O Exército Brasileiro vem consolidando sua capacidade de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) como um dos pilares estratégicos da prontidão operacional da Força Terrestre diante de ameaças contemporâneas, cenários de alta complexidade e incidentes de elevada sensibilidade. Em um ambiente internacional marcado por riscos híbridos, terrorismo, acidentes industriais e ameaças assimétricas, a manutenção de forças especializadas em DQBRN tornou-se elemento indispensável para garantir capacidade de resposta rápida, proteção da tropa e apoio à sociedade civil.
Nesse contexto, o Comando de Operações Terrestres (COTER), por intermédio do Comando de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, realizou entre os dias 27 e 30 de abril uma Visita de Coordenação Operacional (VCOp) junto ao Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS) e ao 18º Batalhão de Infantaria Motorizado, com foco no acompanhamento e alinhamento das capacidades operacionais dos Pelotões DQBRN subordinados ao Comando Militar de Área.
As atividades permitiram avaliar o nível de prontidão, as necessidades operacionais e as capacidades dos Pelotões DQBRN do CMS, unidades que possuem a missão de atuar como força de pronta resposta em incidentes envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares. O trabalho ganha relevância adicional diante da previsão de emprego dessas capacidades durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, evento que demandará elevado nível de coordenação interagências e preparação especializada para resposta a eventuais ameaças NBQR.
Ao longo da VCOp, foram debatidos aspectos ligados ao emprego de tropas com encargos especiais, interoperabilidade, atualização doutrinária e oportunidades de modernização da Força Terrestre. A iniciativa evidencia o esforço contínuo do Exército Brasileiro em manter sua estrutura operacional alinhada aos desafios contemporâneos, incorporando novas metodologias, tecnologias e conceitos de emprego.
Um dos principais pilares dessa estrutura é a Escola de Instrução Especializada (EsIE), integrante do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro. A organização militar desempenha papel central na formação técnica, especialização e desenvolvimento doutrinário dos militares da área DQBRN, sendo responsável pela capacitação de recursos humanos aptos a atuar em ambientes operacionais degradados e cenários contaminados por agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares.
Reforçando esse alinhamento estratégico, no dia 4 de maio, a Divisão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear da EsIE e o 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear receberam nova Visita de Coordenação Operacional conduzida pelo Chefe do Emprego da Força Terrestre, General de Brigada Abelardo Prisco de Souza Neto.
Durante a atividade, foram realizadas apresentações institucionais, demonstrações técnicas e instruções relacionadas às metodologias de ensino empregadas pela Escola, permitindo à comitiva acompanhar de perto os processos de formação e especialização dos militares da área DQBRN. O elevado grau de capacitação técnica dos recursos humanos da Força Terrestre foi um dos pontos destacados durante as atividades.
A visita também possibilitou a análise da infraestrutura, dos simuladores, dos materiais pedagógicos e dos meios empregados na formação dos especialistas, identificando oportunidades voltadas ao aperfeiçoamento contínuo e à modernização da capacidade operacional DQBRN do Exército Brasileiro.
Mais do que apenas uma capacidade militar especializada, a Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear representa atualmente um componente estratégico essencial para a proteção da sociedade, da infraestrutura crítica e da capacidade de resposta nacional diante de crises de grande impacto. O fortalecimento dessa área acompanha uma tendência global observada nas principais forças armadas do mundo, que vêm ampliando investimentos em tropas NBQR diante do aumento das ameaças híbridas e do risco crescente de incidentes envolvendo agentes químicos, biológicos ou radiológicos.
Outro ponto de destaque foi a participação do General Prisco no Exercício Operacional de Evacuação Aeromédica DQBRN conduzido pela Força Aérea Brasileira na Base Aérea dos Afonsos, entre os dias 27 de abril e 8 de maio. A atividade reforçou a interoperabilidade conjunta entre Exército e FAB em uma das áreas mais sensíveis da defesa contemporânea, consolidando protocolos integrados de evacuação, descontaminação e atendimento especializado em cenários contaminados.
A atuação integrada entre as Forças Armadas evidencia a evolução da doutrina brasileira de Defesa NBQR, cada vez mais voltada à operação conjunta, à rápida capacidade de resposta e à interoperabilidade entre meios terrestres, aéreos e estruturas de apoio especializado.
Ao unir tradição no ensino militar, atualização doutrinária, inovação tecnológica e integração operacional, o Exército Brasileiro reafirma sua posição como referência regional na área de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, fortalecendo uma capacidade estratégica fundamental para a soberania, a segurança nacional e a proteção da sociedade brasileira diante dos desafios do século XXI.
GBN Defense - A informação começa aqui
Com Exército Brasileiro









0 comentários:
Postar um comentário