sexta-feira, 11 de setembro de 2026

EDGE entrega seis helicópteros não tripulados HT-100 NAVAL à Marinha de Angola


A EDGE Group concluiu a entrega à Marinha de Angola de seis helicópteros não tripulados ANAVIA HT-100 NAVAL, após a realização dos Testes de Aceitação em Fábrica (FAT) que antecedem a integração dos sistemas às três corvetas BR71 MK II adquiridas pelo país africano.

Os testes foram realizados entre 24 e 28 de agosto nas instalações da ANAVIA, em Bilten na Suíça, com a participação de uma delegação da Marinha de Angola e da Simportex, empresa pública angolana responsável por atividades de fornecimento, aquisição e importação de equipamentos e serviços de apoio aos setores de defesa e segurança. A campanha incluiu os primeiros voos operacionais dos seis sistemas.

Com a conclusão dos FAT e a entrega dos equipamentos, o programa entra agora na etapa de integração dos HT-100 NAVAL às corvetas. Cada embarcação receberá dois sistemas, que serão conectados aos respectivos sistemas de gerenciamento de combate.

Equipados com sensores eletro-ópticos e infravermelhos (EO/IR), os helicópteros não tripulados ampliarão a capacidade de vigilância e reconhecimento das corvetas, permitindo estender a coleta de informações para além dos sensores embarcados e apoiar operações de segurança e monitoramento marítimo.

A integração faz parte de um programa naval avaliado em 1 bilhão de euros, contratado entre o EDGE Group e a Marinha de Angola para o fornecimento de três corvetas multimissão de 71 metros. A primeira unidade, NRA Ekuikui II, foi lançada em Cherbourg, na França. A segunda está em construção pela Abu Dhabi Ship Building (ADSB), divisão naval do EDGE, em Abu Dhabi, enquanto a terceira é construída pela CMN Naval, também em Cherbourg.

O HT-100 NAVAL é desenvolvido pela empresa suíça ANAVIA e integra a estratégia do EDGE de combinar plataformas navais com sistemas não tripulados. A configuração destinada a Angola foi definida para operações embarcadas, permitindo que as aeronaves sejam empregadas como sensores avançados das corvetas.

Segundo o EDGE, a próxima etapa será realizada a bordo das BR71 MK II em Angola, onde serão conduzidos os testes de mar da capacidade integrada. O objetivo é validar o emprego conjunto das aeronaves não tripuladas, dos sensores e dos sistemas de gerenciamento de combate das corvetas antes da entrada da capacidade em operação.

A incorporação dos HT-100 NAVAL amplia, assim, o componente não tripulado do programa naval angolano e acompanha a modernização das capacidades de vigilância marítima da Marinha de Angola. A combinação entre corvetas multimissão e sistemas aéreos não tripulados cria uma arquitetura capaz de aumentar a área de observação das plataformas e apoiar missões de segurança marítima com menor exposição de tripulações.


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