quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Exército treina frações anticarro para emprego contra forças blindadas


O 19º Batalhão de Infantaria Motorizado realizou, no segundo semestre de 2026, o Estágio de Pelotão Anticarro, reunindo 48 militares de organizações subordinadas à 8ª Brigada de Infantaria Motorizada. A capacitação concentrou-se no emprego técnico e tático das frações destinadas a enfrentar carros de combate e outros veículos blindados, incluindo procedimentos de preparação do material, tiro, deslocamento e emprego no terreno.

O programa combinou técnica de material, técnica de tiro, maneabilidade da peça e planejamento tático. A proposta não se limita à operação individual do armamento: uma fração anticarro precisa selecionar posições, organizar suas guarnições, definir setores de observação e tiro e coordenar o momento do engajamento de acordo com a situação tática.


Essa integração ganha importância em um cenário no qual blindados continuam sendo empregados em conjunto com infantaria, drones, artilharia e outros elementos de apoio. Para uma pequena fração anticarro, a eficácia depende não apenas da capacidade de penetração da munição, mas também da escolha da posição, da identificação do alvo e da disciplina de tiro para aproveitar a janela de engajamento.

O estágio terminou com um exercício tático no terreno baseado em uma emboscada anticarro. Nesse tipo de situação, a fração procura explorar terreno, cobertura e ocultação para reduzir a capacidade de reação do alvo e realizar o engajamento a partir de uma posição previamente selecionada. O exercício permitiu avaliar a execução coordenada dos procedimentos treinados durante a capacitação.

No Exército Brasileiro, a missão primária das frações anticarro é o combate a blindados inimigos. O emprego do armamento também pode ser direcionado contra casamatas, fortificações, viaturas, armas coletivas e outros alvos, ampliando sua utilidade além do enfrentamento direto de carros de combate.

A menor fração de um pelotão anticarro é a Peça de Míssil Anticarro, formada por um sargento, um cabo e um soldado. A estrutura permite distribuir equipes pelo terreno e empregar os sistemas de armas a partir de diferentes posições, conforme a missão e as características do campo de batalha.


O treinamento realizado em Santa Maria coloca o foco justamente nesse nível tático, no qual decisões tomadas em poucos segundos podem determinar a oportunidade de um engajamento. Preparação do material, distribuição das funções, escolha da posição, identificação do alvo e coordenação da ação precisam funcionar como uma sequência única para que o sistema anticarro produza o efeito esperado.

A atividade também evidencia a permanência da capacidade anticarro dentro da evolução da Força Terrestre. Mesmo com a disseminação de drones, sensores e munições guiadas, o combate a forças mecanizadas continua exigindo meios capazes de acompanhar as unidades de manobra e responder diretamente à presença de blindados no campo de batalha.

Nesse contexto, o treinamento das pequenas frações permanece associado à evolução da doutrina e à modernização dos meios previstos para a Força Terrestre. O Projeto Força 40 incorpora essa preparação dentro de uma transformação mais ampla do Exército, na qual pessoal, doutrina, sensores, armamentos e sistemas de comando e controle precisam operar de forma integrada.


GBN Defense - A informação começa aqui

com Exército Brasileiro


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