A Arábia Saudita consolidou, em 2025, sua posição como a maior potência militar do mundo árabe e a quinta maior do planeta em volume de gastos. Com um orçamento estimado em 78 bilhões de dólares para este ano, o Reino reafirma sua estratégia de modernização acelerada das forças armadas e de fortalecimento do setor industrial de defesa, pilares da ambiciosa Visão Saudita 2030.
O investimento militar saudita permanece entre os mais altos do mundo. Apenas em 2024, Riad destinou 74,7 bilhões de dólares ao setor, sustentando uma média anual superior a 74 bilhões ao longo dos últimos três anos. Esses números não expressam apenas prioridades de segurança nacional: refletem uma postura de dissuasão regional, a busca por superioridade tecnológica e um esforço claro para reduzir dependências externas.
O foco saudita recai sobre três eixos: expansão e modernização da Força Aérea, fortalecimento dos sistemas de defesa aérea e mísseis de longo alcance e desenvolvimento de uma indústria bélica própria. Nos últimos anos, o país firmou acordos estratégicos envolvendo aeronaves F-15SA, sistemas Patriot PAC-3 e THAAD, além de contratos de nacionalização da produção de munições e mísseis táticos. Ao mesmo tempo, o governo tem impulsionado a Saudi Arabian Military Industries (SAMI) para colocá-la entre as 25 maiores empresas de defesa do mundo até 2030.
A Força Aérea Real Saudita permanece como um dos braços mais avançados dessa transformação. A aviação de combate do Reino integra F-15S Strike Eagle, Tornado IDS e Eurofighter Typhoon, apoiados por aeronaves de reabastecimento e plataformas de vigilância. A possível aquisição de caças furtivos F-35, cuja negociação está próxima de ser concluída, pode redefinir o equilíbrio de poder aéreo no Oriente Médio ao introduzir capacidades de quinta geração na região. Complementam essa estrutura as baterias Patriot, que formam um escudo essencial contra ameaças de mísseis.
No componente terrestre, a Arábia Saudita desenvolve uma força robusta, composta por brigadas blindadas, infantaria mecanizada, unidades de reação rápida e artilharia moderna. A recente aquisição de lotes adicionais do tanque M1A2 Abrams reforça o poder de fogo do Exército, que também opera sistemas de defesa aérea próprios e plataformas de comando e controle avançadas. O país investe fortemente em treinamento e interoperabilidade com parceiros internacionais, garantindo prontidão e capacidade de resposta em cenários de crise.
A Marinha Real Saudita, por sua vez, mantém uma frota que combina volume com diversidade de capacidades. Com cerca de 11 fragatas, 9 corvetas e 9 lanchas de patrulha, além de navios de contramedidas de minas, a RSNF opera meios equipados com mísseis antinavio como Exocet e Harpoon, sistemas superfície-ar como Aster 15 e Crotale, torpedos e canhões navais modernos. Navios como as fragatas Riyadh, Mecca e Dammam e corvetas da classe Avante ampliam a projeção marítima do Reino e garantem proteção às rotas estratégicas no Golfo.
O volume e a natureza dos investimentos sauditas mostram um país que busca não apenas reforçar sua segurança, mas também ocupar um papel mais assertivo no cenário regional e internacional. Ao apostar em tecnologia, capacidade industrial e interoperabilidade, a Arábia Saudita se posiciona para competir em um ambiente geopolítico cada vez mais complexo e para sustentar sua influência em um dos espaços mais sensíveis do mundo.
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