padrão tecnológico da força de superfície. Do outro, uma fragata que representa uma geração anterior e que continua contribuindo para a capacidade operacional da Esquadra.

As duas navegando juntas mostram que a renovação naval brasileira não acontecerá por uma substituição imediata, mas por uma transição gradual, na qual diferentes gerações de meios precisarão operar lado a lado durante alguns anos. O exercício, portanto, permite à Marinha testar não apenas o desempenho individual da nova plataforma, mas também sua integração dentro da estrutura operacional existente.

Humaitá realiza seu primeiro desdobramento internacional

A participação do Submarino Humaitá (S41) tem um peso particular dentro da FRATERNO XXXIX. Integrante da Classe Riachuelo, o S41 realiza no exercício seu primeiro desdobramento internacional, levando para águas argentinas uma das principais capacidades resultantes do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O submarino foi construído no Complexo Naval de Itaguaí e é a segunda unidade brasileira derivada do projeto francês Scorpène.

Mais do que uma estreia simbólica, o deslocamento representa uma etapa importante na consolidação operacional da Classe Riachuelo. O Humaitá passa a atuar em um exercício que envolve guerra antissubmarino, manobras táticas e coordenação entre diferentes meios, exigindo que sua tripulação opere integrada a uma força multinacional e dentro de procedimentos previamente estabelecidos com a Armada Argentina.

A experiência possui valor próprio para a Marinha do Brasil. Submarinos operam em um ambiente no qual discrição, planejamento, disciplina de comunicações e consciência situacional possuem peso decisivo. Colocar o S41 em um exercício internacional permite testar não apenas a plataforma, mas também a capacidade de sua tripulação de atuar dentro de uma estrutura operacional combinada e de responder às exigências de uma operação que envolve diferentes forças e procedimentos.

O primeiro desdobramento internacional do Humaitá também ganha relevância porque acontece justamente na Argentina, país que busca reconstruir sua própria capacidade submarina e que tem no Scorpène uma das principais alternativas consideradas para esse processo.

Argentina e o interesse pelo Scorpène

A presença do Humaitá ocorre enquanto Buenos Aires avança na busca por uma solução para recuperar sua capacidade submarina. A Argentina vem trabalhando na aquisição de três submarinos da classe Scorpène, desenvolvida pelo Naval Group, depois de anos sem uma força submarina operacional.

O interesse argentino pelo projeto francês não é recente. A classe Scorpène já havia sido avaliada por autoridades argentinas no contexto das discussões para reconstruir sua capacidade submarina, incluindo visitas ao Naval Group e ao complexo de Itaguaí, onde o Brasil construiu seus submarinos da Classe Riachuelo.

O processo ganhou novo impulso nos últimos anos e passou a envolver não apenas a aquisição das plataformas, mas também questões de financiamento, construção e participação industrial.

É nesse ponto que a experiência brasileira começa a adquirir importância para Buenos Aires. O Brasil já percorreu o caminho que a Argentina agora procura iniciar: selecionou o Scorpène como base de uma nova família de submarinos convencionais, construiu infraestrutura específica e acumulou experiência industrial na produção e manutenção dessas plataformas.

A presença do Humaitá na FRATERNO coloca essa discussão em um cenário particularmente interessante. Enquanto a Argentina avalia uma futura aquisição do Scorpène, sua Armada tem a oportunidade de operar em um exercício no qual um submarino brasileiro derivado desse projeto atua em condições reais de adestramento.

Itaguaí: a capacidade construída pelo Brasil

A relevância de Itaguaí para essa discussão é resultado direto de uma decisão estratégica brasileira.

O PROSUB foi estruturado a partir da parceria firmada entre Brasil e França e combinou a construção de quatro submarinos convencionais derivados do Scorpène com transferência de tecnologia, formação de pessoal e criação de uma infraestrutura industrial especializada. O programa deu origem ao Complexo Naval de Itaguaí e permitiu que o Brasil acumulasse conhecimento em processos de construção e manutenção de submarinos.

A construção dos submarinos da Classe Riachuelo transformou essa infraestrutura em uma capacidade efetiva. O Brasil deixou de depender exclusivamente de estaleiros estrangeiros para produzir submarinos convencionais e passou a contar com uma estrutura própria, mão de obra especializada e uma cadeia industrial associada ao programa.

O PROSUB também foi concebido dentro de uma perspectiva mais ampla. A experiência acumulada com os submarinos convencionais e a infraestrutura criada em Itaguaí fazem parte da trajetória brasileira para o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, mantendo no País competências que ultrapassam a simples operação das plataformas.

É justamente essa capacidade instalada que torna Itaguaí relevante para além das necessidades imediatas da Marinha brasileira.

Três Scorpène argentinos em Itaguaí

Em junho de 2026, o ministro da Defesa José Múcio Monteiro afirmou que os submarinos Scorpène negociados pela Argentina com a França poderiam ser construídos no Brasil, no Complexo Naval de Itaguaí. A proposta em discussão envolve também financiamento e cooperação entre Brasil e França, enquanto a indústria argentina poderia participar da cadeia associada ao programa.

A possibilidade coloca Itaguaí no centro de uma eventual solução para a reconstrução da força submarina argentina. Em vez de simplesmente adquirir submarinos prontos no exterior, Buenos Aires poderia participar de um programa estruturado em torno de uma infraestrutura que já possui experiência na construção da família Scorpène.

Ainda não existe um contrato definitivo que permita afirmar que os três submarinos argentinos serão efetivamente construídos em Itaguaí. A negociação ainda depende de definições políticas, financeiras, industriais e contratuais. Mas o desenho apresentado em 2026 é relevante justamente porque combina capacidades complementares: a França fornece o projeto e a tecnologia do Scorpène; o Brasil oferece infraestrutura e experiência acumulada pelo PROSUB; e a Argentina busca recuperar sua capacidade submarina e inserir sua indústria nesse processo.

Para o Brasil, uma eventual encomenda argentina poderia ampliar a utilização de uma infraestrutura criada originalmente para atender às necessidades nacionais. Também poderia contribuir para preservar uma cadeia industrial de alta complexidade, manter profissionais especializados e ampliar a participação de fornecedores brasileiros.

Para a Argentina, além da recuperação de uma capacidade estratégica, haveria a possibilidade de reconstruir gradualmente conhecimentos e competências industriais ligados à operação e sustentação de submarinos.

A França, por sua vez, manteria o Scorpène dentro de uma solução que aproveita uma estrutura já familiar ao projeto e estabelecida no Atlântico Sul.

A eventual construção das três unidades, portanto, teria uma dimensão que ultrapassaria a simples venda de submarinos. Poderia estabelecer um novo modelo de cooperação industrial entre Brasil, França e Argentina, com Itaguaí funcionando como um dos principais pontos dessa arquitetura.

Os "Super Lynx" ampliam a capacidade da força

A presença dos dois AH-11B Super Lynx mostra que a renovação da Esquadra brasileira também passa pela aviação naval. Os helicópteros passaram por uma ampla modernização que incluiu a adoção dos novos motores CTS800-4N, com FADEC, além de novos aviônicos, cockpit digital e sistemas que ampliaram sua capacidade operacional.

O resultado foi uma evolução significativa dos Super Lynx brasileiros, aproximando seu padrão de desempenho e emprego das versões mais modernas da família, como o Wild Lynx. A modernização aumentou a disponibilidade e a capacidade das aeronaves para missões de esclarecimento, guerra de superfície e guerra antissubmarino.

Na FRATERNO XXXIX, um AH-11B opera embarcado na Tamandaré e outro na União. A combinação com as fragatas, o Humaitá e o Guillobel permite à Marinha explorar uma arquitetura integrada de guerra naval, particularmente importante nas atividades de guerra antissubmarino previstas no exercício.

Assim, a modernização dos Super Lynx complementa a chegada das novas fragatas e amplia a capacidade da Esquadra de transformar seus novos sensores, sistemas de combate e meios de superfície em uma capacidade operacional integrada.

Uma nova geração começa a operar como força

Existe uma diferença importante entre incorporar novos meios e conseguir empregá-los de maneira integrada.

A chegada de uma nova fragata aumenta o potencial militar da Marinha, mas esse potencial só se transforma em capacidade efetiva quando a tripulação está adestrada, os sistemas estão integrados, os procedimentos são conhecidos e o navio consegue operar dentro de uma força. O mesmo vale para o submarino, cuja capacidade não pode ser avaliada apenas pela plataforma, mas pelo conjunto formado pelo meio, sua tripulação, sua doutrina e sua capacidade de integração. É isso que a FRATERNO oferece.

A nova geração de meios brasileiros começa a deixar de ser apenas um conjunto de programas estratégicos para se transformar em capacidade operacional integrada. A Tamandaré passa por sua primeira experiência internacional; o Humaitá realiza seu primeiro desdobramento fora do País; os AH-11B ampliam o componente aéreo; a União mantém a continuidade da força de superfície; e o Guillobel acompanha o componente submarino.

Essa experiência é importante porque a Marinha brasileira precisará operar durante muitos anos com diferentes gerações de meios. A capacidade de integrar essas plataformas será tão importante quanto a modernização individual de cada uma delas.

O significado geopolítico de levar a nova Esquadra à Argentina

Existe ainda uma dimensão que ultrapassa o treinamento. Brasil e Argentina mantêm uma longa tradição de cooperação naval. A FRATERNO é parte dessa construção e funciona como mecanismo de interoperabilidade e confiança mútua entre as duas forças.

O exercício de 2026, entretanto, acontece em um momento particularmente interessante para a Marinha do Brasil. O País começa a apresentar internacionalmente uma nova geração de meios de superfície e submarinos justamente quando seu principal parceiro naval no Atlântico Sul procura recuperar capacidades próprias.

Isso dá à participação brasileira uma dimensão geopolítica que vai além da simples demonstração de equipamentos.

A Marinha está demonstrando que o Brasil possui capacidade para desdobrar uma força composta por uma fragata de nova geração, uma fragata de uma geração anterior, um submarino moderno, helicópteros embarcados e um meio especializado de apoio para operar fora de suas águas e em coordenação com outra força naval.

Não é uma demonstração de força contra a Argentina, mas uma demonstração de capacidade ao lado da Argentina. Essa diferença é fundamental para compreender o papel que o Brasil busca exercer no Atlântico Sul.

A cooperação militar permite ao País ampliar sua presença sem transformar essa presença em confrontação. Ao mesmo tempo, a capacidade de compartilhar treinamento, conhecimento e, eventualmente, infraestrutura industrial cria instrumentos de influência que vão além do emprego direto do Poder Naval.

O Atlântico Sul como espaço de influência

A importância dessa capacidade cresce quando considerada a posição brasileira. O Brasil possui a maior costa do Atlântico Sul, extensa área marítima sob sua jurisdição, infraestrutura energética offshore, rotas comerciais fundamentais e uma economia profundamente dependente do ambiente marítimo. Nesse contexto, a Marinha é um instrumento permanente de presença estratégica.

A renovação da Esquadra, portanto, não é apenas uma questão de substituir navios antigos por plataformas mais modernas. É também uma questão de garantir que o Brasil continue tendo capacidade para acompanhar, proteger e, quando necessário, defender seus interesses no mar, além de participar de iniciativas de segurança e cooperação com os demais países do entorno estratégico.

O desafio começa depois da incorporação

Há, entretanto, um aspecto que não pode ser ignorado. A entrada em serviço de novos meios aumenta a capacidade militar, mas também aumenta a necessidade de recursos para mantê-los disponíveis. Uma Marinha moderna precisa de horas de mar, munição para treinamento, peças de reposição, manutenção, atualização de sistemas, formação de pessoal e infraestrutura. O custo de uma plataforma sofisticada não termina no momento de sua incorporação. Esse será um dos grandes desafios da nova Esquadra.

As fragatas Tamandaré precisam ser incorporadas e sustentadas. O PROSUB precisa avançar para suas próximas etapas. O desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear exige continuidade de longo prazo. Os AH-11B precisam permanecer disponíveis e atualizados, enquanto os meios de gerações anteriores ainda terão de ser mantidos durante o processo gradual de substituição.

A modernização, portanto, não termina quando o navio entra em serviço. A partir desse momento começa uma etapa igualmente importante, na qual treinamento, manutenção, logística e disponibilidade precisam acompanhar a sofisticação dos sistemas incorporados, e isso exige investimento contínuo acompanhado de previsibilidade orçamentária.

A FRATERNO contribui para parte desse processo ao permitir que os novos meios acumulem horas de operação, desenvolvam procedimentos e sejam submetidos a situações que se aproximam mais das condições de emprego dentro de uma força combinada. Mas a parte fundamental depende do orçamento destinado pelo governo federal a defesa de nossa soberania.

Uma dimensão que vai além do exercício

A FRATERNO XXXIX ocorre, portanto, em um momento particularmente significativo para a Marinha do Brasil. A Tamandaré e o Humaitá não representam apenas novos meios incorporados à Esquadra, mas resultados de programas que envolvem construção naval, transferência de tecnologia, formação de pessoal e desenvolvimento de capacidade industrial no País.

A estreia internacional do Humaitá também ocorre justamente quando a Argentina busca recuperar sua capacidade submarina e avalia a aquisição de três Scorpène, enquanto Brasil e França discutem uma possível estrutura de financiamento e construção das unidades em Itaguaí.

Ainda é cedo para saber se essa configuração será efetivamente concretizada. Mas, caso avance, ela poderá aproximar três dimensões que hoje aparecem separadas: a capacidade operacional demonstrada pelo Humaitá no mar, a infraestrutura construída pelo Brasil em Itaguaí e a necessidade argentina de reconstruir sua força submarina.

É justamente nessa convergência entre capacidade militar, indústria de defesa e cooperação regional que está o principal significado estratégico da FRATERNO XXXIX para o Brasil. O exercício continua sendo uma atividade de adestramento e interoperabilidade entre duas Marinhas, mas sua edição de 2026 ocorre no momento em que a renovação da Esquadra brasileira começa a produzir efeitos que ultrapassam o emprego individual de seus novos meios.

A Tamandaré estreia internacionalmente, o Humaitá realiza seu primeiro desdobramento fora do País e uma capacidade industrial construída ao longo de décadas passa a ser considerada também como possível instrumento de cooperação com a Argentina.

Para a Marinha do Brasil, é uma oportunidade de colocar sua nova geração de meios à prova em um ambiente internacional. Para o Brasil, é também uma demonstração de que os investimentos realizados em poder naval e capacidade industrial começam a oferecer instrumentos adicionais de presença, cooperação e autonomia estratégica no Atlântico Sul.



Por Angelo Nicolaci


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