O Exército Brasileiro realizou mais uma etapa de avaliação do míssil anticarro MAX 1.2 AC no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro. O ensaio fez parte das atividades conduzidas pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEx), com apoio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), dentro do processo contínuo de validação operacional do sistema.
O disparo foi executado na Linha I do campo de provas e atingiu 100% de acerto, com impacto em um alvo a 2.500 metros de distância. O resultado confirma a capacidade do sistema em engajar alvos a longa distância e valida ajustes recentes no receptor laser, elemento essencial para a precisão do armamento.
O desempenho observado em Marambaia reforça a evolução gradual do programa, que vem sendo submetido a diferentes cenários de teste com foco em precisão e confiabilidade operacional.
Desenvolvido no Brasil em parceria com a SIATT, o MAX 1.2 AC integra o esforço do Exército dentro do seu ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. O projeto é integralmente nacional, cobrindo desde a concepção até a produção, e representa um avanço relevante na redução de dependências externas em tecnologias sensíveis.
Nesse contexto, o processo de industrialização do sistema também vem ganhando destaque. No dia 6 de maio, o editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, esteve nas instalações da SIATT, em São José dos Campos e Caçapava (SP), onde acompanhou de perto as etapas de fabricação dos mísseis MAX 1.2 AC. Na ocasião, também pôde acompanhar a finalização do preparo do primeiro lote destinado ao Exército Brasileiro, evidenciando o avanço concreto da produção nacional do sistema.
Projetado para o combate anticarro, o sistema busca oferecer maior precisão e confiabilidade em cenários modernos de combate, com emprego de guiagem a laser e evolução contínua de seus subsistemas. O conjunto coloca o MAX 1.2 AC entre as soluções em consolidação dentro da área de armamentos guiados produzidos no país.
As avaliações conduzidas pelo CAEx seguem sendo fundamentais para garantir que o sistema atenda aos requisitos operacionais antes de sua incorporação às tropas. Cada ensaio contribui para ajustar parâmetros e ampliar a confiabilidade do equipamento em diferentes condições de emprego.
O avanço do programa também reflete uma diretriz mais ampla da Força Terrestre, voltada ao fortalecimento da autonomia tecnológica e à consolidação da base industrial de defesa nacional, em um movimento progressivo de redução de dependência externa em sistemas críticos.
O resultado obtido em Marambaia reforça o estágio de maturidade do MAX 1.2 AC e indica uma evolução consistente na capacidade anticarro do Exército Brasileiro, com foco em precisão, independência tecnológica e prontidão operacional.
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