
O Conselho do Comando Supremo das Forças Armadas egípcias estava reunido nesta sexta-feira e fará um "importante comunicado ao povo", segundo a agência de notícias estatal Mena. "O Conselho Supremo para as Forças Armadas, presidido pelo ministro da Defesa, Hussein Tantawi, realizou uma reunião importante nesta manhã", disse a agência.
Mais cedo, um graduado representante dos militares ligado ao Conselho Supremo disse à agência AFP que os generais continuavam reunidos em "sessão permanente" e deveriam fazer um comunicado ainda nesta sexta-feira.
Em meio aos protestos de rua contra o regime do presidente Hosni Mubarak, os principais generais do Egito anunciaram na quinta-feira que "em apoio às demandas legítimas do povo" eles "tomariam medidas para proteger a nação".
Alguns interpretaram este "comunicado número 1" como uma ameaça de lançar um golpe de Estado, mas o próprio Mubarak apareceu na televisão estatal no final do dia para anunciar que ficará no cargo até as eleições presidenciais de setembro. Os manifestantes pró-democracia ficaram enfurecidos com a decisão do presidente e muitos pediram uma intervenção das Forças Armadas para tirá-lo do poder. Eles convocaram para esta sexta-feira demonstrações de protesto maiores do que as já realizadas.
Militares declaram apoio às medidas de Mubarak
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito afirmou hoje, em comunicado, que os militares atuarão para garantir as medidas anunciadas ontem pelo presidente Hosni Mubarak. O conselho disse ainda que a população deve "voltar ao trabalho e a suas rotinas diárias".
Com o comunicado, os militares demonstram apoio à decisão de Mubarak, que frustrou os manifestantes ontem à noite, ao anunciar que entregaria parte dos poderias ao vice, mas que permanecerá no cargo até as eleições de setembro. Os militares ainda prometeram que irão garantir "eleições livres e justas".
Apesar das declarações do presidente e das Forças Armadas, dezenas de milhares de pessoas se preparam para o 18º dia de protestos pelo fim imediato do governo de Mubarak, segundo informa o Wall Street Journal.
A afirmação do Comando Supremo das Forças Armadas desta sexta-feira, chamada de "comunicado número dois", parece representar uma ruptura com a postura anterior dos militares de atuar como uma parte neutra, fornecendo segurança à população. Ontem, o comando do Exército havia até prometido "apoiar as demandas legítimas do povo", dizendo que iria tomar "medidas para proteger a nação", segundo informava o "comunicado número um" aos egípcios.
Alguns interpretaram o "comunicado número um" como uma ameaça de lançar um golpe de Estado, até que o próprio Mubarak apareceu na televisão estatal no final da quinta-feira para anunciar que ficará no cargo até as eleições presidenciais de setembro.
Protestos
Os manifestantes pró-democracia ficaram enfurecidos com a decisão do presidente e muitos pediram uma intervenção das Forças Armadas para tirá-lo do poder. Eles convocaram para hoje manifestações de protesto maiores do que as já realizadas.
No começo desta manhã, dezenas de milhares de pessoas ainda estavam acampadas na Praça Tahrir e nas ruas próximas ao Parlamento, no Cairo, enquanto grupos menores protestavam diante do palácio presidencial de Mubarak e da sede da televisão estatal. Centenas de milhares - talvez milhões - de pessoas deverão participar das manifestações ao longo do dia, após as orações muçulmanas semanais.
O Exército endossou a transferência de alguns poderes de Mubarak para o vice-presidente Omar Suleiman, ex-chefe do serviço de espionagem do país, nomeado vice no final de janeiro, em meio aos protestos. Os militares também prometeram abolir a lei de emergência, em vigor há décadas, mas apenas "tão logo as atuais circunstâncias terminem", segundo a rede de televisão Al-Jazira.
Fonte: Estadão
Mais cedo, um graduado representante dos militares ligado ao Conselho Supremo disse à agência AFP que os generais continuavam reunidos em "sessão permanente" e deveriam fazer um comunicado ainda nesta sexta-feira.
Em meio aos protestos de rua contra o regime do presidente Hosni Mubarak, os principais generais do Egito anunciaram na quinta-feira que "em apoio às demandas legítimas do povo" eles "tomariam medidas para proteger a nação".
Alguns interpretaram este "comunicado número 1" como uma ameaça de lançar um golpe de Estado, mas o próprio Mubarak apareceu na televisão estatal no final do dia para anunciar que ficará no cargo até as eleições presidenciais de setembro. Os manifestantes pró-democracia ficaram enfurecidos com a decisão do presidente e muitos pediram uma intervenção das Forças Armadas para tirá-lo do poder. Eles convocaram para esta sexta-feira demonstrações de protesto maiores do que as já realizadas.
Militares declaram apoio às medidas de Mubarak
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito afirmou hoje, em comunicado, que os militares atuarão para garantir as medidas anunciadas ontem pelo presidente Hosni Mubarak. O conselho disse ainda que a população deve "voltar ao trabalho e a suas rotinas diárias".
Com o comunicado, os militares demonstram apoio à decisão de Mubarak, que frustrou os manifestantes ontem à noite, ao anunciar que entregaria parte dos poderias ao vice, mas que permanecerá no cargo até as eleições de setembro. Os militares ainda prometeram que irão garantir "eleições livres e justas".
Apesar das declarações do presidente e das Forças Armadas, dezenas de milhares de pessoas se preparam para o 18º dia de protestos pelo fim imediato do governo de Mubarak, segundo informa o Wall Street Journal.
A afirmação do Comando Supremo das Forças Armadas desta sexta-feira, chamada de "comunicado número dois", parece representar uma ruptura com a postura anterior dos militares de atuar como uma parte neutra, fornecendo segurança à população. Ontem, o comando do Exército havia até prometido "apoiar as demandas legítimas do povo", dizendo que iria tomar "medidas para proteger a nação", segundo informava o "comunicado número um" aos egípcios.
Alguns interpretaram o "comunicado número um" como uma ameaça de lançar um golpe de Estado, até que o próprio Mubarak apareceu na televisão estatal no final da quinta-feira para anunciar que ficará no cargo até as eleições presidenciais de setembro.
Protestos
Os manifestantes pró-democracia ficaram enfurecidos com a decisão do presidente e muitos pediram uma intervenção das Forças Armadas para tirá-lo do poder. Eles convocaram para hoje manifestações de protesto maiores do que as já realizadas.
No começo desta manhã, dezenas de milhares de pessoas ainda estavam acampadas na Praça Tahrir e nas ruas próximas ao Parlamento, no Cairo, enquanto grupos menores protestavam diante do palácio presidencial de Mubarak e da sede da televisão estatal. Centenas de milhares - talvez milhões - de pessoas deverão participar das manifestações ao longo do dia, após as orações muçulmanas semanais.
O Exército endossou a transferência de alguns poderes de Mubarak para o vice-presidente Omar Suleiman, ex-chefe do serviço de espionagem do país, nomeado vice no final de janeiro, em meio aos protestos. Os militares também prometeram abolir a lei de emergência, em vigor há décadas, mas apenas "tão logo as atuais circunstâncias terminem", segundo a rede de televisão Al-Jazira.
Fonte: Estadão
Nenhum comentário:
Postar um comentário