sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Exército capacita oficiais superiores para planejar o emprego do sistema ASTROS

 


Curso realizado em Formosa (GO) reuniu instruções sobre as capacidades do sistema brasileiro e visitas à Base Industrial de Defesa, no contexto da preparação de oficiais para o planejamento do emprego de mísseis e foguetes.

O planejamento do emprego de sistemas de artilharia de longo alcance exige mais do que o conhecimento dos equipamentos e de suas munições. É necessário compreender as possibilidades operacionais, coordenar os meios disponíveis e integrar o apoio de fogo ao planejamento das operações terrestres. Essa é a finalidade do Curso de Planejamento de Emprego do Sistema de Mísseis e Foguetes para Oficiais Superiores, realizado pelo Exército Brasileiro entre 21 de setembro e 23 de outubro, em Formosa, Goiás.

Conduzida pelo Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes (CI Art Msl Fgt), a formação aprofundou os conhecimentos dos oficiais sobre as características, capacidades e possibilidades de emprego do Sistema ASTROS, desenvolvido pela indústria brasileira e utilizado pelo Exército na execução de missões de apoio de fogo de longo alcance.

Durante o curso, os participantes tiveram contato com aspectos técnicos e operacionais do sistema, além de visitar empresas integrantes da Base Industrial de Defesa. A programação permitiu conhecer capacidades industriais e tecnologias relacionadas aos meios empregados pela Força Terrestre, aproximando a formação dos oficiais do ambiente de desenvolvimento e produção dos equipamentos militares.

Planejamento e emprego operacional

O ASTROS reúne viaturas lançadoras e meios de apoio que permitem empregar diferentes tipos de foguetes e mísseis, de acordo com a configuração utilizada. Sua operação exige coordenação entre o planejamento da missão, a preparação dos meios, os elementos de comando e controle e o apoio logístico necessário à sustentação das atividades.

Nesse contexto, a capacitação de oficiais superiores está voltada à preparação de profissionais que poderão exercer funções de comando e de Estado-Maior em organizações militares que empregam sistemas de mísseis e foguetes. O conhecimento das características e limitações dos meios é fundamental para avaliar sua aplicação em diferentes situações operacionais.

A formação especializada também contribui para aproximar o planejamento militar das condições reais de emprego e sustentação do sistema, considerando tanto suas capacidades técnicas quanto os requisitos necessários para mantê-lo disponível.

ASTROS-FOGOS amplia o escopo estratégico

A capacitação ocorre no contexto de reorganização dos programas estratégicos do Exército. Em março de 2026, a Portaria nº 1.703 do Estado-Maior do Exército atualizou o portfólio da Força e estabeleceu a denominação ASTROS-FOGOS para o programa, que passou a reunir iniciativas relacionadas à artilharia de campanha, aos mísseis e foguetes e à defesa antiaérea, organizadas em subprogramas.

A mudança amplia o escopo administrativo e estratégico da iniciativa, integrando projetos de diferentes áreas da artilharia. Isso não significa que o lançador ASTROS tenha recebido, por essa alteração, uma função antiaérea, mas que capacidades distintas passaram a ser coordenadas sob uma estrutura estratégica comum.

O programa permanece relevante para o desenvolvimento e a modernização da artilharia do Exército Brasileiro, enquanto a formação de pessoal especializado constitui parte essencial da preparação para o emprego dos sistemas e para a evolução das capacidades da Força Terrestre.


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Com Exército Brasileiro

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