sexta-feira, 29 de maio de 2026

Primeiro voo do primeiro AEW não tripulado do mundo é concluído

 

A Saab e a General Atomics Aeronautical Systems, Inc. (GA-ASI) concluíram com sucesso o primeiro voo do que é descrito como o primeiro sistema não tripulado de Alerta Aéreo Antecipado (AEW) do mundo, marcando um avanço relevante no segmento de vigilância aérea de longa permanência e alta autonomia operacional.

O marco ocorreu em 19 de maio, quando o sensor de radar LoyalEye, desenvolvido pela Saab, foi testado em voo pela primeira vez integrado à aeronave não tripulada MQ-9B da GA-ASI. A avaliação foi realizada nas instalações da Desert Horizon, no sul da Califórnia, dando início a uma fase de testes que deve se estender pelos próximos meses até uma demonstração completa de capacidades ainda prevista para este ano.

A integração representa a consolidação de uma parceria anunciada em 2025, voltada ao desenvolvimento de uma solução AEW não tripulada capaz de ampliar significativamente a consciência situacional em ambientes de alta complexidade operacional. O sistema combina a experiência da Saab em sensores de alerta aéreo antecipado com a plataforma de longa autonomia da GA-ASI.

O conceito se apoia na incorporação do radar LoyalEye à arquitetura do MQ-9B, criando uma solução voltada à detecção e acompanhamento de ameaças aéreas em longas distâncias. A proposta é ampliar a capacidade de vigilância contínua, com maior permanência em voo e alcance operacional expandido, sem a limitação física associada a aeronaves tripuladas.

Segundo a Saab, o sistema foi projetado para complementar meios tradicionais de AEW&C, como o GlobalEye, oferecendo uma camada adicional de sensoriamento aéreo com maior flexibilidade operacional. Já a GA-ASI destaca a vantagem estratégica de uma plataforma não tripulada de média altitude e longa endurance, capaz de operar com menor risco à tripulação.

A solução conjunta também foi concebida para atender cenários complexos de defesa aérea, incluindo detecção e rastreamento de múltiplos alvos simultâneos, como aeronaves, mísseis guiados e veículos não tripulados. O sistema pode operar além da linha de visada, utilizando conectividade via satélite (SATCOM), o que amplia significativamente seu alcance operacional.

Com a conclusão bem-sucedida do primeiro voo, o programa entra agora em uma fase de testes e validação progressiva, que deverá consolidar as capacidades do sistema ao longo dos próximos meses. A expectativa das empresas é demonstrar, ainda dentro do ciclo de testes, uma capacidade operacional completa voltada ao emprego em missões reais de vigilância e alerta antecipado.

O avanço reforça uma tendência mais ampla na aviação militar moderna: a transição gradual de plataformas tripuladas para soluções híbridas e não tripuladas em funções de vigilância estratégica, ampliando alcance, permanência e redução de risco operacional em cenários de alta ameaça.


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