terça-feira, 13 de outubro de 2026

FAB mobiliza KC-390 Millennium com sistema MAFFS para combater incêndios no Amazonas

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou em 12 de outubro, o emprego de duas aeronaves KC-390 Millennium no combate aos incêndios florestais no Amazonas. Informações obtidas pelo correspondente do GBN Defense, Angelo Nicolaci, detalham a configuração dos meios mobilizados, a capacidade de lançamento de água e o planejamento inicial das missões nas regiões de Manaus, Itacoatiara e Parintins.

A operação foi mobilizada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e reúne aeronaves do Esquadrão Zeus, sediado na Base Aérea de Anápolis (GO), e do Esquadrão Gordo, baseado na Base Aérea do Galeão (RJ). Os dois KC-390 chegaram à Base Aérea de Manaus às 18h15 de 11 de outubro.

A mobilização prevê funções complementares: uma aeronave atua diretamente no combate ao fogo, equipada com o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS), enquanto a outra transporta equipamentos e materiais de apoio logístico.

MAFFS: até 12 mil litros por lançamento

O MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System) permite adaptar o KC-390 para missões de combate aéreo a incêndios sem modificações permanentes na aeronave. O sistema é instalado no compartimento de carga e utiliza um tubo de descarga próximo à porta traseira esquerda para lançar água, com ou sem retardante.

A capacidade informada pela FAB é de aproximadamente 3.000 galões, equivalentes a cerca de 12 mil litros por saída. O sistema modular pode ser instalado ou removido conforme a necessidade operacional, preservando a configuração de transporte da aeronave para outras missões.

O abastecimento é realizado em solo, com apoio de um reservatório com capacidade para 22 mil litros. Essa estrutura integra o ciclo de preparação entre as saídas, que inclui reabastecimento, verificações técnicas e planejamento dos próximos lançamentos.

Planejamento das missões

A primeira missão de combate direto ao fogo foi realizada na manhã de 12 de outubro. Para aquele dia, a FAB previa três saídas, com duração aproximada de duas horas cada, mantendo como referência uma média de três missões diárias, condicionada à situação operacional.

A capacidade de lançar até 12 mil litros por saída oferece um parâmetro da contribuição do KC-390, mas o volume efetivamente aplicado e o resultado de cada missão dependem das condições do incêndio, da meteorologia, da visibilidade e da precisão do lançamento. A coordenação com as equipes terrestres é necessária para direcionar os esforços aos focos prioritários.

Capacidade expedicionária e apoio logístico

O emprego do KC-390 evidencia a flexibilidade da plataforma em uma operação que combina combate direto ao fogo e sustentação logística. No contexto amazônico, a distância entre as áreas afetadas e as limitações de acesso terrestre tornam o transporte aéreo um componente relevante da resposta.

A continuidade das operações dependerá da disponibilidade das aeronaves, da estrutura de abastecimento e da possibilidade de manter ciclos regulares de lançamento. O apoio aéreo amplia as opções de intervenção, mas atua em conjunto com as equipes em terra, responsáveis também pela contenção e pelo rescaldo dos incêndios.

A operação demonstra a aplicação do KC-390 para além do transporte convencional, empregando sua capacidade de carga e adaptação modular em uma missão de resposta a emergências. Sua contribuição será determinada pela integração entre aeronaves, logística e equipes terrestres, além das condições encontradas nas áreas atingidas.


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