
O chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general David Petraeus, disse hoje no Senado americano que haverá um aumento da violência no Afeganistão com o envio de mais tropas ao país em 2010, mas afirmou que a nova estratégia militar terá "êxito".
Durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado, Petraeus declarou que o progresso no combate aos grupos insurgentes no Afeganistão possivelmente será mais lento do que o registrado com o aumento de tropas dos EUA no Iraque há dois anos.
No entanto, assegurou que, apesar do inicial aumento da violência, a força internacional no Afeganistão pode ter sucesso.
"Conseguir progresso no Afeganistão será difícil e esse progresso provavelmente será mais lento do que o alcançado no Iraque", disse Petraeus, ao apontar, entretanto, que a situação em território afegão não é "desesperadora".
Responsável pelo aumento no número de tropas americanas no Iraque em 2007, Petraeus esteve hoje no Congresso para explicar a nova estratégia militar definida pelo presidente americano, Barack Obama, no último dia 1º.
O plano inclui o envio adicional de 30 mil soldados ao Afeganistão em 2010, com um prazo de 18 meses para começar a retirada das tropas em julho de 2011.
No entanto, a nova estratégia foi alvo de críticas dos republicanos, para os quais anunciar o início da retirada das tropas é contraproducente.
Mais soldados da OTAN
Um total de 36 países garantiu o envio de mais tropas para a missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão durante 2010, em compromissos que soma por enquanto 6.800 soldados, disse hoje o porta-voz da entidade, James Appathurai.
Esses militares se juntarão aos 30 mil soldados que os EUA anunciaram na semana passada e às contribuições que são esperadas de outros países nos próximos meses.
Com a soma total de contribuições, a Otan considera que "o requerimento para forças de combate se completará", afirmou Appathurai em entrevista coletiva.
O porta-voz reconheceu, no entanto, que a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), dirigida pela Otan no Afeganistão, continuará tendo "carências", especialmente nas áreas de instrutores para o Exército e a Polícia afegãos e em helicópteros de transporte.
No entanto, o principal obstáculo não são essas carências, mas "a falta de segurança" em amplas regiões do país, disse o porta-voz da Isaf, o general canadense Eric Tremblay, na mesma entrevista coletiva.
Tremblay acrescentou que o objetivo é usar as novas tropas para oferecer segurança nos corredores de passagem entre as principais cidades do país e para as principais instalações da infraestrutura afegã.
Fonte: EFE
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