terça-feira, 27 de outubro de 2026

Exército prepara Arsenal de Guerra do Rio para integrar torre HITFACT do Centauro II

 

O Exército Brasileiro avançou no planejamento para ampliar a participação nacional no programa da viatura blindada de combate de Cavalaria Centauro II 8×8. Em 26 de outubro, a Diretoria de Fabricação (DF) e o Arsenal de Guerra do Rio (AGR) realizaram uma reunião técnica com representantes do Consórcio IDV–Oto Melara (CIO) para discutir a adequação da infraestrutura que receberá a linha de montagem da torre HITFACT e as atividades de integração da viatura nas instalações do arsenal.

O encontro foi conduzido pelo diretor de Fabricação, general de Brigada Carlos Alexandre Bastos de Vasconcellos, e teve como objetivo avançar nos estudos necessários à preparação dos pavilhões do AGR para essa nova capacidade industrial. A pauta incluiu requisitos técnicos, logísticos, estruturais e de segurança relacionados às futuras obras e à instalação dos meios necessários às atividades previstas.

A iniciativa representa uma etapa de planejamento industrial do programa Centauro II e indica a intenção do Exército de ampliar a participação de sua estrutura fabril no processo de integração do sistema de armas. A adequação das instalações, entretanto, ainda está na fase de estudos descrita pela Diretoria de Fabricação, sem anúncio, no comunicado, de início das obras ou de uma data para o começo da montagem.

Torre HITFACT e participação industrial brasileira

O Centauro II é equipado com a torre HITFACT, desenvolvida pela Leonardo, que integra o sistema de armas da viatura. A preparação de uma linha de montagem no Arsenal de Guerra do Rio abre a perspectiva de incorporar competências industriais e técnicas às instalações militares brasileiras, embora o comunicado não detalhe quais componentes serão produzidos localmente, o nível de nacionalização previsto ou a extensão da transferência tecnológica.

A reunião também evidencia a atuação conjunta da Diretoria de Fabricação, do Arsenal de Guerra do Rio e do Consórcio IDV–Oto Melara na preparação da infraestrutura necessária. A participação brasileira nesse processo poderá contribuir para a formação de pessoal especializado e para a ampliação do conhecimento técnico associado ao sistema, conforme o escopo de transferência de tecnologia a ser implementado.

O avanço deve ser compreendido no contexto mais amplo do programa de aquisição do Centauro II, que busca dotar a Cavalaria do Exército de uma viatura de combate sobre rodas com maior poder de fogo e mobilidade. Além da incorporação dos veículos, a capacidade de sustentar, integrar e manter sistemas complexos no país é um fator relevante para a disponibilidade operacional ao longo de seu ciclo de vida.

Ao preparar o Arsenal de Guerra do Rio para essa atividade, o Exército procura associar a modernização de suas instalações industriais ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa. O resultado efetivo dessa iniciativa dependerá, contudo, da execução das obras, da definição do escopo industrial e da implementação das atividades previstas para a linha de montagem e integração.


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Com Exército Brasileiro

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