A Noruega ampliou na última quinta-feira (20) a Brigada Finnmark, força criada no ano passado para reforçar a presença militar do país no extremo norte. A expansão adiciona novas capacidades de combate à unidade e reflete o esforço de Oslo para fortalecer sua defesa diante da deterioração do ambiente de segurança europeu.
Criada em 2025, a Brigada Finnmark é a segunda brigada do Exército norueguês e a primeira nova formação desse nível estabelecida pelo país desde o fim da Guerra Fria. Com sede em Porsangmoen, a unidade tem entre suas principais missões a vigilância e a defesa da fronteira de aproximadamente 198 quilômetros com a Rússia.
Agora, a brigada passa a contar com um batalhão de artilharia, uma bateria de defesa aérea e uma companhia de comunicações. A nova estrutura permitirá engajar alvos terrestres a cerca de 40 quilômetros e coordenar ações com aeronaves e navios noruegueses e da OTAN.
Segundo o comandante da unidade, brigadeiro John Olav Fuglem, a ampliação representa um nível de poder de fogo significativamente superior ao disponível anteriormente.
A mudança ganha importância pela localização da brigada. Porsangmoen está a aproximadamente 180 quilômetros da fronteira russa, em linha reta, enquanto do outro lado da fronteira está a Península de Kola, uma das áreas militares mais estratégicas da Rússia e sede de importantes elementos da Frota do Norte.
Reforço do flanco norte
A expansão da Brigada Finnmark ocorre dentro de um movimento mais amplo de aumento dos investimentos em defesa pelos países nórdicos após a invasão russa da Ucrânia.
A Noruega estima gastar 3,17% do PIB em defesa em 2026, mais que o dobro dos cerca de 1,5% registrados em 2014. O país também vem ampliando sua integração militar com os demais membros da OTAN, especialmente após a entrada da Finlândia e da Suécia na Aliança.
Nesse contexto, a transformação da Finnmark é mais do que um reforço de fronteira. A unidade passa de uma função predominantemente voltada à vigilância para uma estrutura com maior capacidade de combate, defesa aérea e integração em operações multinacionais.
A mudança evidencia a crescente importância estratégica do Ártico para a OTAN e a retomada da prioridade atribuída ao extremo norte europeu na arquitetura de defesa da Aliança.
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com Reuters
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