
Um dos fatores que mais gerou desgaste entre o Ministro da Defesa Nelson Jobim e a presidente Dilma Rousseff foi a mudança de rumos em relação a política de Defesa no Planalto. Enquanto no governo Lula o ministro Nelson Jobim gozava de prestigio junto ao presidente e tinha liberdade na condução das decisões da pasta, o mesmo não se deu com o princípio do governo Dilma.
O Programa FX-2 que se arrastará por todo o governo Lula e tinha como certo o anuncio de seu vencedor ao ser confirmada a sucessão de Lula por Dilma após as eleições presidenciais em 2010, não teve o curso esperado após a posse da nova presidente em 2011, ao contrário o que se viu foi o congelar do processo e os rumores de um cancelamento e reabertura dos estudos para compra de um novo vetor, além de informações não confirmadas da preferência de Dilma pela proposta americana, o que diferia totalmente do sustentado por Lula e o Ministro Jobim que tinha como preferência clara a proposta francesa.
Nelson Jobim foi o primeiro ocupante da pasta de defesa a obter êxito na interlocução entre militares e governo, tendo granjeado o apoio dos militares e conduzido como maestro a pasta.
A redução da autonomia de decisão que detinha Jobim a frente da pasta no governo Lula, deu lugar a uma posição limitada, uma vez que a presidente Dilma não possuía desde a definição de seus ministros simpatia por Jobim, tendo o mantido até o dia 4 de agosto a pedido do ex-presidente Lula. Porém sob enorme pressão e após declarações polêmicas nos últimos meses, chegou ao fim o comando de Jobim frente ao Ministério da Defesa, tendo deixado um legado nesta pasta.
Em minha avaliação pessoal o engavetamento do programa FX-2, o congelamento de outras compras, como os AH-2 Sabre (MI-35) e o pedido de Dilma para rever as proposta do FX-2, foi a gota d'água para Jobim, homem de forte personalidade, sentiu-se frustrado ao ver longos anos de trabalho para a definição deste programa estratégico que se arrasta desde o governo FHC e já tinha praticamente como vencedor o caça francês Rafale, decisão que teria sido tomada no governo Lula, mas que com o apagar das luzes de seu governo passou o bastão á sua companheira Dilma, que agora quer rever o processo e põe em dúvida a escolha pelo caça francês.
Agora nos resta apenas as incertezas com relação a Defesa, pois o novo ministro Celso Amorim não possui qualquer afinidade com os militares, tendo estes assistido com preocupação a ocupação do comando do ministério por um ministro da área diplomática.
Em minha opinião o nome de Celso Amorim não seria a melhor opção para ocupar a pasta de defesa, não desfazendo do ex-ministro de relações exteriores o qual admiro particularmente, mas pelo fato de seu perfil não se encaixar nas necessidades deste ministério. Eu aproveito aqui para abrir espaço a participação dos amigos leitores, peço que deixem seus comentários opiniões a respeito desta mudança.
Angelo D. Nicolaci
Editor - GeoPolítica Brasil
O Programa FX-2 que se arrastará por todo o governo Lula e tinha como certo o anuncio de seu vencedor ao ser confirmada a sucessão de Lula por Dilma após as eleições presidenciais em 2010, não teve o curso esperado após a posse da nova presidente em 2011, ao contrário o que se viu foi o congelar do processo e os rumores de um cancelamento e reabertura dos estudos para compra de um novo vetor, além de informações não confirmadas da preferência de Dilma pela proposta americana, o que diferia totalmente do sustentado por Lula e o Ministro Jobim que tinha como preferência clara a proposta francesa.
Nelson Jobim foi o primeiro ocupante da pasta de defesa a obter êxito na interlocução entre militares e governo, tendo granjeado o apoio dos militares e conduzido como maestro a pasta.
A redução da autonomia de decisão que detinha Jobim a frente da pasta no governo Lula, deu lugar a uma posição limitada, uma vez que a presidente Dilma não possuía desde a definição de seus ministros simpatia por Jobim, tendo o mantido até o dia 4 de agosto a pedido do ex-presidente Lula. Porém sob enorme pressão e após declarações polêmicas nos últimos meses, chegou ao fim o comando de Jobim frente ao Ministério da Defesa, tendo deixado um legado nesta pasta.
Em minha avaliação pessoal o engavetamento do programa FX-2, o congelamento de outras compras, como os AH-2 Sabre (MI-35) e o pedido de Dilma para rever as proposta do FX-2, foi a gota d'água para Jobim, homem de forte personalidade, sentiu-se frustrado ao ver longos anos de trabalho para a definição deste programa estratégico que se arrasta desde o governo FHC e já tinha praticamente como vencedor o caça francês Rafale, decisão que teria sido tomada no governo Lula, mas que com o apagar das luzes de seu governo passou o bastão á sua companheira Dilma, que agora quer rever o processo e põe em dúvida a escolha pelo caça francês.
Agora nos resta apenas as incertezas com relação a Defesa, pois o novo ministro Celso Amorim não possui qualquer afinidade com os militares, tendo estes assistido com preocupação a ocupação do comando do ministério por um ministro da área diplomática.
Em minha opinião o nome de Celso Amorim não seria a melhor opção para ocupar a pasta de defesa, não desfazendo do ex-ministro de relações exteriores o qual admiro particularmente, mas pelo fato de seu perfil não se encaixar nas necessidades deste ministério. Eu aproveito aqui para abrir espaço a participação dos amigos leitores, peço que deixem seus comentários opiniões a respeito desta mudança.
Angelo D. Nicolaci
Editor - GeoPolítica Brasil
se dependermos de dilma o exercito vai ser esquecido!
ResponderExcluirA historia ja nos ensinou que existem 3 tipos de pessoas governantes: os idealistas que so pensam no bem e nao se preocupam com defesas e soberania,os armamentistas que usam todos seus recursos para ter um exercito forte com a sociedade decaindo e por ultimo a uniao desses 2,pois nada adianta termos uma sociedade avançada e equilibrada se dependemos da bondade de outros paises com exercitos fortes para nos proteger.
Fala kamaradas...
ResponderExcluirVejo dois pontos qnto ao Amorim:
1º)Negativo: Ele já criou atritos com os militares na questão da Comissão da Verdade, onde ele propõe investigações dos crimes cometidos pela ditadura. Amorim ESTARÁ do lado do governo, enquanto Jobim estava do lado dos militares.
2°)Positivo: O Amorim é um ferrenho nacionalista. Ele compartilha com os militares a defesa de um papel mais ativo para o Brasil no mundo e a necessidade de reequipar as Forças Armadas. Em praticamente todas suas colocações, ele defende a reforma do CS.
E ele, como um diplomata de altíssimo nível (6° “pensador global” em 2010 pela revista norte-americana “Foreign Policy”), sabe q para entrarmos no clube do CS temos q ter forças q condizem com o status do Brasil (atualmente 7ªeconomia).
Incomodou-me o fato de ñ ter havido uma consulta prévia aos militares. Nesse sentido, o perfil gestora e durona da Dilma vem incomodando-me.
Infelizmente a kamarada Dilma tem se mostrado muito fraca no quesito “POLÍTICA”.
Tudo oq Lula fez para criar uma base sólida de aliados no Congresso Nacional, acalmar os militares (rixa histórica e ideológica) e conseguir colocar a oposição num plano de meros coadjuvantes na política nacional, a Dilma – com seu perfil gestora – vem demolindo as conquistas suadas e discutíveis do ex-presidente Lula.
Acho q o Nelsão deu um alerta para todos, jogando no ar mensagens SUBLIMINARES a respeito do atual perfil nada político da gestora Dilma.
A crise política em seu governo é eminente e real. Ela ñ está sabendo lidar com sua base aliada como deveria fazer. A oposição cada vez mais se fortalece e CPI’s estão por vir, facilitadas por aliados descontentes pelo descrédito dado a eles por Dilma.
Jobim conseguiu algo difícil de acontecer: Como civil teve um bom relacionamento com os militares. Com ele no ministério, a Defesa entrou na pauta como a muito tempo ñ se via.
Notem q o assunto Defesa nunca foi tão badalado e falado qnto agora. Hj muitos brasileiros passaram a acompanhar os assuntos de Defesa graças as mensagens subliminares e sarcásticas de Nelsão. O Nelsão foi bom até nisso. Aposto q NJ foi o ministro mais conhecido depois de Palocci.
Falow