quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Obama anuncia reforço de 30 mil soldados para o Afeganistão



O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia hoje o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão e disse confiar em que os países aliados também divulgarão em breve um aumento de sua contribuição militar.

A Casa Branca divulgou hoje alguns trechos do discurso, de duração aproximada de 40 minutos, que Obama fará esta noite na academia militar de West Point e no qual vai expor sua nova estratégia para a guerra.

De acordo com os trechos, Obama anunciará o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão, que serão destacados "o mais rápido possível" na primeira metade de 2010

Estes reforços "ajudarão a criar as condições para que os EUA possam transferir a responsabilidade aos afegãos".

As tropas terão como missão conter a insurgência e dar segurança a centros populacionais cruciais, acrescenta o presidente americano no discurso que será transmitido pela televisão em horário de máxima audiência, às 20h locais (23h de Brasília).

Os reforços permitirão aumentar a capacidade de treinamento das forças afegãs e colaborar com elas, de modo que mais soldados afegãos poderão participar das tarefas de combate, diz o discurso.

O presidente americano revela que pediu aos aliados internacionais para que também aumentem sua contribuição.

"Alguns já forneceram tropas adicionais e temos confiança de que haverá novas contribuições nos próximos dias e semanas", aponta Obama.

"O que está em jogo não é apenas uma prova da credibilidade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que está em jogo é a segurança de nossos aliados e a segurança comum do mundo", diz um trecho da fala do presidente americano.

Obama tem confiança em que a colaboração entre os EUA e seus aliados permitirá acelerar a transmissão da responsabilidade às forças afegãs e "permitir o começo da transferência de nossas forças para fora do Afeganistão a partir de julho de 2011".

"Como fizemos no Iraque, executaremos esta transição de maneira responsável e levando em conta as condições no terreno", promete o presidente americano.

Os EUA e os países aliados continuarão sua assistência às forças afegãs, mas "ficará claro para o Governo afegão, e principalmente para seu povo, que serão eles os responsáveis por seu próprio país".


Afeganistão ainda não esta perdido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que a guerra no Afeganistão "não está perdida", mas que os talibãs ganharam terreno nos últimos anos e é necessário enviar reforços de 30 mil homens.

O presidente americano ainda afirmou que "o movimento talibã ganhou força e a rede terrorista Al Qaeda mantém seus refúgios ao longo da fronteira com o Paquistão".

O envio do novo contingente de soldados vai acontecer antes do final do primeiro semestre de 2010, anunciou Obama, o qual garantiu que a retirada das tropas terá início um ano depois, em junho de 2011.

Segundo Obama, os reforços "ajudarão a criar condições para que os EUA possam transferir a responsabilidade pela segurança do país aos próprios afegãos, o objetivo final da guerra", destacou.

Em seu discurso para expor a nova estratégia para a guerra, Obama afirmou que dará apoio aos líderes "que combatam a corrupção e defendam as pessoas", mas ao mesmo tempo disse que "os que não sejam eficientes ou corruptos terão que prestar contas".

Obama ainda lançou uma dura advertência aos dirigentes afegãos, dizendo que "acabaram os dias nos quais recebiam um cheque em branco".

O presidente americano também afirmou que EUA e Paquistão compartilham um inimigo comum, e disse que Washington reforçará sua aliança com o país asiático "sobre alicerces de interesses mútuos, respeito mútuo e confiança mútua".

Em seu discurso, Obama indicou que os soldados, que vão se juntar aos aproximadamente 68 mil que os EUA já mantêm no Afeganistão, terão como missão conter a insurgência e dar segurança à população de áreas consideradas "pontos-chave".

Os reforços vão permitir também a orientação de mais forças militares afegãs, fazendo com que mais soldados do país possam participar das tarefas de combate, de acordo com o presidente dos EUA.

Obama também pediu aos aliados internacionais para que enviem mais forças ao Afeganistão, dizendo que "alguns já forneceram tropas adicionais, e temos confiança em que haverá novas contribuições nos próximos dias e semanas".

O presidente admite que a guerra não será barata. O envio dos soldados adicionais custará cerca de US$ 30 bilhões em um ano.

"Trabalharei rigorosamente com o Congresso para dar conta destes custos, enquanto trabalhamos para reduzir o déficit", disse Obama, ao lembrar que quando assumiu a Presidência, em janeiro, o custo das guerras no Iraque e Afeganistão se aproximava de US$ 1 trilhão.


Fonte: EFE

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