sábado, 29 de novembro de 2025

Indústria brasileira consolida presença estratégica na EDEX 2025 sob coordenação da ABIMDE

A indústria brasileira de defesa e segurança inicia dezembro com protagonismo no Cairo. Sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), e com suporte da ApexBrasil, do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil marca presença na EDEX 2025, uma das mais relevantes feiras de defesa do Norte da África, realizada de 1º a 4 de dezembro no Centro de Exposições Internacional do Egito.

A quarta edição do evento, organizada pela Autoridade Egípcia de Armamento e patrocinada pelo presidente Abdel Fattah El Sisi, reafirma a EDEX como plataforma essencial para governos, forças armadas e empresas que buscam soluções de alta complexidade para ambientes terrestres, marítimos e aéreos. Mais de 35 mil visitantes, 400 expositores e delegações oficiais de dezenas de países participam deste ciclo, reforçando seu peso geopolítico e industrial.

Presença articulada e atuação coordenada

A delegação brasileira conta com a participação do Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, e do Coronel Luciano Fontana, da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod). Pela ABIMDE, a articulação institucional e o suporte internacional estão a cargo do Coordenador de Projetos Miquéias Souza.

O estande nacional, o “Espaço Brasil”, reúne nove empresas representativas da tecnologia e da diversidade da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS): Akaer Engenharia, Avionics Services, BCA Têxtil, CBC, CSA, Mac Jee, M&K Assessoria, Modirum | GESPI e XMobots. O portfólio conjunto evidencia competências que vão da engenharia avançada aos sistemas aéreos não tripulados, passando por munições, têxteis técnicos, manutenção aeronáutica e soluções de alta tecnologia.

Acesso direto a decisores e parcerias estratégicas

Um dos grandes diferenciais da EDEX é seu programa robusto de relacionamento com delegações VIP, ministros de defesa, chefes de Estado-Maior, diretores de compras governamentais e autoridades de alto nível. A edição anterior contou com 108 delegações de 60 países, consolidando o evento como polo de tomada de decisão. Para a indústria brasileira, é uma oportunidade concreta de apresentar soluções, estabelecer diálogos estratégicos e ampliar possibilidades de inserção tecnológica em mercados do Oriente Médio e da África, regiões que intensificam investimentos em modernização e capacidades militares.

Além das demonstrações ao vivo, painéis técnicos e reuniões governamentais, os expositores contam com acesso ao sistema de matchmaking, que conecta empresas brasileiras a potenciais clientes e parceiros industriais, aumentando a probabilidade de negócios estruturados e cooperações duradouras.

Brazil Defense: estratégia de longo prazo

A participação brasileira na EDEX integra o projeto Brazil Defense, iniciativa conjunta ABIMDE–ApexBrasil, com apoio dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. O programa tem por objetivo ampliar a inserção internacional das empresas da BIDS por meio de plataformas de inteligência de mercado, feiras estratégicas e ações comerciais alinhadas às necessidades reais das empresas exportadoras e das que buscam iniciar sua atuação global.

A estratégia foca não apenas em resultados imediatos, mas na consolidação do posicionamento brasileiro no médio e longo prazo, fortalecendo competitividade, ampliando parcerias e integrando mais empresas em uma agenda de promoção internacional contínua.

Uma vitrine para a capacidade tecnológica do Brasil

Com mais de 240 empresas associadas, a ABIMDE reforça, na EDEX 2025, seu papel de interlocutora legítima da Base Industrial de Defesa e Segurança, articulando políticas, defendendo interesses e promovendo a tecnologia nacional diante de um dos cenários geopolíticos mais relevantes da atualidade.

A presença brasileira no Cairo demonstra maturidade, visão estratégica e capacidade tecnológica. Em um ambiente global marcado por disputas, reconfigurações e novos vetores de poder, o Brasil chega preparado para competir, cooperar e abrir portas que fortaleçam sua indústria e sobretudo, sua posição no tabuleiro internacional.


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