O Estado-Maior do Exército (EME) realizou, entre 6 e 8 de outubro, em Brasília, a fase presencial do Estágio Setorial de Gestão do Ciclo de Vida de Sistemas e Materiais de Emprego Militar (SMEM). Conduzida pela 4ª Subchefia do EME, a atividade buscou promover o alinhamento institucional, científico-tecnológico e doutrinário, integrar os órgãos envolvidos e consolidar lições aprendidas sobre a gestão dos meios empregados pela Força Terrestre.
A abertura foi conduzida pelo 4º Subchefe do EME, General de Divisão Alessandro da Silva, que ressaltou a importância da capacitação dos profissionais responsáveis pela gestão dos sistemas e materiais militares e o papel dessa atividade na governança das capacidades operacionais do Exército. “Através da correta gestão do ciclo de vida dos nossos SMEM, nós vamos proporcionar a devida operacionalidade da Força Terrestre”, afirmou.
O general também destacou a necessidade de considerar fatores como prontidão, suportabilidade, rastreabilidade, custos, riscos e evolução tecnológica ao longo da vida útil dos equipamentos. A aceleração das mudanças tecnológicas, segundo ele, exige maior capacidade de adaptação institucional. “Os saltos tecnológicos são mais curtos a cada dia. O que antes demorava décadas para evoluir, agora ocorre em muito menos tempo, o que impõe nossa adaptação às mudanças tecnológicas”, concluiu.
Alinhamento ao Força 40 e aos Programas Estratégicos
A programação foi vinculada a dois eixos do planejamento militar: a visão de futuro Força 40, que estabelece perspectivas para o Exército até 2040, e os Programas Estratégicos da instituição. O tema Força 40 foi apresentado pelo 7º Subchefe do EME, General de Brigada Gelson de Souza, enquanto o chefe do Escritório de Projetos do Exército, General de Divisão Everton Pacheco da Silva, abordou a relação entre os programas estratégicos e a gestão do ciclo de vida dos SMEM.
O estágio também incluiu palestras sobre aquisições complexas, engenharia de sistemas, ferramentas computacionais e manufatura aditiva aplicada à prontidão operacional. Representantes da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira compartilharam práticas adotadas em suas respectivas instituições para gerir sistemas e materiais militares, incluindo experiências relacionadas ao gerenciamento de projetos de defesa.
Gestão do ciclo de vida como instrumento de prontidão
A gestão do ciclo de vida abrange as diferentes etapas dos sistemas e materiais militares, desde o planejamento e a aquisição até a operação, o suporte, a modernização e a retirada de serviço. Sua efetividade influencia a disponibilidade dos equipamentos, os custos de sustentação, a capacidade de atualização tecnológica e a previsibilidade dos recursos necessários para manter as capacidades operacionais.
A fase presencial encerrou uma programação iniciada em setembro, com atividades assíncronas realizadas por meio da plataforma EB Aula. Durante o encontro em Brasília, também foram apresentados detalhes da proposta de atualização das Instruções Gerais de Gestão do Ciclo de Vida, elaborada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, com o objetivo de adequar as normas às mudanças tecnológicas dos Sistemas e Materiais de Emprego Militar.
A atualização dos procedimentos de gestão é particularmente relevante diante da crescente complexidade dos sistemas de defesa. Mais do que adquirir equipamentos, as Forças Armadas precisam assegurar condições para operá-los, mantê-los, modernizá-los e preservar sua disponibilidade ao longo de décadas. Para o Exército, consolidar essa abordagem é parte do esforço de alinhar planejamento, recursos, evolução tecnológica e prontidão operacional.
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com Exército Brasileiro






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