O Submarino “Almirante Karam” concluiu sua primeira imersão estática na região de Itacuruçá, próxima ao Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. O ensaio marca uma nova etapa na preparação da unidade e permitiu verificar, na água, parâmetros que até então eram baseados nos cálculos realizados durante o projeto e na fase de construção.
A atividade foi conduzida sem o emprego da propulsão. A água do mar foi admitida nos tanques de lastro até que o submarino alcançasse a condição estabelecida para o teste. Ao longo do procedimento, militares, engenheiros e técnicos acompanharam a estanqueidade do casco, o funcionamento dos sistemas de bordo e as condições de flutuação, equilíbrio e estabilidade da embarcação.
Pesos distribuídos ao longo do submarino também podem ser movimentados para avaliar as inclinações longitudinais e transversais. Os dados obtidos permitem determinar o deslocamento da unidade e estabelecer parâmetros que serão utilizados nas próximas etapas de testes.
Segundo o Comandante do “Almirante Karam”, Capitão de Corveta Leandro Amaral, a água preenche os tanques de lastro por meio da abertura dos suspiros até que a embarcação alcance a condição prevista para o ensaio. A movimentação dos pesos permite observar como a unidade reage às alterações de distribuição de massa.
A avaliação individual é necessária mesmo em submarinos construídos a partir de um mesmo projeto. Pequenas diferenças na distribuição de peso, equipamentos e configuração final podem produzir alterações no comportamento de cada unidade.
O Capitão-Tenente (Engenheiro) Amós Rodrigues, da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), destacou que os resultados obtidos permitem comparar as previsões de engenharia com o comportamento apresentado pelo submarino construído.
Para a tripulação, a atividade também representa um primeiro contato mais aprofundado com as características da nova unidade na água. As respostas observadas durante o ensaio passam a fornecer referências práticas para os militares que participarão das próximas fases.
Com a conclusão dessa etapa, o “Karam” avançará para uma sequência de avaliações mais complexas. Estão previstos testes de navegação na superfície e, posteriormente, a imersão dinâmica, quando o submarino será avaliado em movimento e com o emprego da propulsão.
Nessa fase, serão analisados aspectos como a resposta dos lemes, o desempenho da propulsão e o funcionamento dos sistemas de navegação, comunicação e detecção. Os testes permitirão ampliar gradualmente o envelope operacional da embarcação.
A evolução será condicionada aos resultados de cada ensaio. Eventuais ajustes poderão ser realizados antes do avanço para avaliações mais exigentes, incluindo mergulhos a maiores profundidades e, posteriormente, os testes relacionados aos sistemas de armas.
A conclusão da primeira imersão estática coloca o “Almirante Karam” em uma fase mais avançada de sua preparação. A partir de agora, os testes passam a explorar progressivamente o comportamento da unidade em condições dinâmicas, aproximando o submarino de sua futura condição de operação.
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