O Comando Militar da Amazônia (CMA) manteve um ritmo intenso de operações em julho, com 173 ações realizadas nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Cerca de 2.300 militares foram empregados em atividades de fiscalização, reconhecimento de fronteiras e combate a ilícitos em uma das regiões mais complexas do território brasileiro.
Parte significativa desse esforço ocorreu nos rios, que funcionam como verdadeiras vias de circulação na Amazônia. Ao longo do mês, foram estabelecidos 47 Postos de Controle e Interdição Fluvial (PCI Flu), enquanto outras 28 ações foram dedicadas ao reconhecimento da faixa de fronteira. O trabalho também alcançou portos, aeroportos e aeródromos.
Os números da Operação Jaguaretê ajudam a dimensionar o resultado dessas ações. Durante as operações, foram apreendidos 3.461,5 kg de drogas ilícitas, além de 10,5 toneladas de pescado, três armas e uma embarcação.
A apreensão de mais de 3,4 toneladas de drogas em um único mês evidencia a importância dos pontos de controle e da presença militar nas rotas utilizadas para a circulação de ilícitos. Na Amazônia, onde grandes rios conectam comunidades, fronteiras e áreas remotas, a fiscalização depende de mobilidade e capacidade de permanecer em locais onde o acesso é naturalmente difícil.
O impacto das operações também apareceu nas ações de fiscalização. As equipes aplicaram multas que somaram R$ 1,186 milhão, atingindo irregularidades identificadas durante as atividades realizadas na região.
Mais do que concentrar esforços em uma única área, o CMA distribuiu suas operações por diferentes ambientes. Fronteiras terrestres, rios, portos e estruturas aeroportuárias passaram a fazer parte do mesmo esforço de controle, permitindo acompanhar diferentes caminhos utilizados para a movimentação de pessoas, cargas e produtos ilegais.
Esse modelo é particularmente importante em uma região onde a dimensão territorial favorece a atuação de grupos criminosos e dificulta a fiscalização permanente. A presença militar funciona também como instrumento de reconhecimento e coleta de informações sobre áreas e rotas que dificilmente poderiam ser monitoradas de forma contínua por outros meios.
Julho terminou, assim, com uma fotografia clara do desafio amazônico: 173 ações, cerca de 2.300 militares empregados e milhares de quilômetros de território e vias fluviais sob fiscalização. Os resultados da Operação Jaguaretê mostram que o controle da região depende menos de uma grande operação isolada e cada vez mais de uma presença contínua, capaz de se deslocar rapidamente e atuar onde os ilícitos encontram espaço para avançar.
GBN Defense - A informação começa aqui
Com Exército Brasileiro








0 comentários:
Postar um comentário