sábado, 22 de agosto de 2026

CTEx testa radar SENTIR M20 contra drones e registra detecção a 4 km

O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) realizou ensaios com o Radar de Vigilância Terrestre SENTIR M20 para avaliar sua capacidade de detectar e acompanhar drones em baixa altitude. Durante os testes, um DJI Matrice 400 foi utilizado como alvo aéreo, com o radar registrando a detecção e o acompanhamento do vetor a uma distância de até 4 quilômetros.

O resultado foi divulgado pelo próprio CTEx em suas redes oficiais e demonstra a aplicação de uma tecnologia nacional de vigilância diante de uma das ameaças que mais rapidamente vêm modificando o campo de batalha: os sistemas aéreos não tripulados.

Desenvolvido para vigilância terrestre e de baixa altitude, o SENTIR M20 amplia seu emprego ao demonstrar capacidade de acompanhar um alvo aéreo não tripulado durante um cenário de teste. A avaliação é particularmente relevante porque drones de pequeno porte apresentam desafios específicos aos sistemas tradicionais de vigilância, principalmente pela baixa altitude de operação e pelas reduzidas dimensões.

Mais uma camada contra a ameaça dos drones

O teste não transforma o SENTIR M20, por si só, em um sistema completo de defesa antidrone. O papel do radar é fornecer a detecção e o acompanhamento do alvo, produzindo informações que podem ser utilizadas por sistemas de comando e controle e, posteriormente, pelos meios responsáveis pela neutralização da ameaça.

Essa distinção é importante. Em uma arquitetura de defesa contra drones, o radar representa uma das primeiras camadas do processo: é necessário localizar o vetor, acompanhar sua trajetória e fornecer os dados necessários para que outros sistemas possam atuar.

Nesse contexto, o resultado obtido pelo CTEx ganha relevância por demonstrar a possibilidade de utilizar uma capacidade brasileira já desenvolvida para vigilância terrestre também diante de ameaças aéreas não tripuladas.

Capacidade nacional em evolução

O SENTIR M20 integra o conjunto de tecnologias desenvolvidas para ampliar a capacidade de vigilância do Exército Brasileiro e possui aplicação em missões de monitoramento de áreas terrestres e alvos de baixa altitude.

A realização do ensaio com o Matrice 400 mostra como essas capacidades podem ser avaliadas diante de novos cenários de ameaça. Mais do que estabelecer um novo alcance operacional para o radar, o resultado de 4 km deve ser entendido como o desempenho registrado durante esse ensaio específico.

A avaliação também reforça a importância de soluções nacionais capazes de acompanhar a evolução do ambiente operacional. A disseminação dos drones trouxe para o campo de batalha uma ameaça de baixo custo, difícil detecção e amplo potencial de emprego, exigindo sensores capazes de identificar esses vetores antes que possam cumprir sua missão.

Para o Exército, o desafio passa agora por transformar a capacidade de detecção em uma arquitetura integrada, na qual sensores, sistemas de comando e controle e meios de neutralização trabalhem de forma coordenada.

O ensaio do SENTIR M20 representa, portanto, mais um passo na adaptação das capacidades brasileiras à realidade da guerra contemporânea. Detectar o drone é apenas o primeiro estágio; transformar essa detecção em tempo de reação e capacidade efetiva de neutralização é o objetivo maior de uma defesa antidrone integrada.


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com Exército Brasileiro

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