sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CTEx realiza ensaios de drones kamikaze com apoio da indústria nacional

Solução desenvolvida com participação da Santos Lab e da Airtech utiliza arquitetura modular, permitindo o emprego de diferentes plataformas aéreas como vetores.

O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) realizou em 22 de outubro de 2026, ensaios de um sistema de drone kamikaze desenvolvido por engenheiros e técnicos do centro, com apoio das empresas brasileiras Santos Lab e Airtech. A solução tem como característica central sua arquitetura modular, que separa o módulo explosivo da plataforma aérea utilizada como vetor.

Essa configuração permite que o sistema seja associado a diferentes tipos de drones, incluindo plataformas comerciais, ampliando as possibilidades de emprego sem restringir a solução a um único modelo de aeronave. A compatibilidade efetiva, entretanto, depende dos requisitos técnicos e das avaliações de integração de cada plataforma.


Outro aspecto destacado no projeto é a independência entre o controle do módulo explosivo e os sistemas de navegação e pilotagem do drone. Segundo as informações divulgadas, o módulo possui enlace de comunicação próprio e uma estação de controle dedicada.

O sistema também incorpora mecanismos de segurança destinados a evitar acionamentos acidentais ou não autorizados. Os ensaios realizados pelo CTEx avaliaram o funcionamento do sistema e seus protocolos de segurança, incluindo a detonação por impacto, prevista para ocorrer no momento da colisão com o alvo.

A divulgação dos resultados não apresenta detalhes sobre as plataformas utilizadas nos testes, os parâmetros de desempenho avaliados ou o cronograma para as próximas etapas do projeto. Também não há confirmação de uma data para eventual incorporação operacional pelo Exército Brasileiro.

O desenvolvimento representa mais uma iniciativa nacional voltada a sistemas aéreos não tripulados de ataque, com participação do CTEx e de empresas brasileiras. A modularidade é o principal diferencial divulgado da solução, ao permitir considerar diferentes plataformas aéreas como vetores, sem vincular o projeto a um único modelo de drone.


GBN Defense - A informação começa aqui

com Exército Brasileiro

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