A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que autoriza o Brasil a doar helicópteros antigos de sua frota ao Paraguai e ao Uruguai, reforçando a cooperação regional em segurança e ampliando a política de boa vizinhança no Cone Sul. A proposta, originalmente enviada pelo Executivo em 2020 e assinada à época pelo então ministro da Justiça Sérgio Moro, agora segue para apreciação no Senado.
O tema envolve duas iniciativas legislativas: o Projeto de Lei 331/20, aprovado pela Câmara em 2020, e o PL 2216/25, que tratava da doação de outras aeronaves ao Uruguai. Ambos foram apensados, resultando na aprovação conjunta ocorrida nos últimos dias.
A medida permitirá que os dois países vizinhos recebam aeronaves da família Bell, que apesar da idade, permanecem relevantes para missões de segurança pública, vigilância de fronteiras, treinamento e apoio a operações policiais.
Paraguai
O Paraguai deverá receber dois helicópteros Bell 412, atualmente operados pela Polícia Federal. Essas aeronaves foram amplamente utilizadas em operações de patrulhamento, transporte de equipes e ações especiais. Com a chegada de modelos mais modernos, como o AW109, a PF iniciou o processo de substituição gradual de sua frota de 412, abrindo caminho para a transferência dos equipamentos.
Uruguai
No caso uruguaio, o modelo previsto para doação é o Bell 206 (IH-6A), aeronave que está sendo desativada pela Marinha do Brasil após décadas de serviço. Os IH-6A foram fundamentais na formação de pilotos navais e em missões de esclarecimento, ligação e instrução. A Marinha está substituindo esse vetor pelo Airbus H125M (IH-18), que oferece maior capacidade, modernidade e padronização logística para o futuro.
Modernização brasileira
A política de doações ocorre em paralelo ao esforço brasileiro de atualizar suas frotas aéreas de segurança e defesa. A chegada do H125M (IH-18) na Marinha e dos AW109 na Polícia Federal representa não apenas um salto tecnológico, mas também a oportunidade de estreitar laços com países parceiros ao repassar aeronaves ainda plenamente operacionais para suas necessidades.
Mais do que uma simples transferência de meios, a iniciativa fortalece a interoperabilidade regional, amplia a capacidade conjunta no combate ao crime transnacional e reforça o papel do Brasil como ator central na segurança do Cone Sul.
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