sábado, 31 de outubro de 2026

CTEx realiza primeiros testes de tiro remoto do sistema REMAX integrado à plataforma não tripulada Apollo

 

O sistema de armas remotamente controlada (SARC) REMAX, desenvolvido pela brasileira ARES Aeroespacial e Defesa, deu um novo passo em sua trajetória ao realizar sua primeira execução de tiro remoto durante testes de integração com a plataforma terrestre não tripulada Apollo. Os ensaios foram conduzidos pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em parceria com a ARES e a Ambipar Robotics, entre os dias 25 e 29 de outubro, no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no Rio de Janeiro.

A atividade teve como objetivo verificar a eficiência e a confiabilidade da integração entre os dois sistemas. Segundo o CTEx, os ensaios permitiram uma avaliação preliminar da estabilidade e do desempenho do conjunto, demonstrando o funcionamento adequado da plataforma terrestre operada remotamente.

Tradicionalmente empregado em blindados tripulados, o SARC REMAX permite que o atirador opere o sistema de armas protegido no interior da viatura. Com sua integração ao UGV Apollo, o equipamento passa a ser empregado em plataforma não tripulada, permitindo o engajamento de alvos sem expor diretamente os operadores aos riscos do campo de batalha.

O teste representa um marco para o desenvolvimento nacional de veículos terrestres não tripulados armados (UGV - sigla em inglês) e amplia as possibilidades de aplicação de uma tecnologia já desenvolvida pela indústria brasileira. A iniciativa reúne a experiência da ARES no desenvolvimento do REMAX, a atuação da Ambipar Robotics na plataforma Apollo e a participação do CTEx na condução dos ensaios de integração.

O resultado ainda corresponde a uma validação preliminar, mas demonstra um caminho de desenvolvimento que aproxima sistemas de armas nacionais de novas plataformas de emprego militar.

Tecnologia nacional exige continuidade

A integração do SARC REMAX à Apollo evidencia a importância de investir em soluções desenvolvidas no Brasil e apoiar a evolução de tecnologias concebidas pela Base Industrial de Defesa. Mais do que desenvolver equipamentos, é necessário garantir continuidade aos programas de pesquisa, testes e aperfeiçoamento, criando condições para que empresas nacionais transformem conhecimento em sistemas confiáveis e capazes de atender às necessidades das Forças Armadas. O domínio dessas tecnologias fortalece a autonomia operacional, reduz dependências externas e amplia a capacidade brasileira de desenvolver soluções próprias para os desafios futuros da Defesa.



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Com Exercito Brasileiro



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