sexta-feira, 29 de maio de 2026

ASTROS-FOGOS: Exército Brasileiro reorganiza sua artilharia e fortalece capacidade de combate

O Exército Brasileiro deu mais um passo dentro do seu processo de transformação com a reestruturação do Programa ASTROS, que agora passa a se chamar ASTROS – FOGOS. A mudança faz parte da reorganização do Portfólio de Programas Estratégicos da Força e concentra, em uma única estrutura, áreas consideradas fundamentais para o poder de combate terrestre.

Na prática, o novo programa reúne três segmentos importantes da artilharia: Artilharia de Campanha, Mísseis e Foguetes e Defesa Antiaérea. A ideia do Exército Brasileiro é integrar capacidades, melhorar a gestão dos projetos e aumentar a eficiência operacional em um cenário de combate cada vez mais tecnológico e conectado.

A mudança acompanha a própria evolução dos conflitos modernos. Hoje, velocidade de resposta, troca de informações em tempo real e integração entre sensores, sistemas de comando e armas passaram a ter um peso tão importante quanto o próprio poder de fogo.

Dentro desse contexto, um dos destaques do programa é o SISDAC, o Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha. O sistema integra sensores, comunicações, navegação e direção de tiro em uma mesma rede, reduzindo o tempo entre identificar um alvo e realizar o disparo.

Na prática, isso permite que unidades de artilharia operem de maneira mais rápida, precisa e coordenada. O sistema automatiza cálculos balísticos e melhora a comunicação entre observadores, centros de comando e unidades de tiro, substituindo processos mais lentos por um fluxo digital integrado.

Outro ponto importante envolve a modernização dos obuseiros autopropulsados M109. A versão A5+ BR recebeu melhorias como sistema automatizado de pontaria, rádios digitais e integração com o sistema Gênesis, desenvolvido pela IMBEL. Já outras versões passaram por revitalização e integração ao SISDAC, ampliando a interoperabilidade da artilharia brasileira.

No segmento de foguetes e mísseis, o ASTROS segue como um dos principais sistemas estratégicos do Exército Brasileiro. Sua capacidade de lançar diferentes tipos de munição a partir da mesma plataforma garante flexibilidade operacional e forte capacidade de apoio de fogo de longo alcance.

O desenvolvimento do míssil tático de cruzeiro nacional, com alcance estimado em até 300 quilômetros, reforça ainda mais essa capacidade dissuasória. Somado à mobilidade das viaturas e à estrutura modular do sistema, o ASTROS amplia a capacidade de resposta da Força Terrestre em diferentes cenários operacionais.

Já na área de defesa antiaérea, o programa busca modernizar os sistemas existentes e ampliar a proteção contra ameaças aéreas cada vez mais presentes no campo de batalha moderno, como drones, munições guiadas e vetores de ataque de precisão.

No conjunto, o ASTROS – FOGOS mostra um movimento claro do Exército Brasileiro em direção a uma força mais integrada, conectada e preparada para os desafios do combate contemporâneo. Mais do que reorganizar programas, a iniciativa busca fortalecer capacidades estratégicas consideradas essenciais para o futuro da Força Terrestre.


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Com Exercito Brasileiro

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